Resultado Positivo do Regime de Partilha dos Campos do Pré-sal

Plataforma no Campo de Lula

Quando projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que altera o regime de partilha dos campos do pré-sal, por  oportunismo político está em vias de ser votado no Senado Federal, Daniel Rittner (Valor, 23/02/16) dá uma boa notícia sobre os resultados desse regime: o Brasil é apontado pela Agência Internacional de Energia (AIE) como segundo país onde a produção de petróleo mais deve crescer nos próximos cinco anos, fora da Opep, o cartel dos grandes países produtores.

Daqui até 2021, a extração subirá dos atuais 2,53 milhões para 3,36 milhões de barris por dia, em ritmo de crescimento inferior apenas ao dos Estados Unidos. As estimativas constam de relatório lançado no dia 21/02/16 pela AIE com projeções de médio prazo sobre o mercado de energia.

“A despeito de todos os problemas logísticos e institucionais, a produção de petróleo está em alta”, afirma a entidade. O relatório cita o escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato, dívida elevada da Petrobras e atrasos na entrega de equipamentos como sondas e plataformas como fatores de incertezas para o cumprimento das previsões.

Mesmo assim, a AIE aposta em um acréscimo de 830 mil barris por dia na produção brasileira durante o próximo quinquênio, com reforços vindos especialmente do pré-sal. Esse aumento deverá mais do que compensar a queda em campos maduros.

Segundo a agência, o navio-plataforma Cidade de Maricá deverá entrar em operação ainda no primeiro trimestre de 2016, adicionando 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural na área de Lula Alto (antes batizada como Tupi). Uma réplica da mesma FPSO, a Cidade de Saquarema, está em fase final de construção e iniciará suas atividades no fim deste ano.

Enquanto isso, os primeiros testes de longa duração no Campo de Libra – licitado no regime de partilha – começam até os primeiros meses de 2017, agregando 50 mil barris à produção diária. A AIE lembra que Libra tem potencial de reservas estimadas em cerca de 8 bilhões de barris.

O relatório aponta a atividade econômica fraca no Brasil como um freio brusco na demanda por combustíveis fósseis. Nos últimos seis anos, a demanda brasileira por gasolina subiu em ritmo anual de 6,3%. Entre 2015 e 2021, o consumo subirá de 1,0 milhão para 1,1 milhão de barris por dia, em velocidade de 1% ao ano. Além disso, a agência vê um processo de recuperação do etanol e de crescimento no uso do biodiesel, cuja mistura no diesel comum passará gradualmente de 7% para 10%.

Número de Poços Exploratórios de Petróleo

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