A Voz do Capital: Opção Preferencial Pelos Ricos

Aécio A Voz do Capital

Votação realizada pelo Valor na festa de entrega do prêmio Executivo de Valor, no dia 5 de maio de 2014, mostrou o franco favoritismo de Aécio Neves na elite empresarial. De 249 convidados presentes, entre os quais os CEOs premiados de 23 setores econômicos e gestores influentes de grandes empresas brasileiras, votaram 103. Aécio Neves ficou com 72 votos, 70% do total. O candidato do PSB, Eduardo Campos, teve 17 votos, 16,5% das preferências. A presidente Dilma Rousseff teve apenas 3 votos! Isto é bom ou ruim para sua reeleição?

Está ficando claro que os candidatos de oposição são opositores das políticas sociais. Como afirmou Renato Janine Ribeiro, professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo (Valor, 05/05/14), “a declaração de Aécio Neves, prometendo aos empresários ‘medidas impopulares’, pode ter sido positiva para o candidato tucano granjear apoios substanciais nesse setor, inclusive reduzindo o espaço de Eduardo Campos – mas sinaliza, para o restante da sociedade, o risco de uma opção preferencial pelos ricos, com um arrocho salarial. Para o PT, esse é um bom cenário de disputa, que fica entre ricos e pobres ou, para ser mais preciso, entre os vulneráveis a qualquer soluço da economia e aqueles cuja renda ou fortuna superior protege melhor de recessões e depressões. É claro que, do lado antipetista, este confronto será chamado de anacrônico, ou será debitado na conta do PT, como se o conflito pela apropriação dos recursos fosse uma invenção retórica, esquerdista, sem base na realidade. Mas há uma disputa real, entre os que consideram que deve prosseguir a agenda petista de inclusão social e os que a criticam porque a economia, se continuar no rumo petista, estaria em sério risco. O aspecto bom disso tudo é que é melhor debater a economia na campanha eleitoral, do que desviar a atenção destas questões, cruciais, apelando à agenda moralista do ataque a aborto, casamento homossexual e ateísmo.”

Segundo a agenda impopular de Aécio, ser a oposição for vitoriosa nas eleições de outubro será:

  1. o fim do crédito subsidiado do BNDES,
  2. o fim das desonerações da folha de salários,
  3. haverá um realinhamento instantâneo dos preços da gasolina e da energia, provocando choque inflacionário, e
  4. o programa Minha Casa Minha Vida, que alimenta a indústria da construção civil, também vai acabar.

Em síntese, o candidatos da oposição (Campos ou Aécio) vão “dar um cavalo de pau na economia” que será inflacionário e recessivo!

Quando usou a rede nacional de rádio e televisão para um pronunciamento em comemoração ao 1º de maio, a presidente Dilma Rousseff definiu de que lado está: “dos mais pobres e da classe média”.

Não é por isso que “A Voz do Capital” a rejeita?

As propostas dos pré-candidatos à Presidência da República Eduardo Campos (PSB-PE) e Aécio Neves (PSDB-MG) visam conceder autonomia ao Banco Central em relação ao governo para colocar a taxa de juro na estratosfera, com era no Governo FHC.

Seus ataques a Petrobras ou a Eletrobras evidenciam uma nostálgica fidelidade às políticas privatizantes que os neoliberais aplicaram no passado.

O candidatos tucano e sua linha-auxiliar, o pré-candidato do PSB, ambos anunciam também “medidas amargas”, “impopulares”, caso venham a ser eleitos.

Em vez disso, o programa governamental de Dilma Rousseff dará continuidade aos investimentos em infraestrutura e logística, que geram crescimento econômico e baixo desemprego.

Haverá a manutenção da atual política destinada à Petrobras, cuja prioridade é ela servir ao País e não aos acionistas minoritários. A construção de novas hidroelétricas, os grandes investimentos da Petrobras para extração de petróleo de águas profundas (Pré-Sal), e a extensão das linhas de transmissão têm garantido – e seguirão garantindo – ao setor produtivo e aos consumidores em geral o fornecimento de energia requerido.

Dilma também lançará a terceira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa atribuição do Estado pode ser constatada na realização de 82% das metas previstas pelo PAC 2, o que colocou a necessidade de lançar em breve o PAC 3.

O PIB cresceu (em US$) 4,4 vezes em 11 anos. A inflação caiu de 12,5%, no período FHC, para 5,9%, mantendo-se durante os governos Lula e Dilma sempre dentro da meta. A taxa de desemprego nunca esteve tão baixa.

Pronatec, ProUni, Fies, MCMV, Mais Médicos, PBF, todos os bem sucedidos programas sociais do Governo Social-Desenvolvimentista terão continuidade com a Dilma. Com Aécio e/ou Campos haverá sim descontinuidade: com o ódio antipetista dos oposicionistas, adotarão “política de terra-arrasada” contra todas as conquistas populares desde 2003!

A reforma política é considerada estratégica pela Presidenta, como ela propôs após as manifestações de junho de 2013, por meio de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para reduzir ao máximo o peso do poder econômico nas eleições e no funcionamento das instituições republicanas.

A maioria dos eleitores deverá refletir bem e decidir entre a voz do povo (Dilma) ou a voz do capital (Aécio).

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