Por que os golpistas são denominados “coxinhas”?

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Depois de longa e profunda pesquisa, descobri em conversa com meu filho porque os “reaças” brasileiros são denominados de “coxinhas” pelos democratas. Falseou minha hipótese, aliás, como é praxe na boa ciência. Eu imaginava que os “coxinhas” eram uma referência aos seus corpos moldados com muito músculo e pouco cérebro. Visivelmente, são pessoas que se produzem nas academias de aeróbicas ao som de bate-estaca e/ou em salões de beleza à luz da leitura das revistas Veja, Caras e outras da mesma espécie direitista.

Com tanto estudo e profundidade de análise só poderiam ser violentas e rancorosas com quem não entendem as ideias. Antes, tinham vergonha de demonstrar a selvageria de seus instintos primários, dada a repulsa social aos vinte anos de ditadura militar, perseguições políticas, cassações, aposentadorias forçadas, exílios, torturas e assassinatos cometidos pelos direitistas brasileiros. Porém, nas manifestações de junho de 2013, quando alguns fascistas infiltraram-se e rasgaram a dentadas as bandeiras vermelhas, usurpando o lugar de partidos políticos na organização ou liderança dos manifestantes, perderam a vergonha e saíram do armário!

Aí, passaram a ler gente do calibre de Reinaldo Azevedo, Olavo Carvalho, um tal de Constantino (filhote jeunesse dorée dos tucanos da Gávea no Rio de Janeiro), entre outros fascistóides com que a grande (sic) mídia brasileira resolveu “se oxigenar” para voltar a agir como PIG (Partido da Imprensa Golpista), aliás, como agia entre 1964 e 1984. Obesos passaram a bater panelas vazias para demonstrar seu rancor contra as pessoas educadas, inteligentes e cultas.

Passaram a se fantasiar como nacionalistas com camisetas amarelas (envergonhadas do 7X1 e da CBF) para dar um “rolê” com sua turma em passeata de domingo. Mulheres envelhecidas vão enlourecidas, morenas envergonhadas fazem chapinha, e todas usam muita maquiagem e óculos escuros para esconder a (falta-de-vergonha na) cara. A violência verbal e física salientou-se mais do que qualquer ideia liberal de tolerância em suas manifestações financiadas por associações patronais e convocadas por sites de “jovens empresários neoliberais”, ou seja, os sem-empresas.

O perfil de elite econômica inculta é saliente: 63% ganham mais de 5 salários mínimos (contra 5% na sociedade brasileira), 77% se declaram “brancos” com curso superior (sic), 73% mais de 36 anos, 94% se dizem apartidários. Um ex-governador de São Paulo denominou essa gente intolerante com a mobilidade social do “andar de baixo” de “elite branca”. É composta dos paulistanos que se acham superior ao “resto”.

Mas, enfim, por que são chamados de “coxinhas”? É porque assim são denominados os policiais do governador tucano que batem em estudantes no campus da USP. Sem dinheiro para se alimentar bem, eles comem apenas “coxinhas” nos botequins. E então descontam sua fome e rancor batendo no que acham ser “filhinhos-de-papai-rico”. Essa frustração face à inteligência alheia é compensada com a violência manifesta.

Frustração, em psicanálise, é o estado de um indivíduo quando impedido por outro ou por si mesmo de atingir a satisfação de uma exigência pulsional. Na área jurídica, frustração constitui o ato que visa iludir a lei. Quando empregada com violência ou fraude, constitui crime, punido pela legislação penal.

“Frustrados” – esta é uma qualificação adequada para os subordinados da casta dos guerreiros e/ou esportistas brasileiros. As castas são constituídas por membros de diversas redes de relacionamento, cada qual apresentando sua própria cultura e incentivando determinado estilo de vida. Elas tendem a dar a seus integrantes certas atitudes para com a autoridade, a organização e a política. Face à complexidade do mundo real, reagem com um modelo dicotômico de pensar, tipo “nós” (pobres) X “eles” (ricos) – ou vice-versa. Assim como as “classes socioeconômicas”, são também uma construção cultural.

Os representantes de cada casta – comerciante, sábio-tecnocrata, guerreiro e trabalhador – possuem características, claro, muito genéricas. Evidentemente, não há uma correlação direta e automática entre os valores e a posição na estrutura do poder político ou econômico. Mas, como tipos ideais, são úteis para mostrar como nossas ocupações se relacionam com nossos valores. A profissão e a experiência de trabalho são fundamentais para a formação das atitudes políticas, porém, outros atributos da pessoa importam.

Costumeiramente, os guerreiros têm valores como a fama, a glória, a coragem e a honra. Suas ocupações estão nos aparelhos militares do Estado e nos esportes.

Os patrões, herdeiros de aristocratas ou proprietários rurais, têm como valores o paternalismo, a diferenciação social e o respeito próprio, considerando-se com direitos hereditários a ocuparem cargos de liderança.

Os comerciantes firmes, ocupados em pequenas empresas ou grandes e médias sob pressão da concorrência, adotam um discurso inspirado em competitividade, empreendedorismo, disciplina, regras e autoridade.

Completam essa gente tipicamente da direita golpista brasileira os profissionais que lidam com sistemas e objetos, apresentando-se como sábios-tecnocratas, cujos valores são especialização e educação. São administradores e economistas que buscam se apossar de poder técnico. Juntam-se a eles também alguns sábios-sacerdotes que panfletam em púlpitos ou templos na tentativa de manter o que resta de seu poder religioso.

Em defesa da democracia e contra o golpe de Estado, há também membros da casta dos comerciantes, no caso brandos, que somam àqueles valores de competitividade e empreendedorismo o de internacionalismo, tolerância e liberalismo cultural. Vemos isso, no Brasil, em alguns grandes empregadores e profissionais liberais autônomos.

Mas, historicamente, nesse campo à esquerda, encontram-se profissionais que lidam com pessoas e economia criativa. São os sábios-criativos, cujos valores são também especialização e educação, mas somam autonomia, auto-expressão e liberalismo cultural. Por exemplo, assistentes sociais, professores, profissionais subalternos da mídia, escritores e artistas costumam ser progressistas.

Finalmente, há os trabalhadores ocupados na produção de bens e serviços. Costumam ter ceticismo quanto ao livre-mercado e defendem a igualdade socioeconômica. Os artesãos juntam a habilidade e a criatividade de trabalhadores especializados. São artífices e costumam ser esquerdistas.

Entender que em uma sociedade antagônica como esta é necessário um pacto de coesão social em torno das regras da democracia, cujo candidato eleito tem direito a mandato completo, caso não tenha nenhuma prova de “crime de responsabilidade”, é sinal de amadurecimento institucional. Será que a jovem democracia brasileira, renascida há pouco mais de 30 anos, sobreviverá a esse duro teste?

21 thoughts on “Por que os golpistas são denominados “coxinhas”?

  1. Caro Fernando, Pelos seus comentarios , acredito que esteja a favor dos corruptos que minaram a Petrobrás, o que é de admirar. Talvez o impeachment não seja a solução, tendo em vista um congresso tão envolvido com falcatruas, mas os envolvidos com a roubalheira devem ser punidos exemplarmente e os seus bens sequestrados para cobrir os rombos.

    Um abraço, Adilson Barreto

  2. Fernado, já reproduzi artigos seus e li muitos com prazer, mas neste você está irreconhecível.

    Raramente vi uma coleção tão grande de preconceitos.

    Em seus textos, nunca.

    A foto escolhida para ilustrar o post é um péssimo começo, já que estes idiotas defendendo intervenção militar são irrelevantes quantitativamente e qualitativamente. Inclusive foram formalmente convidados a não comparecer à grande manifestação de 13 de março.

    Depois vem esta tentativa de humor grosseiro contra aqueles que você chama de coxinhas e de reacionários, formulando justificativas que destilam o mesmo tipo de futilidade de que você os acusa.

    Mas o pior foi a correção da tese sobre a origem do termo “coxinhas” feita por seu filho e narrada com naturalidade graciosa e orgulhosa. Pois bem. Releia. Chame seu filho para ouvir com você a música Haiti de Gil e Caetano, prestando atenção especial nos versos que dizem
    “Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
    Dando porrada na nuca de malandros pretos
    De ladrões mulatos e outros quase brancos
    Tratados como pretos
    Só pra mostrar aos outros quase pretos
    (E são quase todos pretos)
    Como é que pretos, pobres e mulatos
    E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados”

    O comentário de seu filho não é incomum, como ele próprio reconhece. É típico das pessoas da Casa Grande que frequentam a USP e a UNICAMP e que defendem direitos genéricos para os pobres distantes e afrontam sempre que podem os pretos e quase pretos que os servem. Ao contrário do venerável cardeal da mesma canção que vê tanto espírito no feto e nenhum no marginal, você e seu filho vêm muito espírito nos marginais que estão no poder e nenhum no simples policial que os serve.
    Vou me abster de criticar sua defesa deste governo. Penso que a cegueira moral que comentei acima seja suficiente para entender o caminho que escolheu.

    1. Prezado Paulo Falcão,
      reconheço que é um post ou “artigo-de-combate” para destilar raiva, portanto, irracional em alguns comentários maliciosos iniciais. Porém, a parte sobre os valores culturais e/ou ethos das castas acho que se sustenta.

      Tem sido extremamente difícil ler cotidianamente o monte de bobagens e preconceitos expressos pelos golpistas. Aumentou muito minha misantropia e isto turva o bom senso.

      Quanto à foto, é fato. E constitui uma prova relevante desse ethos dos guerreiros-militares defendido entre os manifestantes contra a democracia eleitoral.

      Quanto à origem do termo “coxinha”, você poderia me dizer qual é? Eu achei essa explicação. Se você tiver outra hipótese, apresente.

      A música sobre “capitães-do-mato” (negros caçadores de negros em fuga) não se relaciona com o caso. A explicação de “apenas comer coxinha” é uma crítica à má remuneração dos policiais.

      Quanto a preconceitos, você destila o seu ao dizer: “É típico das pessoas da Casa Grande que frequentam a USP e a UNICAMP e que defendem direitos genéricos para os pobres distantes e afrontam sempre que podem os pretos e quase pretos que os servem”.

      Esse tipo de rancor com a inteligência alheia que eu cito no meu post. Vestibular busca selecionar os melhores, fora as cotas de uma política afirmativa para “igualdade de oportunidades”. Ela foi justamente adotada durante os governos social-desenvolvimentistas após 2003. Se você não conseguiu estudar nessas Universidades de excelência gratuitas não fique rancoroso com quem lá estuda ou estudou. Certamente, devido à boa formação sobre direitos da cidadania que lá recebem, não se comportam como você imagina. Sugiro você visitá-las e conversar com seus alunos para rever seus preconceitos.

      Se “vestir-a-carapuça” não obstruísse suas ideias, veria que defendo a democracia eleitoral neste post. Não há nenhuma defesa do governo em si, mas sim do direito de mandato se não há crime de responsabilidade provado. É risível considerar “pedaladas fiscais” (gestão de fluxos de caixa que se fez em todos os governos brasileiros) como tal. Demonstra a total falta de argumento e, por isso, a apelação para a violência.
      att.

      1. Fernando, desta vez ficou mais claro: além de tirar conclusões com o fígado, seu apreço à fábula do “Golpe” está lhe causando um sério problema com a hermenêutica.

        Antes de explicar porquê, para evitar novas conclusões equivocadas e este seu tom condoreiro, quero deixar claro que não tenho nenhum rancor contra quem estuda na USP, UNICAMP ou outras universidades públicas. Tenho filho estudando lá também. Tenho sobrinhos. Tenho amigos. Eu mesmo fiz lá um curso como ouvinte, logo que me graduei na FAAP, de Análise Estrutural da Narrativa, com o professor Edward Lopes, em uma turma de doutorado. Não tive qualquer dificuldade. Estava no mesmo nível dos demais alunos que já tinham feito mestrado. Inclusive apresentei trabalho bem avaliado de conclusão de curso. Esclarecido este ponto, sigamos.

        Sobre sua tímida defesa da meritocracia, seguida de uma defesa das cotas como política compensatória, digo apenas que sou contra as cotas que apenas produzem estatísticas e nenhum conhecimento. Se quiser conhecer minha opinião sobre o assunto deixo aqui o link para um artigo que escrevi sobre o tema chamado A MERITOCRACIA E SEU OPOSTO ( http://wp.me/p4alqY-eo ). Se o ler vai observar que também posso me irritar e ser deselegante, mas no meu caso o objeto da crítica é uma posição majoritária e estúpida. O objeto de sua fúria é uma posição igualmente estúpida, mas minoritária.

        Sobre a origem de termo “coxinha” para os policiais, sim, é fato que na USP e fora da USP muita gente chama os policiais de coxinhas. A coisa começou porque esta população estudantil que não precisa trabalhar passa boa parte do tempo em botecos, conversando e tomando cerveja. Com o tempo observaram que em alguns horários os policiais passavam e comiam coxinhas, muitas vezes oferecidas gratuitamente pelos donos dos estabelecimentos. Quando os policiais entravam ou saíam, sempre tinha (tem) um gaiato que dizia (diz) “lá vem os coxinhas” ou “lá vão os coxinhas”. Faziam e fazem isto para provocar, para agredir, certos que sua situação social lhes dá imunidade contra estes “quase todos pretos de tão pobres”.

        É neste ponto que volto a seu problema de hermenêutica. A música de Gil e Caetano não é uma crítica ao “capitão do mato”, mas a quem observa a cena da sacada, ou seja, a nós, eu, você, seu filho, meu filho, que tivemos as oportunidades que lhes faltou. A música não nega humanidade aos soldados, ao contrário do que fazem você e seu filho, dando porradas metafóricas e impunes na nuca e no amor próprio deles, com galhardia e superioridade. É a insensibilidade que faz de vocês representantes da Casa Grande, não a origem ou as oportunidades.

        Por último, vem sua afirmação de que não faz nenhuma defesa do governo em si, mas sim do direito de mandato já que não há crime de responsabilidade provado. Bem, para usar sua expressão, é risível ver um economista não saber que as pedaladas fiscais de Dilma não foram de horas ou dias, como é comum. Foram de meses. Há casos em que a Caixa Econômica processou o governo para receber o que havia adiantado. E há uma condenação por unanimidade no TCU.

        Quando escreveu seu artigo também já era conhecia da gravação em que Dilma e Lula tramam explícita obstrução à justiça e que faz parte de novos pedidos de impeachment apresentados. Insistir falando em “Golpe”, nesta altura do campeonato, só é moralmente razoável a quem se opôs ao impeachment de Collor. Os demais estão a trabalho ou com falta de senso de ridículo.

      2. Prezado Paulo Falcão,
        quanto ao “tom condoreiro”, a escolha da leitura é sua.

        Quanto à posição estúpida, pelo que entendi, você escolheu a sua apenas por ser majoritária. Eu escolhi a minha por ser racional.

        Quanto ao dilema entre meritocracia e igualdade de oportunidades, a política de cotas é uma tentativa de conciliação, insuficiente, mas necessária. Colocou o problema em discussão e prática pela primeira vez no País.

        Quanto à origem do termo “coxinha”, você confirma a informação recebida por mim de meu filho. Todo o resto é um problema social e psicológico não resolvido em sua mente que atribui a outros que desconhece pessoalmente.

        Quanto à ladainha golpista, verifique se você não está apenas praticando a hermenêutica com falsa interpretação dos textos, isto é, do sentido das palavras. Este autoengano é perceptível de fora quando atribui a outros o que incomoda em ti.
        att.

      3. O mínimo que se pode dizer aqui é que divergimos do sentido real das palavras. Quem nos ler que avalie de que lado está a razão.

  3. Professor,
    O senhor alega que quem é contra o PT é elite, burguesia e tal.
    Mas e a Odebretch? E a Camargo Corrêa? E o Tríplex? E o Lulinha riquinho sócio da Friboi ? Tudo isso é o que???
    A relação oculta e não explicada do presidente Lula com as empreiteiras, e viajando a mundo inteiro a mando delas, nunca vi o senhor fazendo nenhum comentário sobre isso. Afinal, por que o Lula e elas não se desgrudam?
    Sobre as pessoas que vão nas manifestações, usar a camisa com o escudo da CBF é pelo pelo menos demostrar que gostam do Brasil como todos os nacionalistas. Deram agora em levar um cartaz com a frase dita pelo Lula no passado, de que pobre quado rouba vai para a cadeia e o rico, vira ministro. O senhor tem algum comentário a fazer sobre essa frase?

    Obs: O Paulinho da Força Sindical, recomendou ao Eduardo Cunha colocar a votação do impeachment num dia de domingo, para dar para a família inteira assistir, depois do almoço, a desmoronamento do império do PT.

    1. Prezado Décio,
      analise seu pensamento automático imputando-me uma alegação que, absolutamente, não fiz: “O senhor alega que quem é contra o PT é elite, burguesia e tal.”

      Se tivesse lido com maior espírito analítico todo o post, em vez de usar maniqueísmo, veria que eu busco fugir dessa citada análise classista para usar a estratificação social baseada em ethos — valores culturais e políticos — das diversas castas. Argumento justamente a respeito da necessidade da democracia eleitoral para pactuar e/ou conciliar os interesses e valores antagônicos dessa sociedade.

      Deveria notar também que busco não “fulanizar” o debate sobre a democracia, porque é evidente que essa personalização injuriosa está carregada de preconceitos e desinformações. Acho contraditória essa “patrulha ideológica” da direita sobre o PT e o Lula, querendo que eles se comportem de acordo com a caricatura que a direita imagina sobre eles!

      É uma infinita quantidade de bobagens e cinismo político: a ideia-chave do lulismo é justamente a de que todos os cidadãos devem ter os mesmos direitos. Ora, todos os ex-presidentes de prestígio internacional têm o direito de ministrar palestras remuneradas. No caso do FHC, não é nenhum absurdo, mas do Lula sim?

      Os nacionalistas alemães eram denominados de nazistas. O ultranacionalismo é um nacionalismo fervoroso que expressa o seu apoio extremista pelos ideais nacionalistas, muitas vezes caracterizado pelo autoritarismo, esforços para a redução ou proibição da imigração, expulsão e opressão de populações não-nativas dentro da nação ou de seu território, liderança demagógica, emocionalismo, bodes expiatório em crises socioeconômicas, discurso de fomento de inimigos reais ou imaginários, previsão de ameaças à sobrevivência nacional, etnicidade nacional dominante ou idealizada ou grupo populacional, militarismo e propaganda.

      Quanto a esses seus aliados — Paulinho da Força Sindical e Eduardo Cunha –, recuso-me a perder tempo comentando o caráter (ou a falta de) deles. Isto que me apavora, esse péssimo tipo de gente chegar ao Poder Executivo sem ter votos para isso!
      att.

    2. Décio! Friboi??????

      “(..) “Se você é do tipo que acredita que o filho do Lula é dono da Friboi está no bom caminho – pois mesmo com as grandes exigências de compliance, entende que o filho do ex-presidente possa ter se tornado acionista majoritário de uma das maiores empresas do mundo sem que ninguém se desse conta. Se você não sabe, compliance é um sistema legal de controle empresarial que, entre outras coisas, impede a ocultação de capital. Serve, por exemplo, para prevenir conflitos de interesse e evitar que grupos terroristas ou criminosos se apossem de grandes recursos financeiros.“(…)”

      Fica a sugestão:
      https://cadeiranteemprimeirasviagens.wordpress.com/2016/03/11/sugestao-de-leitura-manual-do-perfeito-midiota-de-luciano-m-costa/

  4. Prezado Fernando,

    Os americanos estão conseguindo um feito extraordinário: dando um golpe de estado no Brasil sem que ninguém perceba que no comando de tudo estão os americanos. O Brasil é um protetorado americano e eles nunca vão admitir que o Brasil tente voos independentes.

    A decisão de derrubar este governo, caso Dilma vencesse a eleição foi tomada desde que o Brasil ensaiou os seguintes movimentos: Submarino nuclear com a França, Caças com a Suécia, Banco dos Brics, partilha do Pré-Sal e diplomacia independente. Esperaram a eleição: perdeu – iniciaram o golpe. Foi a NSA que entregou a ponta do novelo ao Sérgio Moro e seus procuradores.

    Tudo começou desde as escutas em Lula e Dilma e a Petrobrás. Os aliados internos neste golpe, especialmente os representantes do Estado Brasileiro (PF, MPF, Juízes) cometem crime de Lesa-Pátria. Não tem nada na política ou ações brasileiras nos últimos 20 anos que tenda a socialismo ou comunismo. Isso é cortina de fumaça. O que eles de fato combatem é qualquer tentativa de independência.

    1. Prezado José Maia,
      pior é “o discurso de servidão voluntária” dos colonizados política e culturalmente. Fazem aqui o trabalho de golpear a democracia.

      Por exemplo, o corporativismo explícito dos membros do Poder Judiciário que defendem seus pares golpistas com a tese de que impeachment não é golpe, pois está na Constituição brasileira. Ora, o que está em discussão é a ausência de crime de responsabilidade, que é a pré-condição no caso da Presidenta eleita por quatro anos.

      Dito isso, digo que os norte-americanos apreciam um governo neoliberal como o atual da Argentina, porém não sei se os democratas, como Obama, estão por trás da ameaça de golpe no Brasil.
      att.

  5. Golpismo é quando não há previsão legal. No caso, há previsão na lei, ou seja, não há golpismo, e sim,
    fazer com que a lei seja cumprida.

    1. Que desinteligência! É como chamar o golpe de 1964 de “revolução” e inocentes úteis acharem correto…

      É a mesma tese que membros do Poder Judiciário manipulam para tentar defender seus pares golpistas, em explícito corporativismo, dizendo que “impeachment não é golpe, pois está na Constituição brasileira”. Ora, o que está em discussão no caso específico é a ausência de crime de responsabilidade. Esta seria a pré-condição para impedimento no caso da Presidenta eleita por quatro anos.

      É risível considerar “pedaladas fiscais” (gestão de fluxos de caixa que se fez em todos os governos brasileiros) como tal. Demonstra a total falta de argumento e, por isso, a apelação para a manipular palavras, tentando esconder o fato de que se trata de ascensão ao poder de políticos do PMDB, PSDB, DEM, etc., que não foram eleitos. Ou você acha que o Michel Temer ganharia alguma eleição presidencial?!

      É uma temeridade o que os golpistas estão fazendo…

    2. O recurso da chamada “pedalada” estava previsto no Orçamento. E foi devolvido do aos bancos públicos no exercício fiscal regular. Não foi extraído um centavo sequer dos bancos e esses não “complementaram” orçamento nenhum do executivo federal.

      Os oposicionistas e achacadores não aceitam perder eleição e estão inventando um tapetão!
      Os teleguiados servem como massa de manobra apenas.

      Com certeza absoluta os golpistas dão boas risadas desses tolos.

      1. Prezado Henrique,
        concordo contigo. “Inocentes úteis” (sic) sempre serviram de massa de manobra escusas para golpes. A Marcha com Deus pela Liberdade pré-1964 guarda muita semelhança com as manifestações golpistas atuais. Apenas reciclaram o anticomunismo típico da Guerra Fria pelo antipetismo…
        att.

  6. Caro autor,

    dos parágrafos 1 ao 7 tudo o que temos é um conteúdo ralo, e o vazio deixado por este conteúdo ralo é preenchido por estereótipos e preconceitos do pessoal da direita. Classifica-os de fúteis, burros, agressivos, fascistas e até obesos (???); rotula os policiais como sendo brutamontes cujo único propósito é agredir seja lá quem for e ainda enaltece o pessoal de esquerda como “pessoas educadas, inteligentes e cultas(sic)”. O bem contra o mal…

    Dos parágrafos 8 ao 16 existe uma boa análise da situação atual. O texto tem que expressar a sua opinião, e é uma opinião baseada em um método analítico; discordo de algumas partes, mas respeito.

    No último parágrafo, ironicamente cita a necessidade por um “pacto de coesão social”, após um texto que é 50% preconceitos, e 50% (boa) análise com base em método.

    Acompanho o seu blog pois gosto de ter uma opinião inteligente que faça contraponto aos meus paradigmas e vou continuar acompanhando porém, com mais ressalvas.

    Até!

    1. Prezado Ed,
      do parágrafo 1o. ao 7o. é apenas uma demonstração de que há intolerância mútua, pois o ódio que os democratas têm pelos golpistas é igual ou maior do que o destes.

      Neste caso, sou intransigente, pois acho que há, de fato, um bem (a democracia) contra um mal (o golpe de Estado). Sou intransigentemente democrata, porque é necessária uma rigidez na observância de meus princípios democráticos. Durante toda minha juventude, vivi sob o medo imposto por uma ditadura com suas arbitrariedades.

      A necessidade de uma coesão social em torno de um pacto democrata se dá justamente por essa situação de ódio mútuo exposta do parágrafo 1o. ao 7o. Não acho que devemos seguir nessa trilha de achar que é possível aniquilar os inimigos políticos. Esta insanidade levou diversas Nações a ruínas, em alguns casos chegando à guerra civil.

      Sempre fiz questão neste modesto blog pessoal de demonstrar minha posição política abertamente. Não busco unanimidade, pelo contrário, prefiro a controvérsia que leva-me a rever meus preconceitos. Em termos científicos, falseio minhas hipóteses, se for o caso, com a auto subversão das ideias.

      Por fim, sugiro que releia o post e constate que minha referência a “pessoas educadas, inteligentes e cultas”, de maneira geral, são a aquelas que, independentemente de credo político, se sentem agredidas pelos panelaços da vizinhança agressiva e estúpida — ou não há? Evidentemente, você não teve o humor para perceber minha ironia ao dizer “obesos batem panela vazia”…
      att.

  7. Se você está tão certo não precisa ficar chamando ninguém de coxinha, inculto, frustrado ou desinteligente(entre outras coisas). Tentar achar adjetivos desqualificantes para quem pensa diferente só demonstra mais a sua falta de argumento. Se uma palavra é real não é necessário saber de quem vem, é necessário ver o fato e contexto e entender porque está certo ou errado. Criar rótulos para as pessoas para defender suas posições, mostra a sua necessidade de desmerecer os outros para fazer valer seu ponto de vista, ao passo que quem tem entendimento não precisa se referir à pessoa do outro e sim apenas ao fato em discussão.

    1. Prezado Cássio,
      para ter empatia com interlocutor, em Psicologia, é necessário ter um processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro. Assim, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender o comportamento do outro.

      Em Sociologia, a forma de cognição do eu social se dá mediante três aptidões:
      1. para se ver do ponto de vista de outrem,
      2. para ver os outros do ponto de vista de outrem, ou
      3. para ver os outros do ponto de vista deles mesmos.

      Na escalada do golpe contra a democracia eleitoral brasileira, os cidadãos estão em um encruzilhada em que nós defrontamos com um “dilema do prisioneiro”. Este é um problema da Teoria dos Jogos de um problema de “soma não nula”. Neste problema, que coloca em risco a democracia, supõe-se que cada jogador, de modo independente, quer aumentar ao máximo a sua própria vantagem sem lhe importar o resultado do outro jogador.

      As técnicas de análise da Teoria de Jogos padrão podem levar cada jogador — situação e oposição — a escolher trair o outro, mas sabidamente ambos os jogadores obteriam um resultado melhor se colaborassem. Infelizmente, para nós brasileiros prisioneiros do golpismo, cada jogador é incentivado individualmente para defraudar o outro, mesmo após lhe ter prometido colaborar. Este é o ponto-chave do dilema.

      No dilema do prisioneiro iterado, a cooperação pode obter-se como um resultado consensual de equilíbrio somente depois de muito desgaste mútuo. Isso levará a sociedade brasileira “ao fundo do poço”, inclusive com um grande risco de desnacionalização de sua economia e emigração de seus jovens.

      Aqui e agora, por enquanto, joga-se a agressão, repetidamente, pelo que, quando se repete o jogo, oferece-se a cada jogador a oportunidade de castigar o outro jogador pela não cooperação em jogos democráticos anteriores. Assim, o incentivo para defraudar pode ser superado pela ameaça do castigo, o que conduz a um resultado melhor, cooperativo.
      att.

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