UltraHD

Joe Stinziano

Gustavo Brigatto (Valor, 09/01/13) informa que estão sendo lançados televisores com telas de resolução ultra-alta – o 4K, ou UltraHD. A tecnologia, que rapidamente se converteu em uma das grandes apostas dos fabricantes para os próximos anos, permite exibir conteúdo com definição até quatro vezes superior à mais alta resolução disponível nos televisores atuais. Com o novo padrão, é possível ver nitidamente cada detalhe de uma transmissão.

Os primeiros aparelhos desse tipo chegaram ao mercado no segundo semestre do ano de 2012 pela mãos da LG e da Sony. Com telas de mais de 80 polegadas – o equivalente a quatro aparelhos de 42 polegadas – os aparelhos chamaram atenção não só pela alta qualidade das imagens, mas também pelos preços. Nos Estados Unidos, um aparelho desse tipo pode custar US$ 25 mil, mesmo preço que o carro híbrido da Toyota, o Prius. No Brasil, os preços são igualmente altos: entre R$ 40 mil e R$ 100 mil. Mesmo assim, há demanda. “Vendemos todas as unidades disponíveis e temos uma lista de espera”, disse Fernanda Summa, gerente de marketing de TVs da LG no Brasil.

Mais de 20 modelos de TVs UltraHD estão sendo apresentados. A previsão é que os produtos cheguem ao mercado até o fim do ano.

Os anúncios estão sendo feitos por marcas tradicionais como LG, Samsung, Panasonic e Sony, mas também por nomes bem menos conhecidos, como a Skyworth, de Hong Kong. Além de modelos de 84 polegadas, as companhias vão produzir aparelhos com telas de 55 e 65 polegadas, que são mais baratas e podem ajudar a acelerar a venda dos aparelhos. Os preços desses equipamentos menores, no entanto, ainda não estão definidos. O custo das novas tecnologias costuma cair rapidamente, à medida que elas se disseminam entre o público. A princípio, porém, elas costumam ser acessíveis a poucos consumidores abastados, que não se importam em dispender somas altas para serem os primeiros a ter um novo dispositivo.

A introdução do UltraHD ocorre cerca de seis anos depois da chegada dos primeiros aparelhos de alta resolução ao mercado. O movimento está diretamente ligado à busca por lucratividade dos fabricantes de TVs. No ano passado, as receitas com a venda de TVs LCD no mundo caíram 11%, segundo dados preliminares da CEA. Para 2013, a projeção é de um recuo de 2%. As quedas foram causadas pelos agressivos cortes de preços feitos para atrair a atenção dos consumidores, que nos últimos dois anos têm preferido gastar mais com tablets e smartphones.

Para melhorar suas margens, os fabricantes têm apostado fortemente na venda de aparelhos com telas grandes, as chamadas “jumbo TVs“, com tamanhos que variam de 50 a até 100 polegadas. Nesses aparelhos, é possível obter resultados quatro a cinco vezes maiores por polegada em comparação com modelos entre 20 e 30 polegadas. Com telas maiores, é preciso aumentar a resolução para não prejudicar a experiência dos consumidores. Por isso, o esforço para fazer o UltraHD emplacar.

Mas a adoção da tecnologia será lenta. A estimativa da CEA é que as TVs UltraHD atinjam uma participação de apenas 2% do mercado mundial em 2015. O principal impeditivo para sua assimilação será o preço. Será um mercado segmento. Mas os fabricantes estão dispostos a trocar volume por melhores margens. É bastante para um produto que ainda é caro e não tem escala…

 

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