Herança Bendita

Sinais Positivos

Superávit no BTC

A “herança bendita” do Governo Social-Desenvolvimentista deixa claro que o ajuste cambial estava em franco andamento antes do Golpe de Estado.

A virada nas contas externas, que se intensificou desde o fim de 2015, decorre sobretudo do colapso das importações, em parte devida à derrocada da atividade econômica e em parte reflexo da depreciação do real, que ajuda a fazer superávit na conta comercial. Medido em 12 meses, o déficit em conta corrente caiu a 1,92% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor desde os 12 meses findos em fevereiro de 2010 (1,84%). Para dar a dimensão desse ajuste, nos 12 meses encerrados em abril de 2015, o déficit equivalia a 4,5% do PIB!

No primeiro quadrimestre do ano, o balanço comercial acumulou um saldo de US$ 12,4 bilhões, contra um déficit de US$ 5,5 bilhões no mesmo período do ano passado. As exportações recuaram 3,3%, enquanto as importações tiveram retração de 31,5%. Assim, a corrente de comércio [(X + M) / PIB] caiu 18% na mesma base de comparação.

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Morte do CD, Viva a Música Digital!

Mercado de Música

Robson Salles (Valor, 02/05/16) dá informações sobre o estado atual do mercado de música, ou seja, como os sábios-criativos dependentes da música estão sobrevivendo às inovações tecnológicas. Com a morte do CD, viva a música digital!

Antes, com a morte do LP de vinil, tinha ocorrido um ganho para o consumidor com o relançamento de um grande estoque de músicas do passado que não se encontrava mais nas lojas. Agora, a escala de disponibilidade musical tornou-se universal. Por exemplo, eu fiz diversas playlists no Spotify com inúmeros gêneros musicais, entre outras, “África: Raízes da Música” e “Oriente-se, Rapaz” com músicas do Oriente Médio…

Muitas são cantadas em iídiche, ou seja, na língua germânica das comunidades judaicas da Europa central e oriental, baseada no alto-alemão do século XIV, com acréscimo de elementos hebraicos e eslavos. Na etimologia do inglês yiddish está jüdisch (deutsch) — judeu em alemão.

O avanço de 10,6% do mercado fonográfico brasileiro no ano passado – o maior desde os anos 90, quando as vendas de CDs começaram a encolher – parece indicar às empresas do setor que finalmente o comércio da música achou seu caminho após a chegada da internet.

A expansão das vendas da área digital foi de 45,1%, considerando músicas “baixadas” e ouvidas diretamente da internet (“streaming“). A fatia das vendas digitais no mercado total subiu de 48% para 61% no ano passado, em relação a 2014. E, pela primeira vez, a receita vinda da internet ultrapassou as vendas físicas no Brasil – movimento visto também no mercado mundial.

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