Futeconomia: Dados e Informações

Estudo da Pluri Consultoria, publicado pelo site Superesportes, faz parte de pesquisa que mede o potencial de consumo das torcidas brasileiras. A empresa divulgou também a estimativa de renda de cada uma delas e o potencial de consumo das 30 maiores torcidas do país. Vários dos números levam em conta dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Pluri, a pesquisa foi realizada em janeiro de 212, com 10.545 pessoas de 144 cidades, abrangendo todas as regiões do Brasil. Os participantes só puderam assinalar um clube de preferência.

O cruzamento dos resultados apurados na pesquisa quantitativa com os dados do IBGE possibilitou chegar ao valor total da renda de cada torcida, o segundo passo para identificar qual o potencial de consumo de cada torcida.

Por exemplo, Minas Gerais é estado com quase 20 milhões de habitantes e com torcedores apaixonados não só pelos clubes locais, mas por de outros estados. Isso se deve principalmente às influências de São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos seis estados que fazem divisa. Mas, ainda assim, Cruzeiro e Atlético, nessa ordem, são os clubes que despertam o maior interesse dos mineiros.

O estudo da Pluri Consultoria mostra que 79% da população brasileira acompanha o futebol. Em Minas, 16,1 milhões de mineiros têm um clube de preferência e apenas 3,5 milhões não apreciam o futebol. Dos apaixonados pelo esporte, 10,2 milhões (63,4%) preferem os clubes de Minas e 5,9 milhões (36,6%) são torcedores de agremiações de outros estados.

De acordo com o levantamento, Cruzeiro e Atlético teriam, juntos, 10 milhões de torcedores dentro de Minas Gerais. Sobrariam apenas 200 mil admiradores de outros clubes do estado. Seriam 5,8 milhões de cruzeirenses e 4,2 milhões de atleticanos no território mineiro.

Fora de Minas, o Cruzeiro teria mais 800 mil torcedores [Eu! Eu!], alcançando, em todo o país, 6,6 milhões de seguidores. O Atlético, por sua vez, teria 400 mil seguidores fora do estado, atingindo 4,6 milhões de “sofredores”.

No Brasil, o Cruzeiro aparece como a sétima maior torcida, atrás de Flamengo (29,2 mi), Corinthians (25,1 mi), São Paulo (16,2 mi), Palmeiras (12,3 mi), Vasco (8,8 mi) e Grêmio (6,7 mi). À frente do Atlético ainda estariam as torcidas de Internacional (5,8 mi) e Santos (5,3).

Torcida gaúcha é a mais “regionalista”

Enquanto em Minas Gerais apenas 63,4% dos torcedores preferem os clubes locais, no Rio Grande do Sul esse número sobe para 97,2%. Rio de Janeiro (96%) e São Paulo (94,8%) vêm na sequência, na preferência pelos clubes do próprio estado. A maior rejeição para os clubes locais está em Santa Catarina (80,4%).

Em síntese, há concentração em quantidade de torcedores e, de acordo com suas localizações, concentração econômica em determinados clubes. O chamado “Clube dos 13” se subdivide em ranking de torcidas. A estrutura do mercado é oligopolista. Por isso, o futebol brasileiro não é tão competitivo quanto se imagina

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