Cidadania & Cultura

Conquista de Direitos Civis, Políticos, Sociais e Econômicos com Cumprimento de Deveres Educacionais, Culturais e Comportamentais Éticos e Democráticos

Bônus Soberanos e Países Sem Soberania Face À Pressão de O Mercado

Rendimento dos títulos de 10 anosDólar X EuroSílvia Rosa (Valor, 18/05/15) informa que os altos juros pagos pelo Brasil colocam o país como um dos menos vulneráveis aos movimentos de elevação dos títulos soberanos nos mercados desenvolvidos. É o que mostra levantamento feito pelo Citi, com o objetivo de avaliar quais as economias seriam mais suscetíveis às decisões de política monetária nos Estados Unidos.

O estudo observou a correlação do movimento das taxas dos títulos de dez anos dos Estados Unidos e da Alemanha, Treasury e bund, respectivamente, com a inclinação da curva a termo de juros (a diferença entre taxas de papéis mais curtos e os mais longos) em alguns mercados emergentes. De acordo com o levantamento, em países da Europa Central, caso de Hungria, Polônia e República Tcheca, a curva de juros tem maior correlação, ou seja, as taxas mais longas sobem com mais força nos momentos em que os Estados Unidos elevam suas taxas.

O Brasil aparece na penúltima posição de uma lista de 12 países, atrás da Índia, Rússia, Turquia e México. A taxa real de juros do Brasil está mais alta que a de outros países, por exemplo, da Europa Central.

Já no caso do câmbio, as moedas que oferecem altas taxas de retorno como o real, o rand sul-africano e o rublo tendem a ter uma correlação negativa com o comportamento dos juros americanos. Assim, quando as taxas do papel soberano sobem, a tendência é de depreciação das divisas desses países. Se um banco central não tem credibilidade, os juros futuros vão subir muito mais por expectativa de inflação maior do que por fatores reais como, por exemplo, crescimento de longo prazo. É quando entra a pressão no câmbio.

O discurso mais firme do BCB, reforçando o comprometimento de buscar a convergência da inflação para a meta em 2016, promoveu um aumento maior das taxas de juros de curto prazo, que reflete um aumento da Selic para, pelo menos, 14% no fim do ano. Isso tem ajudado a ancorar as taxas de longo prazo.

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Fim do Brasil: Colocado À Venda pela Direita Entreguista

Capital Externo na Bolsa de Valores A direita, que pregou — e financiou, via rede social e mídia golpista, a prática de manifestações direitistas — “o fim do Brasil”, está “mais feliz do que pinto no lixo”! Os entreguistas estão conseguindo o intento: o desmanche do País — via terceirização, PEC bengala e outros retrocessos –, para vendê-lo aos pedacinhos como pechinchas para  O Mercado… Leiam a manchete de The Wall Street Journal:

Desaceleração leva investidores à caça de pechinchas imobiliárias no Brasil

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A Tishman Speyer investiu no Centro Empresarial Nações Unidas, em São Paulo.

Investidores imobiliários globais como Blackstone Group, Brookfield Property Partners e Global Logistic Properties estão aproveitando as turbulências políticas e a piora da economia para sair à caça de pechinchas no Brasil. A maioria dos investidores vem evitando o setor diante da queda nos aluguéis e nos níveis de ocupação.

Em meio à desaceleração do crescimento e protestos crescentes contra o governo, as vendas de imóveis no Brasil alcançaram apenas US$ 584 milhões no ano passado, comparado com US$ 698,6 milhões em 2013 e US$ 1,92 bilhão em 2012, segundo a Real Capital Analytics Inc. Mas a divisão imobiliária da Blackstone realizou duas aquisições no país nos últimos meses: uma participação numa construtora e uma carteira de quatro edifícios de escritórios no Rio de Janeiro.

A divisão imobiliária da gestora americana também está, pela primeira vez, abrindo seu próprio escritório no Brasil. Ele será chefiado por Marcelo Fedak, que liderava a área imobiliária do banco BTG Pactual.

Enquanto isso, a Global Logistic, que tem sede em Cingapura e comprou um portfólio de 34 imóveis industriais no Brasil por US$ 1,36 bilhão no ano passado, está comprando áreas para construção de pequenos proprietários com “dificuldade para levantar capital”, diz Mauro Dias, presidente da unidade brasileira da Global Logistic.

A Brookfield, por sua vez, concordou em comprar sete edifícios de escritório como parte de um plano do BTG Pactual de adquirir a fatia que ainda não detém na empresa de imóveis comerciais BR Properties SA. “Entendemos que é um bom momento para comprar”, diz Ric Clark, diretor-presidente da área imobiliária da Brookfield.

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