Ascensão e Queda das Políticas Pró-Ricos

Ha-Joon_Chang

Ha-Joon Chang, em seu livro “23 Coisas que não nos Contaram sobre o Capitalismo”, prossegue dissertando sobre a ascensão e queda das políticas pró-ricos.

Entre o final do século XIX e o início do século XX, os piores receios dos liberais se concretizaram, e quase todos os países da Europa e as chamadas “ramificações ocidentais” (os Estados Unidos “, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia) estenderam o sufrágio aos pobres (naturalmente, apenas para os homens). No entanto, a temida tributação excessiva dos ricos e a resultante destruição do capitalismo não aconteceu. Nas décadas que se seguiram à introdução do sufrágio universal masculino, a tributação sobre os ricos e os gastos sociais não aumentaram muito. Desse modo, afinal de contas, os pobres não eram tão impacientes…

Além disso, quando a temida tributação excessiva dos ricos realmente começou, ela não destruiu o capitalismo, na realidade, ela o tornou ainda mais forte. Depois da Segunda Guerra Mundial, houve um rápido crescimento na tributação progressiva e nos gastos com o bem-estar social na maioria dos países capitalistas ricos. Apesar disso (ou, mais exatamente, em parte por causa disso), o período entre 1950 e 1973 presenciou as mais elevadas taxas de crescimento já vistas nesses países, e ficou conhecido como a “Era de Ouro do Capitalismo”.

Antes da Era de Ouro, a renda per capita das economias capitalistas ricas costumava ter um crescimento de 1 a 1,5% ao ano. Durante a Era de Ouro, ela cresceu de 2 a 3% nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, 4-5% na “Europa Ocidental e 8% no Japão. Depois disso, esses países nunca mais conseguiram crescer mais do que isso. Continue reading “Ascensão e Queda das Políticas Pró-Ricos”