China e o Dinamismo da Economia Mundial

Retrato Futuro da Economia Chinesa

Mark Magnier (WSJ, 05/03/14) avalia que, “nas últimas décadas, o mundo passou a depender do crescimento econômico de quase dois dígitos gerado pela China. Mas agora o governo e economistas do gigante asiático querem transmitir uma mensagem diferente: Esses dias ficaram para trás!

A China vai definir uma meta de crescimento em sua sessão legislativa anual, durante a qual o governo estabelece políticas para o ano. A maioria dos economistas espera uma taxa próxima a 7,5%, a mesma do ano passado. Isso estaria bem longe da média de crescimento anual de 9,9% registrada pelo país ao longo dos últimos 30 anos —, à medida que o comércio global florescia, os mercados de commodities cresciam e centenas de milhões de pessoas saíam da faixa de pobreza.

Os economistas dizem que é hora de reduzir as expectativas. “Todo mundo precisa se ajustar, não só estruturalmente, mas psicologicamente”, diz Karlis Smits, economista do Banco Mundial. “A nova norma é moderação do crescimento. E isso é positivo.”

Paradoxalmente, um crescimento mais lento agora poderia alimentar expansão mais rápida no futuro, dizem economistas, desde que a transição não seja muito abrupta e os líderes chineses usem o respiro para criar empregos de alta qualidade, promover uma reforma agrária e trabalhista e revisar políticas fiscais que criam distorções.

A desaceleração da China é em parte auto-imposta e em parte estrutural. Numa tentativa de manter o crescimento elevado, o país injetou enormes quantidades de crédito em toda a economia nos últimos anos, o que deu origem a empresas estatais inchadas, projetos de infraestrutura duvidosos e um excesso de capacidade na indústria, mesmo enquanto os níveis de poluição disparavam e o poder de escolha do consumidor era limitado.

[image]

“Você não pode ter essa quantidade de elefantes brancos“, diz o economista Tim Condon, do banco ING. “O desafio é deixar para trás um sistema que funcionou muito bem no passado.”

Estruturalmente, a China tem seguido um caminho bem testado por outras economias, desde o Japão até a Coreia do Sul e a Malásia. Após um surto inicial, os ganhos fáceis de produtividade gerados pela migração de trabalhadores rurais para as fábricas — e complementados pelo acesso à tecnologia e mercados estrangeiros — devem declinar, o que levaria a uma inevitável desaceleração. O que é de impressionar, no entanto, é o fato de que um país tão grande tenha conseguido navegar essa onda de crescimento por tanto tempo.

Entre os pontos que serão acompanhados de perto nas reuniões do PCCh estão:

  1. os programas-piloto que dão mais flexibilidade aos agricultores chineses para vender ou arrendar suas terras,
  2. o agravamento da crise ambiental do país e
  3. as medidas para lidar com os problemas da dívida de governos locais.

O governo comunista está sob pressão para manter o crescimento elevado para gerar empregos para dezenas de milhões de jovens, aliviar as tensões sociais e permanecer no poder. Embora Pequim provavelmente possa alcançar um crescimento de 8% este ano ao manter abertas as torneiras de crédito, dizem os economistas, isso agravaria os problemas de dívida em toda a economia e do setor bancário paralelo, conhecido como “shadow banking”. A meta mais realista, dadas as atuais condições econômicas e a necessidade de reforma, é de 7% ou mesmo 6,5%, dizem muitos.

Inúmeros países gostariam de ter esse nível de crescimento, mas, para a China, administrar a desaceleração em um país tão grande e complexo apresenta enormes desafios. O Banco Mundial e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do governo chinês projetam um declínio na média de crescimento anual da China, de 8,6% durante o período entre 2011 e 2015 para 5% entre 2026 e 2030.

Isso supondo que a China não sofra um grande choque e que faça reformas para dar aos vencedores econômicos, como empresas de tecnologia, empreendedores e indústrias de serviços — e não minas pouco desenvolvidas e fábricas estatais inchadas bem conectadas com os círculos do poder — acesso preferencial a capital e equipamentos.

Um crescimento mais lento na China vai provavelmente reduzir o comércio global e o crescimento econômico mundial, um reflexo da posição do país como:

  1. o país de maior volume de comércio do mundo,
  2. a segunda maior economia e
  3. o maior motor de crescimento.

Durante o seu apogeu, entre 2002 e 2007, após ter aderido à Organização Mundial do Comércio, a China viu suas exportações subirem em média 29% ao ano, ajudando a alimentar um crescimento de 3,4% da economia mundial, uma das maiores médias de expansão global num período de seis anos.

Entre os maiores beneficiários estrangeiros da ascensão estelar da China estão os países produtores de commodities, muitos dos quais estão hoje em dificuldade.

Em Bangka e Belitung, duas ilhas da Indonésia, as paradisíacas praias de areia branca e palmeiras ocultam problemas. A área produz a maior parte do estanho indonésio — o nome da australiana BHP Billiton foi parcialmente inspirado em Belitung — e o apetite reduzido da China está dando dores de cabeça a Johan Murod, dono da mina PT Babelionia Internasional, cujo faturamento encolheu cerca de 25% desde o ano passado.

Para tentar sobreviver, ele cortou as viagens de negócios na empresa e vem usando lotes de terra da mina para criar gado, peixes e cultivar espinafre.

O problema não se limita ao estanho; a demanda chinesa por óleo de palma e pimenta da Indonésia também está em declínio.

“Se você vier aqui, vai ver bancos, lojas e cafés sem movimento agora porque muitas pessoas estão desempregadas ou vendo sua renda diminuir”, diz Murod. “O impacto da desaceleração da China é muito significativo.”

Mas a economia da China é hoje tão grande que a demanda continuará a ser substancial, mesmo que o crescimento do país desacelere.

Internamente, a China se vê diante de uma encruzilhada, agora que seu modelo de crescimento liderado por investimentos perde força. O desafio para o futuro, dizem economistas, inclui um relaxamento dos controles sobre as terras, trabalho e capital, o que seria uma mudança cultural para um governo que tem propensão ao controle.

Enquanto chineses mais velhos economizam e gastam com parcimônia, muitos nas gerações mais jovens estão cansados de recompensas tardias. “Eu vejo o consumo como um investimento em mim mesma”, diz a vendedora de produtos de beleza Huang Bingni, de 38 anos, que mora em Maanshan, no leste da China, e gasta boa parte de sua renda com cosméticos e roupas. “Eu agora quero ter uma vida boa.”

3 thoughts on “China e o Dinamismo da Economia Mundial

  1. Pingback: O Sonho Chinês e o Ocidente em “State of Denial” | engenhonetwork

  2. Prezado Fernando,

    O mundo Ocidental em “State of Denial”, parafraseando o livro Bob Woodward de 10/2006 sobre o desgoverno de Bush Jr. em seu segundo mandato, reflexo da política desastrosa que vem de seu primeiro governo, que sintetizo na frase, “Guerra ao Terror”, ou chegando nos dias atuais, pois a tragédia e prepotência continuam, embora poucos admitem, como disse Ian Bremmer na Globo News – Sem Fronteira – dessa semana, sobre a reação ‘estúpida’ de Obama ameaçando a Rússia em relação a Ucrânia: “falhou completamente”, ou seja, não é somente o império da Rússia em decadência, ou o império do Tio Sam idem, mas sim o Ocidente em “State of Denial”, talvez voltar no tempo apenas dois século seja pouco, talvez precisamos voltar ao século XIII, e reler a volta de Marco Polo da China (The Travels of Marco Polo, 1300 D.C.), descobrir que a primeira universidade da China data mais de mil anos antes da primeira universidade do ocidente, que a dois mil anos os árabes já vendiam especiarias da Índia e seda da China ao império romano e eram pagos em moedas de ouro, ou como indagou provocativamente, Andre Gunder Frank nos anos 80, “Sistema capitalista de 500 anos ou de 5.000 (cinco mil) anos? e também: “ReORIENT: Global Economy in the Asian Age”.

    No texto acima, a certa altura os “especialistas” dizem,

    (…) “O que é de impressionar, no entanto, é o fato de que um país tão grande tenha conseguido navegar essa onda de crescimento por tanto tempo”.

    A minha interpretação do texto acima, eles apostam que isso é passado e que nas próximas décadas será diferente (por trás das palavras encontra-se os desejos e as crenças da elite ocidental sobre o futuro), claro, no mínimo farão todo esforço para reduzir essa velocidade chinesa para as próximas décadas, como diria Voltaire em sua definição de ética, “ética é aquilo que eu não quero que os outros façam”.

    Alias é o que se vem escrevendo na mídia ocidental ultimamente, incluindo George Soros, o mega investidor que no meio da década passada estimulava os gringos de Wall Street, a ler e reler Karl Marx, pois a economia, escreveu ele, estava indo em direção – rumo e contra – um muro de concreto.

    Eu, claro, também entrei nessa seara, e fui busca suporte nos mestres e com suporte em indicadores gráfico de seu blog:

    Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial
    http://engenhonetwork.wordpress.com/2013/10/03/celso-furtado-e-o-ocidente-em-state-of-denial/’

    Assim como, meu dois últimos posts sobre a China e a cegueira ideológica e medíocre ocidental:

    Martin Jacques: O sonho Chinês – O Futuro em Perspectiva Histórica

    Prezados geonautas,

    Esse artigo de Martin Jacques, que fiz uma tradução livre abaixo, mais uma vez, coloca o mundo ocidental em estado de choque, devido ao tamanho das mudanças quando se olha à frente, é isso que faz com que o mundo ocidental continue em completo “State of Denial”, em quase desespero, quando se olha para o futuro, para as próximas décadas.

    Essa foi a visão de Andre Gunter Frank em fins dos anos 80: The World System: Five Hundred Years or Five Thousand? (Sistema capitalista Mundial: 500 anos ou 5.000 anos?).

    Essa foi a visão também de Celso Furtado, sua reflexão entre Ocidente e Oriente no fim do século XX e seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Que sintetizei em meu artigo de outubro de 2013: Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of denial’ .

    Essa também foi a visão de Giovanni Arrighi, desde seu artigo de 1993, The Rise of East Asia: One Miracle or Many?, assim como seu livro de 2007, “Adam Smith in Beijing”, na qual ele dedicou o livro – a primeira página para André Gunter Frank.

    Martin Jacques é o intelectual hoje que se especializou nesse tema, nessa ‘big’ mudança global, desde o lançamento do livro em 2009, “Quando a China mandar no Mundo”.

    A agenda global da mídia ocidental, está permeada por “political bias”, seja o debate sobre superpopulação, aquecimento global e outros temas, é uma mera desculpa, falta de visão e de coragem, de não saber como encarar a crise do modelo eurocêntrico dos últimos séculos. A sociedade ocidental pode se tornar uma sociedade covarde?

    Quem viver verá!

    Sds,
    http://jornalggn.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/martin-jacques-o-sonho-chines-o-futuro-em-perspectiva-historica

    Civilization Magazine: O sonho chinês em perspectiva histórica

    Prezados geonautas,

    Gostaria de convidar os colegas e colaboradores do blog, para ler, e também traduzir os artigos da revista chinesa, Civilization Magazine, digamos para quem tem um tempinho livre, entre o bloco “Galo da Madrugada” e o bloco “Bacalhau do Batata” na quarta-feira de cinzas. Fiz uma tradução da introdução da revista (abaixo), na qual é citado que, entre os sonhos chineses, está a “democracia”, o que sabemos muito bem que eles não têm hoje, mas que democracia seria essa? Diria que só o tempo dirá. renovo meu pedido de ler e traduzir os seis artigos.

    Aproveitando a oportunidade sobre o tema, sonhos de nações e civilizações, para uma provocação sobre “o sonho brasileiro” em gestação, como dizem Darcy Ribeiro e Leonardo Boff, “A gestação do povo brasileiro”.

    Sds,

    The Chinese Dream in Historical Perspective
    1The Chinese Dream Can Enrich World Civilization
    2Origins of the Chinese Dream
    3Europe’s 500-Year Chinese Dream
    4Fall of the Previous Chinese Dream; Rise of the European and American Dreams
    5The Chinese Dream: the Chinese Spirit and the Chinese Way
    6China Red

    http://jornalggn.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/civilization-magazine-o-sonho-chines-em-perspectiva-historica

    Caros, para concluir, o ocidente não mais define a agenda global como fez nós últimos séculos, podemos especular sobre o futuro, mas o futuro é incerto e não sabidos, mas relembremos mestre Antonio Candido no documentário “3 antonios e 1 jobim”, diz ele a certa altura,

    “…, as idéias, a grande coisa do nosso tempo foi a criação das utopias no século XVIII, o liberalismo, o socialismo, o comunismo, o anarquismo, a fraternidade universal, a igualdade, a felicidade pela instrução – o progresso- , todos nós acreditamos nisso, o progresso, quando ?? (pensador) dizia no Tablô (?), quando toda a sociedade fosse instruída, os homens todos seriam felizes, …”
    Nós estamos agora vivendo essa coisa duríssima, fim das utopias, que gera uma coisa muito estranha, porque a utopia cria o homem superior, a utopia faz você subir acima de você mesmo, e agora nós estamos num a era de homens inferiores, não existe grandes homens, eu costumo dizer que na nossa geração, havia uma quantidade grande de homens para o bem e para o mal, …,
    …, O grande momento do homem no século XX foi o nazismo, sobre esse ponto de vista eu acho o fenômeno mais importante do século, porque a revolução russa veio para realizar os ideais utópicos, enquanto que o nazismo foi a prova de que é possível dentro de uma atmosfera de utopia, instaurar a barbárie, quer dizer, o homem a qualquer momento de sua história, o homem é capaz de reverter aos piores padrões de barbáries. (49: 15 – 52:47, A. Candido).

    E la nave va, diria Fellini,
    Saudações, quem viver verá!
    http://engenhonetwork.wordpress.com/2014/03/09/o-sonho-chines-e-o-ocidente-em-state-of-denial/
    http://jornalggn.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/o-sonho-chines-e-o-ocidente-em-state-of-denial

  3. (…) “…, as idéias, a grande coisa do nosso tempo foi a criação das utopias no século XVIII, o liberalismo, o socialismo, o comunismo, o anarquismo, a fraternidade universal, a igualdade, a felicidade pela instrução – o progresso- , todos nós acreditamos nisso, o progresso, quando ?? (pensador) dizia no Tablô (?), quando toda a sociedade fosse instruída, os homens todos seriam felizes, …”

    (…) “o nazismo foi a prova de que é possível dentro de uma atmosfera de utopia, instaurar a barbárie, quer dizer, o homem a qualquer momento de sua história, o homem é capaz de reverter aos piores padrões de barbáries“. ( Antonio Candido, Documentário 3 antonios e 1 jobim).

    Prezados geonautas,

    Comentário ao post de Fernando Nogueira da Costa, “China e o Dinamismo da Economia Mundial“
    Prezado Fernando,
    O Mundo Ocidental em “State of Denial”, parafraseando o livro Bob Woodward de 10/2006 sobre o desgoverno de Bush Jr. em seu segundo mandato, reflexo da política desastrosa que vem do primeiro governo, que sintetizo na frase, “Guerra ao Terror”, ou chegando nos dias atuais, pois a tragédia e prepotência continuam, embora poucos admitem, como disse Ian Bremmer na Globo News – Sem Fronteira – dessa semana, sobre a reação ‘estúpida’ de Obama ameaçando a Rússia em relação a Ucrânia: “falhou completamente”, ou seja, não é somente o império da Rússia em decadência, ou o império do Tio Sam idem, mas sim o Ocidente em “State of Denial”, talvez voltar no tempo apenas dois século seja pouco, talvez precisamos voltar ao século XIII, e reler a volta de Marco Polo da China (The Travels of Marco Polo, 1300 D.C.), descobrir que a primeira universidade da China data mais de mil anos antes da primeira universidade do ocidente, que a dois mil anos os árabes já vendiam especiarias da Índia e seda da China ao império romano e eram pagos em moedas de ouro, ou como indagou Andre Gunder Frank nos anos 80, “Sistema capitalista de 500 anos ou de 5.000 (cinco mil) anos? e também: “ReORIENT: Global Economy in the Asian Age”.
    No texto acima, a certa altura os “especialistas” dizem,
    (…) “O que é de impressionar, no entanto, é o fato de que um país tão grande tenha conseguido navegar essa onda de crescimento por tanto tempo.”
    A minha interpretação do texto acima, eles apostam que isso é passado e que nas próximas décadas será diferente (por trás das palavras encontra-se os desejos e as crenças da elite ocidental sobre o futuro), claro, no mínimo farão todo esforço para reduzir essa velocidade chinesa para as próximas décadas, como diria Voltaire em sua definição de ética, “ética é aquilo que eu não quero que os outros façam”.
    Alias é o que se vem escrevendo na mídia ocidental ultimamente, incluindo George Soros, o mega investidor que no meio da década passada estimulava os gringos de Wall Street, a ler e reler Karl Marx, pois a economia, escreveu ele, estava indo em direção – rumo e contra – um muro de concreto.
    Eu, claro, também entrei nessa seara, e fui busca suporte nos mestres e com suporte em indicadores gráfico de seu blog:
    Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial
    http://engenhonetwork.wordpress.com/2013/10/03/celso-furtado-e-o-ocidente-em-state-of-denial/’
    Assim como, meu dois últimos posts sobre a China e a cegueira ideológica e medíocre ocidental:
    Martin Jacques: O sonho Chinês – O Futuro em Perspectiva Histórica
    Prezados geonautas,
    Esse artigo de Martin Jacques, que fiz uma tradução livre abaixo, mais uma vez, coloca o mundo ocidental em estado de choque, devido ao tamanho das mudanças quando se olha à frente, é isso que faz com que o mundo ocidental continue em completo “State of Denial”, em quase desespero, quando se olha para o futuro, para as próximas décadas.
    Essa foi a visão de Andre Gunter Frank em fins dos anos 80: The World System: Five Hundred Years or Five Thousand? (Sistema capitalista Mundial: 500 anos ou 5.000 anos?).
    Essa foi a visão também de Celso Furtado, sua reflexão entre Ocidente e Oriente no fim do século XX e seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Que sintetizei em meu artigo de outubro de 2013: Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of denial’ .
    Essa também foi a visão de Giovanni Arrighi, desde seu artigo de 1993, The Rise of East Asia: One Miracle or Many?, assim como seu livro de 2007, ”Adam Smith in Beijing”, na qual ele dedicou o livro – a primeira página para André Gunter Frank.
    Martin Jacques é o intelectual hoje que se especializou nesse tema, nessa ‘big’ mudança global, desde o lançamento do livro em 2009, “Quando a China mandar no Mundo”.
    A agenda global da mídia ocidental, está permeada por “political bias”, seja o debate sobre superpopulação, aquecimento global e outros temas, é uma mera desculpa, falta de visão e de coragem, de não saber como encarar a crise do modelo eurocêntrico dos últimos séculos. A sociedade ocidental pode se tornar uma sociedade covarde?
    Quem viver verá!
    Sds,
    http://jornalggn.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/martin-jacques-o-sonho-chines-o-futuro-em-perspectiva-historica
    Civilization Magazine: O sonho chinês em perspectiva histórica
    Prezados geonautas,
    Gostaria de convidar os colegas e colaboradores do blog, para ler, e também traduzir os artigos da revista chinesa, Civilization Magazine, digamos para quem tem um tempinho livre, entre o bloco “Galo da Madrugada” e o bloco “Bacalhau do Batata” na quarta-feira de cinzas. Fiz uma tradução da introdução da revista (abaixo), na qual é citado que, entre os sonhos chineses, está a “democracia”, o que sabemos muito bem que eles não têm hoje, mas que democracia seria essa? Diria que só o tempo dirá. renovo meu pedido de ler e traduzir os seis artigos.
    Aproveitando a oportunidade sobre o tema, sonhos de nações e civilizações, para uma provocação sobre “o sonho brasileiro” em gestação, como dizem Darcy Ribeiro e Leonardo Boff, “A gestação do povo brasileiro”.
    Sds,
    The Chinese Dream in Historical Perspective
    1The Chinese Dream Can Enrich World Civilization
    2Origins of the Chinese Dream
    3Europe’s 500-Year Chinese Dream
    4Fall of the Previous Chinese Dream; Rise of the European and American Dreams
    5The Chinese Dream: the Chinese Spirit and the Chinese Way
    6China Red
    http://jornalggn.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/civilization-magazine-o-sonho-chines-em-perspectiva-historica
    Caros, para concluir, o ocidente não mais define a agenda global como fez nós ultimos séculos, podemos especular sobre o futuro, mas o futuro é incerto e não sabidos, mas relembremos mestre Antonio Candido no documentário “3 antonios e 1 jobim”, diz ele a certa altura,
    “…, as idéias, a grande coisa do nosso tempo foi a criação das utopias no século XVIII, o liberalismo, o socialismo, o comunismo, o anarquismo, a fraternidade universal, a igualdade, a felicidade pela instrução – o progresso- , todos nós acreditamos nisso, o progresso, quando ?? (pensador) dizia no Tablô (?), quando toda a sociedade fosse instruída, os homens todos seriam felizes, …”
    Nós estamos agora vivendo essa coisa duríssima, fim das utopias, que gera uma coisa muito estranha, porque a utopia cria o homem superior, a utopia faz você subir acima de você mesmo, e agora nós estamos num a era de homens inferiores, não existe grandes homens, eu costumo dizer que na nossa geração, havia uma quantidade grande de homens para o bem e para o mal, …,
    …, O grande momento do homem no século XX foi o nazismo, sobre esse ponto de vista eu acho o fenômeno mais importante do século, porque a revolução russa veio para realizar os ideais utópicos, enquanto que o nazismo foi a prova de que é possível dentro de uma atmosfera de utopia, instaurar a barbárie, quer dizer, o homem a qualquer momento de sua história, o homem é capaz de reverter aos piores padrões de barbáries. (49: 15 – 52:47, A. Candido).
    E la nave va, diria Fellini,
    Saudações, quem viver verá!
    http://engenhonetwork.wordpress.com/2014/03/09/o-sonho-chines-e-o-ocidente-em-state-of-denial/
    http://jornalggn.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/o-sonho-chines-e-o-ocidente-em-state-of-denial

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s