Ex-Emigrante: Síndrome do Regresso

Amanda Lourenço e Juliana Cunha (Folha de S. Paulo, 06/03/12) apresentaram problema real e coletivo: o retorno de emigrantes. A crise nos países desenvolvidos está levando muitos brasileiros a voltarem para casa. Segundo o Itamaraty, 20% dos que moravam nos Estados Unidos e um quarto dos que moravam no Japão já retornaram desde o começo da recessão, em 2008. Há tanta gente comprando a passagem de volta e tanta dificuldade de reintegração ao mercado de trabalho brasileiro que o Itamaraty lançou o “Guia de Retorno ao Brasil“, distribuído nas embaixadas.

O regresso pode ser visto como o contrário de progresso e gerar depressão. É a “síndrome do regresso“, termo cunhado pelo neuropsiquiatra Décio Nakagawa (morto em 2011, ele estudava a frustração de brasileiros que voltavam ao país após temporada de trabalho em fábricas japonesas) para designar certo “jet lag espiritual” que “aflige ex-imigrantes”. Na realidade, aflige “ex-emigrantes”, brasileiros que tentaram a sorte no exterior e a reversão das condições sócio-econômicas lá fora os obrigaram a retornar. Imigrantes são estrangeiros que mudaram para o País.

A adaptação em outro país acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos“, diz a psicóloga Kyoko Nakagawa, viúva do psiquiatra e coordenadora do projeto Kaeru, de reintegração de crianças que voltam do Japão.

Se ao sair do país o emigrante se cerca de cuidados para amenizar o choque cultural no exterior, no retorno a ilusão é de que logo se sentirá “em casa”. Retornar é, praticamente, uma imigração. A sensação é de que se perdeu “o bonde da história”, ou seja, tempo precioso em tecer seu networking doméstico. A pessoa se sente “por fora” do que antes conhecia profundamente.

Quando se emigra jovem e volta mais próximo da meia-idade, sem ter casado no exterior, porque a prioridade não era essa, descobre-se que ficou para “tio”. Todos os meus amigos estão casados, com outras demandas familiares. Demorando meses para se situar, a pessoa pode se deprimir.

Para amenizar o estranhamento, é comum se refugiar apenas nos amigos feitos durante sua vivência no exterior. Em pouco tempo no Brasil, o retornado percebe que deveria ter insistido em fazer sua vida no exterior. Já não vê graça nas pessoas e nos lugares que frequentava antes. Só conversa com brasileiros que conheceu no exterior ou liga, incessantemente, para amigos estrangeiros que lá ficaram.

A família pouco ajuda. Não dá para falar o que sente, porque logo todo mundo perde a paciência com a mesma ladainha queixosa. Ela se culpa por estar sofrendo enquanto seus pais, supostamente, estão felizes com sua volta. Bem que minha mãe me advertiu quando, logo após o Mestrado, estava em dúvida entre trabalhar no Rio de Janeiro ou retornar a Belo Horizonte – e ela me ajudou! Disse-me: “Quem anda para trás é caranguejo!” Portanto, podemos denominar também de Síndrome do Caranguejo!

A síndrome, evidentemente, não é exclusividade dos brasileiros e nem só de ex-emigrante internacional. Também emigrantes regionais quando voltam à cidade natal ou à cidade onde morava antes sofrem síndrome semelhante. Sou testemunho, pois sofri isso, não “na carne”, mas sim “na alma”, se  é que alma existe…

É evidente que o mesmo ocorre com todos os ex-emigrantes. Há sentimento geral de que o lugar, seja o país, seja a aldeia, antes abandonado não é o mesmo na volta. O português, que é um povo muito viajante e emigrante, diz que não quer voltar por saber que “Portugal já não estará lá”.

Quem sofre de síndrome do regresso é frequentemente considerado esnobe. A palavra snobbery, em português, “esnobismo”, tem sua origem na Inglaterra do século XIX. Derivou do hábito de faculdades de Oxford e Cambridge de escrever sine nobilitate (sem nobreza) ou “s.nob” ao lado dos nomes de alunos plebeus nas listas de exame para distingui-los de seus colegas aristocratas. Passou-se a classificar como esnobe qualquer pessoa que demonstre preconceito social ou cultural, discriminando outras por sua origem.

Parentes e amigos têm pouca paciência com quem volta reclamando e se colocando acima dos outros. Por exemplo, colega recém de volta de alguns anos no exterior costuma tratar todos os economistas fora de sua networking como “economistas menores”. O retorno tem também significação para aquele que ficou. Junto com saudade, há sentimento inconsciente de abandono, ressentimento e até mesmo certa inveja daquele que se aventurou no estrangeiro.

O ex-emigrante fica tão abalado com a volta que muitos engordam bastante em poucos meses. “Só me resta comer… Só bebendo dá prá aguentá!”. Os amigos de infância não entendem essa tristeza, eles se sentem ofendidos e lhe taxam de pessoa frustrada. A saída para muitos é nova emigração, desta vez interna. Decide ir pra São Paulo e correr atrás de outro emprego. Na capital paulista, com a impessoalidade capitalista (e/ou “a solidão paulistana”), a pessoa acha que “os outros” lhe conseguem entender melhor!

Na verdade, o(a) brasileiro(a) inadaptado gostaria mesmo era de ter nascido no exterior! Não se incomoda em ser sempre pessoa estranha em terra estrangeira. Infelizmente, reclama que sua família e alguns poucos bons amigos estão no Brasil. Então, se ilude: “Se eu tivesse nascido no Primeiro Mundo não teria esse problema.” Se acha que é “culpa do papai e da mamãe”, o melhor é deitar em divã psicanalítico!

Quando está no exterior, onde viveu por anos, o emigrante pensa várias vezes em voltar ao Brasil. Ele acha as pessoas muito frias e indiferentes por lá. Isso faz ele se sentir solitário, tem saudade dos amigos e da família. Ao voltar para sua cidade-natal, as coisas não saem como ele planejava. Manteve bom relacionamento com a família e os amigos, mas percebe que ele mesmo tinha mudado bastante, enquanto as pessoas que conviviam com ele, aparentemente, continuavam iguais. Mas o que mais lhe incomoda é a questão da carreira: ele se superestima e acha que no Brasil não há valorização de profissionais qualificados. As empresas preferem pagar menos para qualquer um.  Após ter estudado e trabalhado no exterior, tem dificuldade para se recolocar no mercado. Espera salário melhor, que nunca vem.

Essa é a “síndrome do tapete vermelho”: achava que seria super-bem recebido, profissionalmente, e constata não ter nenhum networking naquele mercado de trabalho. Fica deprimido e passa a sofrer de insônia – “por causa da diferença de fusos horários” já que ainda espiritualmente lá fora. Um ano depois de ter voltado, ainda não se adaptou, pessoalmente, nem conseguiu organizar sua vida profissional. Fica avaliando a possibilidade de ir embora novamente, dessa vez para sempre.

Muitas vezes, os amigos costumam simplificar o processo de reintegração com pressão para que a pessoa recém-chegada “se divirta”. Nesse caso, os amigos não respeitam o tempo do viajante. Se a família também não ajudar, o ideal é procurar algum psicólogo que tenha formação intercultural. Tomar antidepressivos não é o melhor caminho para sair desse estado.

Nostalgia, perda de liberdade, frustração e decepção com o próprio país (ou a “aldeia-natal”) são alguns motivos que levam à síndrome do regresso, cujo sintoma mais comum é a aparente recusa em viver no presente. Sem tornar-se presente, vive com a memória do passado ou com o sonho do futuro. Enquanto mora fora, a pessoa emigrante tende a idealizar a própria terra. A nostalgia a fez esquecer dos problemas da terra-natal. Alguns buscam nova rota-de-fuga, reconhecendo a incapacidade de se readaptar a sua origem.

Arranja-se “bode-expiatório” para responsabilizar como a causa do problema. Por exemplo, dado o choque de realidade ao voltar de país com maior segurança pública, o ex-emigrante fica meses sem sair à noite. Justifica-se que está com síndrome de pânico.

Após anos no exterior e sobrevivendo com trabalho manual, isto é, prestação de serviço doméstico, aqui não se dispõe a continuar com essa carreira profissional por causa do status social. “Aqui você só é valorizado se tem um trabalho considerado bom, de ‘classe média’. Lá ninguém se importa se você é garçonete ou professora”. Como acha “aqui não é o caso de servir mesas ou fazer faxina”, fica anos sem emprego.

No retorno, leva vantagem quem conheceu mais lugares e tem perspectivas no Brasil. Nada como o “mecanismo de defesa com substituição”: conhecer outro amor (ou lugar) para se desapegar do “primeiro amor”.  No começo, sua base de comparação é pequena, então você supervaloriza o que é de fora. Adicionar outros países e valores na comparação ajuda a ver que toda cultura tem seus pontos baixos e altos.

A jovem mulher brasileira emigrante tem duas certezas: não irá morar no Brasil nem casar com brasileiro. Depois, após os 30 anos, pode estar morando em sua cidade natal e casada com alguém que cresceu perto de sua casa. As primeiras viagens são de deslumbre, tudo é imaginado como sendo perfeito. Depois das primeiras decepções, normais em todos os lugares, a pessoa amadurece e passa a fazer análise mais justa com o Brasil e outros lugares. Quem não o faz, geralmente, não conhece muito a cultura brasileira e, portanto, não consegue sobreviver dentro dela.

A economia do país, na atual conjuntura, ajuda a reduzir a depressão da volta. Hoje, alguém em início de carreira tem mais chances aqui do que na Europa. Tanto que o País atrai, atualmente, imigrantes estrangeiros.

SÍNDROME DE EMIGRANTE

1 mês antes de partir: Eufórico, o futuro imigrante lê tudo sobre a cultura na qual pretende se inserir e planeja uma vida nova

1ª semana antes de ir: A proximidade da viagem gera os primeiros medos de que tudo dê errado

1ª semana no exterior: Deslumbrado, o imigrante passa a considerar que o novo país é um paraíso

1° mês no exterior: Solidão, choque cultural, falta de domínio do idioma e diferença de clima começam a aborrecer o aventureiro, que passa a ter saudade de casa

3° mês no exterior: A língua ainda pode ser um entrave, mas as facilidades do novo país parecem valer a pena

6° mês no exterior: Completamente adaptado, o viajante lida bem com a saudade de casa e com as dificuldades próprias de morar fora

1ª semana antes de voltar para casa: Esse é o pico da saudade da família, quando o viajante começa a combinar encontros com amigos e a fazer as malas

1ª semana em casa: Tratado como visita ilustre, o bom filho ainda não teve tempo para avaliar o que perdeu com o retorno

1° mês em casa: Fase áurea da nostalgia, quando a vivência no exterior parece ter sido um sonho para o qual a pessoa espera voltar o mais rápido possível

2° mês em casa: Ninguém aguenta mais ouvir histórias sobre sua viagem. Os amigos passam a achá-lo esnobe e deslumbrado

3° mês em casa: Nesse ponto, a maior parte das pessoas volta a ter vida normal, com atividades como trabalho e estudo. A readaptação completa, no entanto, só acontece depois de dois anos de retorno

Fonte: Kyoko Nakagawa, coordenadora do Projeto Kaeru e Marina Motta, autora do livro “Intercâmbio de A a Z

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167 thoughts on “Ex-Emigrante: Síndrome do Regresso

  1. Sou publicitário, contratado em 2003 por uma cooperativa de crédito no leste de Minas Gerais, percebi logo o problema no associados (cliente) visitando propriedades rurais. Em 2008 a situação agravou com a crise. Para achar uma forma de ajudar, construí um site para interagir as famílias. Em 2009 comecei a escrever um filme sobre o assunto, o lançamento esta previsto para 2014, ano da Copa do Mundo, ano em que todo o Mundo estará com os olhos fixado para o nosso país que é conhecido como “Terra de Imigrantes” que em breve será conhecido como “Terra de Emigrantes”. Uma terra indígena mas um país em que quase todos são decendentes de algum outro npaís.

    A solução ou a cura estará nas atitudes de um jovem da região…

    Leo20worls@hotmail.com.br

      1. Primeiramente gostaria de parabenizar Fernando Nogueira da Costa e dizer que este artigo foi simplesmente um raio-x de tudo que passei e ainda estou passando no meu regresso ao Brasil. Morei 6 anos em Portugal, la criei laços de amizade e tinha uma vida muito boa. Fui para estudar (fazer o mestrado) e ficar por no máximo 2 anos, no entanto, fiquei 6 e o que me fez voltar não foi crise, xenofobia constante ou qualquer outro problema diário e sim a saudade da família. Fazem 8 meses que retornei e estou completamente perdido, e me enquadro perfeitamente no perfil do artigo.

      2. simplismente quero agradecer a fernando nogueira da costa por esse artigo me ajudou muito,morei nos united states por 16 anos ,11 anos sem vir ao Brasil ,essa foi a minha 5 vez que venho ,so que nessa ultima vez resolvir morar definitivo ,antes era so ferias ,sou cidadao americano tambem ,dupla cidadania ,mesmo assim resolvi ficar no brasil ,pois consegui fazer um bom patrimonio nesses anos de trabalho ,trabalhei muito duro todos esses anos ,enfim tenho como manter o meu padrao de vida ,nao me falta nada gracas adeus ,mas mesmo assim estou tendo uma imensa dificuldade de me adaptar ,esse seu artigo definiu exatamente tudo que eu estou passando ,clareou bastante a minha mente cansada ,pois ja cheguei a ficar no meu apte por dois dias ,ate passaou pela minha cabeca de pensar que eu nao tinha mais nada a fazer nesse mundo ,que toda minha missao estava cumprida ,loucura cheguei apensar que tava doido ,mas acredito que com o tempo as coisas vao ficar cada vez melhor ,pois dessa vez so estou aqui no Brasil ha 11 meses ….valeu muito obrigado ,abraco !!!!

      3. Bom tarde, amigo. Tbm me idenfico muito, com esse blog. E me espelho na parte em vc diz: ter passado pela kbç, que nao tem mas sentido…. Morei na Europa c minha esposa, por 7 anos, Italia, Suiça. Nesse meio tempo estivemos no Brasil 4x, de ferias, sempre com vontade de retornar definitivo. Retornamos tem 3 anos. Hoje temos uma menina de 2 1/2 anos, e nao conseguimos nos desligar do Exterior. Aqui chamam esse “sentimento” de SINDROME DO REGRESSO. Tbm nao conseguimos nos readaptar, e nos sentimos meios q depressos, e as pessoas que conhecemos, e dividimos o q sentimos, nao compreendem isso. Resumindo a historia, depois de muito repensar estamos de mala pronta, partindo mês próximo p o velho mundo. Espero ter ajudado dividindo c vc meu pensamento e sentimento. Abçs e fé em Deus acima de tudo.

  2. Achei que as autoras do artigo colocaram todos os emigrantes dentro de um mesmo pacote… e existem emigrantes que ficaram 1 ano, 5 anos, 10 anos etc… fora as diferentes condições de vida, faixa etária, países com culturas mais próximas do Brasil e outras menos, estilo de vida parecidos ou diferentes… assim o pacote de vida de cada emigrante não é o mesmo. Assim achei o artigo e análise fracos e um tanto ignorantes.

      1. passei e estou passando por isso….tudo que escreveu tem grande sentido..vejo este relatorio como um filme que passei..e ainda passo…so quem passou sabe o que est escrito neste artigo..parabens…

      2. Pois eu achei muito realista. Estive morando na Europa por 14 anos e por causa da crise econômica me vi obrigada a retornar ao brasil, e os sentimentos descritos são exatamente os que sinto. A situação chega quase a ser idêntica. Os brasileiros podem nos considerar esnobes, mas mesmo com a economia daqui em alta vejo que a qualidade de vida que a Europa oferece nem se compara à daqui, mesmo estando em profunda crise. Mas a vossa colocação foi certa, vai pelo tempo de adaptação e pela perspectiva da situação quando se avalia os pontos altos e baixos de cada país.
        Está de parabéns, pois até então não encontrei na internet nenhum artigo que retrate tão bem esta situação.

      3. Grato, Priscila,
        devemos lembrar que o primeiro Império Ocidental na Europa, o Romano, nasceu muitos séculos a.C., ou seja, há milênios. O Brasil, enquanto Estado nacional independente, ainda não tem 200 anos…
        Logo, em termos de ritmos históricos, as conquistas de direitos civis, políticos e sociais até que, relativamente, estão aqui aceleradas… 🙂
        abs

  3. Ótimo artigo! Foi como se estivesse lendo minha autobiografia.. No meu caso não aguentei, fui em busca de “um novo amor”, se Deus quiser ano que vem estou indo novamente, dessa vez pra nunca mais voltar…

  4. gostei mt desta materia,ha quase 1 ano regressei ao brasil,vindo de portugal,e nao esta sendo nada facil.gstaria imenso de conseguir me adaptar,mas nao tenho animo pra nada,desde que cheguei ao brasil nao cnsegui sair pra me divertir,namorar entao nao tenho nem paciencia pra isto,engordei,fiz cuirso no brasil na msma area que eu trabalhava em portugal,e nao cnsigo ficar no trabalho.tem dias que minha vontade e so de chorar,nao tenho amizades aki,e familia,filhos so problemas.entao decidi que em novembro agra em nome de jesus retornarei e darei continuidade a minha vida em lisboa…….

  5. Eu poderia dizer neste momento que tenho vontade de voltar, mas ao mesmo tempo quero vencer isso que sinto, minha vontade è vender tudo e ir por ai, fazer nao sei o que! conqistei tudo que palnejei, minha aposentadoria, um casa com belo quintal, a faculdade do meu filho, ajudei muito minha mae, so vitoriosa, e agora que faço? nao sei lidar com que estou sentindo, esse sentimento de abandono, ja tive crises e seis meses, uma angustia uma vontade de vomitar, evacuar, dor de cabeça terrivèl, nao consigo energia, para nada, fui trabalhar em hotel de governanta, hotel ILHA DA MADEIRA, as pessoas sempre querem saber da sua vida voce acaba falando, e ai por tràs te chama de isnob, metida, depois que sabe que voce viajou o mundo , elas começa a te ignorar, te olhar de raba de olho, te ivitar, mas isso sao pessoas invejosas, e mal amada e decadente, que trabalho em seu emprego vinte , quinze anos 30 anos fazendo as mesma coisas e morre de medo de perder o emprego, sao pessoas burras, que nasceu para carregar fardo, atè o fim da sua vida.
    Nòs ex_emograntes fomos fortes como as AGUIA, quebramos nossos bicos, e volmos alto, conhecemos lugares lindos, e aprendemos muitos de costumes, e culturas ediomas diferente, enaqunto que quem trabalha no Brasil, gente da nossa classe social, jamais, poderà sonhar em ver o que ja vimos e vivemos, por isso nao tem paciencia, com gente seu mudo è pequeno de mais, para nos dar atençao.
    Mas tudo bem quantas pessoas que quiz sentir isso que nòs sentimos hoje a SINDROME DO RETORNO, SEI QUE ESTOU SOFRENDO,
    sei que o Brasil nao esta preparado para curar, seus Brasilieiros que pagou tanto imposto mandando dinheiro para o BRasil, hoje nao tem um programa para nos ajudar, espero que um dia nossos GORVENANTES ENXERGUE, um pouquinho para ex_imigrante.
    HOJE EU ACORDEI. PENSANDO!!!
    Vou tentar fazer uma coisa que gosto se der certo voltarei aqui para contar.
    MEU FACE BOOK è NILVA SANTOS CARNEVALE
    QUEM QUIZER ME AJUDAR ME ADD. EU AGRADEçO NESSE MOMENTO TODA A AJUDA è VàLIDA.
    UM BEIJOS A TODOS QUE TEM MESMO PROBLEMA QUE EU.

  6. Só hoje descobre que estou passando por esta síndrome, já lí vários artigos sobre o tema. Antes de sair do Brasil eu sempre fui uma pessoa que prezava pela organização, cumprimento das leis, comunidade ativa, respeito ao outro, etc e nunca tinha vivido isto integralmente aqui, só indo para outro país e que pude vivenciar tudo isso. Foi complicado o início em outro país? sim, mas em 6 meses eu já não queria mais sair de lá. Via um futuro tranquilo e promissor para minha família e meu filho. Morava em uma cidade ótima, tinha muitos amigos, me sentia segura e quase tudo funcionava 100% (sim pq nenhum lugar é perfeito), adorava a organização. Mesmo sendo estrangeira fui aceita e participava da vida social da cidade, coisa que nunca consegui aqui, mas infelizmente a empresa do marido pediu nosso retorno e formos obrigados a voltar. Os sintomas são estes mesmos e a família e os amigos não entenderem o que a gente perdeu é bem complicado, mas o que mais me alarma é ver o carioca achar toda corrupção, falta de bons serviços, falta de infra estrutura (seja ela qual for), entre outras coisas, como uma coisa normal. Sempre ouço que não adianta brigar que nada vai melhorar, que o melhor é deixar prá lá. Pq deixar prá lá? Antes de sair do Brasil eu já dava murro em ponta de faca, agora dou com mais força pq em vez das coisas melhorarem só pioraram. Ninguém respeita ninguém, o que é uma pena. Infelizmente não iremos voltar para o país que vivíamos o negócio é continuar nadando contra a maré.

  7. Me poupe! Por que voltou então?! O Brasil não precisa de gente assim não. Quem quiser retornar, é para trabalhar, saber “botar a mão na massa”. Se não gosta daqui, ou “não vai se adaptar”, sei lá, saia daqui de vez! Não se pode é contaminar as pessoas daqui com este negativismo e pessimismo. Aqui tem muita gente otimista lutando no dia a dia.

    1. Prezada Magda,
      entendo seu ponto de vista, no entanto, é necessária certa empatia em lidar com os problemas alheios, ou seja, se colocar, emocionalmente, no lugar das outras pessoas, para entender o ponto de vista delas. Dessa forma, a gente pode apoiar e destacar que o problema não é “o lugar”, mas a reação psicológica delas ao retorno, tipo “meu sonho acabou, meu mundo ruiu”.
      Em qualquer migração, os fatores de repulsão se digladiam com os fatores de atração, isto em relação a qualquer lugar.
      att.

    2. Lua,
      são reações como esta sua, emocional demais (cérebro foi feito para pensar!) que dificultam o diálogo e, conseqüentemente, o desenvolvimento de um país. Problemas sao resolvidos com o cérebro e nao com o coração!
      Como efeito colateral, dificultam também a volta de pessoas que viveram em países mais desenvolvidos, supostamente porque seriam menos emocionais. Pelo jeito que reagiu à “síndrome do regresso”, parece que voce nunca saiu daí.

    1. Prezada Natália,
      favor reler a autoria explícita no início do post. É reprodução/compartilhamento de matérias que saíram na Folha, para o jornal “não virar papel de embrulhar peixe”… A prova disso é que muita gente, inclusive fora do País, teve oportunidade de ler a reportagem e avaliá-la se é leviana, como você classifica, ou não.
      Para encerrar, não ganho nada compartilhando as notícias que acho interessante na imprensa. E ainda tenho de ler desaforo! Argh…

      1. Exatamente, Fernando. Você está proporcionando informação e espaço para pessoas com interesses em comum e, neste caso, nada melhor que o sempre atual “os incomodados que se mudem” e, de preferência, bem de fininho.

  8. Nossa… achei dez este artigo! Realmente, achei alguém que entende o que realmente passamos ao retornar… Infelizmente, a crise na Europa instalou.

  9. Prezado Fernando,

    Foi muito bom ler seu texto e todas as respostas dada a diferentes pessoas e situacoes.

    Eu e minha esposa moramos a 21 anos na Europa e neste dois ultimos anos muitas coisas nos fizeram pensar no retorno de vez ao Brasil. Um dos fatores e’ a crise economica que se encontra na europa, a outra e’ ver que o nosso filho mais velho de 14 anos, nascido aqui na Inglaterra, ja nem pensa um dia em morar no Brasil. Temos ainda, em termos, poder de decidir ainda aonde ele pode morar.

    Temos receio do que vira pela frente se mudarmos para o Brasil. Tenho 45 anos e minha esposa, 44. Ela é enfermeira e nao sei como sera’ a adaptacao. Eu sou analista de mercado de acoes. Penso que teremos uma queda de qualidade de vida. Enfim, ainda nem chegamos e ja estamos apreensivos.

    Carlos

    1. Prezado Carlos,
      creio que a comparação entre fatores de atração / fatores de repulsão é bastante subjetiva ou emocional, porém, objetivamente, em termos de mercado de trabalho, aqui está com taxa de desemprego mais baixa em toda a história e menor do que na Europa. No seu caso e da esposa, com essa experiência internacional, creio que não terão dificuldade para achar emprego em São Paulo. Lá, ganhando bem, “dá até para ser feliz”… rsrsrs
      att.

  10. Olá, morei somente 10 meses na Europa, retornei ao Brasil há 4 meses e estou vivendo o inferno da Sindrome do Regresso… já estou realocada profissionalmente mas mesmo assim não me sinto feliz, estou com todos os sintomas citados no post e tenho muito medo de entrar numa depressão profunda, se é que já não estou… Se alguém puder me ajudar!
    Obrigada Janaína.

    1. Janaina,
      está comprovado: o melhor mecanismo de defesa psicológica, mesmo que seja temporário, é arrumar logo uma substituição, seja uma atividade, seja um amor… Namore! A gente gosta do lugar onde temos amor, afeto, amizade.
      abs

      1. Obrigada! Mas eu esperava que o trabalho pudesse ser uma substituição, mas não foi.
        Janaína

    2. Ola Janaina voltei ha 6 ao Brasil depois de morar 13 anos na Europa ,o seu relato parecido com o que eu sinto,tambem vivendo.um inferno dessa sindrome do regresso procuro me ocupar de todas maneiras,porem nem familia e nem amigos te daatençao. Estou pensando ,em voltar definitivamente a viver na Europa.

      Esdras

      1. Oi Esdras, agora já são 7 meses no Brasil, não vou lhe dizer que estou 100% bem, mas resolvi viver o presente.
        Troquei de emprego, tenho saído mais com amigos… estou exercitando a paciência, mas também pretendo voltar para Europa definitivamente, só que em condições melhores.
        Espero que também consiga, boa sorte!

      2. Prezados ex-emigrantes,
        esperem a Síndrome do Regresso, agora, à Europa, passar, pois lá agora “a coisa está feia”, pior que aqui…
        É uma falsa esperança – um mecanismo de defesa psicológica – a mudança geográfica. Talvez seja melhor buscar a mudança interna, pessoal, psicológica. Deixar de culpar “os outros” e assumir a própria responsabilidade individual pela condução da vida pessoal. Se possível, façam uma breve terapia. Esse apoio externo pode ajudar a sair dessa depressão pessoal.
        att.

      3. Olá

        Eu moro na América ha 18 anos ( tenho 42) …sou ex jogador de futebol profissional.
        Trocar a América pelo Brasil e como deixar de jogar no Flamengo ( na época do Zico) e jogar em um time
        da segunda divisão de Ararangua – SC ( assim , como eu joguei) ou seja…Come on now!
        Não e assim tão complicado de entender as dificuldades de readaptação no nosso querido e irritante Brazil 🙂

  11. Vivi em Portugal durante doze anos, deixei amigos que foram minha familia durante os anos que vivi por lá, devido a crise que esta na Europa, decidi voltar para o Brasil para perto de minha familia, não era bem o que eu queria, mas achei que fosse melhor para mim. Estou aqui ja tem um mês, no inicio é tudo muito agradavel rever a familia, mas com tempo vem a desilusão, começa a comparação de qualidade de vida, acho tudo muito caro. Como fiquei muito tempo fora do Brasil perdi o contato com amigos que aqui tinha, ainda mais dificil a adaptação. Minha vontade é de regressar mas ja naõ é tão facil porque deixei meu emprego e devido a crise tenho medo de não conseguir outro e minha vida ainda picar pior.
    Sinto-me muito sozinha, ando muito triste, angústiada e desanimada, tenho saudades dos meus amigos, meu corpo esta aqui mas o coração ficou em Portugal.
    Espero que o tempo seja realmente o melhor remédio para curar toda essa tristeza, ou então encontrar uma solução para poder regressar…

    1. Prezada Néia,
      com o tempo, pode arrumar amor e emprego por aqui e as coisas melhoram. Para facilitar as amizades e reconstituir uma rede social, bom passo é voltar a estudar, p.ex., em cursos de extensão à noite, seja profissionais, seja culturais, p.ex., sobre História da Arte, Cinema, Fotografia, etc.
      att.

  12. Eu gostaria de, depois de quase 30 anos na Alemanha, voltar ao Brasil em 2 ou 3 anos, viver a aposentadoria aí. Meu marido nao está muito entusiasmado com a idéia. Ele é alemao, tem família aqui, acha que para ele adaptar-se aí vai ser muito difícil. Como foi escrito aqui (ou em outro blog, nao sei mais), nós, ex-emigrantes, somos como peixe fora dágua e, a essas alturas do campeonato, nao pertencemos mais “nem lá nem cá”.
    Onde seria melhor “curtir” a 3a. idade? Num país que nos oferece boas casas de repouso, com profissionais especializados ou num país que nos oferece um clima melhor e onde, com um pouquinho mais de dinheiro, podemos morar perto da praia e contratar gente para nos auxiliar?
    Uma pergunta que me ocupa a mente dia e noite nos últimos tempos.

    1. Prezada Malu,
      vivo também dilema parecido: continuar vivendo em Campinas, onde já tenho rede de assistência médica, ou no Rio, onde mora a maioria dos meus amigos e tem praia-mar?
      Entre a razão e a emoção, por que não conciliar ou experimentar?
      Passe uma temporada aqui nas condições idealizadas e avalie.
      Penso também em experimentar morar no Rio, 30 anos depois, pois deve ser diferente, não?
      att.

      1. Sou Tijucana mas também conheco Campinas e até mesmo – pasme! – Jaguariúna, onde morava minha mae. Se me permite um conselho (vc sempre aconselha as pessoas, né) eu nao hesitaria entre Campinas e Rio. RIO, é claro! Qualquer problema de saúde, Campinas é pertinho.
        No nosso caso é diferente. A caixa de saúde daqui nao paga nada fora da Unidade Européia. E fazer um seguro de saúde no Brasil, na nossa idade, sai mais barato pegar um aviao pra cá e se tratar aqui. Lógico que se a coisa nao for brava como, por exemplo, um ataque de coracao.
        Aqui moramos a 200 m de uma Universidade de Medicina que é pronto-socorro, centro de pesquisas e tem um (sao só 2 no mundo inteiro!) grande especialista em conserto de válvula do coracao. O homem é a “estrela” da universidade.
        Mas nao queremos viver a nossa 3a. idade pensando em doenca. Tói tói tói (batemos na madeira) somos bastante saudáveis.

      2. Prezada Malu,
        o problema de decidir é parecido: moro a 200 m do Centro Médico de Campinas e do maior Hospital de Câncer Infantil do Brasil e sou vizinho do campus da Unicamp, que possui o Hospital das Clínicas.
        Neste fim-de-semana, p.ex., inesperadamente, tive de levar minha esposa ao Pronto-Socorro do Centro Médico. Na idade de aposentadoria, acabou a garantia de saúde…
        att.

      3. É, isso é o que assusta, nao é? E ainda chamam isso de “melhor idade”. Melhor pra quem, para os médicos e hospitais?
        Tenho uma amiga aqui que sempre diz: “depois dos 50 quando a gente acorda e nao sente absolutamente nada incomodando, pode ter certeza que está morta”.
        Aqui, eu mesma já me levei para o pronto-socorro, fui dirigindo. Tive um choque alérgico depois de comer uma cenoura crua. Até aquele dia da minha vida nao sabia que tinha alergia a cenoura crua. Cozida nao é problema. Imagine se o hospital fosse longe, hoje nao estaria aqui trocando mensagens com ninguém.

        Interessante que vc mora aí pertinho da Unicamp. Minha tia foi professora do Curso Técnico de Enfermagem da Unicamp durante muitos anos.

      4. Olá Fernando, aqui eu de novo depois de mais de 1 ano… Resolvemos, em parte, nosso problema de sair daqui pra morar no Brasil depois da aposentadoria.Resolvemos comprar ou alugar um apartamento em uma pequena cidade (com praia!!!) no sul do Brasil e passar 6 meses aí e 6 meses aqui. Quando um de nós morrer (essas coisas acontecem, sabe? rsrsrs), o outro fica/volta para sua terra natal sem ser totalmente um estranho e sem sentir esse síndrome do regresso.
        O lado de cá já está preparado. Compramos um apartamento (vamos mudar em setembro) e logo depois que mudarmos vamos colocar nossa casa a venda. Essa é a parte mais dura pois nós a planejamos, a construimos e moramos nela há 20 anos, mas nao se pode ter tudo, né? Em maio 2015 vamos ao Brasil tentar preparar o lado de lá. Queremos nos sentir “em casa” lá e cá, aproveitar o que há de bom (o verao rsrsrs) nos dois mundos e quando a saudade bater é só pegar a mochila pois nem de mala vamos precisar 🙂

      5. Prezada Malu,
        fico feliz pelas boas notícias!

        Não imaginava que um simples compartilhamento de informações sobre a Síndrome do Regresso fosse se tornar tão importante para muitas pessoas. Sinal de que, de fato, ela existe e incomoda.

        Quando à outra “síndrome” — a da semiaposentadoria — também já estou a vivendo: vender uma casa que construi, há 27 anos, e criei meus filhos, envolve sentimentos e lembranças, né? Agora, eles já se mudaram para SP e sinto que ela tornou-se demasiadamente grande e dispendiosa. Acho que é a “síndrome do ninho-vazio”… 🙂
        abraço

  13. Adorei o post, e me encaixei perfeitamente em vários aspectos, moro na Europa ha dez anos, com marido e três filhos, e estou retornando para o Brasil, foi uma decisão difícil e muito bem pensada, viemos em busca de um sonho que pensamos levar 3 anos para conseguir, tudo aqui acontece devagar, a integração é lenta, até que façamos um nome, que pegamos a confiança das pessoas, para conseguir trabalho, leva anos….mas valeu a pena, viajei bastante, dei uma boa educação aos filhos, trabalhei em coisas que me surpreendeu, pois nunca pensei que conseguiria, e adorei conhecer uma nova Jacqueline, guerreira, destemida sem medo…esse medo, começou a me rondar quanto ao retorno depois de tantos anos, largar o certo pelo duvidoso mais uma vez, agora na faixa dos 40 anos.
    Mas sou otimista, imagino um bom trabalho no Brasil, sonho com meu restaurante, com minha vida no sol, com a energia boa que só o brasileiro tem, e tenho muita fé que Deus vai nos abençoar mais uma vez, em mais uma decisão,
    Estou preparada para os choques, para a saudade que provavelmente sentirei de tudo aqui também, mas SOU BRASILEIRA, e quero voltar, estou muito feliz, e confiante!!!

    1. Jacquilene,
      seja bem vinda! Com este estado de ânimo, mais cedo ou mais tarde, enfrentando momentos ruins e lutando pelos bons momentos, a gente constrói nosso futuro!
      A vida pessoal, assim como a Economia, tem ciclos.
      att.

      1. ..BOM, conhecendo a Jaqueline, minha amiga.
        Lí tudo isto.
        o que me resta é…. terminar a contagem desta adaptação, 2 anos?
        (se palpite valesse amiga, venderíamos) Estou no Brasil há 1 ano e 7 meses e dez dias,depois de Portugal e Londres, o que pósso falar , sou extremamennte positiva, mais anciosa em ver o resultado dos 2 anos …… faltam apenas 5 mêses…… poderia acontecer mais rápido se não que que seja matemático…..
        Minha vontade hoje é de me sentir normal…. NORMAL…mais nada! (falta pouco)….

  14. Fernando Nogueira, muito obrigada! Você definiu exatamente o que sinto depois de 18 anos na Dinamarca e 5 meses no Brasil. O sofrimento e a incompreensão são incomensuráveis e a vontade de lutar diminui a cada dia.
    Mais uma vez obrigada.

    1. Concordo com vc… As diferenças sao enormes… Nao é só questao de ganhar mais ou menos dinheiro, é questao de cultura social. O Brasil esta a anos luz da cultura dos países mais desenvolvidos. Moramos 9 anos entre Italia e Suíça, e estamos de volta a 2 anos. Atualmente nos passa uma vontade louca de retornar. Desta vez será para sempre. Aqui precisa de um alto salario, para mantermos saúde, educaçao, e nao tem dinheiro que pague a segurança. No exterior esses tres pontos, nós temos, com a taxa que ja pagamos com as taxas descontadas do nosso salario mensal. No Brasil tbm pagamos as meas taxas, e nao vemos o governo investir. Poderia ficar aqui escrevendo inumeras paginas de insatisfaçao…. Mas de nada resolverá. Cabe a cada um resolver ficar ou pular fora do barco.

      1. Prezado David,
        para entender o que é ser cidadão aqui necessita ter noção da história da cidadania atrasada no Brasil.
        Ser cidadão brasileiro representou conquistar direitos civis, como ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante à lei, com um século de atraso, apenas em 1888/89, em relação às conquistas inglesas, norte-americanas e francesas no Século XVII-XVIII.
        Somente um século depois, com a Constituinte de 1988, após longas ditaduras (1930-1945 e 1964-1984), reconquistamos direitos políticos: eleger o destino da sociedade, votar, ser votado, associar-se em sindicatos e partidos.
        Na transição do Século XX para o XXI, começamos a conquistar direitos sociais à educação, à saúde, à aposentadoria, à segurança pública.
        No Século XXI, nosso grande desafio está sendo conquistar direitos econômicos: ao trabalho, ao salário justo, a uma renda mínima, acesso aos bancos, isto é, a crédito e produtos financeiros.
        Enfim, “resolver ficar ou pular fora do barco” significa ficar aqui e lutar por essa construção social ou cair fora e viver em território, povo e Nação alheia.
        att.

  15. Ola Fernando Nogueira.
    Gostei fo artigo e ja havia lido o ano passado antes de retornar ao Brasil. Sou de Bauru interior de São Paulo mas
    morei nos EUA por 30 anos. Fui com apenas 17 anos para intercambio e por causa de uma doença acabei ficando
    por la. Me casei com uma americana, tive dois filhos e abri uma empresa. Tentei viver aqui no Brasil em 2005 por dois
    anos e não me acostumei.Minha filha se casou aqui no Brasil em 2007 e acabou ficando aqui e hoje tem duas filhas.
    Meu filho se formou nos EUA e quer trabalhar aqui no Brasil.
    Bom estou de volta a 45 dias e ja sinto os efeitos do sindrome do regresso. O que mais me pertuba e a sensaçao de ser
    inutil. La sempre trabalhei 12 a 14 horas por dia e sempre tive emprego ou propria empresa. Nunca fiquei parado. Desde que
    cheguei Eu me sinto inutil. Ja fui fazer um curriculo e ja enviei a muitas empresas sem sucesso. A unica oportunidade que
    apareceu foi de vender imoveis, mas não sinto que ser vendedor e para mim. Como o artigo diz Eu sinto que o bonde passou.
    Gostaria de saber de outras pessoas passando pelo mesmo dilema se ha algum grupo de apoio. Caso não, que tal criarmos um no facebook pelo menos para podermos soltar para fora o que sentimos.

    1. Prezado Paulo,
      de fato, a Síndrome do Regresso existe. Não tive a experiência de morar no exterior, mas apenas passar cinco anos e meio na “corte”, i.é, em Brasília.
      Quando voltei à UNICAMP, eu me senti também invisível. Ninguém me convidava para alguma atividade acadêmica ou social. Foi espécie de “Síndrome do Poder”.
      Com o tempo, dediquei-me a um trabalho criativo, escrever livros, postar no blog, dar cursos através de filmes… e obtive, novamente, reconhecimento profissional!
      Enfim, a sugestão que posso dar é essa: aproveite para fazer algo novo, que nunca fez na vida por não dispor do tempo que agora tem.
      Uma boa maneira de criar nova rede social é ingressar em cursos universitários de extensão.
      A ideia de criar uma home-page com este título é boa: Síndrome do Regresso.
      att.

      1. EH, SERIA BOM, MAS NO MEU CASO, VOLTEI SEM NENHUMA GRANA PRA COMECAR ALGUMA COISA AQUI, EMBORA EU NAO SABIA SER UM AUTONOMO. SEMPRE TRABALHEI EM COMPANHIAS , COM VARIAS PESSOAS E NAO GOSTO DE TER O TAL DE MEU PROPRIO NEGOCIO. COMO NAO VIM COM DINHEIRO SUFICIENTE PARA QUASE NADA, ESTA SENDO MUITO DIFICIL A MINHA READAPTACAO. NAO POSSO CONTAR FINANCEIRAMENTE COM MINHA FAMILIA, POIS VIVEM NOS EXTREMOS E PRA NAO CRIAR UMA SITUACAO CATASTROFICA EU FICO QUIETINHA, COM OU SEM CONTAS A PAGAR, COMIDA NA MINHA MESA. VIVO DE BIQUINHOS AQUI E ALI QUE NAO DAO NEM P ALIMENTACAO. AS VEZES ALGUM AMIGO OFERTA NA MINHA VIDA E EU RESPIRO UM POUCO. QUERIA TENTAR AQUI, JUNTO DOS MEUS. PASSEI DOS 5.0 JA. NAO SOU MAIS NENHUMA GAROTINHA DISPOSTA A ME AVENTURAR POR AE., MAS PELO QUE ESTOU SENTINDO, ALEM DE TODAS ESSAS SITUACOES JA PROPOSTAS AQUI, DA NAO RESSOCIALIZACAO NA SUA PROPRIA PATRIA, ME VEJO, FINANCEIRAMENTE OBRIGADA A SAIR DE NOVO, TENTAR CONSEGUIR UM TRABALHO LA FORA, QUE EU SEI AINDA CONSIGO, PRA VIVER….,. JA TENTEI POR VARIAS VEZES ARRANJAR UM EMPREGO AQUI, MAS NAO APARECE NADA. TENHO UMA IRMA MAIS NOVA QUE EU NA MESMA SITUACAO. NAO EXISTE UM ORGAO DE AJUDA A ESSES “RETORNADOS“? NINGUEM QUE POSSA NOS AJUDAR? A DAR UM PONTAPE INICIAL??? NAO TEMOS GRANA NEM PRA SAIR DE CASA, PEGAR UM ONIBUS, IR AO SINE, OU QUALQUER OUTRO LUGAR. EU SEI QUE EXISTE AJUDA, ONGS ARA ASILADOS POLITICOS E NOS, OS ASILADOS AQUI? QUALQUER INFORMACAO E MUITO BENVINDA. ANA

    2. Paulo, morei 18 anos na Dinamarca e estou no Brasil há 5 meses. Difícil e, principalmente na área profissional, o descaso impera.
      Estou totalmente de acordo com uma página no Facebook para trocarmos experiências, desabafar e networking.

      1. Prezados ex-emigrantes,
        enquanto vocês não providenciam a Home-Page, podem usar este espaço para se organizarem na iniciativa coletiva. Mas quem tomará a iniciativa individual de abrir o blog?

        Estou postando trailer de documentário sobre algo que alguns de vocês devem ter vivenciado: “Romance de formação”. Esta produção cinematográfica já foi premiada no cenário nacional e se destaca por acompanhar a vida de quatro jovens brasileiros, que carregam consigo a responsabilidade de crescerem dentro de grandes instituições acadêmicas como: Harvard Law School (EUA), Stanford University (EUA), Universidade de Música de Karlshure (Alemanha) e IME (Brasil). Retratando seus sonhos, dificuldades, obstáculos, anseios pessoais e realizações profissionais. A partir desta situação discute os desafios da vivência universitária. A diretora do documentário é Julia De Simone.

        att.

      2. Olá a todos. Estou disposta a iniciar uma página no Facebook e gostaria de contar com a ajuda de vocês.

      3. Ola Paula
        Pode contar comigo. Não tenho muita experiencia com midia sociais, mas quero ajudar
        Paulo R Borges

      4. oi MARCELO, BOA NOITE!!!! VAMOS SIM, MARCAR ALGUMA COISA. EU NAO SEI MEXER MUITO BEM COM INTERNET, PRECISARIA DE UMA PESSOA P´RA AJUDAR A MONTAR ALGUMA COISA NESSE SENTIDO. TENHO TRABALHADO , MUITO DURO, PRA SOBREVIVER, E NA MINHA IDADE NAO E FACIL, MAS ENQUANTO NAO VEM ALGUMA COISA LIGHT , FAZER O QUE. SOU DE VITORIA DO ESPIRITO SANTO. PRA CULMINAR COM O DESCASO , A GREVE DOS PMS AQUI DEIXOU UM DESASTRE NO ESTADO. PIOROU. NAO SEI P ONDE COMECAR. VAMOS NOS FALANDO OK…. ABRACOS

      1. Olá Fernando,
        Já existem grupos com este nome, por isso minha busca por um nome diferente. Mas apesar de querer algo original, penso que Síndrome do Regresso (com algo complementar) será de mais fácil acesso aos interessados.
        Vou cuidar disso esta semana.

  16. Voce descreveu em seu texto tudo o que aconteceu comigo desde que deixei a Inglaterra em 2005.

    Voltei ao Brasil, Engordei, meus amigos nao eram mais amigos, pra eles eu era esnobe, ae hoje sou deprimido achando que o passado era melhor, sou de Pocos de Caldas e vim para Sao Paulo numa imigracao interna tentando encontrar um emprego melhor e respostas para o que eu sentia e ate hoje nao encontrei respostas… acho que nunca deveria ter emigrado muito menos ter feito como fiz sozinho aos 17 anos, sem sabe nada da vida…

    1. Sugiro “ir à luta”, para construir um futuro que lhe agrade!
      Parte depende de seu próprio esforço para estar preparado para perceber uma chance que, provavelmente, aparecerá.
      Quando desistimos de algum projeto por acreditarmos no julgamento dos outros, ou do mercado, em vez de acreditarmos em nós mesmos, trata-se realmente de uma tragédia.
      O que Leonard Mlodinow aconselha é “seguir em frente, pois a grande idéia é a de que, como o acaso efetivamente participa de nosso destino, um dos mais importantes fatores que levam ao sucesso está sob o nosso controle: o número de vezes que nos arriscamos, ou seja, o número de oportunidades que aproveitamos”.
      att.

  17. ola,boa noite..eu a procura de algumas respostas para poder entender o que eu estou sentindo me deparei com este artigo axei interessante…morei em Portugal durante 13 anos tem 3 meses que regressei mas me sinto mais perdida que um cachorrinho que caiu da mudança..ando muito irritada não consigo dormir choro sem ter o pork parece que aqui já não há lugar para mim..pelos vistos não e só eu que sinto assim..

    1. Sugiro fazer um curso de extensão em alguma Universidade pública. Não só será bom voltar a estudar, mas também será a melhor maneira de fazer novas amizades locais e “enraizar-se” novamente. A gente gosta de onde tem amigos…
      att.

  18. Otimo artigo.
    Depois de 7 anos vivendo na Europa, retornei ao Brasil há 6 meses, e me deparei com esse país onde as pessoas dão risada da própria desgraça, onde a política é sinônimo de enriquecimento ilícito e onde tudo gira em torno do “pao e circo”, traduzido em bolsas esmola para a massa e futebol.
    Foi bom ler o texto e os comentarios, pelo menos percebo que não sou unico nesta indignação e nessa dificuldade em me re-inserir no meu próprio páis de nascimento.

  19. ola a todos morei 14 anos no japao fui pra la casado com uma descendente japonesa ..mais depois de um ano la nos separamos dai eu seria obrigado a retornar ao brasil pois nao teria mais direiro ao visto..dai por eu ter me apaixonado pelo japao decidi ficar ilegal ..consegui empregos bicos e fui mi virando e cada vez mais amando o japao i o idioma ..mais em 2009 fui pego pela imigraçao e fui deportado..chegando aqui logo no aeroporto entrei em panico medo mesmo..dai voltei pra minha cidade natal no interior de sp..e dai pra frente so fui ficando mais triste entrei em depressao nao consigo sair de casa quando saiu fico nervoso so me sinto bem quando durmo pois sempre sonho com o japao e sonho em japones..nao tenho mais amigos e minha familia nao entendem oque estou passando acabou meu dinheiro e vivo com ajuda da minha irmã..tudo que penso tem japao no meio peguei raiva de onde vivo e nao posso voltar ao japao..pois la a lei funciona ..tenho 38 anos ja estou no brasil ja a quase 4 anos nessa vida trancado..e minha familia acha que sou vagabundo..que tenho que esquecer o japao..impossivel amo aquele lugar..toda vez que acordo acho que estou num pesadelo..acho que nasci no pais errado..me desculpem pelo desabafo..so nao mi matei ainda pois nao tenho coragem.

  20. Hallo Fernando Nogueira,
    Eu adorei o texto!! vai me ajudar bastante a decidir se volto ou nao pra o meu querido Brasil!! Tudo de bom. Abracosss
    Eu gostaria de participar do seu grupo de amizade no fecebook!! Meu nome é Simona Mitterer. obg.

  21. Meu Deusssssss !!!!!! Moro na italia a 16 anos tenho muita saudade do meu brasile e estou de malas prontas pra voltar mas esses coment arios mim da arrepio Kkkkkkkkkkkk

  22. Eu me mudei para o canada com 16 anos. Foi quando minha mae se separou de meu pai e me convidou para morar com ela. Desde entao aprendi o frances em quebec e logo me mudei para a parte inglesa do canada. Numa de minhas viagems para o brasil conheci uma menina e ela foi estudar ingles no canada por minha causa, e, dai nos casamos apos 6 meses de namoro no proprio canada pois nao queria terminar o relacionamento. Em 2007 voltei ao brasil para q ela nao ficasse ilegal aqui no canada e eu voltei para ca denovo pois queria pegar a cidadania.O casamento nao deu certo, comecei a namorar uma canadense. Queria q meus filhos tivessem olhos azuis e que eles fossem diferentes. O problema e que nunca me adaptei totalmente aqui. Sempre me senti um peixe fora d’agua. Porem quando eu ia para o brasil eu tb reclamava. Isso acontece pois voce sempre quer comparar as coisas boas do pais desenvolvido, porem esquecendo de querer comparar as coisas boas do brasil vs coisas ruins do pais desenvolvido. Economicamente eu nunca consegui ser completamente independente, minha familia no brasil sempre me mandou uma grana para passar o mes ou para complementar meu salario que recebia aqui. Sim, a qualidade de vida e boa, sempre tive carros bons ( que aqui e barato ) mas a saudade de familia, do idioma e da cultura brasileira e muito grande. Lembrando que ja estou aqui a 12 anos, e a unica coisa que me segura aqui no momento e a minha relacao ( namoro ) com uma canadense.
    Ja pensei em voltar muitas vezes. O mais importante antes de voltar, e de aceitar o brasil do jeito que ele e. Possivelmente sempre focar em tentar melhora-lo mesmo que for atravez de simples coisas como nao jogar lixo na rua, ou doando comida ou roupas. Aceitar que o brasil e um pais em desenvolvimento e aproveitar do conhecimento adquirido no exterior para tentar melhora-lo . Mais o mais importante de tudo e aceitar as coisas do jeito que elas sao. Nada e perfeito. O canada e um otimo pais, mas se fosse tao bom, eu estaria feliz, e obiviamente nao estou. Sinto estar vivendo a vida dos outros e nao a minha propria vida. Por exemplo: quando estou num grupo de pessoas e todos dao risada de algo, mesmo entendendo oque foi dito, eu nao acho engracado. Quando olho para as pessoas, me pergunto oque estou fazendo aqui? Eu nunca fui bom na escola e aqui no canada eu acho que eu desenvolvi uma dislexia. Eu nao consigo ler direito, leio muito devagar e logo apos ler algo, ja esqueci oque li. Isso acontence apenas no ingles ou no frances, ja no portugues eu lembro muito mais. E isso tb esta influenciando na minha decisao de voltar para casa. Eu nao consegui terminar a faculdade aqui, trabalhei em uma empresa na area de telemarketing, um trabalho super repetitivo mas que foi bom para mim. O mais importante antes de voltar ao brasil e de ter aquela sensacao de missao comprida, seje ela qual for. No meu caso, eu tentei de tudo e nao cheguei onde queria. Eu sempre pensei que me adaptaria e que seria uma questao de tempo, mas ano apos ano, pouca coisa foi mudando e continuei me sentindo um peixe fora d agua. Sei que a volta ao brasil tb vai ser dificil, mas com a ajuda de uma boa familia e de alguns amigos acredito que vou conseguir ser feliz. Em todo caso, o clima no braisl e 1000x melhor do que o clima no canada.

      1. Pedi pra ser adicionada, eu passo por isso há anos, fui nova para o exterior com meus pais e voltei com meu marido brasileiro que encontrei lá. Eu amava o lugar onde eu morava, fiz colegial e comecei faculdade lá. Meus pais e minha irmã ainda moram lá e não consigo me adaptar ao Brasil. Tenho insônia, emagreci horrores, enfim sua matéria é excelente.

  23. boa tarde,estou no Brasil a um ano,vivi em Portugal por quase 7 anos,nao me adpto aqui,não fiz amigos(os antigos mudaram muito e perdemos o contato)não acho graça em nada,e a uns meses estou apenas com vontade de chorar,quero muito voltar a viver em Portugal,sinto muita falta de la,me sinto triste,engordei 17k,nunca sai aqui,não tenho vontade de sair de casa,meu marido diz que vai passar,mais esta piorando,quero voltar!meu antigo emprego esta garantido caso queira voltar,mais tenho medo de voltar e não dar certo lá,mais caso volte,pretendo ficar la pra sempre!

    1. Prezada Marianna,
      veja pelos demais comentários a este post que a Síndrome do Regresso é um problema que assola a muitos ex-emigrantes. Sugiro buscar apoio psicológico profissional.

      Hoje, li na FSP: “O número de portugueses que receberam visto de trabalho no Brasil aumentou 101% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2012. Segundo o Ministério do Trabalho, foram 704 diante de 349 em 2012. Em 2010, foram 757 vistos; em 2011, 1.547; em 2012, 2.171. Mas, segundo autoridades dos dois países, o número de portugueses que chegam ao Brasil é bem maior do que os vistos concedidos, pois a maioria entra de forma irregular. A concessão de vistos é burocrática, e o processo chega a levar mais de seis meses.

      Há desertificação do interior de Portugal. No interior, o número de municípios que perdeu população aumentou de 173 (entre 1991 e 2001) para 198 entre 2001 e 2011. Também aumentou o número de municípios com decréscimos populacionais superiores a 10% no interior. Na onda de emigração dos anos 60 e 70, os trasmontanos foram para Lisboa, Porto, França e Alemanha. Muitos agora se aposentaram e voltaram para as aldeias. Mas seus filhos, mais qualificados que a geração anterior, estão quase todos no exterior ou em cidades grandes.”

      Enfim, há que ponderar os fatores de repulsão em relação a Portugal face aos fatores de atração pelo Brasil, para separar problemas pessoais dos sociais.
      att.

      1. Realmente a desertificaçao demografica no interior e um problema antigo , tanto aqui como no Brasil . Mas o mais preocupante e o decrescimo de nascimentos … No entanto ha um grande desconhecimento , sobre a qualidade de vida em Portugal ( so se destaca a crise ) que e relevante e que e transversal a sociedade . Como a qualidade dos serviços de ensino , seja em infraestruturas e nos seus tecnicos , na area da saude , na segurança das pessoas ( baixa taxa de crimes graves ) , excelente rede viaria ( das melhores do Mundo ) . Isto tudo se calhar nao lhe chamaria de «REPULSAO » . Nao e a toa , que custa imenso deixar este pais … So mesmo quem conhece …

  24. Ainda bem que encontrei esta pagina ,me chamo angela ,estive 7 anos na espanha .tenho pouco tempo no brasil e me sinto sem rumo ,tudo muito caro a saude horrivel muita violencia,aqui me sinto velha com 36 ,agora nao saio de casa ,a cidade me da panico minha familia religiosa fanatica ,tenho isonia tontura por causa do calor ,tenho muita tristeza .fico todo dia em casa minha familia nao me entende ,disse para eu esquecer esta espanha me sinto fracassada .,

  25. Obrigada ! Fernando. mais ja´ decidi volto a espanha que por sorte tenho meu trabalho garantido .fico muito agradecida por encontrar esta pagina ,que tem relatórios parecidos com o meu ,não sabia o que estava acontecendo comigo ,e agora estou mais tranquila .também coloquei minha família pra ler este historial e ago
    ra esta mais facíl de lidar comigo ,e eu controlo mais a cituação .muito obrigado ANGELA.

  26. Ola Fernando, moro na Australia ha 12 anos, sou casada e tenho 2 filhos. Sinto muita falta da Minha familia e poucos amigos dai, principalmente meus pais nao estarem acompanhando o crescimento dos meus filhos. Sou muito sozinha aqui, …Nao tenho vontade de morar em São Paulo , mas apenas conviver com eles, com as pessoas que amo que estao ai. Ja pensei em ir e ficar Por um tempo 2-3 anos, mas tenho muito medo… Medo de Tudo isso ai que vc citou acima….e principalmente da violencia!! Obrigada

  27. Olá Fernando, morei em Portugal por 12 anos, mas nunca consegui ser feliz lá e agora voltei há 2 anos e mesmo assim passei pela Síndrome do Regresso, por sinal em Portugal eles chamam os portugueses que voltaram de Angola após o fim da colonização, de “Regressados” e já tinha lido alguns livros sobre o tema, mas nunca tinha pensado isto em termos brasileiros, pois acho que o tema é relativamente recente por aqui. Já senti muita vontade de voltar para a Europa, mas a minha família, principalmente meus pais octogenários precisam de mim e quero passar seus últimos anos por perto, pois sei que não terei outra chance e o futuro dos meus filhos de menor é outro ponto que acho que vale a pena continuar pelo Brasil, afinal aqui eu vejo uma possibilidade real de crescimento, de certeza de trabalho, pois vi muito lá o desaparecimento de vilas inteiras sem crianças e sem perspectiva de desenvolvimento para o futuro. Ou seja, lá eu não conseguia ver futuro para meus filhos. Sim no presente ser pobre em Portugal ainda é melhor do que ser pobre no Brasil, mas aqui eu sei que posso e meus filhos terão todas as chances de mudar este quadro e em Portugal continuarão mantendo o status de primos pobres da Europa. Não posso porém cuspir no prato em que comi. Viajei muito, abri meus horizontes, ganhei uma cultura desde culinária até de línguas, que não teria oportunidade de ter adquirido no Brasil. Apesar de ainda não ter conseguido me realizar profissionalmente, pois durante estes dois anos juntei forças para fazer o meu marido português crescer, pois sabia se ele não se realizasse aqui iria voltar com certeza e consegui que ele desenvolvesse mais aqui do que se tivesse ficado em Portugal. Este é outro tema que levanto aqui, as mulheres que teem filhos no exterior e temem perder seus filhos, se os maridos forem embora, é uma decisão difícil, mas acho que lutar pela oportunidade de criar nossos filhos sempre vale a pena. Sou jornalista e estou pensando em escrever livros (romances) abordando este tema, pois tenho muito para contar, não sabia era que poderia ter aceitação um tema que mostra que ser emigrante não é o paraíso que a maioria dos brasileiros pensam, mas depois deste site acho até que teria alguns leitores. Vou me comunicando

    1. Divane, 12 anos de Portugal e casada com um português não ajudaram a conhecer o p País. Quem regressou das ex-colónias – que não eram apenas Angola… foram sim chamados de “retornados” e não de “regressados”. Portugal é um país de integração fácil para qualquer um que não desenvolva resistências a isso.

      Em 1975/6 Portugal conseguiu integrar meio milhão de pessoas em pouco mais de 2 anos, sendo que a maioria deles eram portugueses nascidos nesses territórios que jamais tinham pisado no Portugal Europeu. Esse termo “retornados” desapareceu do vocabulário há tantos anos que os jovens na casa dos 20 anos de idade nem sabem o que isso significa.

      Em parte nenhuma do seu comentário você cospe no prato onde comeu porém deixe que “ajuste” algumas pequenas ideias…
      “…ser pobre em Portugal ainda é melhor do que ser pobre no Brasil…” na realidade e apesar da “crise” – ser classe média no Brasil é ser pobre em Portugal.

      Com um salário mínimo 2 vezes e meia superior ao do Brasil, vc consegue sobreviver em Portugal, onde o “aluguel” de um apartamento em Lisboa é metade do de um apartamento semelhante (de pior qualidade de construção) numa cidade do interior brasileiro. Num país onde o custo de vida é inferior ao do Brasil, onde aos géneros básicos do dia-a-dia são bem mais caros do que em Portugal, um quilo de arroz, base da alimentação brasileira custa em Portugal uma média de 1,50 R$ e uma dúzia de ovos custa num supermercado médio bem menos do que numa feira de bairro no Brasil? Onde – em Lisboa – se faz uma refeição completa num restaurante médio por menos de 25 R$ – menos do que num buteco no Brasil…

      Em Portugal, comprar roupa na Zara não é luxo mas vulgaridade, onde n’O Boticário os – mesmos – produtos são mais baratos, onde a qualidade da educação pública é superior à educação privada no Brasil, onde vc não aguarda uma consulta médica num banco, debaixo de um alpendre de chapa… onde vc pode olhar para cima sem ver um único fio eléctrico ou de telecomunicações em postes, onde transporte público dificilmente falha o horário – e tem ar condicionado – onde vc pode sair do restaurante onde trabalha, à meia-noite ou à uma da manhã, pegar um “ônibus” e regressar calmamente a casa – naquele prédio sem gradeamento nem guarita de segurança – pois as hipóteses de lhe acontecer algo de errado são ínfimas, e vc acha que os seus filhos têm mais oportunidades de crescer no Brasil? Porque seriam olhados como parentes pobres da Europa?

      Onde, algures a meio do texto, que vc esqueceu ter escrito: “…ser pobre em Portugal ainda é melhor do que ser pobre no Brasil…”

      1. Prezados leitores,
        atento ao debate entre vocês, acho o seguinte.

        Depos de (re)conhecer o atraso histórico do País, uma atitude não individualista é cooperar com outros brasileiros para todos construírem uma Nação mais civilizada. Levará muito tempo, sem dúvida…

        Enquanto isso, ficar expressando “o complexo de vira-lata”, fruto da “síndrome-do-regresso”, não ajuda à autoestima nacional, isto é, no esforço para essa construção.

        Gosto mais da frase feita pelo maestro Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim: “Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.”

        Quando lhe perguntaram porque sempre volta ao Brasil, quando podia viver sossegado nos Estados Unidos, Tom Jobim respondeu: “Volto para me aporrinhar. Para responder a esse tipo de pergunta. Para ser um dos 5% de brasileiros que pagam imposto de renda. Para perder o apetite ou morrer de indigestão. Volto porque nunca saí daqui.”

        Outra de Tom Jobim: “A gente só leva da vida a vida que a gente leva.”

        Quem não gosta da vida que leva, que tal mudar a vida em vez de mudar de país? Ou mudar o país?
        att.

  28. o poplema e que todo brasileiro quer levar vantagem em tudo e sobre tudo não temos em quem confiar isso não e pânico isso e real. poucas pessoas gostao de falar sobre violência e ganancia porque analisando sempre estão envolvidas. essa e a duença do Brasil encuravel.

  29. Primeiramente parabéns pelo texto e pelo site!
    Achei bem interessante o texto pois estou planejando imigrar para o Canadá. Mesmo não tendo saído do país ainda, acredito que realmente as pessoas que voltam passam por esses problemas. Fico pensando se um dia, após sair do país, eu precisar de voltar a morar no Brasil vou passar pelos mesmos problemas. Isso é tão verdade que podemos perceber em pequenas coisas, por exemplo, quando eu era criança sempre passava as férias na casa dos meus avós na cidade de Itabira/MG, hoje já adulto, tenho na mente aquela saudade do lugar, das pessoas, mas quando volto pra lá parece que não é mesma cidade, não tem as pessoas queridas, você vê que aquilo tudo passou. É um sentimento que não dá para explicar. Vejo que essa ideia está bem presente no seu texto.
    Apesar de eu ter ciência destes males, acho que se já existe uma semente plantada dentro de você com a vontade de sair do país é melhor arriscar a passar pela síndrome do regresso do ficar toda a vida aqui no Brasil pensando como seria a vida lá fora.
    Boa sorte para todos nós! Para os que ficam, para os que vão e para os que voltam!

    att,
    Wallace

    1. Prezado Wallace,
      grato pelo cumprimento.
      Sabendo que haverá a possibilidade de retorno e conhecendo a Síndrome do Regresso, é melhor ir preparado psicologicamente.
      Algo básico de qualquer migração, seja emigração, seja imigração, é listar os fatores de repulsão, que justificam sair, e os fatores de atração, que justificam ir. Como mecanismo de defesa psicológica, as pessoas tendem a acentuar os fatores ruins que justificam a saída e superestimar os fatores atraentes do outro lugar… Mesmo que ele esteja no passado!
      Lembre das duas dimensões da Física: no espaço, você vai-e-volta; no tempo, não há regresso possível.
      Boa sorte!
      att.

  30. Muito bom o texto! Sou casada,tenho 2 filhos e moramos na Alemanha a 13 anos. Mais ou menos 3 anos,nao estou me sentindo feliz aqui. A saudade da familia e insuportavel,mesmo indo para o Brasil 2 vezes por ano. Quero muito voltar,mas meu marido nao quer de jeito nenhum. Fica me falando que vamos morrer,que tem assaltos,que vamos ter que ficar presos em casa,que acabara a liberdade dos meus filhos… Ñ sei o que faco! Estou deprimida,confusa,ñ tenho vontade de fazer nada,so chorar. Parei de sair de casa,saio so para levar e buscar o meu filho na escola,n atendo os telefonemas,e ando sem animo de fazer os trabalhos de casa. E,ele nao entende,falo que sou egoista. Ma penso também que devemos ver o que realmente nos deixa felizes e o que vale a pena na nossa vida. No meu caso,a saudade da minha mae,familiares e a vontade de estar perto deles,e o que vale a pena.Mas confesso que tenho muito,muito medo da violencia em Sp.Não sei o que fazer..

    1. Prezada Amanda,
      há cerca de 201 milhões de habitantes no Brasil. Em economês, há “diversificação de risco” de sofrer violência física, além de existir medidas de prevenção…
      Outra violência, talvez maior, é a emocional, a pressão por estar onde não se deseja.
      att.

  31. Muito legal esta pagina. Na verdade esta acontecendo comigo depois de 12 anos fora do brasil tenho 2 filhos estou com vontade de voltar o ano q vem mas o medo e enorme de dar errado…

  32. Desculpe se pareço rude.
    Alguém aqui vai assumir que estamos anos luz atrasados no quesito educação e que isso tem uma influência direta extremamente negativa no cotidiano de quem vive aqui?
    Alguém aí vai ter coragem de falar a verdade para as pessoas, ao invés de expor frases preparadas daquelas que se falam em tragédias para a família das vítimas?
    Tenho dó de pensamento conformista.

    1. Prezado Maximiliano,
      por sua vez, tenho dó do pensamento maximalista: tudo ou nada!
      Fazer “denúncia social” é muito fácil. É muito mais difícil construir uma Nação civilizada…
      Leva muito tempo de árduo trabalho cotidiano de milhares de educadores.
      att.

  33. Fernando, quero parabeliza-lo pelo site realmente so entende o que sente um “retornado” quando a pessoa passa por isso. Morei 7 anos na Inglaterra e entao decidi voltar para o Brasil, tinha mil plano e expectativas. Foi uma frustração, diversas vezes pensava em voltar, entrei em depressão e pensava em me suicidar, foi qdo decidi lutar contra todos esses pensamentos negativos e medos e virar a mesa. Entrei na capoeira, fui fazer cursos, saber mais sobre a meditar (aprender a silenciar a mente foi uma ferramenta muito util) ,me espiritualizar ir atras de um emprego. Hoje graças a Deus, consegui me “encaixar” novamente. Mas sei o quanto isso foi dificil, portanto um conselho que dou eh: nao fique parado, movimente sua energia busque nova maneira de pensar e ver o mundo.

    1. Prezado Diones,
      é isso aí! Acrescentaria eu: não se isole! Busque fazer ações coletivas de responsabilidade social!
      Fará assim amizades e terá prazer em ser reconhecido na comunidade como um indivíduo amável.
      att.

  34. boa noite , faz 2 anos e meio que voltei ao brasil , morei 8 anos fora sendo 5 anos nos eua e 3 na europa e voltei por conta da crise dos eua e acreditando que teria uma vida maravilhosa em sp , com a expectativa que com a copa eu seria bem remunerada com meu trabalho , e nada disso aconteceu ,meu sentimento eh de andar para tras a cada dia que passa aqui , arrumei ate um namorado(2 anos de namoro) e mesmo assim choro quase todas as noites pedindo a deus que me tire daqui , nao aguento mais , e tudo que passei em sp esse tempo aqui ,odeio tudo aq ok a unica coisa boa eh a pizza so! em 2 semanas volto aos eua vou largar tudo de novo namorado familia tudo , e vou recomecar no lugar onde me sinto segura e feliz comigo mesmo , obs desculpa se ofendi alguem , apenas minha experiencia

    1. Prezada Aparecida,
      parece-me que a gente gosta do lugar onde tem afeto e/ou reconhecimento profissional. O ser humano não quer ser apenas mais um na multidão.
      A pizza daqui é melhor do que a de lá?! Surprise! Talvez seja porque aqui “tudo termina em pizza”… 🙂
      att.

      1. oi Fernando,morei no japao por 13 anos,me adaptei assim que cheguei,era tudo novidade,eu amei tudo,agora faz seis meses que retornei ao brasil,e estou muito insatisfeita com tudo,tudo que voce escreveu e exatamente o que sinto,estou depressiva,preciso de ajuda,nao consigo achar graça em nada aqui…

  35. Bom dia Fernando!

    Faz dois anos que voltei para o Brasil, depois de 8 anos morando na Europa.Tenho dois filhos que nasceram na Espanha e eu e meu marido já pensamos em voltar.Não é uma decisão muito fácil, pois não viemos com a intensão de voltar, mais cada dia que passa fica mais difícil viver aqui.Meus filhos tem nacionalidade espanhola e na verdade quando pensei em voltar (meu marido não queria) pensei só em mim.La eu não precisava trabalhar fora, aqui eu preciso.A qualidade de vida dos meus filhos e a nossa caiu muito. Infelizmente aqui se você não tem dinheiro, você não tem nada.Não tem escola boa, não tem uma saúde digna e os preços na compra de comida e roupa são absurdamente caros.Foi colando tudo na balança ,que estamos pensando em voltar.As vezes as pessoas dizem que nós não queremos lutar por nosso país, mais a maioria dos brasileiros que nunca saíram daqui , também não querem.

  36. td que esta escrito é tão relativo,bom,o texto se refere a pessoas que querem melhorar de vida financeiramente,mas claro se apegam ao lugar,a cultura,aos costumes,a qualidade dos serviços públicos, até o astral do lugar a atmosfera (no sentido figurado) ,das pessoas e td parece ser muito diferente quando se retorna,mas as pessoas ñ são iguais,a experiência de morar fora,não é igual para TDs,mesmo tendo ideais parecidos,ao decidirem migrar para outro país,ou outro cidade,cada pessoa vive uma experiência muito singular,depende da personalidade,da boa ou má sorte de cada um la fora,da forma como cada um enxerga a vida,tem pessoas que voltam felizes para o país de origem,ñ se adaptaram mesmo vivendo anos la fora e reconhecem que a fase de viver la fora acabou.Tem outras que vão com outros ideais,mas realmente ñ querem voltar nem amarrados,mesmo passando “perrengue” ,eu daqui uns meses vou para Florença na Itália fico na casa de amigos,visito outras cidades (Veneza,Piza,Milão vou no Vaticano rsrs,esse ano quero ir a Paris no voo direto de Florença depois vou de trem a Londres,ano que vem quero ficar uns 2 anos em Londres,vou ser “cleanear” por la quem sabe me ajeito depois c/ empregos melhores ,ñ importa,no começo vou dividir quarto com uns 5 em albergues,depois um quarto individual,ñ vou para juntar dinheiro vou para para estudar pelo menos um ano I wanna improving my english,eu não sou rico não,sou funcionário público,mas sou concursado e vou tirar licença não remunerada (direito nosso) de 2 anos,se conseguir work permit in UK, e se gostar de morar por lá e desejar ficar, volto ao BR só para renovar minha licença,como um cara que conheço que mora em USA e vem de 4 em 4 anos renovar licença dele no serviço público,não que perder o que conquistou aqui no BR,assim vai ser comigo,mas cada um tem uma cabeça,para mim o objetivo de migrar para outro país é outro,Mas é verdade quando se retorna ao BR da aquela sensação estranha, e pessoas muito ligadas a matéria,nesse mundo sofrem d+,mas isso é outro assunto

    1. Faça isso DJ Jr., você irá “provar a maça” e depois entender que “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” (o slogan publicitário com que Fernando Pessoa descreveu a Coca-Cola) e que depois disso “…melhorar de vida financeiramente…” vira uma afirmação menor e quase insignificante. 😉

  37. Ola! Gostaria de entender como voces chegaram ao resultado de que o emigrante se adapta ao pais em 06 meses.
    Faco essa pergunta por que sou uma emigrante ha 10 meses e continuo sentindo saudades do Brasil, e tambem tenho conhecidas que compartilham do mesmo sentimento. Enfim, acho que os criterios nao foram muito claros ja que muitas pessoas saem do Brasil com baixa escolaridade e mesmo conseguindo trabalhos que nao sao valorizados no Brasil, tem uma renda superior ja que a moeda e mais valorizada do que o real. Sou de um grupo de brasileiros que foram estudar no exterior, mas que sentem que no Brasil teriam mais oportunidades ja que a experiencia no exterior e o dominio de uma outra lingua os elevam a um outro nivel profissional. Enfim, adoro viajar e sempre quis ter uma experiencia internacional, mas o sentimento de morar nos EUA definitivamente nao e uma coisa que me faz feliz nesse momento.

    1. Prezada Alba,
      essa estimativa não é minha…
      Minha irmã, que já morou em diversas cidades estrangeiras (Paris, NY, Londres, Grécia…), avalia que é necessário cerca de um ano. Por que? Talvez porque, depois de um ano, tudo se repete…

      Enfim, isso é apenas uma estimativa subjetiva, cuja única objetividade é dizer que “você só adapta quando gosta de pessoas deste lugar” — e isto leva tempo!
      att.

  38. Bacana o artigo o ponto de vista de varias pessoas diferentes.
    Moro na Europa a 6 anos e penso muito em voltar ao Brasil. Todavia os medos e a preocupacao com a readaptacao me fazem adiar o regresso. Hoje tenho familia aqui e o que me preocupa e a seguranca e a adaptacao deles no Brasil.

    Parabens Fernando . bacana ver alguem pensar em pessoas que voltam pra casa por um anglo diferente.

    att.

  39. Olá Fernando,

    Parabéns pelo artigo, me ajudou. Eu, posso dizer, estou do outro lado da situação, meu marido morou alguns anos na Noruega (nós éramos amigos na época que ele foi pra lá, quando ele voltou pro Brasil, nos casamos). E pros que ficam, realmente, é um sentimento muito estranho, muito ambíguo, muito difícil de lidar e muito difícil de admitir, de falar sobre isso, enfim causa muita vergonha, pois ao mesmo tempo que eu me sinto feliz/orgulhosa pela conquista dele, eu sinto várias outras coisas péssimas juntas, como por exemplo irritação quando a pessoa lembra das coisas boas do lugar que morou (“ai, lá vem com aquela ladainha esnobe sobre Europa de novo…”), sentimento que ele me olha como sendo um pouco inferior ou mais ignorante, pois não conheço a vida na Europa, e o pior de tudo, a sensação que ele preferia a vida dele lá, do que aqui. Volta e meia, fico torturando ele com perguntas do tipo, se ele se arrependeu de ter voltado, se ele me acharia mais interessante se eu tivesse morado lá, ou se eu fosse europeia; a ex dele mora na Europa também, o que faz a insegurança/ciúme/inveja/paranóia ficar pior ainda… É difícil o sentimento de culpa que dá por sentir essas coisas em relação a uma pessoa que você ama tanto e que você sabe que te ama de volta, além da vergonha, pois é um sentimento infantil, inferior e irracional.
    Enfim, desculpa pelo desabafo e obrigada pelo espaço. Um abraço.

    1. Prezada Júlia,
      sou um imigrante doméstico, já morei em quatro estados brasileiros. E sonhava voltar a morar no Rio de Janeiro.

      Porém, quando volto lá, fico em dúvidas. Percebi que nossa memória é enviesada, superestima fatores de atração e subestima fatores de repulsão. E o inverso ocorre em relação a onde estamos.

      Daí nasce “o mito fundador”: essa história pessoal recontada — e/ou distorcida — de maneira a sublinhar só o melhor do que lá aconteceu… E esquecer porque não lá ficou ou porque para aqui veio!
      att.

      1. Concordo plenamente, Fernando… No momento em que, por fraqueza, insegurança ou ciúme, a gente começa a ter impressões das impressões da pessoa amada ou tenta, por conta própria, visualizar uma lembrança, que na verdade, é única daquela pessoa e que a gente nunca vai ter uma visão 100% real (afinal, isso não existe, cada um possui a sua realidade), nós sofremos. Tendemos, como você disse, também a exagerar certos aspectos da história contada pelo outro. É um trabalho árduo, lutar contra as armadilhas da mente, porém, sem querer ser piegas mas já sendo…. Se atendo ao aqui e agora, ao amor e confiança que se nutre pelo outro, tudo se tranquiliza.

      2. Boa noite. Longe de mim querer ofender alguém… Mas não é esse o “foco” do Blog.

  40. David,
    Esse jeito cartesiano de enxergar o mundo, separando tudo em caixinhas… De certo, eu teria que escrever em um blog com o foco em pessoas sensíveis! 🙂 Vou procurar…

    Não sei se você leu com muita atenção o texto do Fernando, mas eu contei uma experiência minha, porque li essa passagem:

    “O retorno tem também significação para aquele que ficou. Junto com saudade, há sentimento inconsciente de abandono, ressentimento e até mesmo certa inveja daquele que se aventurou no estrangeiro.” O que, aliás, me ajudou muito, agradeço muito o Fernando por ter escrito sobre isso, pois nunca havia achado nenhuma leitura que tocasse nesse assunto antes de maneira tão sensível.

    É um problema sim, envolvendo o aspecto emocional/afetivo de ex-emigrantes e de quem ficou por anos a fio aguardando o seu retorno. Está no foco do texto sim…

    Eu também, longe de ofender alguém, mas se você nunca passou por essa situação ou por algum motivo acha ofensivo/incômodo/vergonhoso presenciar pessoas falando sobre sentimentos,não precisa ler…

    Afinal, como disse o Fernando, o blog é dele…

    1. Bom dia Julia. Por coincidência o mesmo nome de minha filha. Como eu disse, e repito: longe de mim quere ofender…
      Eu não só li, como também entendi muito bem o texto do Fernando. Morei, junto com minha esposa por 8 anos na Europa( Itália, Inglaterra e Suíça). E entendo perfeitamente o que se passa pela cabeça do teu marido, e de outras pessoas, que aqui escrevem, exprimindo o que estão sentindo em relação ao retorno pro Brasil. Nós retornamos tem 3 anos, e ainda sofremos MUITO, e sabemos na pele, o que é a tão famosa SINDROME DO REGRESSO. Não so entendi, como tbm compreendo os sentimentos aqui escritos. Abçs

      1. Bom dia David.
        Então eu imagino o quanto é difícil, eu vejo o sofrimento do meu marido todo dia, porque aqui no Brasil, infelizmente, por conta da educação precária que temos, a pessoa que tenta trazer experiências que aprendeu fora pra melhorar o país em que nasceu, é sistematicamente rechaçada pelos seus pares, e por pessoas que querem manter as coisas como estão…

        Dessa forma, começa a se sentir um “corpo estranho” dentro do seu próprio país, é extremamente qualificado, mas não consegue ser valorizado, pelo contrário, é desvalorizado. Imagino a frustração que isso causa…

        Ele não desiste, porque sabe que o Brasil é um país especial por conta de seu potencial, por conta do que ainda pode ser feito, mas é difícil. E pra quem está junto com a pessoa e não morou fora, é difícil também, pois você sofre junto com a pessoa e, ao mesmo tempo, ainda tem que lidar com essas questões de ego que citei acima.

      2. Olá boa tarde Julia. Entendo perfeitamente pelo o que teu marido passa. Também temos nossas experiências, e tentamos utiliza-mas aqui, mas infelizmente não tem valor. Nos sentimos peixes fora d’agua. Estou estudando técnico em edificações, porque é o que o mercado oferece, com aceitação rápida do mercado, devido a carência de não de obra nesse setor. É a solução que encontrei. Devemos ocupar a mente com o que o Brasil nos oferece nesse momento… Infelizmente o nosso pais esta muito longe das condições de vida que o exterior nos oferece. Saúde, educação e segurança, muito precários. Se esses setores estivessem ruins, já seria bom. Mas na verdade está pessimo. Devemos fechar os olhos e seguir frente. Não podemos viver do passado. Muitos que la ficaram, gostariam de voltar, e muitos que aqui estão, gostariam de ir embora. Vai muito das condições pessoais de cada indivíduo.
        Se a Europa se recuperar nos próximos anos, te juro que faço as malas e parto súbito. Por enquanto o Brasil tem mais estabilidade de empregos. Infelizmente não podemos ter tudo nessa vida.

      3. Prezado David,
        deixa eu dar meu “pitaco” mais uma vez: ser cidadão brasileiro representou conquistar direitos civis, como ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante à lei, com um século de atraso, apenas com a extinção da escravidão e a proclamação da República, em 1888-89, em relação às conquistas inglesas, norte-americanas e francesas no Século XVII-XVIII.

        Somente um século depois, com a Constituinte de 1988, após 1/3 do período republicano com ditaduras (1930-1945 e 1964-1984), quando predominou o Poder Tecnocrático, conquistamos plenamente os direitos políticos de eleger a direção da sociedade, votar, ser votado, associar-se em sindicatos e partidos, liberdade de expressão, etc.

        Na transição do Século XX para o XXI, começamos a conquistar direitos sociais à educação, à saúde, à aposentadoria, à segurança pública. No Século XXI, nosso grande desafio está sendo conquistar direitos econômicos: ao trabalho, ao salário justo, a uma renda mínima, acesso aos bancos, isto é, a crédito e produtos financeiros.

        Quando conclui minha graduação, em 1974, poderia ter ido fazer uma pós-graduação no exterior e ter uma carreira individualista de sucesso. Porém, avaliei que com a vitória da oposição (MDB) na eleição daquele ano, era mais importante para a conquista da cidadania aqui ficar e dar minha pequena colaboração naquela luta contra a ditadura. Nunca me arrependi de ter contribuído, p.ex., para a criação do Partido dos Trabalhadores. As mudanças vieram — e ainda mudará mais!
        att.

  41. Os europeus possuem um sistema mais justo que o nosso, não foi porque caiu do céu não, foi porque eles se uniram e lutaram muito! Os europeus não são um povo privilegiado, eles passaram por muitas coisas horríveis também. Falta isso em grande parte dos brasileiros… preferem olhar só pra si e aproveitar as benesses de se morar em um país em que as pessoas já lutaram pra conseguir as coisas, do que lutar pra melhorar as coisas aqui. Mas tenho esperança que isso esteja mudando.

  42. Ando tão desesperada por um resposta as minhas angustias e então me deparo com esse blog. Não tive a resposta que busco, mais ler todos esses comentários me fez refletir e ver que outras pessoas tem sentimentos e emoções parecidos com os meus. Bem, no meu caso faz 8 anos que vivo na Suíça e uns 5 anos que penso em voltar para o Brasil e me falta coragem.

    Eu achava que com o tempo esse sentimento passaria, mais ele é cada vez mais intenso. Eu me arrependo muito de ter saído do meu pais. Se pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente.

    Eu diria que viver aqui é bom, mais o trabalho que faço é uma merda, eu detesto. Então sonho dia e noite em voltar e retomar minha vida de antes, mais sei que tudo mudou e essa vida que eu idealizo já passou.

    Nesses momentos em que gostaria de voltar no tempo, imagino vários cenários possíveis como no filme efeito borboleta.

    Então eu continuo alternando períodos de depressão e outros mais felizes. Até fiz alguns amigos por aqui, algumas viagens, tenho um companheiro, conheci uma nova cultura, aprendi coisas novas, uma nova língua, etc.

    Mais tenho sempre esse sentimento de que não pertenço a esse lugar, e que perdi muito do meu tempo e agora é tarde para voltar. Fernando vc teria um conselho a me dar?

    1. Prezada Ivanna,
      cito Orson Welles, no filme O Terceiro Homem: “Na Itália, por trinta anos sob os Bórgias, eles tiveram guerra, terror, assassinato e derramamento de sangue, mas produziram Michelangelo, Leonardo da Vinci e a Renascença. Na Suíça, eles tiveram amor fraternal, quinhentos anos de democracia e paz, e o que eles produziram? O relógio-cuco!”

      A frase acima dita pelo cineasta Orson Welles no filme O Terceiro Homem, baseado no livro do escritor inglês Graham Greene, já se tornou clássica, e quase obrigatória, quando o assunto é a Suíça.

      Portanto, volte, porque aqui é o seu lugar!

      Ideias de fora do lugar aqui passam por Tropicalização Antropofágica Miscigenada. Leia: https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2011/12/22/minuta-do-manifesto-da-tropicalizacao-antropofagica-miscigenada/

      Se você entender “o espírito-da-coisa”, souber se virar dentro dessa “desordem nacional”, ajudará a construir uma Nação mais civilizada nos Trópicos. Senão, se preferir um mundinho ordeiro, mas sem sex-appeal, fique na Suiça.

      Tem aquela outra piada: Quais são as melhores coisas do mundo?
      Resposta: polícia inglesa, comida francesa, automóvel alemão, organização suiça e amante italiana.
      E quais são as piores coisas do mundo?
      Resposta: polícia alemã, comida inglesa, automóvel francês, organização italiana e amante suiça…
      att.

  43. Prezado Fernando,
    Muito obrigada pela resposta e pela disponibilidade. Parabéns pelo seu blog!
    Vou refletir sobre tudo que escreveu e espero chegar a uma decisão.
    Sobre a outra piada acho que ela tem um fundo de verdade. Eu diria que o melhor que me aconteceu aqui foi o meu companheiro que é italiano.
    Com todo o respeito que tenho pela Suiça e sua organização “irréprochable”, me permito dizer que aqui tudo funciona tão “certinho” que muitos suiços tem o sentimento de não acrescentarem nada de novo ao pais. Imagine então os estrangeiros.
    Atenciosamente.

  44. Estou com depressão, sinto falta da minha família, principalmente minha mãe, 7 anos morando fora, não sei o que fazer, ainda mais com dois filhos pequenos, e meu marido e eu temos problemas de saúde.

      1. Muito querido, gentil e educado o Fernando, disponibilizando seu tempo e atenção às pessoas que estão vivenciando um momento difícil e pedem um conselho.
        Fico contente quando vejo pessoas do “bem” e “alto astral” assim.
        Grande abraço

  45. Fernando, parabéns pelo seu texto. Descreve claramente o que sentimos quando regressamos.

    Eu já tenho 8 anos que regressei de Milão para viver no Brasil após 18 anos na Itália. O motivo não foi a crise mas sim a esperança de conseguir vencer na minha pátria como venci lá também.

    Tenho dupla cidadania e isso me facilitou bastante. Além disso entrou o fator família e a vontade de viver mais próximo.

    Resultado disso tudo? Destruí minha carreira profissional e hoje sobrevivo graças à uma empresa familiar na qual colaboro. Não consigo me re-estabelecer no Brasil e me sinto um verdadeiro peixe fora d’água.

    Vivo como você falou lembrando do passado ou pensando numa forma mirabolante de num futuro próximo recomeçar uma vida novamente na Europa aos 50 anos de idade. Enfim, até hoje não consegui me adaptar e muito menos encontrar um sentido para minha vida.

    Já tentei por duas vezes retornar sem êxito positivo devido às circunstâncias e realmente o meu conselho para quem tomar a decisão de morar fora é de esquecer a palavra retorno. Vá e se der certo como deu para mim fique por lá para sempre.

    Tenho outros amigos que passam pelo mesmo que estou passando. Já tentei desde antidepressivo a psicólogo e nada tira essa angustia. Tem dias que aceito melhor e outros menos mas não passa nem um sem que eu me arrependa amargamente.

    Eu fui deixando o tempo passar na esperança que meu bom currículo me garantisse um emprego de qualidade no Brasil. Sempre achando que meu momento chegaria.

    Mas em 8 anos a única resposta que ouvi era que eu seria muito qualificado e que as vagas que me interessavam procuravam pessoas com menos qualificações mesmo em casos nos quais eu aceitava ganhar até abaixo da média salarial.

    O tempo foi passando e eu que tenho formação em informática fiquei desatualizado e consequentemente jogado para fora do mercado de trabalho. Um currículo que 8 anos atrás era muito qualificado hoje é completamente defasado.

    Mas ainda faço meus planos de retorno. Quem sabe! Tudo é possível e nunca é tarde para se tentar.

    Muito triste tudo isso porque voltei com tantos planos e esperança de conseguir um emprego, ter uma vida estável e um certo conforto. Não posso reclamar porque vivo com minha família que nunca me deixou faltar nada. Mas ao mesmo tempo a frustração tomou conta de mim. Muito difícil e nunca irei me perdoar por esse erro que cometi na minha vida.
    Um abraço,

    Renato

    1. Prezado Renato,
      a experiência mostra que a carreira profissional é uma única corrida com só um tiro de partida…

      Talvez essa metáfora seja válida porque a obtenção depende mais de “networking” do que propriamente de mérito. O profissional tem de achar gente que reconheça seus méritos. Em geral é só pessoas que têm experiência semelhante. Se estas não estão estáveis e têm autoconfiança, elas se colocam como rivais…

      No Brasil, a carreira depende muito do QI – Quem Indica. Fora concursos públicos, onde se mede o mérito via exames, o resto parece depender mais de “avalistas” do que de currículos. É necessário ter currículo qualificado, mas não é suficiente.

      Emprego depende também do ciclo econômico. Nos booms, evidentemente, é mais fácil achar do que nos crashs.

      Aliás, essa foi a verdadeira revolução keynesiana no pensamento econômico do Século XX. Antes, o individualismo liberal achava que emprego dependeria apenas da negociação do mercado, ou seja, o próprio trabalhador seria o responsável por achá-lo. Depois de Keynes (e da Grande Depressão de 1929), descobriu-se que a expansão do emprego depende dos investimentos, seja dos empresários, seja dos governos, e não de ter “o melhor currículo”.

      Mundialmente, estamos passando por uma década similar à década dos anos 1930. Espero que não ocorra outra Guerra Mundial para resolver o problema do desemprego.
      Abraço

      1. Caro Fernando,

        Depois de todo esse tempo cheguei à mesma conclusão que você comentou acima. País complicado esse nosso. No momento atual posso te falar que aceitei mas não me adaptei e acho que será assim para sempre. Quanto à necessidade de possuir QI (quem indica) no Brasil isso não acontece lá fora e se acontece o grau é muito inferior ao do Brasil. Eu sou prova disso porque consegui construir minha carreira sozinho sem ajuda de ninguém mas apenas com minha dedicação e competência.

        Não me sinto bem aqui e fico entre a cruz e a espada, sofrendo pressão familiar de país idosos que não querem mais viver distantes de mim e a vontade constante de procurar outras alternativas. O medo de optar pela segunda opção e depois ter que conviver com o sentimento de culpa me deixa ainda mais inseguro.

        Não posso permitir outro erro na minha vida. O problema é que já se passaram 8 anos e continuo do mesmo jeito e cada vez mais fechado no meu mundo. Acredito que para o leitor pareço precisar de ajuda psicológica. Aviso também que já tentei e não adiantou.

        Então vou levando, aceitando essa nova condição e fazendo planos. Acho que pelo menos planos posso me dar ao luxo de fazê-los.

        Abraço

      2. Caro Renato,
        o que você parece mais necessitar é criar rede de relacionamentos pessoais, pois já tem muita consciência de si. Muitas vezes uma reciclagem ou um curso de extensão em outra área de interesse, inclusive cultural, pode ajudar fazer amigos entre novos colegas. Eventualmente, eles podem oferecer oportunidades…
        Abraço

  46. Bom… então, lendo este texto me senti completamente contemplada. Porém não fui morar em outro país, apenas sou do Rio Grande do Sul e fui morar por 7 anos no Acre. Migrei da região Sul para a região Norte do Brasil.

    O Acre, por ser um estado novo e muito pequeno, as cidades tem poucas pessoas, Rio Branco é uma cidade calma e segura com uma infraestrutura toda nova, e ótimas oportunidades de emprego. Fui com a intenção de fazer o mestrado na universidade de lá e acabei por ter filho, e montar toda uma vida com casa, carro e todo conforto também, com um emprego muito bom e sendo valorizada profissionalmente.

    Tive o mesmo choque cultural na ida, porém estou tendo o mesmo choque cultural na volta! Nunca imaginei isso!

    Voltei por causa de uma situação familiar (também com os idosos da família). O que me motivou a voltar foi ficar perto da família.
    Porém ter que largar tudo lá, e começar uma situação toda nova do ZERO, dá uma sensação de derrota e fracasso indescritíveis!

    Tive que me desfazer de todas as coisas pois a mudança era cara e inviável. Não consegui trazer o carro e a sensação de limitação parece enorme. Choro sem motivo algum e muita vontade de não fazer nada. Um sentimento de vazio. Uma vontade de voltar.

    É extremamente estranho. Mas saímos acreditando que na volta tudo serão flores. E não são.
    Necessitamos reconstruir tudo: desde relações de trabalho, amizade, familiares, até coisas básicas como a sua própria casa, como se locomover,
    fora que a “cidade de origem” é um lugar que você conhece porém onde tudo parece estranho – não lembro o nome das ruas, o número do apartamento das pessoas, telefones, etc etc.

    A diferença de fuso horário é horrível – são 3 horas perdidas que você tenta, em vão, se acostumar.
    Acabo sempre acordando tarde de manhã e dormindo altas horas da madrugada… Penso em buscar emprego apenas no período tarde-noite, que é como se estivesse no fuso antigo.

    Quanto ao texto, lá sempre tive uma máxima: quando você se muda, precisa de pelo menos 2 anos para se estabelecer novamente em uma cidade nova, com uma nova situação. Creio que no regresso ainda possa demorar mais.

    Enfim muito bom o texto, esclarecedor, muito obrigada. Penso só na palavra que digo para o meu filho, que ficou doente com toda essa mudança: “- Meu filho, REAGE!” Quero que alguém diga isso todos os dias em voz alta para mim mesma, para me motivar. Valeu!

    1. Prezada Márcia,
      reage, busque a sabedoria de viver com a Filosofia epicurista. “O mundo é perfeito como é”…

      Devemos varrer inumeráveis sermões sobre a angústia, a culpa e o arrependimento. Busquemos conhecimento para não procurar uma divindade afastada de nós quando a sabedoria de viver encontra-se dentro de nós.
      att.

  47. Em meio a tantos relatos e debates, pude ver que não vivo em uma solidão vazia e sozinha. O regresso, tendo motivos indefinidos, em cada particularidade de nós, é sempre doida a cada proporção de um sentimento dividido. Costumo comparar que é o mesmo que ter dois filhos e ter que salvar só a vida de um. Não se da para viver o resto da vida atravessando o oceano em idas e vindas. Onde fica as raízes finalmente?

    Bem, esse ano faz quatro anos que regressei, e se eu disser que conto nos dedos os dias que minha auto estima esteve la em cima, não é mentira. Desde que cheguei tento colocar minha vida para frente, eu trabalho, estou a terminar a faculdade, estou perto do meus filhos, Mas não sei o que me acontece, é como se eu tivesse deixado algo lá atrás. E não consigo levar a minha vida social como um dia já foi, como eu li em outros comentários, não me divirto, não namoro, não, não, não um monte de coisas que nunca tinha sido assim.

    As vezes fico em cima do muro, ou se preferirem, se eu ficar o bicho pega, se eu correr o bicho come. Preciso me ajudar a superar essa barreira, que me impede de ser feliz, pois tento de tudo, mas, minhas recaídas em querer voltar são muitas, duas, três, quatro vezes por mês. Embora reconheço que aventurar me novamente seria um recomeço, mesmo sabendo que coisas boas estariam lá; está aqui no Brasil tem um detalhe que muitos sentiram falta, quando estava em terras estranhas, AQUI É MEU PAÍS, tenho a liberdade de ir e vim.

    Sofro todos os dias, por que vivo um grande dilema e se alguém puder me ajudar eu agradeço, pois estou fazendo de tudo para me encaixar novamente e deixar o passado em seu devido lugar, NO PASSADO, mas esse passado me atormenta e faz que eu viva meu presente sem pensar no meu futuro, porque o passado não me sai da cabeça. Penso em voltar, quero voltar, mais não quero ir embora do Brasil. como isso é possível?

    Sou covarde, estou ficando sem rumo, não posso mais viver uma vida que não estou feliz. Amo aquele lugar, tudo, as pessoas, os cafés, a cultura, a vida em geral por lá, mais o Brasil é minha casa é onde tenho meus filhos, meu crescimento profissional, onde tenho a liberdade de saber que aqui não preciso de pensar, eu posso?

    Tenho medo que isso nunca passe, pois viverei por viver, principalmente se continuar desse jeito, clamo por mudanças, e que essa mudança seja o melhor para mim, viver dividida, é o que eu não quero mais.

    Agradeço a Deus pela saúde, por está perto dos meu filhos, pela vida, pela força de está em pé e conseguir atravessar a ponte que parece não ter fim.

    Por último, aos que nunca viveram tal sentimento, e que repudiam a situação do outro em escrever coisas do tipo ” se acha isso aqui ruim, volte” não é bem assim, Se não conseguem ajudar ao menos não atrapalhem, cada pessoa tem um motivo, porque foi, porque voltou, porque não permaneceu, porque não volta de vez, n, n, n de situações, Cada pessoa carrega sempre um motivo e esse motivo é complicado. E quando ouvirem falar que lá é melhor que aqui, não se ofenda, pois há quem nem daqui é, acha o Brasil o melhor lugar do mundo e seu próprio pais uma merda, ou seja o que é bom para mim talvez é ruim para você ou vice-verça.

    1. Prezada Lina,
      todos emigrantes/imigrantes passam por essa confusão entre tempo e espaço. Quando pensam com melancolia superestimando “outro lugar” talvez estejam inconscientemente lembrando de “outro tempo”, p.ex., a juventude livre de preocupações e responsabilidades de prover um lar e cuidar da prole.

      A leitura do livro de John O. Stevens, “Tornar-se Presente: Experimentos de Crescimento em Gestal-terapia”, da Coleção: Novas Buscas em Psicoterapia (publicada pela SUMMUS EDITORIAL, Edição 12 / 1988. 256 pág.) talvez lhe ajude como me ajudou a entender esse confuso processo mental e superá-lo.

      Ele mostra bem que a tomada de consciência, ou seja, tornar presente para nós mesmos o que se faz presente à nossa volta, é uma das condições fundamentais do processo terapêutico.

      Nesse livro são apresentados mais de uma centena de experimentos, baseados em Gestalt-terapia, e originalmente criados como parte da formação clínica de estudantes de Psicologia. Este experimentos percorrem as principais áreas de funcionamento da personalidade em contato consigo mesma, com os outros, com o meio ambiente e com a corporeidade.

      Therese Tellegen entende a Gestalt-terapia enquanto concepção de homem: “ser-no-mundo, sujeito de sua existência em busca de sua verdade, criativamente transformando seu mundo e sendo transformado por ele, debatendo-se em contradições, divisões e confusões, enroscando-se em estereótipos e paralisando-se em repetições ao longo do caminho”.
      att.

  48. Realmente tudo que tenho passado com meu retorno ao Brasil foi relatado aqui.
    Não tem sido fácil. Morei 6 anos em Portugal e voltei por motivos familiares.
    Cada dia para mim é um recomeço.
    Como disse o Freddy Peres, me sinto completamente uma imigrante em meu país.
    Me sinto perdida.

  49. Oi, adorei o blog!!

    Retornei ao Brazil há dois meses após um ano de intercâmbio na Europa e a angustia é tanta que resolvi procurar na internet algo que explicasse ou que me ajudasse a lidar com isso! É realmente desesperador, faz apenas 2 meses e para mim é como se eu já estivesse aqui há 6.

    Tenho insônia, falta de apetite e embora não tenha vontade de fazer nada, estou sempre procurando pessoas que moraram lá na mesma época ou que estão indo para conversar. Não tenho mais vontade de trabalhar na mesma área e ao mesmo tempo iniciar uma nova faculdade e ficar 4 ou 5 anos estudando e sem dinheiro também me apavoram, sou de uma cidade de interior e todas as minhas amigas já estão casadas ou namorando sério, por isso também não tenho mais nenhuma vida social e não há nada que me motive a ficar aqui…

    Mas ao mesmo tempo tenho medo de jogar tudo para o alto e ir para outro país, penso em retornar para a europa, mas a questão da crise me deixa meio em dúvida e também penso sobre a questão de ter que trabalhar em subemprego para sempre, dividindo casa e etc…isso a princípio não seria um problema, mas provavelmente cansaria após alguns anos.

    Eu tenho a possibilidade de tirar cidadania, vocês sabem se para quem tem o passaporte de lá é possível conseguir trabalhos melhores ou seremos sempre “imigrantes”? Quais seriam os melhores países da europa para ir neste momento?

    Obrigada!!!!

    1. Prezada Laura,
      a melhor situação econômica na Europa é a da Alemanha. Mas, antes de tomar uma decisão emocional, tente um apoio psicológico e racionalize bem o que você pretende na vida profissional. Sem planejamento da vida, fica-se “ao Deus dará” e comete-se erros…
      att.

      1. Obrigada pelo retorno, tenho tentado fazer isso.
        Para leitores que tem cidadania e moram ou moraram na europa acreditam que isso facilita a ter melhores empregos? Com a cidadania é mais fácil fazer uma faculdade no exterior?

        Obrigada!!!

  50. Quero mesmo é saber como comprovar meu endereço sem ter q abrir conta em lojas
    Preciso urgente de um plano de saúde e não consigo por não ter endereço fixo !!! Ajuda por favor!!!

      1. Sou um homem livre,sem filhos, de idade madura,não sou brasileiro nem emigrante,sou europeu e o meu grande sonho é emigrar para outro país europeu porque o país europeu onde nasci e vivo é actualmente insuportavel devido á baixeza moral de um povo extremamente violento mesquinho e ignorante que viola os direitos humanos a cada segundo.Esta violação dos direitos humanos é tanto praticada pelo povo como pelo governo e todas as entidades estatais de obrigação e justiça social e policial com actos violentos , opressivos e total apatia tratando qualquer ser sensivel como lixo roubando-lhe a paz e liberdade.A decadencia total deste país faz-me sofrer muito e a maior alegria para mim seria emigrar,simplesmente por estas razões e não por razões economicas como a maioria das pessoas que quer emigrar para ganhar dinheiro e voltar ao seu país de origem,não é o meu caso,se conseguir ir nunca mais quero voltar ao meu país e nunca terei saudades.Por algumas razões,sózinho dificilmente conseguirei emigrar mas com a ajuda da mulher certa tudo será possivel.Portanto deixo aqui esta mensagem para no caso de alguma mulher adulta livre sem compromissos familiares honesta e trabalhadeira que queira emigrar para a Europa e não tenha coragem para o fazer sozinha me contactar pois talvez juntos consigamos.Pode ser mulher pobre mas que não esteja em extrema pobreza desesperada e de preferencia com carta de condução e que como eu goste de vida muito caseira e familiar ,arte e cultura geral.Melhor ainda se tiver inclinação empresarial para qualquer negócio ou possuir carteira profissional de cabeleireira Sendo adulta,Idade e raça irrelevante.Por favor responda e depos falaremos.Despeço-me agradecendo ao Fernando Nogueira da Costa este simpatico e muito util site.

  51. Parabéns !!! Conseguiu o que poucos, mesmo com alguma experiência fora do Brasil conseguem, expressar com clareza, verdade e cuidado os sentimentos de quem tem na sua historia essa experiência. Percebi que o artigo não é assim tão recente e, motivada também por isso, fiz questão de comentar aqui que o que escreveste, em tempos constantes de emigração, é muito apropriado.
    Compartilho com você a visão de que o Brasil é um pais super jovem e isso me ajuda muito no processo de readaptação, que ainda esta por acontecer, mas ja tem me feito refletir bastante. (teclado francês=sem acento agudo, pardon!)
    Obrigada!

  52. Muito bom o Blog e principalmente os comentários, e´ muito bom saber que não estamos sozinhos com esses sentimentos e pensamentos “estranhos”! Depois de 7 anos morando fora, tive de voltar ao Brasil vitima da corrupção… e a corrupção que me fez retornar aconteceu em um pais considerado exemplo para o mundo… agora um mês depois do meu retorno estou mais perdido do que “cego em tiroteio”. Depois de tanto tempo morando fora e depois de descobrir que a corrupção não e´ exclusividade dos países de terceiro mundo a sensação que tenho e´ que se aparecer alguém vendendo passagem pra outro planeta, eu serei o primeiro a entrar na fila! A sensação e´ de acordar depois de um pesadelo onde estava se afogando, você fica feliz apenas por estar vivo! Acho que deveríamos criar uma organização para dar um apoio real, não apenas virtual onde as pessoas poderiam se encontrar periodicamente trocar experiências e um vai ajudando o outro a se readaptar. So´ quem viveu estas situações pode entender o que estamos passando. Se alguém ai conhece alguma organização de apoio por favor me enviar por email: jose.e.amaral@outlook.com. Deus abençoe a todos!

    1. Prezado José Evangelista,
      os comentários, a empatia e o altruísmo permitem qualquer um que tenha essas virtudes se colocar no lugar outro de maneira solidária.
      Por isso, discordo que “só quem viveu estas situações pode entender o que estamos passando”.
      att.

      1. Caro Fernando, acabo de descobrir que estou com esta síndrome, que nem sabia que existia rs… como é bom ler, estudar, achava que só acontecia comigo e quando quis saber mais por que me sentia assim acabei encontrando seu texto que explicou o que passo a quase três anos.

        Tenho hoje 27 anos, ainda sem filhos…bem estive na Espanha desde 2009 para intercambio para seis meses e acabei ficando por lá, onde trabalhei e conheci meu marido, espanhol. Então com a crise e minha vó doente desejava tanto vir para ca de novo, me sentia muito culpada morando lá..enfim, viemos em novembro de 2012 e desde então minha vida não é mais a mesma.

        Graças a Deus pude me despedir de minha avó, e tenho meus pais aqui sempre comigo, estou vendo meu sobrinho crescer por um lado é muitoooo bom! Mas o eu mesmo, não me deixa ser 100% feliz, meu sonho agora seria levar meus pais comigo para a Europa, claro que isso é difícil de acontecer eles acho que nunca aceitariam sair daqui…

        Então é um dilema para mim. Ou fico para estar sempre com meus pais, poder cuidar deles de perto ou ir para europa, ter minha família lá com melhores condições como sempre quis que acontecesse comigo como você disse, seria mais fácil se minha família já fosse de algum país já desenvolvido. E quem sabe um dia convenceria meus pais a irem para lá comigo…

        Tenho todos os sintomas, e meu marido sempre falando em voltar também está sendo difícil para ele também pois como estou desse comportamento então estamos muito descolocados de todos. Somente ficamos em casa e vamos para a praia na casa dos meus pais de fim de semana. Algo está faltando, sinto a certeza que me realizaria morando de volta na Europa, mas sempre ia ficar com a culpa de deixar meus pais a quem devo tanto e amo, sabe como é canceriana pura!rs..

        Talvez meu marido seja aceito e transferido no começo de 2016, e agora essa indecisão, essa preocupação está dominando meus pensamentos, o senhor tem algum conselho para me dar para me deixar mais equilibrada emocionalmente?

        Muitoooo obrigada a todos os que comentaram e me fizeram sentir “normal” rs.

        Infelizmente muitos estão na mesma situação, estamos no mesmo barco e podemos falar sobre isso sem medo, e claro ao senhor Fernando.

        Um super beijo a cada um de vocês!!!!!

      2. Prezada Cecilia,
        fico feliz que um simples compartilhamento de uma análise publicada no jornal, destacada aqui neste modesto blog, tenha ajudado a muitas pessoas em seus processos de autoconhecimento.

        Não sou psicólogo, embora estude Psicologia Econômica (ou Economia Comportamental), mas fico com a impressão que o problema não é só “o lugar”, mas também “o tempo”. Percebo sempre uma nostalgia idealizada tipo “como eu era feliz em tal lugar (no caso no exterior)”. Talvez o mais sensato seja considerar que era relativamente mais feliz antes, pois não imaginava ter os problemas do presente.

        O “tornar-se presente” tem o sentido de se sentir pleno no “aqui-e-agora” com todas suas sensações, as boas e as ruins, vivenciando-as plenamente. A fuga na imaginação, seja para o passado, seja para o futuro, onde só se consegue ser feliz “em outro lugar”, talvez não seja uma boa rota de fuga, pois a pessoa carregará seus problemas psicológicos não enfrentados e resolvidos aqui.

        Pensar o Primeiro Mundo como um paraíso parece-me ser um autoengano.
        att.

    1. Bem, que bom ter encontrado todos vocês compartilhando suas experiências nesse canal.
      Eu sabia que seria difícil o meu retorno ao Brasil mas não imaginava que seria tanto.
      Vivi por 05 anos nos Estados Unidos em uma cidade que não havia comunidade de brasileiros. Foi uma completa imersão na cultura, nos costumes e na vida que se vive nesse país sob a ótica dos americanos.
      Porém, sentia muitas saudades do Brasil: comidas, pessoas, festas, músicas entre outros.
      Viajava milhas para encontrar comida brasileira que na realidade não era a mesma coisa.
      Como procurei por picanha nos Estados Unidos. kkkk
      Resolvi voltar pois um ente muito querido estava muito enfermo e quis passar por esses momentos todos ao lado dele em vida porque voltar para o funeral não vazia sentido pra mim.
      Não avaliei o quanto eu já tinha assimilado dessa cultura dentro do meu ser. Achei que algumas coisas iriam me incomodar no Brasil mas que eu ainda tinha muita coisa daquela Viviane que partiu de sua terra natal.
      Não foi bem assim, o pânico já se apresentou ao desembarcar no Aeroporto Tom Jobim, com sua obra que nunca tem fim, a partir desse momento me tornei uma pessoa que só reclamava e percebi que estava afastando as pessoas do meu convívio com essa ladainha que eu ainda acredito ser um exercício da cidadania, porém, entendi que o fato de tantas coisas não funcionarem nesse Brasil do improviso são encaradas de outra forma por muitos cidadãos brasileiros.(especialmente no Rio de Janeiro)
      Comecei a procurar em várias cidades no Brasil um pouco daquilo que havia perdido, fui para Curitiba, Belo Horizonte, Búzios, e descobri que não iria achar aquilo que tanto me fazia falta.
      Esperei um alívio através do tempo e agora após 6 anos no Brasil o incômodo não é igual ao início mas existe e sempre existirá.
      Nessa situação de total insatisfação me matriculei em um curso que já queria ter feito há muito anos atrás e hoje tento fazer a diferença e lutar pelo respeito e o cumprimento dos direitos e deveres e das inúmeras leis que temos nesse país sendo que a sua aplicabilidade é ínfima.
      Gostaria de fazer parte dessa comunidade.

      Att,

      Viviane Naves

  53. Me enquadro tbm em alguns do que está escrito do rogresso ,mais problema pior é sair nas ruas,ando sempre muito assustada com medo da violência,assaltos principalmente e não consigo me arrumar melhor,fico sempre com medo que eu possa chamar atenção,e não consegui ficar mais do que 1 ano no Brasil,enquanto ao manter o papo com os amigos e familia foi tudo tranquilo,em alguns momentos sim me senti como um imigrante mais logo passou,acho que depende muito de cada um,a ùnica diferença foi ir ao mercado e shoppings e ver que aqui na europa é tudo mais em conta.
    Mais tem tudo haver o que vc disse.Parabéns pelo artigo.
    Maria Specht

  54. Olá! Estou vivendo está situação! morei na Itália por 12 anos e voltei ao Brasil já faz 2 anos! Fui embora muito nova, tinha apenas 14 anos. Lá estudei, formei, conheci meu marido e tive 2 filhos!
    Voltei para o Brasil por causa da saudade da família….mas me decepcionei muito! Não consigo me acostumar aqui, infelizmente não gosto do meu país!! me sinto mal só de falar mas é a verdade! Choro todos os dias, se fosse por mim já teria voltado á muito tempo…mas meu marido que também é brasileiro se acostumou aqui e não quer voltar!! Não sei mais o que fazer para convencÊ-lo… creio de sofrer uma depressão…não saio de casa….não vejo futuro aqui e estou sofrendo muito! 😦

    1. Prezada Camila,
      atualmente, o País está uma *****!

      Fazer o que, se o resto do mundo está outra *****?!

      Buscar interesses culturais, ler e estudar com outras pessoas poderá elevar sua rede de relacionamentos e levar a você descobrir que a gente gosta de onde temos afetos.
      att.

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