Dica de Comédia de Costumes: “Ele está de volta”

Ele está de volta

Dica de uma navegação ao acaso no Netflix: assisti uma inteligente comédia alemã de costumes para adultos. Não é infanto-juvenil debiloide como costuma ser comédia norte-americana. Trata-se de “Ele está de volta”, que estreou nos cinemas da Alemanha em 2015 e agora chega à Netflix, satirizando a volta de Adolf Hitler à Berlim contemporânea.

No filme, baseado em livro de mesmo título, Hitler é teria se mantido conservado em seu bunker na Alemanha nazista até despertar na Alemanha democrática e governada por uma mulher. Também uma mulher dirige a rede de TV sem escrúpulos de o promover, em busca de audiência, tal como no filme clássico “Rede de Intrigas”. Aliás, o filme faz citações hilariantes de outros filmes, até da conhecida cena de explosão emocional de Hitler no filme “A Queda“.

A comédia política ironiza o nazifascismo latente no animal humano predador de concorrentes exatamente como merece: com um tom de escárnio providencial contra o xenofobismo, o racismo e a violência dos seres humanos desmemoriados ou desmiolados. A figura de Hitler renasce no Século XXI com uma legião de seguidores na rede social e nos programas de auditórios nos canais de TV. Até que se revela que ele matou um cãozinho… O ódio aos homens “diferentes” (judeus, muçulmanos, gays, esquerdistas, etc.) é tolerado, mas não ao puppy

Obs.: legendas acima em português — e humor com pessoas — de Portugal.

Nathali Macedo — colunista, autora do livro “As Mulheres que Possuo“, feminista, poetisa, aspirante a advogada e editora do portal Ingênua, que canta blues nas horas vagas — aproveita a resenha do filme no Diário do Centro do Mundo para o inserir no contexto nacional. Reproduzo seu comentário abaixo. Depois, postei o trailer do filme e uma notícia sobre recorde de ataques de extrema­ direita na Alemanha no ano passado.

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Trauma do Desemprego

Salários nos EUABen Leubsdorf (WSJ, 11 de Maio de 2016) avalia que “a recessão acabou nos Estados Unidos sete anos atrás, mas o desemprego e o subemprego persistentes prejudicaram a expansão econômica que se seguiu. Um número crescente de estudos sugere que o trauma econômico deixou cicatrizes financeiras e psicológicas em muitos americanos e que estas marcas vão durar décadas.

Cerca de um em cada seis trabalhadores americanos ficaram desempregados durante os anos da recessão, em 2007, 2008 e 2009. Hoje, cerca de 14 milhões de pessoas ainda estão procurando emprego no país ou só têm empregos de meio período porque não conseguem encontrar trabalho em tempo integral.

Mesmo para os milhões de americanos que voltaram a trabalhar, os efeitos de ter perdido o emprego ainda se fazem sentir, indicam os estudos. Essas pessoas vão ainda ganhar menos durante anos e terão menos chances de possuir uma casa própria. Muitas vão sofrer com problemas psicológicos. Seus filhos irão ter um desempenho pior na escola e muitos deles, possivelmente, vão ganhar menos quando tiverem seus próprios empregos. Continue reading “Trauma do Desemprego”