Sabedoria e Fortuna

Businessmen Arriving at Airport --- Image by © James Lauritz/Corbis

Virtu ou fortuna? Repetidamente, Ricardo Geromel, no livro “Bilionários”, cita que “os gregos costumavam dizer que, se correr atrás da Deusa da Fortuna, ela fugirá; porém, se cortejar a Deusa da Sabedoria com afinco e dedicação, ela se doará para você pouco a pouco. Então, a Deusa da Fortuna, ao ver que está conquistando a Deusa da Sabedoria, repentinamente aparecerá na sua vida e você terá grandes chances de conquistá-la.”

Tente nunca ser a pessoa mais inteligente da sala. E se você for, eu sugiro que você convide pessoas mais inteligentes… ou encontre uma nova sala.” Quem disse isso foi Michael Dell, bilionário que inventou uma das maiores empresas de computador do planeta enquanto ainda era estudante universitário.

Sucesso depende da capacidade de trabalhar com pessoas. Não basta concentrar-se nas descrições de cargo, ou no nome e na marca da organização da qual você faz parte – concentre-se também em para quem e com quem você vai trabalhar. O trabalho de um líder é fazer sua equipe funcionar. “Não tira o seu da reta” e sempre o “nós” recebe o crédito pelo trabalho efetuado.

O maior obstáculo ao sucesso de uma organização é a capacidade de obter e manter um número suficiente de pessoas certas. Aprender com os mais sábios é a norma entre os bilionários. Sempre foi o melhor jeito de se aproximar de vencedores e maximizar o aprendizado.

É impossível saber quem é competitivo apenas pela aparência, cargo, nacionalidade, idade, currículo ou conta bancária. Para ser capaz, não precisa ter berço, nem dinheiro e nem diploma universitário. É difícil definir o melhor para determinada atividade. Mas, afirma Geromel, “os vencedores têm algumas características em comum:

  1. estão em busca de desenvolvimento pessoal e profissional, desafios constantes, crescimento e inovação sustentáveis,
  2. têm responsabilidade social, conduta ética, e aquele reconhecido brilho nos olhos graças ao desejo ardente pelo sucesso”.

Warren Buffett faz uma pergunta: “Você gostaria de ser o maior amante do mundo, mas que todo mundo pensasse que você é o pior? Ou será que você preferiria ser o pior amante do mundo, mas que todo mundo pensasse que é o melhor?”. É mais importante como nós nos vemos do que como o mundo nos vê.

Bilionário não é empregado. Para atrair os melhores, muitas das empresas de maior sucesso no mundo transformam os melhores empregados em sócios. Quem atinge metas agressivas torna-se dono do negócio, mesmo que seja como sócio minoritário.

Vencedores, obviamente, obedecem ao mandamento que afirma: “vencedor interage com vencedor e perdedor convive com perdedor”. Então, o desafio é tornar-se um vencedor e fazer o que for necessário para atrair vencedores.

As melhores universidades do mundo costumam ser excelentes lugares para não só encontrar vencedores mas também para aprender a se tornar um. Grandes fortunas foram feitas por equipes de vencedores que se conheceram na universidade. Nela se inicia uma rede de relacionamentos ou contatos cruciais. Nas melhores universidades, muitos professores também são vencedores.

“Nos círculos profissionais é chamado de networking (ou rede de contatos em português). E na vida é chamado de família, amigos e comunidade. Somos todos dádivas uns aos outros, e meu próprio crescimento como um líder me mostrou mais uma vez que as experiências mais gratificantes vêm de minhas relações”. Geromel, em “Bilionários”, cita mais uma vez Warren Buffet.

“Pessoas são o que determinam o seu sucesso no futuro. Cerque-se de boas pessoas e você não falhará”. Mas não basta esta autoajuda. Necessita ter empatia, colocar-se no lugar do outro e respeitá-lo como indivíduo tão importante quanto você.

Para selecionar bons profissionais, não basta ver seus diplomas. É necessário ver o que cada um conquistou e as dificuldades já enfrentadas. Também se é um inovador, se tem tesão, iniciativa ou atitude para se destacar. Sabe ele trabalhar em equipe ou é apenas um individualista empedernido?

Os melhores empregados são PSD: em inglês, é a sigla de poor (pobre), smart (inteligente) e deep desire to get rich (com grande desejo de ficar rico). Desde que o patrão se associe a ele e não imagine que só possa explorá-lo.

O empírico, sem conhecimento prévio, testa. Em vez de ficar sempre estimando todas as chances ou os riscos, simplesmente, faz. Mas não pode viver testando. Tem de tirar lições dos erros e se aprimorar, evitando repeti-los.

Gente muito rica, mas sem nenhuma titulação, muitas vezes, não consegue esconder um insuperável complexo de inferioridade face ao sábio estudioso. Porém, o sensato respeita o papel da educação, sabendo diferenciá-la de mera frequência à escola. “A educação formal vai fazer você ganhar a vida; autoeducação vai fazer você ganhar uma fortuna”.

Mark Twain sintetizou, brilhantemente, a diferença. “Eu nunca deixei a escola interferir com minha educação.”

A lista de bilionários que não terminaram a faculdade é muito extensa. Em 2014, entre os 400 indivíduos mais ricos dos Estados Unidos, mais de 15% deles não terminaram a faculdade, sendo que o total de bilionários americanos foi de 492 na lista de 2014.

Diplomas não são sinônimos de cultura nem de educação. Assim como passaportes carimbados não implicam, diretamente, em cultura.

2 thoughts on “Sabedoria e Fortuna

  1. Eu não acredito que eu vim a me aproximar disso e venci , quando muitos da família e amigo torceram e proclamaram a minha falência! Uai ! to orgulhosa de mim e de de que das pessoas certas que me fizeram aprender a empreender. Gratidão !

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s