Risco em Rendimento Pós-Fixado

Risco em LFT

Risco, no mercado financeiro, é considerado a variação dos rendimentos esperados em investimentos financeiros. Quando se aplica em fundos lastreados em Renda Fixa Pós-Fixada, imagina-se que seus rendimentos acompanharão a evolução do CDI que, por sua vez, acompanham, mal ou bem, a da Selic. E esta os diretores do Banco Central do Brasil cuidam de colocar sempre bem acima da taxa de inflação, para evitar o risco de eutanásia dos rentistas. Porém, nesta Terra de Surpresas, “onde até o passado é incerto”, tudo pode acontecer…

Marcelo d’Agosto (Valor, 25/05/16) informa que, nos últimos meses, os aplicadores em Letras Financeiras do Tesouro (LFT) tiveram rendimento diferente conforme o prazo de vencimento que escolheram investir. O título é atrelado à taxa Selic e considerado como sendo o de menor risco de mercado.

No ano, as LFTs com resgate estipulado para datas mais distantes registram ganhos inferiores ao dos papéis que vencem em períodos mais próximos. A conta considera tanto os juros acumulados no período quanto o ganho de capital e a diferença entre as taxas de compra e venda.

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Crash do Mercado Imobiliário

FIPE ZAP X CDI VENDA RJFIPE ZAP X CDI RJ FIPE ZAP X CDI SP FIPE ZAP X CDI CPS

Obs.: períodos distintos (curto e longo prazo), p.ex., para Campinas: dez/12 a abr/16.

Chiara Quintão (Valor, 16/05/16) informa que a desaceleração das vendas de imóveis residenciais dos padrões médio e médio-alto tem se refletido na busca de renegociação de contratos de opções de compra de terrenos na cidade de São Paulo – maior mercado imobiliário do país – pelas incorporadoras. Nem sempre os proprietários de terrenos estão dispostos a rever os termos acordados anteriormente e a receber menos, e o mercado de compra de venda de áreas segue sem liquidez na capital paulista.

Condições de pagamento fechadas entre incorporadoras e proprietários de áreas quando o preço por metro quadrado de apartamentos estava mais elevado e havia mais demanda passaram a ser consideradas incompatíveis por incorporadoras nos últimos meses. Em cenário de menos lançamentos, demanda retraída e estoques pressionados por distratos, parte das áreas é devolvida, e empresas buscam renegociar preços.

Mudam, portanto, os parâmetros dos valores pagos por terrenos – principalmente nos casos de permuta física ou financeira. Há uma tentativa de reequilíbrio do contrato pela redução da permuta financeira ou, quando há permuta física, da quantidade de metros quadrados.

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