Setor de Telecomunicações

Tráfego de dadosIncentivos para Setor de Telecomunicações

Os defensores das privatizações da Era Neoliberal costumam apontar um único exemplo de sucesso: a do setor de telecomunicações. Contra-argumento que os sucessos, de fato, foram devido às inovações tecnológicas (como os celulares e banda larga) e não à “governança”. Esta foi alterada quase inteiramente em relação ao projetado pelos neoliberais. Inovações, por definição, fogem às regulamentações.

Ivone Santana (Valor, 29/12/14) oferece um amplo painel da evolução recente do Setor de Telecomunicações no Brasil. Compartilho essa abordagem estruturalista do desenvolvimento.

“O Ano Novo começa com promessas de mudanças profundas no setor de telecomunicações brasileiro. Embora o ponto central seja a concentração do mercado, cada operadora luta por um objetivo diferente em defesa dos seus negócios. As iniciativas que começaram a amadurecer em 2013 mostram que a partir de 2015 o Brasil poderá ter um setor de telecomunicações bem diferente do que o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desenharam há quase duas décadas na época da privatização das empresas.

A estratégia e as regras do setor foram criadas para um mercado então centrado em telefonia fixa, com a internet embrionária no país e o serviço celular planejado para que cinco operadoras nacionais e duas regionais competissem com relativo equilíbrio.

Mas os fatos mostram que os planos saíram de controle. A telefonia fixa entrou em declínio, sufocada pela móvel, que colocou um celular nas mãos de cada consumidor. Com o aumento da velocidade da internet em banda larga o tráfego de dados cresceu verticalmente. Surgiram empresas que fornecem serviços sobre essas redes, mesmo sem parceria comercial com as teles, como Facebook, Google e Netflix, e a banda larga virou prioridade para os internautas, exigindo investimento em infraestrutura. Continue reading “Setor de Telecomunicações”