BM&FBovespa: Terceira Maior Bolsa de Valores do Mundo

Bovespa X Outras Bolsas de Valores

Aline Cury Zampieri (Valor, 14/05/13) informa que a BM&FBovespa é a terceira maior bolsa do mundo, com capitalização de mercado de US$ 14,210 bilhões, segundo números divulgados pela própria bolsa. Perde para a CME, nos Estados Unidos, com capitalização de US$ 20,248 bilhões, e para a bolsa de Hong Kong, com US$ 19,9 bilhões. A bolsa mexicana está na 15ª colocação, com capitalização de US$ 1,7 bilhão.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira, perde quase 10% no acumulado do ano até meados maio de 2013, enquanto o IPC da Bolsa do México tem desempenho negativo mais contido, na casa dos 4,5%. Na comparação entre esses dois mercados, o brasileiro leva vantagem na alocação de recursos do banco Goldman Sachs, por oferecer mais liquidez e variedade de setores. “Estou overweight [posição acima da média] em ambos os países, mas no momento prefiro o Brasil”, disse o sócio do Goldman Sachs e responsável pela área de renda variável da América Latina, André Laport.

De acordo com ele, o mercado brasileiro oferece duas vantagens em relação ao mexicano: é muito maior e tem uma gama mais variada de setores para se investir. “O México é mais limitado e um dos fatores importantes para o investidor estrangeiro é liquidez.”

“O Brasil precisa estar no foco de qualquer investidor hoje em dia”, afirma. “A visão precisa ser de longo prazo. Vejo o país crescendo nos próximos três anos.” Laport faz coro com outras casas que, recentemente, mudaram relativamente o viés para o Brasil, que se tornou mais positivo. Para ele, o governo manterá a inflação sob controle. “A inflação é uma preocupação direta do governo, é importante para ajuste do câmbio. Tende a ficar no topo da banda [do sistema de metas de inflação], mas não deve ultrapassá-lo”, disse.

Outra questão importante, e que vem sendo posta à prova constantemente, é a projeção de crescimento para o país neste ano. Para Laport, o Brasil deve crescer em torno de 3%. “Pode não ser os 4% ou 5% que desejaríamos, mas é bom.”

Um terceiro ponto importante, e que foi foco de fortes tensões no ano passado, é o ruído de comunicação entre mercado financeiro e governo federal. Para o executivo, a situação se acalmou e o estrangeiro agora vê os sinais do governo com mais clareza. “O governo está fazendo o trabalho dele.” Laport defende, a exemplo de outros profissionais de mercado, que a comunicação seja cada vez mais clara.

O executivo também comenta que o mercado brasileiro vem mostrando um importante sinal de forças, que é a recuperação das ofertas de ações. “O ano começou bem, a lista de ofertas continua bastante saudável”, diz. “É um sinal de que o investidor está olhando para os fundamentos das companhias. Se a qualidade for boa e a empresa tiver projeção de crescimento visível e sustentável, haverá compradores.” Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as ofertas de ações atingiram R$ 17,3 bilhões nos primeiros quatro meses deste ano, volume 20,9% superior a todo o ano passado.

A preferência por Brasil não quer dizer que o México, queridinho dos mercados há alguns anos, tenha saído de moda. Segundo o executivo do Goldman Sachs, o país vizinho tem uma grande vantagem, que é o fato de ter uma economia intrinsecamente ligada aos Estados Unidos. E a expectativa dele para a evolução da economia americana é positiva. “O cenário mundial ainda não está totalmente claro, mas o primeiro sinal de recuperação global está vindo dos EUA”, comenta. O principal fator que o faz apostar na recuperação é o próprio crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país. “De certa forma, essa perspectiva se reflete nos níveis das bolsas, que estão nas máximas históricas”, diz.

E essa puxada, segundo Laport, aconteceu com a entrada de dinheiro novo, ou seja, o mercado está líquido e há dinheiro disponível. “Sempre achamos que, com as taxas de juros baixas, haveria uma migração da renda fixa nos EUA para a variável. Isso não ocorreu.” Então, ainda há uma grande quantidade de dinheiro parada, não alocada. Por isso, se os EUA continuarem crescendo, a tendência é de altas ainda maiores nas bolsas, diz o executivo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s