Brazil 2014: Four days in, and already on course to be the best World Cup EVER

Gols por jogo Copa 2014

The Rio Report
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We’re just four days into the World Cup, but already people are suggesting that Brazil 2014 is on course to be one of the greatest tournaments of all time.

It’s a contentious point of view. Those of a certain age probably still hold Mexico 1970 in high regard, while USA ’94 has plenty of misty-eyed supporters.

France ’98 also had some memorable moments – and who could forget Italia ’90, if just for Nessun Dorma alone?

But this year’s tournament in Brazil has the potential to eclipse the lot of them.

Premature? Undoubtedly. Unjustified? Absolutely not. Here we present six reasons why it’s right to believe the hype.

1. GOALS, GOALS, GOALS

The goalfest in Brazil has come as a welcome change after a horribly sterile group stage in South Africa four years ago, which was mostly notable for France going on strike and defending champions Italy failing to win a game.

In fact, after eight games the 2014 World Cup had more than double the number of goals as its predecessor at the same stage.

Brazil 2014 is enjoying a remarkable three and a half goals per game – a figure which has not been bettered since 1958 in Sweden, a tournament when French striker Just Fontaine managed to plunder 13 goals, seven more than Pele.

 

This makes Brazil 2014 the most prolific tournament of the modern era, averaging as much as goal a game more than three of the past six finals. Italia 1990 remains the nadir with a paltry 2.21 goals per game.

2. SHOCK RESULTS

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Has there ever been a better group stage game than Netherlands‘ 5-1 rout of Spain? The margin of victory should not detract from the fact this was an all-time classic, filled with wonderful moments and one of the most iconic World Cup goals in Robin van Persie‘s diving lob header. The pure thrill of watching Arjen Robben charge through the defending champions made this a stunning night of football.

[VAN PERSIE ENJOYS HIS CRUYFF MOMENT]

And what about upsetting the odds? On Saturday night we saw Costa Rica engineer a massive shock in England’s group as they defeated Uruguay 3-1 with another thrilling performance. Joel Campbell was the star of the show in a result which blew open one of the toughest groups and sent seismic waves through an already pulsating tournament.

A reminder: this tournament is only four days old. And the first day only had one game.

3. NO DRAWS, AND TOPSY-TURVY GAMES

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Not a single game has ended in a draw yet in Brazil; South Africa 2010 started with one. A cultural swing towards attacking tactics – and sublime counter-attacking – has made this an unforgettable start with teams looking to take all three points from the off rather than try and hold onto one.

As Rio Report said in its look at the Argentina match on Sunday night, we’re not sure if teams can’t, or won’t, defend. But we’re not complaining.

It’s not just the attacking football and number of goals, though – it’s the fact that the matches are exciting, and swinging to and fro with regularity as well.

[7 REASONS ENGLAND’S DEFEAT IS A GOOD THING]

4. THE BIG NAMES ARE PERFORMING

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Just look at the top scorers’ list after three days: Robben, Van Persie and Neymar have two apiece and Alexis Sanchez has come to the party too with a goal and an assist from Chile. Andrea Pirlo put in another passing masterclass against England and Mario Balotelli took the man of the match award.

Even the famously World Cup-shy Lionel Messi is getting in on the act: he hadn’t scored at the World Cup since a late scoreline-enhancer in a 6-0 dead rubber group stage win back in 2006, but he put that right against Bosnia on Sunday with a goal so good that you’d have sworn he was wearing a Barcelona shirt to pull it off.

To a man, the big players are stepping up to the stage without fear. No one has personified this trait more than Neymar, who responded to all the pressure on his shoulders with a brace in Brazil’s 3-1 win over Croatiaon the opening day.

[NATION ERUPTS AS NEYMAR WINS OPENER FOR BRAZIL]

5. IT’S IN BRAZIL.

 

Forget the playing fields of public schools in England, Brazil is the real spiritual home of football. Against a backdrop of Rio’s Sugarloaf Mountain and the Amazon rainforest, this tournament has bounced along to the stereotypical Samba beat which is said to infect this glorious, gigantic country. If you can’t get up for a World Cup in Brazil – whether manager, player or fan – you need your pulse checking.

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6. BECAUSE EVERYONE IS SAYING IT IS

 

It’s been decided. Do one Mexico 1970.

 

Fontehttps://uk.eurosport.yahoo.com/blogs/the-rio-report/why-brazil-2014-shaping-best-world-cup-ever-104131658.html?soc_src=mediacontentstory

 

Desculpas, dona Dilma

por Luiz Caversan, na Folha de S. Paulo (14/06/14). Luiz Caversan é jornalista e consultor na área de comunicação corporativa. Foi repórter especial, diretor da sucursal do Rio da Folha, editor dos cadernos ‘Cotidiano’, ‘Ilustrada’ e ‘Dinheiro’, entre outras funções.

“Cara dona Dilma,

dirijo-me à senhora Dilma Rousseff pessoa física mesmo, não à presidente do meu país, e chamando-a de dona porque foi assim que aprendi a me dirigir a pessoas do sexo feminino que já tenham uma certa idade e sejam mães ou avós de família.

E sabe onde aprendi como me dirigir educadamente a quem quer que seja, mas principalmente às senhoras?

Foi na zona leste, dona Dilma, lá mesmo pras bandas do estádio em que a senhora foi tão rude e desrespeitosamente tratada na última quinta-feira.

Tendo nascido e sido criado naquele cantão da cidade e conhecedor da índole daquele povo todo, dona Dilma, eu humildemente peço desculpas pelo tratamento que a senhora recebeu ali no nosso pedaço. E tenho toda a serenidade do mundo para lhe garantir: não fomos nós, povo da Zona Leste, que a ofendeu daquele jeito.

Ah, não foi mesmo, viu?

Sabe por quê? Porque mandar uma senhora como a senhora pro lugar onde a mandaram já resultou em muita briga e até morte pra aquelas bandas. Isso não se faz, ninguém por ali deixa barato ir xingando assim a mãe dos outros, ainda mais com a filha sentada do lado, onde já se viu?

A gente boa da zona leste, dona Dilma, não é disso, não.

Respeita pra ser respeitada.

Tampouco é um pessoal que fica adulando poderosos ou puxando o saco de quem quer que seja, não se trata disso. Se é pra protestar, o povo protesta. Se é pra vaiar, vaia.

Mas a educação que a gente recebeu em casa ensinou que não se fala palavrão para uma senhora e não é desta maneira, ofendendo a todos os que ouviram os absurdos que lhe disseram, que se vai se mudar alguma coisa, qualquer coisa.

Não, dona Dilma, não fomos nós da ZL que xingamos a senhora –eu falo nós, embora não more mais por aquelas bandas, porque meu coração nunca sairá de lá, e vira e mexe estou zanzando por ali, visitando gente amiga na Penha, Vila Esperança, Vila Granada, Vila Ré, Guaianases, Itaquera…

Também achei necessário me dirigir à senhora, dona Dilma, porque uns amigos que foram ao jogo me informaram que os xingamentos, as palavras de baixo calão vieram principalmente do setor do estádio em que os ingressos custavam quase mil reais ou as cadeiras eram ocupadas por VIPs –e milão prum ingresso não rola aqui na ZL, não, muito menos a gente é very important people pra receber este tipo de convite.

De modo que, mesmo sem procuração, falo em nome da gente boa da ZL para não apenas me desculpar pela grosseria, pela deselegância e pelas ofensas que foi obrigada a ouvir, mas também para fazer um convite: aparece de novo lá no nosso estádio!

Mas vai num dia de jogo do Timão.

Olha, pode ser até que a senhora ouça alguma vaia, viu, porque afinal é difícil separar uma mulher que tem filha e neto, e já merece respeito apenas por isso, da presidente da República – e ali a gente vota como quer, respeita opinião diferente e acredita em democracia.

Agora, garanto que com o estádio sem toda aquela gente diferenciada que tomou conta de Itaquera no jogo do Brasil, ninguém vai mandar a senhora àquela parte, não.

Porque se algum engraçadinho se atrever a fazer isso, vai acabar levando um tapa na boca.

Porque é assim que fomos educados.

Um abraço pra senhora e um beijo pro Gabriel, seu neto, que aliás tem o mesmo nome do meu.”

 

Alberto Carlos Almeida é sociólogo e diretor do Instituto Análise Sociólogo e diretor do Instituto Análise. Publicou artigo (Valor, 16/06/14) onde mostra como parte da elite marca gol contra o Brasil.

“Cá entre nós, o gol contra do Marcelo para começar a Copa do Mundo foi uma ótima metáfora do que parte de nossa elite fez com a nossa Copa.

Parte da mídia criticando, Ronaldo criticando (e ao mesmo tempo sendo comentarista do que ele criticara, um comportamento bem brasileiro), Bebeto criticando, Paulo Coelho criticando, até mesmo Ney Matogrosso, quem diria, criticando.

Pelo menos o gol contra do Marcelo foi azar, o que parte de nossa elite fez foi um baita gol contra voluntário.

Pergunto agora onde estão todos aqueles que entoaram o bordão “imagina na Copa”.

Por favor, apareçam para comentar o caos aéreo, o caos na assim pomposamente chamada mobilidade urbana, o fato de os brasileiros não falarem inglês, sumiram todos os que – equivocadamente – previram o pior.

Neste momento, reconhecer o erro não faz mal a ninguém. No mínimo, tem caráter terapêutico, quem sabe passem a entender o que é o Brasil.

Parte da elite marcou um gol contra a Copa, mas os brasileiros entraram em campo e viraram o jogo. Não precisaram fazer nada de mais para obter esta virada, apenas fizeram na Copa o que estão acostumados a fazer todo dia: trabalhar e tratar bem os outros, neste caso, os visitantes e turistas que estão viajando o Brasil afora para assistir aos jogos e conhecer nosso país.

Até os estrangeiros estão ensinando para esta elite que gosta de fazer gol contra o que é ser brasileiro, foi o que fizeram os holandeses. Além de nosso povo e de nossa seleção, até agora os holandeses foram um grande exemplo de brasilidade desde que chegaram aqui.

A Holanda está concentrada na praia de Ipanema. Foi à praia, jogou frescobol, visitou o Cristo Redentor, foi para a noite carioca. Os jogadores estão frequentando os bares do bairro, entraram em campo e deram um sacode na Espanha. Ah! A nota triste da estada da Holanda no Rio é que eles treinam no campo do Flamengo, saberemos o porquê quando forem eliminados.

Brincadeiras futebolísticas à parte, o fato é que os holandeses estão aproveitando o Brasil mais do que a elite que marca gol contra se permite aproveitar.

Em retribuição ao que o nosso país vem dando a eles, fizeram cinco gols históricos em Salvador, na Fonte Nova.

A previsibilidade de parte de nossa elite que na maioria das vezes não encontra nada do que se orgulhar do Brasil vem sendo subvertida pela imprevisibilidade da Copa do Mundo: torcedores felizes por estarem aqui, hinos do Brasil, do Chile e da Colômbia sendo cantados à capela, Espanha humilhada em uma goleada, Costa Rica dando um “castelãozaço” no Uruguai.

Não há imprevisibilidade em nossa capacidade de organizar uma Copa do Mundo. Já havia salientado em minha coluna regular no Valor que os principais estresses sobre a nossa infraestrutura ocorrem durante as festas de fim de ano e no Carnaval. Se não há caos nestes eventos, não iria haver caos na Copa do Mundo. Foi um tremendo gol contra afirmar que ocorreria o pior.

Outras surpresas virão para aqueles que não conhecem o Brasil. Para quem sabe que o Brasil não é para principiantes, como dissera uma vez Tom Jobim, não há surpresa alguma: a Copa do Mundo já é um sucesso, só não foi mais porque o jogo começou com um gol contra.”

 

 

Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. No Valor (16/06/14), deu uma lição de ética e educação aos candidatos “machistas” da oposição.

“Aécio Neves e Eduardo Campos quiseram explorar politicamente os xingamentos a Dilma Rousseff na abertura da Copa. Podem ter começado aí a perder a eleição. Algum imprevisto pode ainda beneficiá-los. Mas eles foram tolerantes com os insultos, e nisso expuseram uma dificuldade cognitiva de ambos. Mostraram-se em descompasso com os avanços nos costumes ocorridos nas últimas décadas, e que incluem o repúdio ao machismo, aos preconceitos e mesmo à falta de educação.

A primeira exigência para quem quer governar o Brasil é identificar os sinais do novo. O maior deles, no período recente, esteve nas manifestações de 2013, rompendo com a política tradicional. Dentre os presidenciáveis, Marina Silva é a mais apta a decifrá-los, mas está limitada por seu conservadorismo em matéria sexual – aborto, casamento gay. Já Aécio e Eduardo ignoraram as ruas, a não ser para tirar proveito delas com os prejuízos que causaram a Dilma e ao PT. Nenhum deles abriu diálogo com os manifestantes. Eles querem ganhar com o descontentamento, mas têm pouco a lhe propor. Dilma continua sendo, dos três candidatos, o mais capaz de conversar com o novo, ainda que ela própria não faça parte dele.

O episódio revela a pouca sensibilidade dos candidatos homens à renovação dos costumes. Essa nova sensibilidade não se confunde com a direita ou esquerda tradicionais. Aparece no ‘El País’, no ‘New York Times’, no ‘Guardian’, na revista ‘Trip’. Repudia o preconceito contra negros, mulheres e homossexuais. Detesta a opressão e a corrupção. Ora, quando os dois candidatos se comprazem com a má educação de um público com dinheiro, eles se opõem a essa nova sensibilidade. Essa dissonância com o novo poderá aparecer em outras questões, fragilizará os dois e fará a festa do PT, que não podia ganhar presente melhor.

Assim, quando Eduardo Campos diz que os xingamentos ‘talvez’ não fossem a ‘melhor’ forma de expressar o mau humor e a discordância com o governo, ele está indicando que ‘talvez’ fossem, pelo menos, uma forma aceitável; perde a chance de ouro de repudiar a forma, ainda que para elogiar o conteúdo. Aécio não se saiu tão mal, mas na manhã do dia 13 aprovou implicitamente os insultos, somente se distanciando deles à tarde, quando se corrigiu de sua gafe, mas sem pedir desculpas.

Temos duas agendas distintas na dimensão política da vida social. Uma é centralmente política, enfeixando metas sociais e em meios econômicos. Sobre esta, nossos três candidatos têm muito a dizer. Outra é dos costumes, agenda essa forte especialmente no Brasil: combate preconceitos, opressão e corrupção. É esta agenda que dá o tom do novo, dos jovens – embora não agrade a nenhum dos três candidatos, afeiçoados a uma visão tradicional da política. Mas aqui Dilma se sai melhor, mesmo que só porque não disse, e dificilmente dirá, algo análogo aos dois rivais. Dilma não é a candidata da agenda da vida, como a chamei há algumas semanas, mas não entra em conflito com ela. Será por razões de gênero? Será porque, mulher, não cai na tentação do machismo, que ronda muitos homens, mesmo bem intencionados? Não sei.

Outro erro, esse propriamente político: o Brasil está rachado entre duas interpretações da sociedade. Uma, majoritária na mídia e nas classes endinheiradas, detesta o governo petista. Outra, que venceu as três últimas eleições presidenciais, o apoia. Entre as duas, não há diálogo, nem mesmo sobre fatos básicos. Ora, qualquer político com pretensão de governar sabe que chefiará um país dividido. O vitorioso será legítimo, mas precisará ser respeitado pelos derrotados. Só que o respeito é uma via de mão dupla. A falta dele está desgraçando a Venezuela. E, quando se passa ao palavrão, o desrespeito ao candidato insultado ofende seus eleitores. Uma coisa é criticar, outra é desrespeitar. Alckmin exemplificou isso quando foi grosseiro com Lula, no debate de 2006: o presidente o chamava de “senhor”, ele respondia com “Lula, você mente”. Ofendeu os simpatizantes de Lula. Deu-lhe votos. Assim Alckmin perdeu sufrágios entre o primeiro e o segundo turnos. Não se ganha eleição, aqui, com a falta de educação. Ela deixou de ser sinônimo de macheza. Tornou-se igual a machismo.

Pior, os dois candidatos fazem a festa do PT! Vestem o figurino conservador em que o PT tenta prendê-los. Pois o que quer o PT, se não mostrar que Aécio e Eduardo não entendem o que a maioria da sociedade deseja? Quando avalizam a falta de educação da “elite branca” (lembro Claudio Lembo e Juca Kfouri), ajudam o PT a ter os votos, não só do seu “terço gordo” de eleitores seguros, mas também entre o terço de eleitores que, por estarem indecisos, decidirão a eleição. Muitos deles não admiram o PT, mas repudiam ainda mais o conservadorismo dos sem educação. O grave, agora, não são tanto os insultos: é que dois candidatos presidenciais não percebam que a minoria de ofensores representa o atraso. Deste, nada sairá. É grave que, nas muitas horas entre o episódio e suas declarações, nem Aécio e Eduardo, nem ninguém de seu círculo próximo, tenha percebido o lado negativo das ofensas.

Para terminar, esta não é uma questão que possa ser brifada por um assessor. Um candidato pode ter gurus sobre a economia, a energia, transportes, saúde, até mesmo educação – mas precisa entender de política, de sociedade, do movimento do mundo. Gurus são para matérias técnicas, os valores são com o líder. Se ele não capta o espirito do tempo, dará problema. Por isso, se os dois erraram na postura sobre esse lamentável episódio, é provável que errem, de novo, quando estiverem em jogo valores.”

 

 

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