Cruzeiro: Tetra-Campeão Brasileiro

Cruzeiro Tetra-Campeão em 201436a rodada 2014Rodada a Rodada 35a

O Cruzeiro já igualou (podendo ainda superar) o número de pontos conquistados no ano passado! Garantiu o título pelo segundo ano consecutivo na principal competição do futebol nacional.

Por que? Administração profissional, planejamento, estrutura, elenco, técnico, tudo isso junto deu o tetra-campeonato (bi seguido) — e a sexta final da Copa Brasil! Já ganhou quatro…

Juca Kfouri (FSP, 17/11/14) avaliava que “o CRUZEIRO segue firme, colhendo o que plantou na temporada. Mesmo desgastado e obrigado a poupar Everton Ribeiro, seu melhor jogador, o trem azul segue célere para a estação vitória, como mostrou na Vila Belmiro, sua última parada.

No vagão restaurante, cozinhou o Peixe no primeiro tempo e o liquidou no segundo em linda jogada culminada por Ricardo Goulart.

A vantagem mineira é vista por muita gente como prova de pouca emoção da fórmula de pontos corridos, uma discussão que ainda perdura no Brasil e só no Brasil quando se trata do primeiro mundo do futebol.

O exemplo da sensacional edição da Copa do Brasil nesta temporada estimula ainda mais a insatisfação daqueles que ainda não entenderam que a questão não se resume à justiça, à meritocracia e ao planejamento, mas, também, à necessidade de os principais clubes do país terem a garantia de que jogarão durante toda a temporada.

Não é muito diferente a questão que envolve a possibilidade de usar a tecnologia para dirimir lances duvidosos, como já se faz em tantos esportes.

Há quem ache tão sem graça como o campeonato de pontos corridos, porque se, ao ver desses, futebol não tem nada a ver com justiça, a polêmica é que alimenta o futebol.

Sublinhe-se que tem muita gente boa contra uma coisa e a favor da outra e vice-versa. Ou contra ambas.

Tem até um gênio da raça, como Luis Fernando Veríssimo, que é contra o rebaixamento.

Ele defende que clubes de grandes torcidas não podem cair, a exemplo do que se faz nos Estados Unidos, mesmo raciocínio dos que consideram melhores as fórmulas dos campeonatos ianques.

Parece escandaloso, não? Pois é, e ninguém é menos escandaloso que Veríssimo.

A suposta falta de graça do Brasileirão em pontos corridos prestes a ser vencido pela segunda vez seguida pelo Cruzeiro, como dito, é reforçada ainda mais porque o time celeste está na final da Copa do Brasil e sob alto risco de perdê-la para o Galo.

Daí a pergunta à rara leitora e ao raro leitor: faria algum sentido ver amanhã, caso o Brasileirão tivesse terminado ontem numa fase classificatória, ver o Cruzeiro, líder com 70 pontos, enfrentar o Flamengo, o oitavo colocado, com 47? Seria emocionante? É claro que sim! Lotaria o Maracanã no primeiro jogo? Sem dúvida! O Flamengo poderia vencer por 1 a 0, com gol irregular e segurar o empate no Mineirão também repleto? Ora, se poderia! Assim, com duas dezenas de pontos a menos, seguiria no campeonato e eliminaria o melhor time do ano.

Agora, compare, com honestidade: é a mesma coisa que se vê na Copa do Brasil? Ou na Libertadores? Ou na Liga dos Campeões da Europa?

Não culpe o Cruzeiro por ser mais competente.

Uma seleção pode ganhar uma Copa do Mundo sem ser a melhor seleção do mundo. Um time pode ganhar quaisquer torneios com mata-mata sem ser o melhor e nem por isso tais competições são ruins.

Mas o campeão nacional tem de ser o melhor do país.”

Cruzeiro-Gremio-Foto-Ricardo-RimoliLANCEPress_LANIMA20141121_0011_53Paulo Vinícius Coelho (PVC) escreveu, na segunda-feira, que:

“Ser bicampeão brasileiro no domingo que vem, contra o Goiás, é a possibilidade mais concreta para o Cruzeiro.

Há um ano, o Brasil inteiro lamentou quando chegou a 34ª rodada e o título cruzeirense foi garantido com Éverton Ribeiro fora do jogo.

Parecia uma sina.

Assim como em 2003, quando Alex cumpriu suspensão no jogo das faixas contra o Paysandu, dez anos depois o craque do campeonato recebeu o terceiro cartão amarelo e não pôde jogar na partida da taça.

Neste ano é diferente. Éverton Ribeiro começou a partida contra o Santos no banco de reservas. Também jogou mal contra o Atlético-MG na quarta (12), pela Copa do Brasil.

Cansaço é a razão do declínio. Dos quatro jogadores mais expressivos do elenco do técnico Marcelo Oliveira, Éverton Ribeiro era o único a começar como titular todas as partidas que disputou, antes da Vila Belmiro.

Willian jogou mais vezes, mas começou no banco em 19 de suas 47 participações.

Éverton Ribeiro está longe de ser candidato aos maiores prêmios do Brasileiro 2014. No primeiro turno, o melhor jogador do Cruzeiro foi Ricardo Goulart, que também caiu de produção. Se erguer a taça contra o Goiás, semana que vem, não haverá um craque indiscutível no time campeão.

Não há um craque incontestável em todo o campeonato.

Ganso faz boa campanha, Kaká pode ficar com a Bola de Ouro da revista “Placar”, D’Alessandro é o mais importante do Inter, Felipão é o destaque do Grêmio e…

É impossível dizer que é o melhor jogador da temporada.

Indiscutível qual é a melhor equipe: o Cruzeiro. Na Copa do Mundo foi parecido. A Alemanha, campeã com mérito, não teve um jogador especial. Parece ser o tempo do futebol coletivo, que o Cruzeiro sabe fazer com perfeição. Mas ano passado também sabia e havia um ícone da conquista: Éverton Ribeiro.

Fred foi o craque do Fluminense campeão de 2012, Conca do Flu vencedor em 2010, Adriano do Flamengo de 2009… Parecido com o campeonato atual só 2011, quando o Corinthians de Tite venceu, e no tri do São Paulo, quando o destaque era o goleiro Rogério Ceni.

Ontem, Éverton Ribeiro jogou apenas 18 minutos e deu um passe genial, que quase resultou no segundo gol. É menos do que ele pode. O Cruzeiro quer que o campeonato acabe o mais rapidamente possível, para festejar e em seguida tentar tirar a Copa do Brasil do Atlético-MG.

Pode ser campeão domingo contra o Goiás e ganhar uma crise se perder o mata-mata para seu maior rival, três dias depois. O Atlético-MG tem seu craque: Tardelli. Incrível que o goleador do Galo no Brasileirão, com nove gols, não tenha marcado nenhuma vez na Copa do Brasil.

É provável que o Brasileirão termine com um campeão incontestável e sem um craque consagrado. A Copa do Brasil também.”

PS: ontem, Éverton Ribeiro marcou o segundo gol (Ricardo Goulart tinha marcado o primeiro). Ele e seus companheiros viraram o jogo, quebraram a invencibilidade de 6 jogos do Grêmio e um “tabu” de que, desde 2007, não o vencia em Porto Alegre…

1 thought on “Cruzeiro: Tetra-Campeão Brasileiro

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s