Financiamento Interno de Longo Prazo

TDIPEA 2053

Sinopse: Além da introdução e das conclusões finais, este TD-IPEA _Financiamento Interno de Longo Prazo tem quatro seções. A primeira apresenta o “estado da arte”, isto é, o debate atual a respeito do financiamento em longo prazo do capitalismo de Estado neocorporativista no Brasil. Em seguida, mostra-se as riquezas pessoal e corporativa como potenciais fontes de funding para este financiamento. Depois, avalia-se por que meios poderá ser realizada a realocação de capital necessária nos portfólios. Por fim, demonstra a possibilidade futura de incorporar novas fontes de financiamento do investimento por meio do fundo de riqueza soberana e de fundos previdenciários.

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Propensão ao Crescimento (por José Eli da Veiga)

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Todas as referências bibliográficas que apoiam o ensaio compartilhado abaixo estão no livro do José Eli da Veiga, “Desenvolvimento Sustentável – O Desafio do Século XXI”, Editora Garamond, 3ª ed., 2008). Ele publicou o ensaio (Valor, 02/01/15) como espécie de crítica indireta, porém não explícita, ao livro “O Capital no Século XXI”, de Thomas Piketty. Quando este fez uma apresentação na FEA-USP, para o lançamento de seu livro no Brasil, os intelectuais provincianos (e neoliberais) que o cercaram tentaram provar para a audiência, sem convencer, que o livro dele está equivocado! Ciumeira do sucesso alheio é uma praga que assola os nossos autores vaidosos de seus artigos acadêmicos, que acumularam “pontinhos Qualis”, mas que jamais publicaram um livro best-seller de qualidade…

Verifiquem a metodologia de Thomas Piketty no post anterior — Lei do Crescimento Acumulado — e confiram que enquanto ele fala de baixo crescimento da renda per capita mundial, ou seja, uma renda média de todo o mundo, Eli da Veiga apresenta alguns “estudos de casos“, em lugares e períodos delimitados, para tentar falsear sua hipótese generalista!

Embora ele não consiga “falsear Piketty” — como era seu propósito –, compartilho o excelente artigo de José Eli da Veiga abaixo:

“Praticamente não teria havido crescimento econômico até o início do século XVIII, diz André Lara Resende na abertura de excelente ensaio sobre “O Capital no Século XXI”, de Thomas Piketty. A íntegra do que foi antecipado no Valor em 5 de setembro de 2014 acaba de ser publicada na revista Política Externa”.

É muito pouco provável, contudo, que a renda tenha ficado estagnada por mais de “dezessete séculos, muito provavelmente, desde o início dos tempos”. Essa impressão de que todas as épocas que precederam a Revolução Industrial teriam sido marcadas por uma espécie de longuíssimo marasmo decorre do imenso contraste entre os últimos 150 anos e toda a evolução humana anterior. O conhecimento científico sobre o processo desencadeado pela descoberta/invenção da agricultura não confirma esse tipo de avaliação da história econômica. Continue reading “Propensão ao Crescimento (por José Eli da Veiga)”