Revista de Empreendedorismo, Negócios e Inovação

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Apresentação da Revista

Anapatrícia Morales Vilha

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Editorial

José Henrique Bassi Souza Sperancini

“O primeiro artigo, oferecido por pesquisadores do Instituto de Economia da Unicamp, ilustra o perfil dos artigos teóricos que pretendemos receber. A RENI visa divulgar conhecimento acadêmico e profissional com ênfase em análises interdisciplinares e avanços conceituais e metodológicos. Deseja promover artigos teóricos com conteúdos instigantes, provocativos e audaciosos de autores que aspiram aplicar energia na criatividade, no experimentalismo e na divulgação de insights mais do que no formalismo excessivo. Nesse sentido, o artigo de abertura explora análises interdisciplinares na fronteira teórica da Ciência Econômica. Analisando a Economia da Complexidade, o artigo reúne “insights” e escalas de análise interdisciplinares, buscando superar a visão econômica ainda inspirada no mecanicismo da Física newtoniana.”

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Economia Interdisciplinar

Fernando Nogueira da Costa; Taciana Santos; Daniel Pereira da Silva; Samir Luna de Almeida.

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História da Divisão Capital-Trabalho no Valor Adicionado

Repartição W X K no VA

Thomas Piketty, no livro “A economia da desigualdade”, pergunta: será que os fatos observados, em especial a história da divisão capital-trabalho, nos permitirão levar adiante o debate entre teoria clássica e teoria marginalista?

Nem sempre é fácil passar das noções teóricas de renda nacional, lucro e salário, capital e trabalho às noções empíricas encontradas nas fontes estatísticas das contabilidades nacionais (ver o post anterior com a “Mensuração da Participação do Capital e do Trabalho no Valor Adicionado”, inclusive tabela com SCN no Brasil). Entretanto, uma vez superadas tais dificuldades, observamos uma regularidade empírica bem impressionante, que Keynes já considerava em 1930 a mais consolidada de toda a Ciência Econômica.

Com efeito, a Tabela acima mostra que a participação dos lucros e a participação dos salários, por um período de 75 anos em três países com histórias nacionais bastante diferentes — sobretudo em questões sociais —, são essencialmente constantes: a participação dos salários nunca fica abaixo de 60% e nunca sobe para além de 71%, com valores geralmente em torno de 66-68%, sendo impossível detectar qualquer trend sistemático de aumento ou redução da participação dos salários ao longo do tempo. A repartição lucros / salários parece sempre gravitar em torno de uma divisão que concede um terço da renda ao capital e dois terços ao trabalho.

No Brasil, a citada tabela do SCN indica a remuneração dos empregados / PIB em torno de 41% entre 2010 e 2013.

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