Porque Parou? Parou Por que?

Empreiteiras X Obras Públicas

Ontem, concedi uma longa entrevista para uma jornalista americana, escrevendo uma matéria para a revista Foreign Policy sobre o tom do debate econômico no Brasil agora e o espaço que alguns blogueiros e sites muito liberais tem ganhado. Deve-se lembrar que o sentido “liberal” para os norte-americanos significa “ideologia de esquerda”.

Ela estava buscando esclarecimentos sobre uma possível mudança do política econômica do pais. Isto vem sendo repetido também por manifestantes nas ruas, nos últimos meses. Queria conhecer minhas reflexões sobre o tom atual do debate. Repeti o que escrevo neste modesto blog pessoal.

Tem economistas golpistas que afirmam, sem envergonhar-se, que “apesar da desaceleração mundial ser uma questão adjacente e um ponto importante de risco para o cenário prospectivo, os fatores determinantes para a nossa verdadeira queda livre são, fundamentalmente, idiossincráticos, uma resultante de escolhas equivocadas de política econômica“.  Em um sistema complexo, fruto de interações de múltiplos componentes, um argumento mono causal é um reducionismo simplório que só serve para arrumar um bode-expiatório (O Governo) e fomentar uma caça às bruxas, i.é, quem pensa diferente deles.

Por exemplo, reportagem de Patricia Stefani e Samuel Kinoshita (Valor, 16/03/16) mostra outra causa bastante visível: a Operação Lava-Jato, no afã de fazer perseguição político-partidária em vez de investigar a corrupção do cartel, está causando um enorme ônus à sociedade brasileira. A relação custo (depressão e desemprego) / benefício (melhor governança no ocultamento de caixa-dois) está elevadíssima! Compartilho-a abaixo.

“Vivendo uma crise de reputação sem precedentes e tendo boa parte de seus donos arrastada para o centro da Operação Lava-Jato, as gigantes nacionais da construção enfrentam outra séria ameaça para o futuro de suas atividades. Em situação de penúria orçamentária, a União e os Estados não celebraram um único contrato com as maiores empreiteiras do país em todo o ano passado. O jejum de novas obras públicas continua no primeiro trimestre de 2016 e potencializa o desemprego em um dos setores mais intensivos em mão de obra.

A reportagem do Valor consultou sete grandes construtoras sobre o número de contratos assinados com governos ou estatais desde o início de 2015. O teor das respostas foi unânime: zero.

Os dados publicados em seus últimos balanços indicam que Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS, Galvão Engenharia e Constran têm pelo menos 31% de suas receitas no Brasil provenientes de obras públicas. Algumas chegam a ter mais de dois terços do faturamento atrelados a projetos das três esferas de governo.

Os efeitos da paralisia já são visíveis no mercado de trabalho: 175 mil vagas na construção pesada foram eliminadas no ano passado. Com isso, o contingente de empregados no setor recuou para os níveis mais baixos desde 2008.

Os tempos de grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estádios reluzentes para a Copa do Mundo e projetos bilionários de mobilidade urbana ficaram definitivamente para trás. Além da falta de oportunidades para abrir novos canteiros, as empreiteiras sofrem agora com atraso de pagamentos e uma sequência de rescisões contratuais.

Uma das construtoras afetadas foi a Andrade Gutierrez. A empresa saiu do consórcio responsável pela montagem eletromecânica da usina nuclear de Angra 3 e rescindiu o contrato para a execução de em um dos lotes da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Não deve parar por aí. Sua participação nas obras da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo – o monotrilho que atenderia ao aeroporto de Congonhas – depende de uma improvável revisão do contrato.

“Em última instância, tememos pela destruição das empresas nacionais”, diz Pedro Celestino Pereira, presidente do Clube de Engenharia, instituição que congrega profissionais do ramo. Para o dirigente, é um erro encarar a dificuldade financeira das grandes empreiteiras como um problema localizado. O atual modelo de negócios facilita a ocorrência de um efeito-cascata. “Hoje elas são, acima de tudo, organizadoras de contratos. Subcontratam fornecedores, projetistas e construtoras menores.”

Alguns ingênuos acham que o drama do setor se deve mais à crise fiscal do que aos desdobramentos da Lava-Jato. Por isso, defendem mais moderação nos ajustes orçamentários e a retomada de obras públicas. “Ou muda a política econômica ou a indústria da construção pesada no país vai para o ralo”, alerta o presidente.

Para atenuar os efeitos da crise, uma das apostas tem sido buscar mais obras fora do Brasil. Algumas incursões deram resultado. A Odebrecht conquistou, no ano passado, contratos para a construção dos metrôs de Quito e da Cidade do Panamá. Para a OAS, um negócio fechado no Peru impediu que o ano tivesse passado em branco, mas não dá para comemorar. Trata-se de um projeto modesto: a reforma de uma praça no centro histórico de Lima.

Outras iniciativas esbarraram em dificuldades de financiamento e na piora da economia internacional. Empreiteiras que miravam negócios na Venezuela e em Angola, dois mercados tradicionalmente férteis para os grupos brasileiros, precisaram colocar o pé no freio. Com o tombo no preço do petróleo, esses países diminuíram o ritmo de contratações.

Outro exemplo de dificuldade no mercado externo é vivido pela Queiroz Galvão. Há anos o grupo tenta iniciar as obras da usina hidrelétrica de Tumarín, na Nicarágua, mas sofre com a falta de crédito. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não aprovou o financiamento solicitado pela empresa, que tem a estatal Eletrobras como sócia no empreendimento.

O temor generalizado no mercado é com a “queima” dos contratos atuais com governos e estatais. Até agora, as receitas que entram no caixa das construtoras ainda refletem projetos em execução. À medida que essas obras forem sendo concluídas, a tendência é que o faturamento minguará se não houver reposição. “Quem não conseguir se equilibrar com obras do setor privado ou em outros países, corre o risco de quebrar”, comenta o executivo de uma grande empreiteira.

A Constran, do empresário Ricardo Pessoa, já sofre com a queda no fluxo de pagamentos dos governos. Ela está à frente de duas obras da Valec: um lote da Fiol e outro da Ferrovia Norte-Sul. Para manter o cronograma original dos contratos, deveria receber da estatal entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões por mês, dependendo do ritmo de execução. Em 2015, porém, os pagamentos registraram uma média mensal em torno de R$ 15 milhões. Neste ano, baixaram para cerca de R$ 5 milhões. A duplicação de um trecho da BR-116 no Rio Grande do Sul, contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, também avança com lentidão.

Ex-ministro de Infraestrutura (governo Collor) e com experiência de décadas no setor, o presidente da construtora, João Santana, explica que as empresas sempre trabalharam com atrasos nos pagamentos do setor público e adaptavam o caixa a essa dinâmica. Agora, os bancos estão mais restritivos com as empreiteiras e têm liberado menos financiamento. “Hoje ninguém tem capital de giro”, diz o executivo, referindo-se à dificuldade das empresas para suportar os atrasos.

No caso da Constran, as obras privadas têm sido a salvação da lavoura. Elas já representam 60% do faturamento – eram 50% até 2014 – e estão com tendência de crescimento. A empreiteira toca a hidrelétrica de São Manoel, que está sendo erguida no rio Teles Pires, cuja concessão foi arrematada pela EDP. Também faz parte do consórcio que executa a Linha 6, primeira do Metrô de São Paulo 100% privada desde o início da construção.

Com exceção de São Paulo e do Rio de Janeiro, em reta final de preparação para a Olimpíada, outros Estados e municípios não têm recursos próprios para novos empreendimentos de infraestrutura. “Quase todo mundo depende de repasses ou financiamentos federais”, conclui Santana.

12 thoughts on “Porque Parou? Parou Por que?

  1. Professor,

    Como futuro formando em engenharia civil, me assutou toda essa mudança e as vagas no setor minguaram. (Como pequeno exemplo, a dois ou três anos, 80% de minha turma possuia estágio, agora os valores se inverteram)

    Estou ciente, apesar de leigo, do estoque parado das construtoras, da diminuição de investimentos, da mudança de postura dos bancos quanto a financiamentos, diminuição de obras publicas, escândalos, diminuição do poder de compra e incerteza politica que gera desaquecimento.

    O Senhor vê alguma melhora para o setor da construção civil, no Brasil, em um futuro próximo, ou é tão incerto quanto está me parecendo?

    Conheci seu blog a pouco tempo e é bom ver palavras de uma mente sensata e não polarizada, em prol do futuro democratico do nosso país.

    Abraços!

    1. Prezado Roberto,
      gostaria de crer em maior sensatez no debate público que está agora polarizado e intolerante. Infelizmente, caminhos para uma marcha de insensatez para a derrocada da historicamente recente democracia brasileira. Teremos de lutar para o fracasso do golpe na democracia e, assim, a economia brasileira retomar o crescimento. A conspiração jurídico-midiática está travando todas as decisões políticas necessárias para se implantar uma pauta desenvolvimentista.

      No entanto, o Programa MCMV está para ser relançado. Se for superado o engessamento do Congresso, outras medidas poderão tomadas. Houve hoje, p.ex., um pedido do governo para o Congresso autorizar o aumento o déficit primário, desde que recursos sejam destinados para investimentos.
      att.

  2. esse sempre foi meu sonho ver todas as empreiteiras fora quebrado..e com ela tudo que trouxe de onus obras caras super faturadas de baixo valor agregado e sem nenhuma produtividade para o brezil..assim quebrem todas e seus empregos oremos…

    1. Prezado Paulo,
      você sabe que não compartilho com nenhum dos seus sonhos direitistas…

      O bom senso recomenda separar “o joio do trigo”, i.é, a corrupção deve ser afastada de licitações de obras públicas, mas não se deve destruir as maiores empreiteiras brasileiras. Algumas delas com atividades multinacionais. Isto implica em brutal perda de empregos não só delas, mas também com a interrupção do multiplicador de renda e emprego pelos investimentos.
      att.

  3. Fernando!
    Me desculpe se fujo um pouco do tópico! Mas até porque sou leiga no assunto.

    É que em “conversa” com alguém que defende o golpe, e sendo ele um pequeno empresário, ele pediu-me que eu lhe desse o nome de um empresário contra o golpe para que ele lesse as explicações dele! [Claro que ele não se vê como um golpista :D]

    Isso foi na quarta-feira… Eu então fui procurar por entidades, ou mesmo por um de alguma marca conhecida e em posição recente… Sem encontrar…

    Resolvi hoje vir te pedir… Mas ai abrindo primeiro o leitor do WordPress vem coincidência ou não… veio esse texto:
    https://leonardoboff.wordpress.com/2016/03/25/por-que-os-patroes-querem-o-golpe/

    Enfim, a classe de empresários estariam em peso a favor do golpe?

    1. Prezada Lella,
      uma resposta rápida seria: todos os empresários-dirigentes do setor produtivo estatal. Ele é o mais importante na economia brasileira: Petrobras, Vale e o que sobrou da privatização neoliberal que, aliás, não foi investigada pelo Poder Judiciário. Por que?

      A CNI, cujo ex-presidente é o Ministro do MDIC, Armando Monteiro, se tiver coerência política também não se assume como golpista. Se não me engano, a FIRJAN também tem uma posição mais “neutra” contra o golpismo aberto da FIESP. E em 2018 estaremos vendo o candidato a governador Paulo Skaf se declarando “democrata”. Terá o troco.🙂

      Aliás, o esforço da TV Globo para todos os dias entrevistar ministros do STF em tentativa de usar falsos argumentos contra fatos é risível. Durante a ditadura, a Rede Globo chamava o golpe militar de Estado de “Revolução de 1964”! Agora, insiste em dizer que o impeachment sem nenhum crime de responsabilidade da Presidenta eleita não é golpe!

      Ela trata seus espectadores como burros! Nem todos são…

      Triste papel este dos ministros do STF, no afã de seus holofotes, falar que, “em tese, impeachment é constitucional”. Ora, não se trata de uma tese acadêmica, mas sim do fato em causa: ausência de materialidade da prova criminal. O Brasil não adota o parlamentarismo em que uma maioria parlamentar derruba governo organizado por um Primeiro Ministro!

      Então, dado o golpe, daqui a uns anos, o STF estará reconhecendo, como fez com o Collor, que “não há nenhuma prova para o impeachment”. Aí, já era…

      Triste, lamentável, o nível de ignorância da maioria dos nossos “homens públicos”. Má educação…
      att.seus

  4. Boa noite! O fato do Brasil perder o grau de investimento prejudica estas empresas? O fato do governo estar com déficit nas suas contas prejudica estas empresas? Obrigado!

    1. Prezado Paulista Lemos,
      sem dúvida, assim como ganhar o grau de investimento em abril de 2007 beneficiou a tomada de crédito com risco-país menor, perdê-lo se eleva. Pagar 9,1% do PIB em juros, como pregam cotidianamente na mídia brasileira os defensores do livre-mercado aos próceres do Banco Central, acabou dando nisso…

      Mas a relação dívida bruta / PIB também aumentou muito em função de mais de 1 trilhão de reais em operações compromissadas como contrapartida do impacto monetário das reservas cambiais (US$ 380 bi) e da ameaça de extinção das LFTs. Se trocar essas operações por depósitos remunerados no BCB, essa relação fica muito adequada.

      Déficit em contas públicas, ocorrendo por conta de investimento público, ajuda a economia sair da crise a la Keynes, ou seja, substituindo a ausência de gastos privados em um primeiro momento e depois arrastando-os via multiplicador de renda e emprego.
      att.

  5. Como educador e formador de opinião você não deveria ser isento nas suas opiniões ? Mostrar os dois lados da moeda e deixar que as pessoas tenham suas próprias opiniões / conclusões, me parece em seu blog que você tem a intenção de catequizar os “incultos-políticos”, como diz. Lendo, me senti em um culto de pregação exacerbada, onde ou você dá o dízimo ou Deus não vai gostar de você.

    Dúvida: Você acha certo esta pregação que foi instituída em todas as instituições de ensino pública ? Você é a favor do incluir/excluindo ? Como pode ter certeza que esta operação “lava-jato” é politico-partidária ?

    ….

    1. Prezado Junior,
      no meu blog pessoal eu expresso minha opinião. Escrevo o que eu quero, lê quem quiser…

      Tem uma audiência que se aproxima de 5.000 visitas / dia. Tem gente que o aprecia.

      Por que te incomoda que “sábios-catequizadores” se contraponham aos “sábios-sacerdotes” da “grande” imprensa brasileira? A blogosfera é um espaço de liberdade para a liberdade de expressão de quem tem opinião distinta da dominante e o livre-arbítrio do leitor.

      Quanto a você se sentir “em um culto de pregação exacerbada, onde ou você dá o dízimo ou Deus não vai gostar de você”, é uma projeção psicológica de um problema subjetivo seu. Infelizmente, como sou ateu, não posso fazer nada a respeito, senão destacá-lo.

      Quanto a “esta pregação que foi instituída em todas as instituições de ensino pública”, por interesse mercadológico e ideológico, a direita busca discriminar instituições de ensino público de excelência por diversos indicadores objetivos. Assim, não só exibe preconceitos a priori como também demonstra seu despeito por não ter estudado nelas. Não se deve atacar a inteligência em defesa da ignorância…

      Quanto a “como pode ter certeza que esta operação “lava-jato” é politico-partidária”, quando se tem uma capacidade de análise crítica dos fatos e não se compra automaticamente a visão golpista, observa-se claramente uma perseguição político-partidária ao PT-Lula-Dilma.

      Visa impedi-los de disputar mais uma eleição, porque temem que em um debate democrático com igualdade de acesso à mídia o poder de convencimento popular é muito maior, como já se demonstrou nas quatro últimas eleições. Por que não se dispõem à alternância democrática via eleições e querem fraudar as “regras-do-jogo”?

      Sugiro ler em “fonte-insuspeita” para você avaliar melhor o que se passa:
      http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/04/03/documentos-indicam-grampo-ilegal-e-abusos-de-poder-na-origem-da-lava-jato.htm

      Depois leia em um site alternativo de jornalista profissional:
      http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/policia-federal-da-esperanca-ao-pavor/
      att.

      1. Sendo a lava jato política partidária, ainda sim é a favor do cartel que fora formado para financiamento desta corrupção sistêmica que assola o país? Não seria inteligência seletiva ? Golpe é tirar um governo corrupto do poder?
        Não temos talentos em instituições privadas?
        Voltando ao tema do assistencialismo, é a favor da política incluir\excluindo?
        Ser a favor de um governo forte que controle apenas a educação, saúde e segurança e que as demais instituições sejam privatizadas é ser iinculto?
        Obrigado pela sugestão dos textos.

      2. Prezado Júnior,
        a Operação Lava-Jato teria como objetivo combater a corrupção do cartel das empreiteiras, tanto corruptores, quanto corruptos. Chegou a um esquema de financiamento eleitoral e pessoal que envolve políticos de praticamente todos os partidos grandes. Porém, o MP e a PF “autônomas” fazem perseguição política ao partido de origem trabalhista que está no poder, justamente, para ganharem maior autonomia.

        Golpe é tirar uma Presidenta eleita com a 54,5 milhões de votos sem ela ter cometido nenhum “crime de responsabilidade” pelos políticos corruptos, comandados pelo presidente da Câmara de Deputados e o VP Temer, para eles se safarem posteriormente. “Pedaladas fiscais” é um problema de fluxo de caixa de arrecadação fiscal, sujeita às sazonalidades e à recessão. Golpear a democracia brasileira, duramente conquistada, em nome disso é golpe de Estado!

        Talentos no Brasil não são muitos, dado o baixo número de pessoas com formação universitária (9,6 milhões) e a maioria com má formação educacional, cultural e cívica. Gestão de empresa privada que visa ao lucro é muito distinta de gestão com espírito público e missão social. Os executivos “se acham” em seu mundinho de auto validação ilusória…

        Assistencialismo social existe em todas as grandes Nações democráticas.

        O neoliberalismo rasteiro, adotado por muitos desavisados, demonstra falta de cultura cívica. Privatizar empresas estatais e serviços de utilidade pública significa colocar essas instituições públicas apenas com o objetivo de lucro, p.ex., o FGTS é um fundo social, dinheiro público que não pode ser usado apenas para obtenção de lucro privado.

        Outro “detalhe”: o baixo poder aquisitivo da maioria da população brasileira. Os neoliberais só pensam em si, i.é, em seu mundinho elitizado.
        att.

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