Capital Humano ou Intelectual

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Dinheiro pode vir e ir, mas o que fica para sempre é educação e cultura. Enquanto alguém pode roubar seu dinheiro, nada e nem ninguém – a não ser algumas raras doenças – conseguem tirar o que está dentro da sua cabeça”, diz Ricardo Geromel, no livro “Bilionários”. Esse conceito é denominado Capital Humano ou Intelectual. Expressa a capacidade pessoal de ganhar a vida.

“Em 2012, tínhamos 37 bilionários brasileiros, em 2013, o Brasil foi berço para 45 bilionários – crescimento de mais de 20% em relação ao ano anterior. Em 2014, o número de bilionários brasileiros cresceu mais de 46%, chegando a 66 no total. O total de bilionários ao redor do mundo cresceu cerca de 15%, três vezes menos do que no Brasil”.

“Será uma pena se os herdeiros [a quem Geromel chama de “espermas sortudos”] dessa nova classe rica brasileira sejam jovens focados em ostentar suas fortunas e estourar garrafas de champanhe em festas, em vez de empresários de sucesso que conseguem multiplicar suas fortunas e contribuir direta e indiretamente para o crescimento do maior país da América Latina.”

A situação macroeconômica do país é essencial, seja para o enriquecimento, seja para a evaporação da riqueza – a moeda nacional se aprecia ou deprecia, fortemente, contra o dólar. No mundo, entre 2013 e 2014, 100 pessoas deixaram de ser bilionárias em apenas 365 dias. As 400 pessoas mais ricas do mundo perderam parte de suas fortunas em 2015. Segundo o Índice Bloomberg de Bilionários, os 400 mais abastados têm US$ 19 bilhões a menos do que tinham no ano anterior. “Chegar ao topo é mais fácil do que se manter lá em cima”.

No primeiro ano da lista, em 1987, 17% dos 140 bilionários eram japoneses, incluindo o homem mais rico do mundo. Em 2014, japoneses representaram apenas 1,64% dos 1.645 bilionários. Dez anos atrás, não havia nenhum bilionário chinês. Em 2014, há 152 bilionários chineses ou 9,24% da lista. Por muitos anos, a Europa era a região onde encontrávamos mais bilionários depois dos Estados Unidos, mas a Ásia passou à frente e continua se distanciando.

Maiores Bilionários Brasileiros 2012

Eike Batista, que chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo [veja o ranking de 2012 acima], conseguiu a proeza de perder 19,4 bilhões de dólares em um ano. Durante dois anos, Eike perdeu, em média, mais de 2 milhões de dólares por hora ou mais de 50 milhões de dólares por dia. Eike, filho de um ex-ministro da Energia, educado na Europa, casou-se com uma rainha do Carnaval e seu filho Thor é descrito pela imprensa brasileira como um playboy festeiro. O ex-bilionário brasileiro ficou conhecido como o único homem que, além dos fundadores da Microsoft, entrou na lista de bilionários da Forbes graças a apresentações de Power Point. A piada ilustra sua fama de vendedor excepcional, mas de executor medíocre. Quando chegou a hora de entregar resultados, Eike não chegou nem perto do que havia prometido. Resultado: a empresa OGX, da qual ele era o maior acionista, protagonizou o maior default da história da América Latina.” Quem diz isso é o Ricardo Geromel.

Será que o erro não foi dos investidores em acreditarem só no indivíduo, esquecendo das circunstâncias, isto é, do contexto macroeconômico? Nem tanto ao Céu, nem tanto à Terra…

Quanto à inovação, um novo-bilionário apresenta uma metáfora futebolística a respeito. “Tudo que funciona bem de um jeito pode funcionar melhor de uma nova maneira. Time que está ganhando se muda, sim. Ou você deixaria o Messi no banco? Pense fora da caixinha!”

Prossegue comentando o viés da auto validação ilusória: “Ouvir o que é agradável aos ouvidos é fácil e agradável. Mas a evolução só acontece quando recebemos críticas e revemos comportamentos, mudamos pontos de vista limitantes e nos atrevemos a questionar com coragem o corriqueiro, juntamente com todos os valores praticados pelas grandes massas. A partir daí, temos alguma chance de nos destacar da multidão”.

Receita para o sucesso em economia de mercado: “Quer empreender e não gosta de vender? Para ter sucesso, procure um sócio que goste de vender. Quer empreender, não gosta de vender e também não tem um sócio que gosta de vender? Não aconselho isso para ninguém…”

Bilionário não é empregado, é vendedor de algo que todo o mundo quer. E que ele criou esse objeto de desejo. “Tem gente que gosta mesmo de se iludir. Sucesso sem trabalho, sem riscos, sem romper paradigmas e sem contrariar algumas pessoas, simplesmente, não existe!”

Joseph Schumpeter sintetizou a fórmula de sucesso na economia capitalista em apenas três palavras-chave: empreendedorismo – inovação – crédito.

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