Economista: Agente Racional

Número de Concluintes em Áreas de Negócios

Há racionalidade em se tornar um economista? De acordo com a Tabela de Salários no Brasil, elaborada pela consultoria Robert Half e publicada pela revista Exame, o salário inicial de um economista é de R$ 3.000,00, podendo chegar a R$ 40.000,00:

  • Economista Júnior: R$ R$ 3.000,00 a R$ 6.000.00
  • Economista Pleno: R$ 6.000,00 a R$ 10.000,00
  • Economista Sênior: R$ 10.000,00 a R$ 20.000,00
  • Economista Chefe: R$ 20.000,00 a R$ 40.000,00

O levantamento salarial do site de empregos Catho indica que o cargo de economista tem salário a partir de 3 mil reais, podendo chegar a 6,5 mil reais. A média salarial nacional para a posição de economista, segundo o site, é de R$ 3.780,21.

O site SALARIÔMETRO (http://www.salarios.org.br/#/salariometro) indica que o valor R$ 3.694,00 representa o salário médio inicial para a ocupação CBO 251215 – Analista Financeiro (economista) com o perfil escolhido nesta consulta. Foi calculado com base em todas as 1398 contratações observadas entre nov/2015 e abr/2016. Já com base nas 436 contratações observadas na faixa de idade de 25 a 29 anos, o valor era de R$ 3.822,00. Com base nas 43 contratações observadas de profissionais na faixa de idade de 50 a 64 anos, o valor era de R$ 4.914,00.

Para comparar entre especializações (cargo/ocupação), o valor de R$ 3.177,00 representa o salário médio inicial para a ocupação CBO 251225 – Analista de Políticas Públicas (economista) com o perfil de 25 a 29 anos. Foi calculado com base nas 215 contratações observadas entre nov/2015 e abr/2016. No Distrito Federal, este valor calculado com base nas 3 contratações sobe para R$ 5.372,00. Em São Paulo, com base nas 114 contratações observadas, cai para R$ 3.328,00. O analista financeiro iniciante também em São Paulo com base nas 257 contratações ganha R$ 3.957,00. Em síntese, a experiência (idade), a especialização (escolaridade ou formação com ensino de excelência) e o local de trabalho contam muito em mercado de trabalho segmentado.

Mas o verdadeiro ranking por profissão é revelado com base em outras fontes de informações. Pelo Censo 2010, formados em Administração, Negócios e Economia representavam 25% do total de profissionais universitários (2.274.184 contra o total de 8.979.706 graduados), sem considerar os pós-graduados.

Apenas 1% da População Ocupada tinha pós-graduação no Brasil: 0,7% com Mestrado (cerca de 451 mil pessoas) e Doutorado (cerca de 70.000 pessoas). Representavam 14,4% do top 1% mais rico em renda, sendo que 13% dos Mestres e 18,8% dos Doutores chegam a esse top 1%.

Por sua vez, os trabalhadores em negócios econômicos tinham o maior percentual entre o top 1%, pois eram 15,4% deles. Entretanto, só 4,3% deles atingiram esse topo, enquanto entre os 241.510 médicos, 29% recebiam esse pico de renda. Mas eram 11,1% do percentil mais rico.

Segundo a DIRPF 2014-AC 2013, os médicos estão tanto no ranking dos 10+ de renda (8o. lugar) quanto no dos 10+ de riqueza (6o. lugar). É a única ocupação universitária que faz parte desses rankings.

Na casta dos sábios-universitários, os 409.768 declarantes (1,5% do total) que se definem como “economista, administrador, contador, auditor e afins” estão na 6a. posição em termos de riqueza com R$ 378.513,53 de bens e direitos per capita. Em rendimento per capita declararam que receberam em 2013 cerca de R$ 75.292,45, ou seja, R$ 6.274,33 mensais, o que era equivalente a 9,25 salários mínimos daquele ano (R$ 678,00).

Era pouco abaixo do rendimento médio per capita de todos os 26,5 milhões declarantes, que atingiu R$ 77.801,80 em 2013, ou seja, R$ 6.483,42 por mês ou quase dez salários mínimos mensais. Esta seria uma renda de indivíduo pertencente à classe média alta caso houvesse uma distribuição da renda completamente igualitária.

Por fim, cabe registrar ainda o fenômeno da ”pejotização”: castas com rendimentos (lucros e dividendos) isentos. Entre eles, os 58.853 declarantes (3% do total de 2,1 milhões) que se definem como “economista, administrador, contador, auditor e afins” estavam na 7a. posição em termos de riqueza com R$ 1.290.281,00 de bens e direitos per capita. Em rendimento per capita declararam que receberam em 2013 cerca de R$ 84.334,95, ou seja, R$ 7.027,91 mensais ou 10,4 salários mínimos.

Fica claro que a elite milionária da profissão trabalha por conta própria em “empresa de consultoria” que abriu para receber o incentivo fiscal de rendimentos líquidos com menores descontos. Essa é a racionalidade da profissão: alcançar uma reputação profissional tal que permita capitalizar seus ganhos.

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