Lutas de Castas nas Torres de Marfim

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Em universidades como Oxford, na Inglaterra, observou-se a marcha da história vendo os valores de quatro castas diferentes lutarem e substituírem uns aos outros em rápida sucessão. Lá caracteriza-se por uma extraordinária persistência dos seus valores aristocráticos oitocentistas.

Tal como a maioria das universidades, Oxford sempre teve uma função sacerdotal: comunica o sistema de valores predominante para a nova geração e para o público em geral. Mas lá o interesse sacerdotal pelas ideias e pela moralidade se combinou a um espírito mais aristocrático.

Adotou um programa de ensino destinado a expor os estudantes à cultura de seus predecessores. O “tutor aristocrático” dava aulas individuais, ou “tutoriais” de uma hora, sobre uma variedade incrível de assuntos multidisciplinares. O domínio e a comunicação de conhecimentos especializados não eram a verdadeira prioridade.

O tutorial se destinava a estabelecer uma relação pessoal entre o tutor e o pupilo (nunca “estudante”), a fim de cultivar o caráter deste, construir sua autoconfiança e desenvolver suas habilidades de escrita, deixando-lhe tempo mais que suficiente para seus interesses de cavalheiro e os esportes. O pupilo, geralmente, homem jovem oriundo de uma família abastada da província ou da pequena aristocracia – ou aspirante –, ficaria, então, totalmente preparado para entrar no serviço público no país ou no exterior como um legítimo cavalheiro representante do Império Britânico.

Era uma experiência bem diferente daquela de seus contemporâneos na Alemanha ou nos Estados Unidos, onde a entrada na vida pública exigia uma educação profissional, ministrada por especialistas radicados na pesquisa. Continue reading “Lutas de Castas nas Torres de Marfim”