Resolução de Ano Novo: Tornar-se Bilionário. Só.

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Ricardo Geromel, que escreveu o livro “Bilionários”, escreve para a Forbes desde julho de 2011. Pela carência de informações a respeito de um número muito reduzido dessas pessoas que se situam no topo do ranking da riqueza – até mesmo pela proibição legal que os sistemas oficiais de estatística têm de identificar indivíduos –, a revista Forbes é usada como uma das poucas fontes de informações a respeito. Por exemplo, Thomas Piketty, no seu best-seller O Capital do Século XXI, também a utilizou.

“Apesar de a Forbes ter sido criada em 1917, a revista é notória no mundo todo por conta de sua lista de bilionários, que só foi criada em 1987 – ano de meu nascimento. Na primeira lista da Forbes, em 1987, havia 140 bilionários, sendo que apenas três eram brasileiros:

  1. Sebastião Camargo, fundador do conglomerado industrial Camargo Corrêa, e também proprietário da conhecida marca de chinelos Havaianas;
  2. Antônio Ermírio de Moraes, um dos acionistas controladores do Grupo Votorantim, que figura entre os maiores e mais diversificados grupos da América Latina com negócios nas áreas de alumínio, papel e celulose, energia, cimento e outros; e
  3. Roberto Marinho, que transformou um pequeno jornal herdado de seu pai em 1925 no maior império de mídia da América Latina, as Organizações Globo.

Dentre os três magnatas presentes na lista original, apenas Antônio Ermírio de Moraes fez parte dos 65 bilionários brasileiros da lista da Forbes de 2014 com uma fortuna pessoal estimada em 3,1 bilhões de dólares. Moraes faleceu na noite de 24 de agosto de 2014 – o bilionário gostava de manter um estilo de vida simples: dirigia seu próprio carro, andava a pé no centro da cidade e doava quantidades extremas de tempo e dinheiro ao hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, ajudando a transformá-lo em um dos maiores e mais avançados centros médicos da América Latina.

Em 2014, a lista da Forbes incluiu 1.645 bilionários (sempre em dólares) no mundo. Todas as fortunas mencionadas no livro refletem estimativas da Forbes em relação ao que o bilionário tinha em 12 de fevereiro de 2014, data usada para calcular a fortuna que saiu na revista com a lista de bilionários em março de 2014. Por causa da cotação do dólar contra o real naquele dia (R$1 = US$ 0,4135), Geromel afirma que cada membro da lista possuía um patrimônio pessoal superior a 2,4 bilhões de reais.

Estudo da Boston Consulting Group (BCG), uma das mais importantes consultorias do mundo, com 81 escritórios em 45 países, revela que no Brasil há mais de 70 mil famílias milionárias (em dólares), sendo que 227 famílias têm patrimônio financeiro superior a 100 milhões de dólares. Porém, na data de publicação da lista, em março de 2014, “apenas” 65 brasileiros faziam parte da lista de bilionários da Forbes. Esse número aumenta rapidamente, conforme novas fortunas são construídas, e a Forbes divulga novos bilionários quase toda semana durante o ano.

Segundo o Informe sobre a Pirâmide da Riqueza Global 2015 do Credit Suisse, 34 milhões de pessoas (0,7% da população) possuem mais de US 1.000.000 e acumulam 39,4% dessa riqueza. Em contrapartida, 3,386 bilhões de pessoas (71% da população) possuem menos de US$ 10.000, acumulando apenas 3% dessa riqueza.

A fortuna das 85 pessoas mais ricas é equivalente à soma das posses dos 50% mais pobres do mundo. Estima-se que 40% da população mundial recebe renda per capita inferior a US$ 2 por dia.

Independentemente de suas personalidades diversas, quase todos os bilionários parecem seguir à risca oito “regras” que Geromel descreve em detalhes nesse livro, enquanto compartilha as interessantes histórias desses personagens reais:

  1. bilionário gosta mais de ganhar do que de gastar;
  2. bilionário é empregador e não empregado;
  3. tubarão nada com tubarão, sardinha nada com sardinha”;
  4. bilionário entende o poder da educação;
  5. bilionário permite-se fracassar, sempre comete novos erros, fracassa até acertar, fracassa rumo ao sucesso;
  6. bilionário é sensível à filantropia;
  7. bilionário “torna-se presente” e sabe que não é a pessoa mais importante da sala;
  8. bilionário possui tenacidade e tesão com brilho nos olhos para conquistar.

Embora ele não faça análise econômica, um primeiro ponto a ser destacado é que muitos bilionários vendem bens e serviços de consumo massivo. Eles não necessitaram obter diploma de economista para descobrir, na prática (ou via assessores econômicos), o conceito-chave de Economia de Escala.

Esta é a produção de bens e serviços em larga escala, com vistas a uma considerável redução nos custos. Também chamadas de economias internas, as economias de escala resultam da racionalização intensiva da atividade produtiva e financeira, graças ao empenho sistemático de novos engenhos tecnológicos e de processos avançados de automação, organização e especialização do trabalho.

Representada fisicamente por gigantescas unidades de produção, inclusive de serviços, seja tecnológicos, seja financeiros, as empresas de economia de escala possibilitam o emprego de amplo contingente de mão-de-obra altamente qualificada, grande capacidade de estocagem de produção e de matérias-primas, além de informações. Seu elevado grau de especialização garante melhores processos e métodos de controle de qualidade da produção e maior uniformidade na padronização dos produtos materiais ou não-materiais.

Além disso, a inovação tanto em produtos quanto em processos de produção é uma diferença crucial por parte dos empreendimentos bem sucedidos. Os recursos colocados a sua disposição possibilitam maiores investimentos na pesquisa e na criação de novos produtos, além da elaboração de massivas campanhas publicitárias e sólidas estratégias de marketing.

Todos esses fatores integrantes da economia de escala estão fora do alcance das pequenas e médias empresas. Consequentemente, a tendência é a concentração monopolista, fundamentalmente de caráter multinacional, com a eliminação dos concorrentes.

As economias de escala não comportam mercados consumidores limitados. Sua existência está diretamente ligada ao consumo massivo, capaz de absorver em todos os níveis a produção em série.

É possível tornar-se bilionário produzindo para um pequeno mercado de consumo de luxo, por exemplo, o de “alta costura”, porém, o maior número de casos deles refere-se a “crescer junto com os clientes”, ou seja, ofertar o que a massa populacional acha que é fundamental para “bem viver”. Criar esse sentimento de necessidade básica, inclusive em entretenimento, é um diferencial.

Outro “segredo do negócio capitalista”, que Geromel trata indiretamente, é a alavancagem. Este é o termo usado no mercado financeiro para designar a obtenção de recursos de terceiros para realizar determinadas operações. O quociente Endividamento de Longo Prazo/Capital Total Empregado por uma empresa reflete seu grau de alavancagem.

A utilização de recursos provenientes de terceiros na composição da estrutura do capital de uma empresa objetiva obter economia de escala [R3º / (R3º + RP) ou R3º / PT]. Permite a compra de títulos e/ou bens com recursos de terceiros (R3º / AT). Reflete a participação percentual dos empréstimos contraídos em relação à estrutura de capital da empresa (P3º / PL).

Alavancagem Financeira

Um exemplo numérico sobre alavancagem financeira é o mais didático para explicar do que se trata (veja tabela acima). Se uma empresa possui US$ 100.000 e não emprega capital de terceiros, ela compra um ativo no mesmo valor que revende por US$ 110.000. Com o lucro obtido (US$ 10.000) sua rentabilidade patrimonial será 10%. Se a empresa usar seu capital próprio para alavancar US$ 900.000 em empréstimo de capital de terceiros a “custo zero”, comprando US$ 1 bilhão do mesmo ativo, ela o revenderá por US$ 1,1 bilhão e passará a ter uma rentabilidade patrimonial dez vezes maior!

O limite do custo de empréstimo, supondo um ano para realização dessa operação de ganho de capital, será 10% aa. Neste teto, a rentabilidade permanecerá a mesma: 10%. Isto porque a empresa pagará US$ 90.000 de juros.

4 thoughts on “Resolução de Ano Novo: Tornar-se Bilionário. Só.

  1. Prezado Fernando,

    a vida é uma eterna aprendizagem em todos os campos e domínios, seja: financeiros, empresariais, educacional e afins. No domínio dos acumulares de capital, um bilionário atingiu o maior nível possível nos moldes da própria evolução Darwinista, pois segue numa maratona que não tem uma linha de chegada, mas a velocidade para atingir os resultados aumenta constantemente. Ex:

    1 – Empresário comum anda com seu próprio carro;
    2 – Milionário voa com seu próprio jatinho;
    3 – Um bilionário já pode embarcar em um foguete.

    Segue: Bilionários – Ricardo Geromel – Epub: https://drive.google.com/file/d/0B-IzSwsM47neQ2FjUW16bzd4TlU/view?usp=sharing

    Abs.

    1. Prezado Reinaldo,
      e se esquecem que “tudo que sobe também pode cair”…

      Veja os casos do Eike “Avise-ao-Bill-Gates-que-estou Chegando” Baptista e de seu “consultor-financeiro”, o André “Aproveite-que-está-enforcado-para-lhe-enfiar a faca” Esteves.

      A nós, pobres sábios, resta-nos gozar o excesso de ambição da casta dos comerciantes-financistas.🙂

      1. Prezado Fernando,

        os bilionários dificilmente perdem suas posições tão rapidamente como aconteceu com Batista e Esteves, sendo que o primeiro vendia poços de petróleo vazios e o segundo negociava favores políticos e foi descoberto pela polícia federal.

        No ramo da tecnologia surgem bilionários da noite para o dia, como o caso de Gates, Zukerberg, e o mais ousado deles: Elon Musk da SpaceX, este inclusive conseguiu fazer o transporte espacial atingir o nível da ficção ao desenvolver foguetes reutilizáveis, como pode ser visto na simulação a seguir. No dia 21 de dezembro/2015 um desses foguetes colocou de uma só vez 11 satélites em órbita e retornou para a base, segue simulação. Abs.

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