Métodos de Ensino: Há Alternativas ao Ensino Tradicional?

blablablaDiversidade de gizTradicional, construtivista, montessoriana ou waldorf? Qual é melhor opção para o aprendizado escolar entre as opções que se apresentam? Escolher requer optar por uma linha pedagógica que definirá a maneira pela qual o aluno será ensinado. Conhecer a Faculdade e verificar se o candidato identifica-se com seus valores são formas de colaborar com o próprio aprendizado futuro.

No Brasil, atualmente, existem diversas abordagens pedagógicas, mas, no entanto, muitas são parecidas em vários aspectos. É comum que apareçam de forma mesclada nas Faculdades. Abaixo há uma descrição sumária de cada uma a partir de breve pesquisa na web.

Tradicional: é a abordagem predominante no país e por isso mesmo a mais conhecida. Nas rotinas tradicionais, o foco está no professor, que detém conhecimentos e repassa ao aluno. O estudante tem metas a cumprir dentro de determinados prazos, que são verificadas por meio de avaliações periódicas.

Quem não atinge a nota mínima necessária no conjunto de avaliações ao longo do ano que está cursando é reprovado e tem de refazê-lo. É comum que essas escolas usem apostilas e manuais, que sintetizam o quanto o aluno deve aprender em cada ano. É uma filosofia que valoriza a quantidade de conteúdo ensinada. Essas instituições são voltadas para o sucesso do aluno em provas como as da ANPEC (Associação Nacional de Pós-graduação em Economia) e o mercado de trabalho profissional.

Construtivista: nas instituições que seguem os princípios construtivistas, o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito e não passivamente recebido do professor ou do ambiente. Cada estudante é visto como alguém com um tempo único de aprendizado e o trabalho em grupo é valorizado.

Nas Faculdades construtivistas, são criadas situações em que o estudante é estimulado a pensar e a solucionar problemas propostos. Também há provas e reprovação nessas instituições.

As ideias do biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) norteiam as escolas que se denominam construtivistas e por isso é comum que elas se apresentem também como “escolas piagetianas”. Uma variação do construtivismo é o sociointeracionismo, originário do trabalho do psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934). O especialista atribuía um papel preponderante às relações sociais na aprendizagem, enquanto Piaget dava mais importância aos processos internos de cada aluno.

Montessoriano: na escola montessoriana, baseada na filosofia da pesquisadora italiana Maria Montessori (1870-1952), o aluno deve buscar sua auto-formação e construção de conhecimento, e os professores têm de ajudá-lo nesse processo, favorecendo o desenvolvimento de indivíduos criativos, independentes, confiantes e com iniciativa.

Segundo o Método Montessori, é agindo que o aluno adquire conhecimentos. Os alunos escolhem as atividades que querem fazer. Ao professor cabe ordenar o trabalho com gradação de dificuldade crescente, respeitando o ritmo de cada aprendiz e sem intervenções indevidas. As classes deve ter alunos de idades diferentes. Incentiva-se o trabalho em grupo e todos os estudantes são estimulados da mesma maneira.

Para auxiliar na aprendizagem, Maria Montessori criou vários materiais. Um dos possíveis é a prática em salas de SPD (Sistemas de Processamento de Dados), que têm o objetivo de facilitar o entendimento das operações matemáticas usuais com o uso de planilhas e estatísticas.

Waldorf: nessa metodologia de ensino, desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), procura-se equilibrar os aspectos cognitivos (capacidade de aquisição de conhecimento) com o desenvolvimento de habilidades artísticas, musicais, de movimentação e de dramatização. Considera-se cada aluno como um ser único, que é acompanhado de forma próxima.

São aplicados testes e provas em algumas disciplinas, especialmente naquelas que os estudantes terão de submeter a Concursos Públicos. Mas a avaliação do aluno também engloba a execução de trabalhos, o grau de dificuldade que o estudante tem com o assunto, o empenho em aprender e o comportamento. Os alunos recebem avaliações periódicas com a descrição de suas atitudes diante das tarefas solicitadas no período. Um tutor orienta a mesma turma por toda uma etapa, por exemplo, os quatro anos de ensino.

O currículo pode incluir aprendizagem de línguas, redação, retórica, dicção, etiqueta, cortesia, ética, educação cívica, etc. A ideia básica é formar um cidadão completo, culto e consciente do impacto de suas ações sobre si e outros, seus direitos e deveres. Ele seria formado para se tornar líder.

No ensino multidisciplinar, há currículos integrados de Humanidades (História, Geografia Econômica, Literatura), de Ciências (Física, Biologia, Química, Geologia, Matemática), de artes e ofícios (com modalidades como conhecimento de fontes de informações e capacidade de processamentos de dados), artes (cinema, literatura, música, pintura, etc.), educação física e línguas estrangeiras.

Freinet: outro pensador que costuma nortear o trabalho de algumas escolas é o pedagogo francês Célestin Freinet (1896-1966), mas sem dar nome exatamente a uma linha pedagógica. Nas instituições que colocam em prática conceitos de Freinet, o aprendizado acontece por meio do trabalho e da cooperação.

Nessa linha pedagógica, o aluno é incentivado a compartilhar suas produções com os colegas, sejam eles de sua turma, de outras turmas ou de escolas diferentes. As avaliações levam em conta o progresso do aluno em comparação ao seu desempenho anterior e não em relação com os demais.

Estudos de campo – aulas em que os estudantes são levados em algum lugar específico para aprender determinada matéria, como na Bolsa de Valores –, elaboração de trabalhos em grupo, e debates com palestrantes ou em seminários são atividades comuns em escolas que se identificam com o pensamento de Freinet, valorizando o desenvolvimento da capacidade de análise pelos estudantes.

***

A iniciativa de transformar colaboradores da empresa em professores, em Universidades Corporativas, integra um projeto que explora o conceito de comunidades, com foco na colaboração e compartilhamento que resulta de uma decisão de se investir em novas ferramentas como forma de ampliar a retenção do conhecimento, com apoio das figuras de coach e mentor.

Além da comunidade formada pelos agentes educacionais, há outra direcionada para as lideranças e ambas existem em plataformas virtuais.

A exploração de novas ferramentas na educação executiva pelas universidades corporativas tem crescido nos últimos anos, a exemplo do que acontece em todo o setor educacional, motivada pelo desenvolvimento das novas tecnologias e por mudanças sociais. Entre as novidades, destacam-se recursos de gamificação, infográficos, animação e flash, simulações e vídeos de curta duração. O conceito de compartilhamento, protagonismo e colaboração tão presente nas mídias sociais digitais também tem sido importado pelas empresas.

Para Annick Renaud-Coulon, presidente da Global CCU, entidade que reúne universidades corporativas de 53 países e uma das maiores autoridades no assunto, é taxativa ao afirmar que treinamento por si só não existe mais por conta do desenvolvimento social e tecnológico.

“As mudanças sociais podem ser um risco para as empresas que não souberem estabelecer uma diferença entre um Centro de Treinamento e uma Universidade Corporativa”, diz ela, defensora da tese de que essas universidades devem ter uma visão holística do conhecimento. A educação tem que formar líderes com visões global e local, preocupados com a diversidade e que sejam digitais”, diz Annick.

As pessoas estão mais bem informadas, conectadas, participativas e o foco é dar aos funcionários o treinamento para ter esse olhar especial sobre o cliente. Os cursos presenciais se mantêm, mas a Universidade Corporativa investe pesado em linguagens novas e recursos tecnológicos que possibilitam os funcionários acessarem conteúdos até por tablets e smartphones.

Dois anos atrás, a universidade do BB lançou o Projeto Roda Viva, em parceria com a TV Cultura de São Paulo. Definido o tema de debate, escolhe-se o entrevistado, que pode ser um funcionário de qualquer escalão, ou convidado, para responder perguntas sem conhecimento prévio. “As pessoas nos pedem menos PowerPoint e mais encontros do tipo Roda Viva. A universidade tem o papel de construir repertório e pensar estratégias do nosso tempo”.

Outra a investir em plataforma virtual é a Universidade Corporativa Fleury, uma das mais antigas do país. O Click Educação abriga e-learning, web aulas e materiais didáticos, dicas de livros, artigos e revistas, entre outros conteúdos educacionais. A empresa tem investido na multiplicidade de ambientes para tornar a absorção de do conhecimento mais efetiva, como um centro de simulação realística.

Também a Brink’s University Brasil, criada em 2012, aposta na simulação como forma de capacitar colaboradores. Além de e-learning, encontros presenciais, simuladores de defesa e games são recursos que têm sido empregados com sucesso. No caso da EYU, Universidade da EY, a inovação é um dos focos principais. O ensino tradicional cedeu lugar a novas formas de aprendizagem, por isso usamos grupos de conhecimento, e-learning, games eletrônicos e de tabuleiro, vídeos curtos e storytelling.

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