Morte do CD, Viva a Música Digital!

Mercado de Música

Robson Salles (Valor, 02/05/16) dá informações sobre o estado atual do mercado de música, ou seja, como os sábios-criativos dependentes da música estão sobrevivendo às inovações tecnológicas. Com a morte do CD, viva a música digital!

Antes, com a morte do LP de vinil, tinha ocorrido um ganho para o consumidor com o relançamento de um grande estoque de músicas do passado que não se encontrava mais nas lojas. Agora, a escala de disponibilidade musical tornou-se universal. Por exemplo, eu fiz diversas playlists no Spotify com inúmeros gêneros musicais, entre outras, “África: Raízes da Música” e “Oriente-se, Rapaz” com músicas do Oriente Médio…

Muitas são cantadas em iídiche, ou seja, na língua germânica das comunidades judaicas da Europa central e oriental, baseada no alto-alemão do século XIV, com acréscimo de elementos hebraicos e eslavos. Na etimologia do inglês yiddish está jüdisch (deutsch) — judeu em alemão.

O avanço de 10,6% do mercado fonográfico brasileiro no ano passado – o maior desde os anos 90, quando as vendas de CDs começaram a encolher – parece indicar às empresas do setor que finalmente o comércio da música achou seu caminho após a chegada da internet.

A expansão das vendas da área digital foi de 45,1%, considerando músicas “baixadas” e ouvidas diretamente da internet (“streaming“). A fatia das vendas digitais no mercado total subiu de 48% para 61% no ano passado, em relação a 2014. E, pela primeira vez, a receita vinda da internet ultrapassou as vendas físicas no Brasil – movimento visto também no mercado mundial.

As gravadoras vinham sofrendo para encontrar alternativas à queda nas vendas de discos a partir do final dos anos 1990. Mas um novo caminho começou a ser desenhado com a chegada de serviços de música por “streaming“, como o Spotify e o Deezer. Quase R$ 210 milhões do meio bilhão de receita total que o mercado fonográfico registrou no ano passado vem desse tipo de serviço, incluindo as assinaturas mensais que os internautas pagam e a publicidade.

O perfil dos ouvintes de música digital no Brasil é restrito: em geral, são jovens, principalmente das classes A e B e moradores de grandes metrópoles. A grande maioria deles, ou 80%, ouve música sertaneja, religiosa ou infantil, segundo o presidente da Som Livre. A gravadora do Grupo Globo é a maior empresa brasileira do segmento, mas fica atrás das multinacionais Universal e Sony.

Havia uma certa dúvida se o mercado da música tinha futuro. Essa dúvida foi diminuindo, apareceu uma luz no fim do túnel e hoje está muito claro que nos próximos anos os resultados serão positivos.

Em 2015, o crescimento das vendas da área digital da empresa foi de 57% naSom Livre, na comparação com 2014. No ano passado, quase 45% da receita veio do digital – parcela que em 2010 representava 2%. A Som Livre não informa o faturamento.

 

Nesse período, a participação da gravadora no mercado digital subiu de 6%, em 2011, para 20% no ano passado. E essa estratégia, de investir no segmento on-line, levou a Som Livre a ampliar sua fatia no mercado de música 17% para 24%, nos últimos cinco anos.

A Som Livre não é um caso isolado. As gravadoras, no Brasil e em outros países, têm se beneficiado do crescimento de plataformas como Spotify, da Suécia, e Deezer, da França.

Nestes serviços, o cliente paga cerca de R$ 15 por mês e tem acesso a milhares de músicas. Quase 70% da receita obtida por esses aplicativos é repassada às gravadoras. A outra parte fica com os próprios aplicativos.

Desde 2013, quando começou a operar no Brasil em um processo de expansão internacional, a Deezer dobra de tamanho a cada ano. Crescimento, que entre 2014 e 2015, perdeu apenas para a Colômbia, entre os 180 países que contam com o serviço. Ao todo, são 15 milhões de usuários ativos no mundo – a empresa não especifica quantos clientes são brasileiros. Esse tipo de plataforma surge depois de experiências de rádios virtuais, que também cobravam mensalidade.

A evolução dos smartphones, o crescimento do número de brasileiros conectados e plataformas dos serviços de streaming cada vez mais modernas são as principais causas para o salto do mercado digital, aponta diretor do Deezer. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou recentemente que em 2014, pela primeira vez, o acesso à internet chegou a mais da metade dos brasileiros. E a maior parte da conexão ocorre por smartphone, não mais pelo microcomputador.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), “o mercado como um todo ainda encontra-se em fase de transição, e alguns modelos digitais precisam de amadurecimento, maior escala de volume e popularização”.

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