Individualismo e Holismo

Institutions in EconomicsOs problemas metodológicos associados com o individualismo e o holismo são particularmente difíceis de discutir. Os termos têm estado no centro de uma controvérsia de longa duração nas Ciências Sociais, mas não há acordo referente a um conjunto de definições.

O que se entende por “individualismo” ou “holismo“, frequentemente, parece variar de acordo com cada autor. Tal como é visto no capítulo 3 do livro Institutions in Economics: The Old and the New Institutionalism (1994) de autoria de Malcolm Rutherford, o que o velho institucionalismo entende por estes termos nem sempre coincidem com o que o novo institucionalismo entende. Um grande esforço para ambos entrarem em acordo, portanto, deve ser gasto em definir com maior precisão as várias posições metodológicas assumidas.

Malcolm RutherfordUma grande confusão envolve o debate metodológico sobre individualismo e holismo. O individualismo metodológico é geralmente associado com a alegação reducionista de que todas as teorias da ciência social são redutíveis às teorias da ação humana individual.

Dito de outra forma, isto significa que as únicas variáveis ​​exógenas admissíveis em uma Teoria da Ciência Social são dados naturais e psicológicos (Boland, 1982). Todos fenômenos sociais ou coletivos, tais como instituições, têm de ser endógenos – “resultantes das forças de mercado” – e explicados em termos da ação humana individual. A ênfase é, por conseguinte, na ação do indivíduo que dá origem às instituições e à mudança institucional.

Em contrapartida, o holismo está preocupado com as influências sociais que determinam a ação individual. O indivíduo é visto como socializado, como tendo internalizado as normas e os valores da sociedade em que ele habita.

O holista focaliza a atenção sobre a forma como “forças sociais” (instituições, convenções sociais, etc.) oferecem a condição contextual para o comportamento individual. Isto pode ser levado a um ponto tal que as referidas forças sociais parecem ser quase autônomas, apresentando-se como entidades com funções distintas, propósitos, ou vontade própria.

Se o argumento é levado ou não a esse extremo, o holista certamente nega a reivindicação reducionista no sentido que todos os fenômenos sociais podem ser explicados através de teorias de comportamentos individuais isolados.

A principal distinção entre o individualismo metodológico reducionista e o holismo é encontrada na primazia concedido ao ator individual, no primeiro, em oposição à primazia concedida ao todo social ou institucional, no último. Estas duas abordagens são geralmente vistas como incompatíveis entre si, embora esta suposta dicotomização esteja sob crescente desafio.

Continua no próximo post.

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