Vomitaço

Vomitaço

Além de vômito pelo golpe parlamentarista, provocará um golpe militar?!

Leia o que se avizinha por parte de um governo sem voto e sem legitimidade:

Depois da forte reação negativa das Forças Armadas à informação de que Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) seria o ministro da Defesa de um provável governo Michel Temer (PMDB), o vice-presidente avisou a interlocutores que o deputado mineiro não será nomeado para ocupar a pasta caso o Senado confirme o afastamento da presidente Dilma.

A informação, que chegou a ser confirmada por deputados mineiros que estiveram com o peemedebista nesta quarta-feira (11) pela manhã, caiu como uma bomba nas Forças Armadas. À Folha, um general da cúpula militar disse ser “inacreditável” e esperava que a indicação não se confirmasse.

Em tom de desabafo, o militar chegou a dizer que era “inacreditável que um menino de 36 anos venha a comandar homens de mais de 60 anos, num momento delicado de crise no país, às vésperas de uma Olimpíada”.

Temer Golpista

Transparência e Controle dos Contratos das Estatais: “Raposas cuidando do Galinheiro”

Fernando Limongi

Maria Cristina Fernandes (Valor, 02/05/16) entrevistou o professor titular da USP e uma das principais referências da ciência política nacional, Fernando Limongi. Ele é minimalista nas mudanças do sistema político e ambicioso nas propostas de reforma dos contratos do Estado.

[FNC: é possível pressionar “as raposas” políticas para cuidar do “galinheiro” sem matar “as galinhas de ovos-de-ouro”?!]

A reforma política estreia em nova temporada depois do impeachment. Sobram ideias e falta consenso sobre como “a mãe de todas as reformas” evitaria novas crises institucionais como aquela por que passa o país.

Diz que se o tempo de TV fosse definido apenas pelo partido do cabeça de chapa das eleições majoritárias, o país não precisaria perder tempo discutindo o fim das coligações proporcionais ou cláusula de barreira.

O sistema partidário poderia até ficar mais enxuto, ainda que Limongi não despreze a capacidade de os políticos mudarem sua estratégia para tirar vantagem da mudança feita. Mas uma menor fragmentação partidária não necessariamente fecharia a porteira para a corrupção. O cadeado estaria no orçamento das estatais.

Da mesma maneira que o Congresso deu mais transparência ao processo orçamentário depois do escândalo dos anões do Orçamento, que se seguiu ao impeachment de Fernando Collor, teria chegado a hora de o país se debruçar sobre a transparência e controle dos contratos das estatais.

A seguir, a íntegra da entrevisa, concedida na sua casa, em Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, na véspera do feriado de Tiradentes.

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Guerra Civil Espanhola: Lições da História para os Brasileiros

Reemplazo_republicano

Em entrevista concedida a Ricardo Mendonça (Valor 06/05/16), a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz  avaliou que “vai assumir [o Poder Executivo no Brasil] um grupo que não foi eleito democraticamente, isso é verdade. Que eu saiba, não foi no Temer que as pessoas votaram, não é? Alguns vão dizer que sim, mas então, se foi nele, tem de ser a chapa [Dilma-Temer] que cai [em eventual condenação do TSE].”

Mas o que quero destacar neste post é seu comentário que o Brasil anda muito radicalizado, muito polarizado. Estamos vivendo um momento em que você dialoga com os seus iguais. E como diz Hannah Arendt, é possível ser só sem estar isolado. Ser só é você não conversar com a diferença. Eu, antropóloga que sou, defendo que a democracia é o diálogo com as diferenças. Não só pelo lado negativo. A diferença pode ser encarada pelo seu lado proponente e positivo. Eu, por exemplo, sou uma defensora das cotas. Defendo também pelo negativo: penso que o Brasil, tendo sido o último país a abolir a escravidão, não é possível não pensar nesse passado e não tentar, de alguma forma, desigualar para igualar. Mas além dessa discussão, que é muito bonita e importante, há outra: é a da convivência com as diferenças que a cota pode proporcionar, que é muito importante, enriquece. Penso que esse é o jogo democrático. Tenho uma preocupação: como é que nós vamos fazer esse jogo sem tantos ódios? Sem tanta polaridade, sem tanta diferença?”

Na próxima aula do meu curso Economia no Cinema, faremos um debate, motivados pelo filme do cineasta britânico Ken Loach, “Terra e Liberdade”, sobre a Guerra Civil espanhola e os fatores de intolerância mútua que levam à uma guerra fratricida entre cidadãos de uma Nação. Para contextualizar o tema, resumo o verbete da Wikipedia abaixo. Continue reading “Guerra Civil Espanhola: Lições da História para os Brasileiros”