Regiões da África

Países africanos

Regiões da ÁfricaNão é fácil fazer o agrupamento dos países da África em conjuntos que apresentem homogeneidade. Mas, para facilitar o estudo, o continente pode ser dividido em cinco regiões principais:

  1. Norte da África,
  2. África Ocidental,
  3. África Centro-ocidental,
  4. África Centro-oriental e
  5. África Meridional.

O Norte da África, que os geógrafos também chamam de África Setentrional e de África do Norte, é a maior região do continente em extensão territorial. Comporta três subdivisões:

  1. os países do Maghreb,
  2. os países do Saara e
  3. o vale do Nilo.

A palavra maghreb é da língua árabe tem o significado de “poente do Sol“, ou seja, o ocidente. Os países que compõem o Maghreb são Marrocos, a Argélia, a Tunísia, a Mauritânia e a Líbia. Na paisagem, os acidentes geográficos que mais destacam o Maghreb são a cadeia do Atlas, junto ao mar Mediterrâneo, e o gigantesco deserto do Saara. São distintos: em um, as dunas arenosas dominam, em outro, há muitas pedras, que se chama Hamadas.

A distribuição da população é desigual: a densidade demográfica é grande em áreas de maior umidade. Nas áreas de deserto, a maioria da escassa população é formada por árabes e berberes. São adeptos do islamismo.

Devido às condições naturais que não favorecem as lavouras, a agropecuária se desenvolve muito pouco, apesar de empregar muitos trabalhadores. Na agricultura mediterrânea, são cultivados vinhas, oliveiras, cítricos e tâmaras. É praticada a pecuária extensiva nas áreas de clima semiárido. A pecuária se desloca sem destino próprio no deserto.

Como têm muitos minérios que são destinados à exportação, houve a implantação de uma diversidade de centros industriais destacados nos países do Maghreb, como Argel, Túnis, Orã, Casablanca, Rabat, Fez e Marrakesh. São algumas das cidades africanas de maior população e beleza.

Os principais produtos econômicos da Argélia são o petróleo e o gás natural, sendo que o país também faz parte da OPEP como membro desta organização internacional. Marrocos e Tunísia exportam muito fosfatos, que serve como matéria-prima para a indústria que fabrica fertilizantes.

A vastidão do deserto do Saara é a característica natural da qual fazem parte a Mauritânia, o Mali, o Níger, o Chade e a Líbia na mesma sub-região. O solo árido e o predominante clima desértico não são favoráveis às atividades econômicas. A possibilidade de agricultura só existem juntamente aos oásis e em trechos de pouco comprimento do litoral. Mas as riquezas minerais apresentadas pelo subsolo são expressivas em reservas de petróleo, gás natural, ferro e urânio.

A economia da França é muito dependente da região que um dia esteve sob seu domínio. Do Sahel, a faixa mais conflagrada ao norte da África (Niger, Nigéria, Mali, Sudão e Chade), por exemplo, vem a maior parte do urânio que abastece as usinas nucleares do país. Ao contrário da Alemanha, que está em passo acelerado para se livrar das suas com investimento em energia renovável, ou dos Estados Unidos, que diminuem sua dependência do petróleo árabe com o gás de xisto, a França tem 70% de sua matriz energética dependente do urânio, todo importado.

Mesmo com o encontro do Egito com o Sudão, no deserto do Saara, o rio Nilo ali presente pode ser agrupado em outra sub-região. Os rios Nilo Branco e Nilo Azul formam o conhecido acidente geográfico fluvial. A totalidade do território desses países é atravessada pelo Nilo.

O solo apresentado pelo vale do Nilo é de extrema fertilidade, no qual é praticada com intensidade a agricultura. Consequentemente, a população do Egito e Sudão é muito maior no deserto do Saara. O Cairo é a maior cidade da África em população e uma das mais populosas do mundo, com mais de 11 milhões de habitantes.

De menor expressão no Sudão, a indústria egípcia é de maior desenvolvimento e diversidade, destacando-se as indústrias siderúrgica, a elétrica e a têxtil, assim como as de produtos químicos e alimentícios. Também no subsolo do Egito e do Sudão são encontradas reservas de petróleo e gás natural, além de ferro, fosfato e potássio.

A África Ocidental está localizada entre o deserto do Saara e o golfo da Guiné e nela são abrangidos 17 países independentes.

Devido ao fato de se localizar entre o deserto e o golfo, o clima da região é do tipo equatorial. A vegetação é formada por savanas na parte setentrional e florestas na parte meridional, onde chove bastante.

A densidade demográfica da África Ocidental é menor nas regiões sob influência do Saara e maior no sul. A Nigéria alberga cerca de 60% de sua população.

A principal atividade econômica é a agricultura, alternada entre a agricultura de subsistência e a plantação de produtos que se destinam à exportação, como o café, cacau, amendoim, banana e outros.

A África Ocidental está expandindo industrialização, embora dependente dos capitais estrangeiros. Os países de maior desenvolvimento no setor são: Nigéria, Costa do Marfim e Senegal.

Os países agrupados na região da África Central são quatro:

  1. República Centro-Africana,
  2. República do Congo,
  3. República Democrática do Congo e

Está localizada na porção equatorial do continente, que faz limite com o Atlântico a oeste e com altas escarpas montanhosas e grandes falhas a leste, sendo encontrados, no resto do território, planaltos e planícies alternadas, atravessados por rios caudalosos. A região tem um clima de calor e umidade nos países da extremidade norte, sendo presentes florestas equatoriais. O clima predominante na extremidade sul da África Ocidental é o tropical, tendo como ecossistema as savanas.

A população dessa região (África Central) é menos densa. O grupo étnico principal são os negros que fazem parte majoritariamente do grupo banto. Os países mais populosos da África Central são Zaire e Angola.

É semelhante a agricultura da África Central em relação à agricultura da África Ocidental. A importância da exploração mineral é maior para o Zaire e Angola, onde são encontradas jazidas de cobre, cobalto, manganês e ferro. O extrativismo vegetal, notadamente de madeira, é explorado pela economia regional.

Como na quase totalidade do continente, há poucas indústrias, mas os lençóis petrolíferos descobertos na faixa litorânea e o grande potencial hidrelétrico que esses países possuem oferecem possibilidade de progresso.

A África Oriental compreende a área que vai da bacia hidrográfica do rio Congo até as águas do mar Vermelho e do oceano Índico. Os países que são agrupados pela África Oriental são no total dez: Eritreia, Etiópia, Djibuti, Somália, Quênia, Tanzânia, Uganda, Ruanda, Burundi e Seychelles.

A diversidade da paisagem é muito grande. Em meio à quantidade menor de planícies e dos planaltos, os maciços montanhosos e as grandes falhas geográficas se destacam pela grande quantidade de vulcões e lagos. O clima predominante é o tropical, com atenuação das temperaturas pela altitude. A vegetação é formada pelas florestas equatoriais, pelas savanas, pelas estepes e pelas formações características de áreas desérticas.

As etnias da África Oriental não têm homogeneidade: na península da Somália, aquilo que os geógrafos a conhecem como o “Chifre da África”, há predominância na população do grupo étnico composto por negros do grupo banto, enquanto em outras áreas são encontrados expressivamente camitas, árabes, indianos e europeus. O contingente composto por habitantes da zona rural é numericamente maior do que a população das cidades. As cidades mais populosas da África Oriental são Nairóbi, Mogadíscio e Adis-Abeba.

Na África Oriental, a economia tem como base a agricultura, que se organiza principalmente de acordo com o sistema de plantation. Dedica-se aos produtos de exportação que são o café e o algodão. Há escassez de recursos minerais, limitados em jazidas menores de ouro, platina, cobre, estanho e tungstênio. Também a África Oriental ainda não foi atingida pela industrialização.

Uma das regiões de maior pobreza e onde ocorrem mais conflitos é a África Centro-oriental. Seu povo sofreu crises de seca e fome (Somália e Etiópia) e conflitos entre etnias em que morreram 800 mil hutus e tutsis em Ruanda e Burundi.

A África Meridional, cuja linha imaginária do Trópico de Capricórnio atravessa, está dividida em doze países. No relevo da África Meridional são predominantes os planaltos, cujas baixas altitudes da faixa litorânea circundam. Correspondendo ao clima, que tem variação entre a umidade do tropical e o desértico na região do Calaari, é encontrada uma vegetação que também tem grande diversidade. Estão as savanas ali presentes, estepes e até mesmo florestas em conjunto com o litoral do oceano Índico.

As reservas de minério é sustentam a economia da África Meridional. Os principais produtos do extrativismo mineral da África do Sul são: o ouro, o diamantes, o crômio e o manganês, e da Zâmbia o cobre e o cobalto. Na agricultura, os camponeses produzem alimentos de clima mediterrâneo como vinhas, oliveiras e frutas, além de alimentos de clima tropical como cana-de-açúcar, café, fumo e algodão. Os pecuaristas criam, extensivamente, gado vacum.

No território sul-africano do país que tem mais indústrias no continente, a concentração das indústrias está localizada nas regiões metropolitanas de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban. Na África do Sul, o antigo regime político oficializou a segregação racial chamada apartheid. Através desse regime, em vigor até 1994, foi dominada a população negra do país por 15,5% da população composta de brancos. Desde a instituição do apartheid, brancos e não-brancos tiveram relações socialmente muito desiguais, resultando em brutal concentração de renda e riqueza.

O Estado namibiano, que proclamou sua independência em 1990, fazia parte da África do Sul por um período de 70 anos. Depois que a Alemanha colonizou, originalmente, a Namíbia, ela foi elevada à categoria de colônia da África do Sul depois da Primeira Guerra Mundial. O primeiro governante que a população da Namíbia elegeu após a proclamação da independência foi Sam Nujoma, que liderava o movimento guerrilheiro por um período de 30 anos.

Climas na África

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