Nova Direita no Brasil

Direita Maringoni

Stijntje Blankendaal, correspondente holandesa do diário holandês Trouw e da revista de opinião De Groene Amsterdammer (http://www.groene.nl/home) no Brasil, está fazendo uma matéria sobre a nova direita no Brasil. Escreve uma reportagem investigativa sobre o surgimento entre parcela dos jovens brasileiros do desejo de se unir em novos partidos ou em movimentos de direita. Quais são suas ideias sobre o futuro de Brasil? Aonde se colocam no debate político/social? Ela solicitou entrevista minha sobre este momento político do País.

Tive que meditar a respeito, para conceder-lhe a entrevista, partindo da reunião de informações dispersas postadas neste meu modesto blog.

Em assuntos relacionados à pobreza, pesquisas de perfil ideológico revelam que o brasileiro está mais à esquerda. Quando o tema tem relação com a criminalidade, as teses da direita fazem mais sucesso. Em dez questões, cujas respostas são supostamente caracterizadoras de ideologia, progressistas predominam em cinco, conservadoras em quatro, e uma a respeito de sindicatos praticamente termina empatada. Não se pode concluir daí que, como os percentuais das respostas conservadoras são maiores, somando-os, “49% da população tem mais proximidade com as teses de direita”. Por exemplo, o grau de religiosidade (“acreditar em Deus“), em um país tradicional e predominantemente católico, significa que o eleitorado é de direita?!

O que se observa mais, nessas pesquisas, não é um posicionamento político-ideológico com efeito eleitoral, mas sim a expressão de uma raiva generalizada contra os criminosos, especialmente contra os traficantes de drogas. É um comportamento defensivo não ideológico.

Cabe, então, a pergunta: o que é “o brasileiro”? Com toda sua diversidade social, cultural e política, o representativo é uma média ideológica? Ou uma moda?

Trinta anos depois do fim de sua ditadura, a direita brasileira ressurgiu, em plena democracia, para voltar a direcionar toda sua violência física e verbal contra os democratas. Apoiada pelo conservadorismo social-religioso, vocaliza, na mídia e na rede social, cotidianamente, seu antipetismo.

Qual é a razão do crescimento desse discurso de ódio? Minha suspeita é que, tal como no antissemitismo, anticomunismo, racismo e homofobia, a intensa atividade de bullying partidário, na imprensa brasileira, nasce do sentimento de segregação entre si e “os outros”. Aquele indivíduo parasita que sofre um sentimento de perda de status social ou de “desumanização” pela própria perda da autoestima, devido à ausência de reconhecimento de si como indivíduo particular e criativo, odeia os “culpados”, isto é, os bodes-expiatórios que são diferentes dele. Então, veicula essa expressão de ódio e violência físico-emocional.

“As habilidades cognitivas são fundamentais na formação de impressões de outras pessoas e a ter a mente aberta. Indivíduos com menores capacidades cognitivas gravitam em torno de ideologias conservadoras que mantêm as coisas como elas são, porque isso lhe dá um senso de ordem”, deduz um estudo realizado na Universidade Brock (Ontário-Canadá), publicado no Journal of Psychological Science. Menores níveis de inteligência estão relacionados a pensamentos de direita, porque estes fazem os indivíduos com deficiência cognitiva se sentir mais seguros com a estabilidade e a ordem-unida. No entanto, nem todas as pessoas com essa carência empática, face a um mundo complexo e antagônico, são conservadoras…

Esses discursos de ódio não são inócuos, pois geram danos físicos e psicológicos em muitos que sofrem a agressão, levando à misantropia — ódio pela humanidade, falta de sociabilidade, melancolia, depressão, tristeza, etc. Por causa disso mesmo, satisfazem aos instintos violentos dos neofascistas tupiniquins.

PT virou o alvo de ataques. Seus eleitores são considerados “ignorantes que parasitam em torno dos programas sociais”. Antes de tornar-se um discurso amplamente difundido pela “nova direita” do país, o antipetismo foi fermentado pelo grupo de direitistas que publicam colunas na “grande” imprensa brasileira.

A direita brasileira, cuja opinião conservadora se expressa facilmente na mídia, não aceita fazer concessões sociais por menores que sejam. É reacionária mesmo frente às mudanças menos ofensivas aos interesses dominantes. É herança do “espírito da Casa Grande” o ódio aos pobres, aos nordestinos e aos negros. Não suporta a ascensão social de “os outros”, mesmo quando isso reforça a posição da classe ociosa no topo pela ampliação do mercado interno. Quer exclusividade no aeroporto, na universidade e no poder político, para manter seu status social.

Essa nova direita, revelada pelas manifestações na rua de junho de 2013, não está interessada em constituir maiorias de governo, mas sim em impedir que aconteçam governos. Ela não precisará de voto enquanto estiver sendo financiada, indiretamente, pelas grandes corporações que patrocinam revistas semanais para vociferar o discurso de ódio antipetista.

A esquerda democrática tem que governar, constituir maiorias, transigir, negociar. Transformar tudo em um peemedebismo moderado. Porém, a sociedade não enxerga nele a representação direta de seus interesses concretos. Nessa “polarização assimétrica”, a esquerda tenta contemporizar, cedendo ministérios para governar. Já a direita pretende voltar a governar via ditadura militar, quando não se negocia politicamente. Nela, não é necessário financiar campanhas políticas com meios escusos.

Para a nova direita, melhorias adicionais de padrão de vida no Brasil não devem vir mais do Estado, via políticas públicas, mas unicamente de conquistas individuais baseadas no esforço e mérito reconhecidos por viés de auto validação dos próprios pares. Essa é a visão individualista da direita.

Os manifestantes golpistas constituem uma minoria que necessita ser, mais uma vez, isolada e condenada pelos democratas. Colunistas da imprensa brasileira abusam, diariamente, do direito de livre expressão para incitá-los a atentar contra a própria democracia que lhes concede essa liberdade!

10 thoughts on “Nova Direita no Brasil

  1. Muito interessante sua publicação, Fernando, mas eu discordo de alguns pontos dela.
    Acho que a direita está, de fato, muito mais individualista. Mas, ao mesmo tempo, é um grupo mais interessado na economia brasileira do que a esquerda, que está ligada à projetos sociais e anda um pouco populista, na minha opinião.
    Sobre os preconceitos expostos, eu também discordo. Acho que a direita é educada, assim como a esquerda. Ninguém estudado usa como argumento a diferença de cor da pele, a orientação sexual ou mesmo o sexismo. É difícil ser convencido com justificativas retrógradas como essas em pleno século XXI.
    Estes dias eu estava assistindo à um filme chamado “Persépolis” e a personagem principal, Marjane, era ligada à uma ideologia de esquerda em plena implantação da República Islâmica. Eu achei genial como as ideias se tornaram parte dela e aquilo deu um propósito de vida para ela. Eu adoraria que as ideias socialistas tomassem conta de mim, como percebo que tomaram de você. Todas as vezes que assisto “The Americans” eu me encho de vontade de ser de esquerda. Mas os partidos políticos do Brasil, principalmente o PT, não dá estimula muito a minha vontade.
    Eu não acho o PT democrático. Temos diversos exemplos, como a tentativa de impor o Conselho Federal de Jornalismo (um neo-“DIP”), cópia mal feita da ditadura chavista; a tentativa de restringir a atuação do Ministério Público; o decreto da Política Nacional de Participação Social, criando instâncias decisórias (conselhos formados por representantes da sociedade civil) — teoricamente, uma democracia, no entanto, a nação não vota nos Conselhos, mas no Legislativo, que está enfraquecido e precisa ser respeitado…
    Ainda assim, eu adorei seu blog. Acho sensacional que você tenha criado um lugar onde possamos debater e aprender mais sobre política. Parabéns!

    1. Prezada Gabriella,
      minha opinião a respeito desses polos ideológicos está exposta em: https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2010/02/27/direita-e-esquerda-razoes-e-significados-de-uma-distincao-politica/

      Não se identificar a esquerda nem a direita através de caricaturas.

      Eu não confundo os partidos e os indivíduos. O caráter de cada indivíduo deve ser avaliado. Não sou filiado a nenhum partido, pois não me submeto ao “centralismo democrático” da maioria e prefiro manter minha independência intelectual.

      Porém, geralmente, voto em pessoas defensoras do Estado de Bem-Estar Social e não apenas com um carrerismo político individualista.

      Parece-me que o PT é um partido muito mais relevante na história política recente (pós 1980) do que qualquer outro. É um partido mais popular do que os demais.

      Quanto ao jornalismo do PIG (Partido da Imprensa Golpista), cujos profissionais não tem liberdade de expressão, tornou-se antipetista e direitista raivoso. Por abominá-lo, prefiro ler bons sites, relatórios de pesquisas e estatísticas.

      Enfim, meu coração está à esquerda. Espero que o seu chegue a ele…
      Grato

      1. Prezado prof. Fernando, será que você poderia nos indicar para leitura os sites e relatórios a que se referiu? Isso seria bastante importante pois iria divulgar o jornalismo “não-PIG”. Obrigado!

      2. Prezado Gabriel,
        o link é: http://pss.sagepub.com/content/early/2012/01/04/0956797611421206.abstract

        Dele você vai para http://pss.sagepub.com/content/23/2/187 e poderá baixar:

        Articles citing this article
        Does Lower Cognitive Ability Predict Greater Prejudice?
        Current Directions in Psychological Science December 1, 2014 23: 454-459
        Abstract Full Text Full Text (PDF)

        The Ideological-Conflict Hypothesis: Intolerance Among Both Liberals and Conservatives
        Current Directions in Psychological Science February 1, 2014 23: 27-34
        Abstract Full Text Full Text (PDF)

        Ideology and Prejudice: The Role of Value Conflicts
        Psychological Science February 1, 2013 24: 140-149
        Abstract Full Text Full Text (PDF)

        Bright Minds and Dark Attitudes Lower Cognitive Ability Predicts Greater Prejudice Through Right-Wing Ideology and Low Intergroup Contact
        Gordon Hodson and
        Michael A. Busseri
        + Author Affiliations
        Brock University
        Gordon Hodson, Department of Psychology, Brock University, 500 Glenridge Ave., St. Catharines, Ontario, Canada L2S 3A1 E-mail: ghodson@brocku.ca

        Abstract

        Despite their important implications for interpersonal behaviors and relations, cognitive abilities have been largely ignored as explanations of prejudice. We proposed and tested mediation models in which lower cognitive ability predicts greater prejudice, an effect mediated through the endorsement of right-wing ideologies (social conservatism, right-wing authoritarianism) and low levels of contact with out-groups. In an analysis of two large-scale, nationally representative United Kingdom data sets (N = 15,874), we found that lower general intelligence (g) in childhood predicts greater racism in adulthood, and this effect was largely mediated via conservative ideology. A secondary analysis of a U.S. data set confirmed a predictive effect of poor abstract-reasoning skills on antihomosexual prejudice, a relation partially mediated by both authoritarianism and low levels of intergroup contact. All analyses controlled for education and socioeconomic status. Our results suggest that cognitive abilities play a critical, albeit underappreciated, role in prejudice. Consequently, we recommend a heightened focus on cognitive ability in research on prejudice and a better integration of cognitive ability into prejudice models.

        att.

  2. O debate é sempre bom. Para frutificar devemos evitar simplificações. Nem todos que estão à esquerda são bolcheviques e nem todos à direita são nazistas. Simpatizo com ideias de esquerda e abomino qualquer ditadura (inclusive as de nossa história) e autoritarismo.

    Dito isto, acho que o tema é o de uma direita nova que recebe mais atenção do que sua real estatura sugere que mereça. Cinco mil pessoas na Avenida Paulista são notícia somente porque as empresas de mídia querem. Já estive em movimentos maiores que não receberam esse destaque. Mas o prof. Fernando aponta bem tais empresas como centrais no apoio a essa nova direita.

    E não podemos deixar de notar como são poucos os que se posicionam frontalmente contra o absurdo de defender a suspensão (temporária?) de nossas liberdades democráticas.

    Só penso que nossa nova direita é uma versão do Tea Party norte-americano. Não necessariamente pelas excentricidades, mas pela defesa radical e cega de um liberalismo individualista onde não há espaço para políticas sociais. Qualquer traço de “coletivismo” deve ser extirpado ou nada pode afetar a propriedade privada o que acarreta a manutenção do status quo.

    Creio que tais ideias não vingaram em países em que políticas socialdemocratas criaram a expectativa de que o Estado equilibre a distribuição de renda e se responsabilize por bens públicos como educação, saúde, habitação, previdência entre outros. Não é o caso de Estados Unidos e Brasil onde o preconceito e o desprezo por “o outro” buscam legitimidade e voz política.

    O que gostaria de saber do prof. Fernando é se essa associação entre a nova direita e teorias e práticas econômicas individualistas é relevante e quais instituições apoiam essa tendência. Temos uma ressurreição do IPES e do IBAD?

    A verdade está no debate e a direita é necessária para o debate e ao longo do tempo seus teóricos deram contribuições importantes para as ciências humanas. Mas quem não reconhece dignidade no próximo e, ainda por cima, que calar o debate não merece nosso respeito.
    Saudações a todos.

    1. Prezado Luiz Bruno,
      muito grato por seus ponderados comentários.

      Sempre desconfiei que a expressão “fazer a América” não era apenas uma metáfora para o enriquecimento, mas traduzia sim uma ideologia individualista de construção de instituições distintas das democratas nascidas a partir das Revoluções “Burguesas” na Europa, especialmente no tocante de construção coletiva de cidadania – direitos e deveres – e de um Estado de Bem-Estar Social. Até a esquerda norte-americana abraçou o “individualismo-libertário” contra o Estado autocrático.

      Nos posts seguintes há pistas para comprovação dessa hipótese:
      https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/11/28/revolucao-norte-americana-e-contexto-mitologico/
      https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/11/28/descolonizacao-norte-americana-teologia-de-odio-e-secularizacao-da-politica/
      https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/11/28/nascimento-do-fundamentalismo-norte-americano/
      https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/11/29/fundamentalismo-cristao-popular-x-secularismo-elitista-nos-eua/
      https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2014/12/01/fundamentalismo-do-livre-mercado/

      Infelizmente, a elite brasileira deixou de ser formada culturalmente na Europa, especialmente na França, e passou a se imaginar que são PhDeuses… Trouxeram uma miscigenação do fundamentalismo religioso com o do mercado, com pitadas do velho golpismo militar incentivado pelas “vivandeiras dos quarteis” instaladas na “grande” imprensa brasileira.

      Com a inédita investigação sobre corruptores e corruptos, está na mesa o “caldo-de-cultura” para reviver a antiga UDN e sua “banda-de-música” instalada no Congresso. Com um falso moralismo, enxergam no golpe parlamentar, via impeachment, a chance de voltar ao Poder sem ganhar eleições…

      É lamentável ver de novo o “velho filme”.
      att.

  3. Caro Fernando,

    Interessantíssimo seu blog, embora tenhamos posições ideológicas diferentes.

    Em nenhum momento neste artigo você mencionou que o direitista apóia o livre mercado, o baixo intervencionismo estatal e o estímulo ao empresário. Muito pelo contrário, a caricatura que você pintou do direitista é simplesmente um monstro desalmado, ortodoxo e religioso. que não dá a mínima para a economia, apenas quer dizimar os gays, negros e manter a ordem social pois tem medo de assumir riscos.

    Na verdade, eu suponho que a única diferença entre esquerda e direita seja o caminho que acreditamos para atingir um único objetivo: a elevação do bem estar social.

    A esquerda acredita em tirar dos ricos e distribuir aos pobres.
    A direita acredita em estimular os ricos para que eles empreguem mais pobres.

    Embora eu seja receptivo a argumentações, jamais conseguiram me convencer que a primeira opção é melhor.

    Grande abraço,
    Ivo Seixas.

    1. Prezado Ivo,
      os próprios liberais costumam distinguir o liberalismo político do econômico que só prega o livre-mercado.

      Creio que há várias bandeiras-de-luta comuns entre os liberais políticos e a esquerda, entre outras, as relacionadas aos Direitos Universais do Homem e os direitos e deveres da cidadania, além da democracia e a estrutura do poder tripartite.

      Os liberais, inclusive os econômicos que só privilegiam a preservação do livre-mercado, deveriam se diferenciar da direita “tipo boçalnaro”, golpista, anti-democrática, agressiva e violenta. Em uma palavra, esta direita é muito estúpida!

      A esquerda democrática, que se distingue da totalitária, se caracteriza, primordialmente, por busca de maior igualdade social. Por isso, não defende a preservação do status quo via “estímular os ricos para que eles empreguem os pobres”. Busca a mobilidade social dos mais pobres.

      Através de políticas sociais ativas e afirmativas consegue-se até a diminuição da desigualdade da renda do trabalho, embora muito lentamente e sem fechar muito o leque salarial, face aos super-salários dos executivos da alta administração. Ainda não se conseguiu um pacto mundial em torno da tributação das fortunas, para diminuir a desigualdade da riqueza.

      Os direitistas se caracterizam pelo conformismo subordinado a essa desigualdade. A maioria deles não consegue nenhuma mobilidade social. Quando não faz uma mea culpa, busca bodes-expiatórios: “os outros”, i.é, a minoria citada. O individualismo estreita a visão social da direita.
      att.

  4. Vi uma frase que define bem essa polarização:

    “A direita luta contra a corrupção independente do partido enquanto a esquerda luta pelo partido independente da corrupção”

    No fim ambas as frentes possuem qualidades e defeitos mas, o que as diferencia (ao menos nesse momento) é a questão da defesa, por parte da esquerda, dos políticos corruptos alinhados com essa ideologia.

    Isso está fazendo a esquerda perder diariamente mais e mais “adeptos”. O povo, melhor do que ninguém, sentiu na pele a questão da corrupção, que gerou a pior recessão de nossa história e 13 milhões de desempregados.

    Isso faz da direita uma escolha melhor que a esquerda? Nesse momento sim. Lembro que a direita que governou nosso país por tantos anos, caiu frente a esquerda exatamente por esse motivo. É a história que se repete.

    Repitam comigo: “Não devemos ter políticos corruptos de estimação”.

    1. Prezado Fábio,
      eu corrigiria o ponto de partida de sua reflexão para ser mais verdadeiro:

      “A direita luta pela manutenção da corrupção individual, independentemente do partido, enquanto a esquerda luta pelo partido independentemente da prática de corrupção”

      Em outras palavras, nessa fase de denúncias generalizadas sobre todo o sistema político de financiamento corrupto e enriquecimento ilegal, não há para reduzir tudo a essa polarização binária entre esquerda e direita. O mundo real é mais complexo.

      A maior idiotice — não dimensionando o mal que faz a si e aos outros — será os eleitores oscilarem o pêndulo para a direita. Aparecerão celebridades midiáticas, que têm acesso privilegiado a palanques eletrônicos, pleiteando o poder com discurso de falso moralista, tipo Dória, Hulk, Justus, Boçalnaro e outros direitistas oportunistas que aproveitarão a chance.
      att.

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