Melhores do Ano de 2014

Registro as listas dos “Melhores do Ano de 2014“, na área de entretenimento, no caso, as listas de O Globo. É um incentivo para ver, ler e escutar o que ainda não apreciamos. Embora tenha visto, lido e escutado a maioria, confesso que cada vez menos a “sociedade do espetáculo” me atrai a ponto de sair de casa. Neste ano, o mais atraente nessa área, para mim, foram os acessos domésticos baratos ao que gosto: filmes via Netflix (baixando na internet apenas o que não está nele disponível), livros eletrônicos nos sites da minha lista de “Favoritos” (aba acima), e músicas no imenso acervo do Spotfy — e suas excelentes sugestões para playlists.

Recentemente, pude “fuçar” mais o Spotfy e acessei seu aplicativo “Music of the World“. Você consegue com um clique nos mapas de todos os países uma excelente amostra das músicas locais, classificadas por gênero. Por exemplo, “Desert Blues” de Mali, país do  melódico Ali Farka Touré. É possível escutar toda a diversidade da Música Africana, assim como a Árabe, a Indiana (sitar e tabla), etc., saindo da mesmice!

Outra dica: a partir da elaboração de um post neste modesto blog — Dicas do Trio Música-Literatura-Filme –, conheci a cantora ídiche Chava Alberstein, que canta na abertura do filme Free Zone. Coloquei algumas de suas Yiddish Songs em um playlist no Spotfy que denominei Cabaret. Problema que não consegui resolver: trocar meu nome de usuário no Spotfy. Não sei por que razão, em vez de meu nome Fernando Costa, como está no Facebook, fiquei registrado com o número 12142604272, tal como um prisioneiro sem identidade. Quem quiser acessar minhas playlists (e compartilhar dicas não comerciais), sugiro pesquisar tal número.

Tem também no Spotfy, entre outros, um aplicativo denominado “Rolling Stones Recommends“. Gosto de me orientar por listas de críticos, colocando-as em playlists ou descartando-as conforme meu gosto, é claro…

Melhores Filmes de 2014

Segundo a citada lista de O Globo, a cena independente americana se destacou na temporada, com produções assinadas por cineastas como Wes Anderson (“O Grande Hotel Budapeste”), Spike Jonze (“Ela”), e Alexander Payne (“Nebraska”). [Todos concorrentes ao Oscar de 2014.] Outras cinematografias, no entanto, também conseguiram mostrar sua força, inclusive em festivais, como a japonesa (“Pais e filhos”, de Hirokazu Kore-eda), a argentina (“Relatos selvagens”, de Damián Szifrón) e a romena (“Instinto materno”, de Calin Peter Netzer).

Boyhoodda infância à juventude’, de Richard Linklater (Estados Unidos)

O empenho na produção de “Boyhood” já indica que se trata de um filme especial: foram 12 anos em que os atores e o restante da equipe se mantiveram comprometidos em retratar a história do crescimento de um garoto nos EUA. Só que o longa, em cartaz desde outubro no Rio, ainda se destaca por representar a passagem do tempo de um jeito raro de se ver.

Ela’, de Spike Jonze (Estados Unidos)

A ideia de se fazer um filme sobre o amor entre um homem e um sistema operacional de telefone celular pode parecer absurda demais. Mas Spike Jonze não apenas arriscou levar sua trama adiante, como fez de “Ela” um dos mais inventivos romances para o cinema das últimas décadas. O filme entrou em cartaz no Brasil em fevereiro, trazendo Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson (bem, a voz dela, na verdade) no elenco.

‘Grande Hotel Budapeste’, de Wes Anderson (Estados Unidos/Alemanha)

O capricho estético de Wes Anderson já é bastante conhecido dos cinéfilos, mas, em seus últimos filmes, o diretor vem também construindo tramas elaboradas. “O Grande Hotel Budapeste”, que chegou aos cinemas em julho, mantém seu estilo dândi ao narrar a história centrada nas aventuras do concierge de um hotel num fictício país europeu dominado por um governo totalitário.

Instinto materno’, de Calin Peter Netzer (Romênia)

O romeno Calin Peter Netzer se inspirou em sua própria mãe para criar a protagonista superprotetora do filme, que estreou no Brasil em julho. A produção descreve as artimanhas de uma arquiteta da classe alta para livrar o filho adulto da prisão. O diretor usa a relação entre os dois para fazer um retrato das desigualdades sociais de seu país. Trata-se do terceiro longa de Netzer.

Jersey boys: em busca da música’, de Clint Eastwood (Estados Unidos)

A história do cantor americano Frankie Valli e do grupo The Four Seasons é narrada numa surpreendente mistura de musical com drama biográfico, em que se destacam canções como “Can’t take my eyes off you” e “December, 1963 (Oh, what a night)”. Visto no Brasil entre junho e agosto, o longa de Clint Eastwood é a adaptação de um espetáculo de sucesso que estreou na Broadway em 2005.

‘O lobo atrás da porta’, de Fernando Coimbra (Brasil)

Quando estreou, em junho, “O lobo atrás da porta” já havia sido premiado nos festivais do Rio, de San Sebastián e de Havana no ano passado. Estrelado por Leandra Leal e Milhem Cortaz, o filme atualiza o caso da “Fera da Penha”, a mulher que sequestrou a filha do amante, em 1960. Também está presente nas listas de diversas associações de críticos brasileiros.

O lobo de Wall Street’, de Martin Scorsese (Estados Unidos)

Quinta colaboração de Martin Scorsese com o ator Leonardo DiCaprio, “O lobo de Wall Street” estreou por aqui em janeiro, amparado por cinco indicações ao Oscar, incluindo na categoria de melhor filme. Baseado na autobiografia de Jordan Belfort, o longa descreve ascensão e queda do ex-corretor da Bolsa de Valores que foi preso por fraude e corrupção, nos anos 1990.

‘Nebraska’, de Alexander Payne (Estados Unidos)

Filmado em preto e branco e apoiado na performance de seus dois protagonistas, Bruce Dern e Will Forte, “Nebraska” é um road- movie pelo interior dos EUA, guiado por um octogenário meio senil e seu filho mais jovem. Melancólica metáfora para a crise financeira americana, o filme de Alexander Payne ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes (para Dern) e seis indicações ao Oscar.

‘Pais e filhos’, de Hirokazu Kore-eda (Japão)

Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes de 2013, “Pais e filhos”, de Hirokazu Kore-eda, estreou em janeiro, trazendo para cá a questão do peso do laço sanguíneo nas relações familiares. O filme descreve o drama de dois casais que descobrem que os filhos foram trocados na maternidade. Sensibilizou até Steven Spielberg, que comprou os direitos de refilmagem.

‘Relatos selvagens’, de Damián Szifrón (Argentina/Espanha)

Desde sua estreia, em outubro, o argentino “Relatos selvagens” agitou o circuito nacional e mobilizou debates de cinéfilos. Composto de seis histórias independentes que tratam de temas como violência e vingança, sempre com humor, o longa foi exibido no último Festival de Cannes e está no páreo para o Oscar de filme em língua estrangeira.


Melhores Livros de Ficção de 2014 

Na ficção, o ano teve bons lançamentos de autores brasileiros, como Evandro Affonso Ferreira e Elvira Vigna, o retorno do tcheco Milan Kundera e a primeira edição nacional de um clássico do russo Vassili Grossman. Veja os dez melhores livros de ficção do ano (e mais abaixo, os cinco melhores de não ficção):

De repente, uma batida na porta’, de Etgar Keret (Rocco): Um dos principais nomes da atual literatura israelense e destaque da Flip deste ano, o contista Etgar Keret teve um livro publicado no Brasil pela primeira vez, em tradução de Nancy Rozenchan. A inventividade e o humor nonsense do escritor brilham em 38 histórias, como a que imagina uma terra habitada pelas mentiras que os homens contam ou a que narra o destino insólito de um homem que, segundos antes de morrer, pede a um anjo a paz mundial.

A festa da insignificância’, de Milan Kundera (Companhia das Letras): Depois de mais de 10 anos sem publicar, o tcheco Milan Kundera voltou à ficção com um romance sobre quatro velhos amigos parisienses em busca de um sentido para suas vidas. Traduzido por Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca, o novo livro do autor de “A insustentável leveza do ser” retrata a insignificância como “a essência da existência”. E não deixa de falar de política, com alusões frequentes a Stalin e à história recente da Europa.

Graça infinita’, de David Foster Wallace (Companhia das Letras): Brasil em tradução de Caetano W. Galindo quase 20 anos depois de lançado nos EUA, é uma das mais ambiciosas obras de ficção das últimas décadas, tanto pela extensão (mais de 1.100 páginas) quanto pela complexidade. É também uma reflexão comovente sobre o vício, o individualismo e a obsessão pelo entretenimento, com uma prosa extravagante e bem-humorada.

Os luminares’, de Eleanor Catton (Biblioteca Azul): Por este livro de 888 páginas, a neozelandesa, presente na Flip deste ano, tornou-se a mais jovem ganhadora do Booker Prize, em 2013, aos 28 anos. Ambientado na Nova Zelândia do século XIX, em meio à corrida do ouro no país, o romance de tintas vitorianas, traduzido por Fabio Bonillo, tem uma arquitetura complexa inspirada pela astrologia: são 12 capítulos precedidos por mapas astrais que refletem o curso das vidas de seus 12 protagonistas.

Paradiso’, de José Lezama Lima (Edições da Estação Liberdade e da Martins Fontes): Depois de uma disputa judicial pelos direitos de publicação no país, a obra-prima do cubano Lezama Lima ganhou duas traduções no Brasil: uma pela Estação Liberdade, a cargo de Josely Vianna Baptista, e outra pela editora Martins Fontes, de Olga Savary. Lançado em 1966, o romance acompanha os anos de formação do poeta Cemí, descritos com uma uma linguagem radical que fez dele um clássico do século XX.

‘Os piores dias de minha vida foram todos’, de Evandro Affonso Ferreira (Record): O novo romance do escritor mineiro, protagonizado por uma mulher doente e reclusa, mas apegada à imaginação, conclui a “trilogia do desespero”, formada também por “Minha mãe se matou sem dizer adeus” (2010) e “O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam” (2013). Neles, Evandro retrata com humor e uma linguagem lírica e as vidas de personagens marginais.

Poemas atribuídos – Códice Asensio-Cunha’, de Gregório de Matos (Autêntica): Especialistas em literatura luso-brasileira, os professores João Adolfo Hansen e Marcello Moreira organizaram em cinco volumes todos os poemas identificados como de Gregório de Matos no “Códice Asensio-Cunha”, obra popular que circulou em Salvador nos séculos XVII e XVIII. Os professores mostram a contínua reconstrução do personagem e dos versos atribuídos ao poeta que ficou conhecido como “Boca do Inferno”.

Vida e destino’, de Vassili Grossman (Alfaguara): Escrito nos anos 1960, censurado pelo regime comunista e lançado em 1983, na França, o clássico do russo Vassili Grossman sobre a Segunda Guerra Mundial chegou ao Brasil em tradução de Irineu Franco Perpetuo. Aproveitando-se da experiência como correspondente nas batalhas de Stalingrado e Berlim, Grossman construiu um painel humano do conflito, das trincheiras russas aos campos nazistas.

Você vai voltar pra mim’, de Bernardo Kucinski (Cosac Naify): Depois do romance “K”, o paulista Bernardo Kucinski voltou a tratar das memórias da ditadura neste volume de contos, que investigam os efeitos daquele momento histórico na vida íntima de seus personagens. Prisioneiros políticos, guerrilheiros, exilados e anistiados são protagonistas de histórias que, numa linguagem seca e concisa, enfocam dramas pessoais desencadeados pelos horrores do regime militar.

Por escrito’, de Elvira Vigna (Companhia das Letras): Com uma dicção própria, pessoal sem ser confessional, e uma voz de mulher que recusa feminilidades, Elvira Vigna dá continuidade à sua trajetória singular num romance onde o afeto e o drama não têm vez. Usando uma linguagem antissentimental, a escritora carioca faz uma reflexão profunda sobre o não pertencimento a partir da secura extrema de sua personagem principal, que não dá nem quer receber nada dos que a cercam.

Melhores Livros de Não Ficção de 2014

Na não ficção, o livro do economista francês Thomas Piketty sobre a desigualdade foi debatido em todo o mundo e o líder comunista Luiz Carlos Prestes ganhou uma biografia escrita pelo historiador Daniel Aarão Reis.

O Capital no século XXI’, de Thomas Piketty (Intrínseca): Publicado em inglês no início do ano e meses depois em português, em tradução de Monica Baumgarten de Bolle, o livro do francês Thomas Piketty provocou debates em todo o mundo. Com base em 15 anos de pesquisas a partir de dados que remontam ao século XVIII, o economista mostra como o capitalismo favorece a concentração de renda e a desigualdade. Entre as propostas do autor que mais causaram discussão está um imposto global sobre grandes fortunas.

Conversas – Graciliano Ramos’, de Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla (org.) (Record): Uma reunião de entrevistas, enquetes e depoimentos do autor alagoano em veículos jornalísticos entre 1910 até 1952. Acompanhados de narrativas anedóticas, os 45 textos desconstroem a imagem de um homem calado, avesso a conversas, e revela as facetas bem-humorada, simpática e falante do escritor. Uma prova de que Graciliano nunca deixou de se posicionar de modo direto e contundente sobre as principais questões da época em que viveu.

Luís Carlos Prestes – Um revolucionário entre dois mundos’, de Daniel Aarão Reis (Companhia das Letras): Resultado de cinco anos de pesquisas, a biografia escrita pelo historiador Daniel Aarão Reis escapa da polarização entre hagiografia e demonização de um dos principais personagens da esquerda brasileira no século XX e traz material inédito, como documentos sobre a Intentona de 1935 encontrados nos arquivos da Internacional Comunista em Moscou e gravações de reuniões decisivas para a reconstrução do PCB realizadas nos anos 1970.

‘O ódio à democracia’, de Jacques Rancière (Boitempo): Conhecido por seus estudos sobre estética e política, o filósofo francês escreveu este livro para intervir no debate público em meio ao crescimento da extrema-direita em seu país. Para Rancière, odeia a democracia todo aquele que quer restringir a um pequeno grupo o controle de determinar o que é o bem comum. No ensaio, traduzido por Mariana Echalar, ele diz que “não vivemos em democracias” e sim num sistema oligárquico que “dá à minoria mais forte o poder de governar sem distúrbios”.

‘As universidades e o regime militar’, de Rodrigo Patto Sá Motta (Zahar):Explorando um campo ainda pouco estudado, o historiador Rodrigo Patto Sá Motta faz uma radiografia da relação contraditória do regime militar com as universidades: se por um lado a ditadura perseguiu estudantes e professores, com os órgãos de informação atuando dentro das instituições, por outro modernizou a estrutura, investiu em pós-graduação e na expansão dos campi. Com base em arquivos brasileiros e americanos, Motta mostra que a influência dos EUA na reforma universitária foi menor do que se imaginava.

Melhores Discos de 2014

Apesar da crise na indústria fonográfica, que se aproxima de um modelo com os serviços de streaming (o que não tinha acontecido com o download), mas ainda não é sombra do que já foi, a produção musical é cada vez maior, mais variada e, aleluia!, mais acessível.

Do luxo do oitentão Leonard Cohen aos recados certeiros de cinquentões como Morrissey e Titãs, passando por nomes recentes e criativos como Juçara Marçal, Alice Caymmi e O Terno, não falta música de qualidade para todos os gostos.

Rainha dos raios”, Alice Caymmi

Após a estreia em 2012 num disco que soava mais como promessa do que como pedra lapidada, Alice Caymmi fez uma turnê relendo com ousadia o avô Dorival, em caminho artístico que desembocou em “Rainha dos raios”. No álbum, acompanhada apenas do produtor Diogo Strausz, ela mostra personalidade e uma voz arrebatadora seja cantando Caetano, MC Marcinho ou Michael Sullivan.

Syro”, Aphex Twin

Anunciado com uma inusitada campanha de marketing, que incluiu dirigíveis sobre Londres, marcas no metrô de NY e links para a web profunda, “Syro” marcou a volta de Richard D. James, uma das mais excêntricas mentes da seara eletrônica, após 13 anos, com um intrincado mix de ritmos e texturas, tão desafiador quanto fascinante.

Black messiah”, D’Angelo and the Vanguard

No apagar das luzes do ano, o cantor D’Angelo (que assombrou o mundo com o disco “Voodoo”, de 2000, e em seguida sumiu) soltou, sem aviso prévio, seu primeiro álbum em 14 anos. Política, funk, jazz, experimentos e um falsete de arrepiar se combinam num disco que deve servir de bússola para os novos talentos do r&b alternativo.

You’re dead!”, Flying Lotus

Embalado pela delirante arte do japonês Shintaro Kago na capa e no encarte, o quinto álbum do produtor americano fala sobre vida e morte, enquanto conecta os pontos entre jazz, soul e hip-hop, numa vibrante onda psicodélica, com as participações de Herbie Hancock, Kendrick Lamar e Thundercat. Transcendental.

LP 1”, FKA Twigs

Etéreo e narcótico, o álbum de estreia da cantora britânica levantou a poeira do esquecido trip hop e apontou novos caminhos para o r&b, ecoando de Björk a Siouxsie Sioux. A luz dessa nova estrela chegou também, inadvertidamente, ao universo dos tabloides, como namorada do ator Robert Pattinson.

World peace is none of your business”, Morrissey

Em ano intenso, no qual revelou ter enfrentado um câncer e, só para variar, brigou com sua gravadora, o cantor dos Smiths deixou um dos pontos altos de sua carreira solo. Ferino como nunca, dramático (à beira do macabro) e com renovado desprezo pelas convenções sociais, Morrissey usou fígado e coração em canções lapidares como “I’m not a man” e “Staircase at the university”.

Nheengatu”, Titãs

Depois de olhar para o passado com o DVD “Cabeça dinossauro” e a festa dos 30 anos de carreira, o quarteto paulistano pegou o Brasil pela gola com um disco de rock seco e atual, que atravessa assuntos espinhosos como pedofilia, preconceito, pobreza e drogas. Um instrumental pesado e preciso e letras certeiras resumem os furiosos Titãs cinquentões.

Encarnado”, Juçara Marçal

A cantora do Metá Metá (com trajetória que inclui trabalhos como A Barca) fez sua estreia solo talvez no álbum mais radical do ano (em poesia e sonoridade). No disco, Juçara Marçal se lança — apoiada sobretudo na riqueza cheia de arestas de Kiko Dinucci (guitarra) e Rodrigo Campos (guitarra e cavaquinho) — em canções que têm como tema central a morte.

O terno”, O Terno

Em seu segundo disco, o trio paulistano O Terno confirmou a inteligência bem-humorada e o vigor rock’n’roll da estreia, de 2012. Mais maduros, levaram a cabo a ideia de fazer experimentalismo dentro do formato pop, com boas doses de psicodelia e soul. De quebra, soam como um power trio dos melhores e têm um ótimo compositor, o vocalista Tim Bernardes.

Popular problems”, Leonard Cohen

Poeta de um mundo de Deus lá em cima ou inferno lá em baixo, o trovador canadense de 80 anos volta ao disco com muito para dizer. Ecoando a experiência de quem nessa vida tudo viu, a voz gutural e esfumaçada de Cohen caminha por entre corais gospel e pianos elétricos ao longo de uma substancial coleção de canções.

2 thoughts on “Melhores do Ano de 2014

  1. Fernando,
    Concordo na maioria das suas opiniões.
    Incluiria na relação dos filmes ; A Garota Exemplar, Philomena e Uma vida Comum.
    Livros incluiria: Sergio Y. vai à América e A verdade sobre o caso Harry Quebert.. Endosso que Os Luminares e Vida e Destimo são espetaculares.
    Grande abraço. .

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