Os Golpistas que respondem a inquérito ou ação penal no STF

Fora Golpistas

Marcelo Coelho (FSP, 09/12/15) escreveu um artigo com uma reflexão relevante sobre a tentativa de golpismo parlamentar que estamos assistindo. Michel Temer e Aécio Neves sonham em chegar à Presidência da República sem serem eleitos pela maioria dos votos válidos!

“O que se quer com o impeachment tem pouco a ver com Dilma, e sim com o PT. Que seja. É mais corrupto do que o PMDB, a quem se dará o prêmio da presidência?

Ah, sim, argumenta-se. Pois a corrupção do PT é “sistêmica”, e visa a um “projeto de continuidade no poder”.

Confesso que não entendo o escândalo em torno dessas palavras. Quando quis a reeleição, Fernando Henrique visava a “continuidade no poder”. Renan Calheiros, ACM, Sarney são ou foram mestres em “continuidade”. Que digo? E o PSDB paulista?

Sim, os defeitos dessa turma não justificam as roubalheiras do PT. Admito que o argumento é forte. Se eu for pego numa falcatrua e disser que outros fazem o mesmo, isso seria puro cinismo.

O caso muda um pouco de figura, entretanto, se eu, sem ter nada a ver com roubalheira nenhuma, preferir o ladrão A em vez do ladrão B. Outros motivos, que não a busca pela honestidade, estarão provavelmente orientando minha atitude.

“Tiremos Dilma, porque assim haverá solução política para a crise”. Talvez. O conflito político pode agravar-se mais ainda, com a convicção de muitos de que tudo não passou de golpe.

Há outros fatores, tão ou mais importantes do que Dilma, na atual crise. A Operação Lava Jato produz crises a cada semana, não recaindo necessariamente apenas sobre o PT.

Talvez outro governante tenha meios de abafar as investigações. Aí, claro, ninguém mais precisará falar de impeachment.”

Essa hipótese final é possível ser defendida como uma tese, baseando-se nos seguintes argumentos em sua defesa:

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/um-terco-da-comissao-do-impeachment-responde-a-acusacoes-criminais-no-supremo-tribunal-federal/

Um terço da comissão do impeachment responde a acusações criminais no Supremo Tribunal Federal

Levantamento do Congresso em Foco revela que ao menos 20 dos titulares e suplentes já confirmados no colegiado são alvo de inquérito ou ação penal no Supremo. Saiba quem são eles:

Pelo menos um terço dos integrantes já definidos da comissão especial que vai analisar o processo de impeachment é alvo de acusações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 61 deputados escolhidos em votação tensa no plenário da Câmara, nessa terça-feira (8), ao menos 20 respondem a inquéritos (investigações preliminares) ou ações penais (processos que podem resultar em condenação) no Supremo. Os dados são de levantamento exclusivo do Congresso em Foco (veja a lista abaixo).

Crimes de responsabilidade – como os atribuídos à presidente Dilma, no pedido de impeachment a ser analisado –, corrupção, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais e contra a Lei de Licitações são algumas das suspeitas que se repetem contra esses parlamentares. Entre os investigados, 14 serão titulares e seis ocuparão a suplência da comissão. A relação é encabeçada pelo PSDB, com seis nomes, seguido pelo PP, com quatro. Na sequência, aparecem o PMDB, o PSD e o SD, com dois cada. PSC, PTB, PPS e PSB têm um nome cada.

Entre os indicados, há três deputados do PP investigados na Operação Lava Jato. Jerônimo Goergen (RS) e Luiz Carlos Heinze (RS), que serão titulares, e Roberto Balestra (GO), que atuará como suplente, são suspeitos de ter recebido dinheiro desviado da Petrobras. Todos eles negam envolvimento com o petrolão.

Alguns dos investigados já são réus. É o caso, por exemplo, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que responde a ação penal por corrupção no Supremo. Presidente licenciado da Força Sindical e criador do Solidariedade, um dos principais partidos de oposição a Dilma, Paulinho é acusado de desviar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O deputado ainda é investigado em outros três inquéritos por peculato e corrupção passiva.

A chapa, formada basicamente por parlamentares pró-impeachment, foi eleita pela maioria do plenário, derrotando as indicações apoiadas pelo governo. O colegido será formado por 65 titulares e 65 suplentes. O restante de seus integrantes seria definido nesta quarta, mas o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, em caráter liminar, o andamento de qualquer procedimento relacionado ao impeachment até que a corte se posicione sobre o assunto, de maneira definitiva, no próximo dia 16. Fachin atendeu a pedido do PCdoB, que questionou o processo que levou à eleição da chapa oposicionista. O ministro, no entanto, não anulou o resultado da votação.

Veja abaixo a relação dos integrantes da comissão do impeachment que respondem a inquérito ou ação penal no STF, as suspeitas que recaem sobre eles e os seus esclarecimentos:

PSDB – Titulares:
Nilson Leitão (PSDB-MT)
Rossoni (PSDB-PR)
Shéridan (PSDB-RR)
Suplentes:
Izalci (PSDB-DF)
Rocha (PSDB-AC)
Rogério Marinho (PSDB-RN)

SD – Titular:
Paulinho da Força (SD-SP)
Suplente:
Genecias Noronha (SD-CE)

PPS – Titular:
Alex Manente (PPS-SP)

PSC – Titular:
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP)

PMDB – Titular:
Flaviano Melo (PMDB-AC)
Suplente:
Geraldo Resende (PMDB-MS)

PTB – Titular:
Benito Gama (PTB-BA)

PSD – Titular:
Delegado Éder Mauro (PSD-PA)
Suplente:
Silas Câmara (PSD-AM)

PP – Titulares:
Jair Bolsonaro (PP-RJ)
Jerônimo Goergen (PP-RS)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Suplente: Roberto Balestra (PP-GO)

PSB – Titular:
Danilo Forte (PSB-CE)

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