Perfis dos Consumidores de luxo

Little Princess

Por falar na “vida dura da classe ociosa” (leia post anterior), Angela Klinke (Valor, 07/05/15) recorta perfis dos consumidores de luxo. Hoje, o mundo tem 390 milhões de consumidores de luxo. Em sete anos, eles serão 465 milhões. Um estudo feito pela Boston Consulting Group com a Fundação Altagamma ( http://www.bcg.it/documents/file181201.pdf ) também calcula que os 755 bilhões de euros gastos em bens pessoais e experiênciais (viagens, hotéis, etc.) em 2014 vão pular para 1,015 trilhão até 2021. Carros e iates não entram nesta conta.

Mas quem são estes consumidores de quem estão falando? A consultoria organizou uma pesquisa envolvendo um “conselho” de 20 empresas e dez mil consumidores de dez países*, o Brasil inclusive, que gastam em média de 20 mil euros em produtos de luxo por ano. Para se chegar aos oito perfis globais, foram mapeadas e compiladas 500 variedades de comportamentos identificadas nos “longos” questionários.

O “absolute luxurer“, por exemplo, é aquele que cresceu tão submerso no mundo da exclusividade que luxo é uma commodity em sua vida. Cerca de 2,2 milhões de indivíduos entre 35 e 45 anos fariam parte deste perfil, concentrados na elite europeia. O Brasil teria 9% de seus consumidores nesta classificação. Cada um deles gasta 30 mil euros em luxo por ano. Como a cotação está em R$ 3,34 / euro, gastam a bagatela de R$ 100.000 / ano em status para demonstrar que não necessitam de se empregar em trabalho manual… Ou, no popular rural, “pegar no cabo da enxada”, no urbano, “pegar no cabo da vassoura” ou “esquentar barriga na beira do tanque”…

Perfis de Consumidores de Luxo

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Milionários: Quando o bastante basta? Por que os afortunados não conseguem se livrar da rotina do enriquecimento?

Mobilidade Social dos Milionários

Quem pensa que os milionários têm a vida ganha está muito enganado. Assim como pessoas com um padrão considerado normal, indivíduos de alta renda lutam para manter a riqueza adequada aos seus estilos de vida, que não tendem a ser modestos.

Mas não é só isso. Como alerta a Teoria da Classe Ociosa, livro de autoria de Thorstein Veblen (1857-1929), publicado em 1899, época dos chamados Barões Ladrões nos EUA, dominada por novos magnatas como Vanderbilt (das ferrovias) e Rockfeller (do petróleo), entre outros poucos, é custoso para os milionários demonstrar que não necessitam trabalhar, manualmente, como os servos e escravos, na época, recentemente libertados.

O esnobismo — atitude de quem despreza o relacionamento com gente humilde e imita, geralmente de maneira afetada, o gosto, o estilo e as maneiras de pessoas de prestígio ou alta posição social, e/ou assume ares de superioridade a propósito de tudo com um sentimento de superioridade exacerbado e gosto excessivo pelo que está na moda, inclusive as trivialidades — custa caro, não só em dinheiro e tempo, mas também em termos comportamentais:

  1. pressão para manter o padrão de vida,
  2. preocupação com o impacto da fortuna sobre os valores dos filhos,
  3. arrependimento por não dedicar tempo suficiente à família,
  4. temores em relação ao futuro financeiro das próximas gerações,
  5. busca incessante por aumentar o patrimônio.

Aí, que canseira… Cansei. Mesmo não sendo de direita como os idiotas em voga…

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