Métodos de Análise Econômica 2016-2017

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2016

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Ementa: Métodos e Instrumentos de análise de conjuntura econômica. Indicadores de instituições nacionais e multilaterais. Conhecimento de fontes de informações e uso de banco de dados. Busca da simplicidade em complexidade de grandes planilhas Excel. Apresentação em PowerPoint, Slides do Google ou Prezi dos resultados de pesquisas empíricas: organização conceitual de dados e informações.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (8:00-10:00). Reservada a Sala IE-12.

Bibliografia:

Fernando Nogueira da Costa – Ensino e Pesquisa em Economia

TDIE 261 Economia Interdisciplinar

TDIE 263 Arte da Economia

Fernando Nogueira da Costa – Formação do Economista no Brasil Contemporâneo

Programa:

PARTE I: MÉTODOS E INSTRUMENTOS DE ANÁLISE DE CONJUNTURA ECONÔMICA

29/08/16 – 1a. aula –  Apresentação do Programa

31/08/16 – 2a. aula — Palestra sobre Pensamento Econômico Brasileiro

FERNANDO COSTA – Pensamento Econômico Brasileiro – 01.09.2016

05/09/16 – 3a. aula – Métodos de Partição da Realidade entre Ciência Econômica e Ciências Afins: Política, Sociologia e Psicologia.

Aula 1 – Métodos de Partição da Realidade

12/09/16 – 4a. aula – Economia Comportamental: Indivíduos e Sociedade. Holismo versus Individualismo Metodológico.

Aula 2 – Dependência de Trajetória – Indivíduos e Sociedade

14/09/16 — 5a. aula —  Métodos Abstrato-Dedutivo e Histórico-Indutivo: Métodos dos Racionalistas e Empiristas. Metodologia Econômica em Três Níveis de Abstração. Evolução de Correntes do Pensamento Econômico.

Aula 3 – Métodos Racionalistas e Empiristas

19/09/16 – 6a. aula – Decisões Microeconômicas (decisões de preços face a custos, estrutura de mercado, lucro, etc. –; decisões de produção; decisões de gastos em consumo, investimento e gasto governamental; decisões de exportação ou importação, tomada de empréstimos internacionais ou pagamento de dívidas, etc.) e Resultantes Macroeconômicas (inflação; desemprego; ciclo e tendência do crescimento em longo prazo; déficit no balanço de pagamentos e crise cambial).

Aula 4 – Separação entre a Micro e o Macro

21/09/16 – 7a. aula – Economia da Complexidade: Interações das Decisões e/ou Componentes de um Sistema Complexo

Aula 5 – Agenda de Pesquisa em Economia da Complexidade

26/09/16 – 8a. aula – Da Complexidade Teórica às Decisões Práticas de Política Econômica Democrática

https://www.gapminder.org

Tutorial do Gapminder elaborado por Gabriela Rocha

Tutorial da Aba Visual do Gapminder elaborado por Carolina Mendonça

http://atlas.media.mit.edu/pt/profile/country/bra/

Aula 6 – Da Complexidade Teórica às Decisões Práticas de Política Econômica Democrática

28/09/16 – 9a. aula – Variáveis-Instrumentos (Política Fiscal e de Tarifas, Política Monetária e de Juros, Política Cambial e de Controle de Capital) e Variáveis-Metas (Desemprego e Renda do Trabalho, Inflação e Renda do Capital, Balanço de Pagamentos): Regras ou Ações Discricionárias

Aula 7 – Variáveis-metas e variáveis-instrumentos da política econômica de curto prazo

PARTE II: ECONOMIA APLICADA E USO DE INDICADORES MACROECONÔMICOS

Ciência dos Dados ou Big Data

Porque a Informação cresce: a Evolução da Ordem de Átomos à Economia

03/10/16 – 10a. aula – Sobre condições macroeconômicas domésticas (oferta agregada: estrutura produtiva; nível de utilização da capacidade produtiva; nível de escolaridade da força de trabalho; nível de emprego; produtividade; custo unitário do trabalho; demanda agregada: consumo das famílias; gastos governamentais; formação bruta de capital fixo; absorção interna e exportações líquidas; vendas ao varejo; endividamento e confiança dos consumidores)

Ministério da Fazenda: Economia Brasileira em Perspectiva

IBGE: Downloads de Estatísticas do IBGE

IBGE: Notas Metodológicas da Nova Série do Sistema de Contas Nacionais

Plataforma Visual On-line: DataViva

IPEA: IPEADATA

MIDC: Desenvolvimento

Ministério do Trabalho e Emprego: Portal CAGED

Bradesco: Download de Apresentação Institucional

Itaú-BBA: Análises Econômicas

05/10/16 – 11a. aula – Apresentação no Congresso da ANGE

Fernando Nogueira da Costa – Apresentação no XXXI Congresso da ANGE – 06-10-2016

10/10/16 – 12a. aula – Apresentação de Gabriela Rocha R. de Oliveira e Debate 

Seminário de Contas Nacionais – Gabriela

17/10/16 – 13a. aula – Apresentação e Debate (Fabiana e Gabriel)

19/10/16 – 14a. aula – Sobre Política Fiscal e Dívida Pública (necessidade de financiamento do setor público; carga tributária; dívida mobiliária federal; dívida líquida e bruta do setor público)

Ministério da Fazenda: Apresentações do Ministério da Fazenda

Secretaria do Tesouro Nacional: Dívida Pública / STN – Estatísticas de Finanças Públicas

Banco Central do Brasil: Política Fiscal

Banco Central do Brasil: Indicadores Econômicos

Carga Tributária no Brasil: 1995 a 2014

Dados, Informações e Gráficos Setoriais 2009 a 2013:  Tabelas e Gráficos

SRF: Estudos Fiscais e Dados Estatísticos: Estudos e Dados

Brasil – Fatos e Dados: Brasil – Fatos e Dados

24/10/16 – 15a. aula – Apresentação e Debate

Apresentação sobre Finanças Públicas – Guilherme Araújo Prado

26/10/16 – 16a. aula –   Sobre Inflação, Política Monetária, Agregados Monetários, Operações de Crédito e Taxas de Juros:

Banco Central do Brasil: Relatório da Inflação

Banco Central do Brasil: Livro 10 Anos de Metas para Inflação no Brasil: 1999-2009

Banco Central do Brasil: Política Monetária e Operações de Crédito

Banco Central do Brasil: Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)

31/10/16 – 17a. aula – Apresentação e Debate (André)

07/11/16 – 18a. aula – Sobre Sistema Bancário, Sistema de Pagamentos Brasileiro, Organização do Sistema Financeiro Nacional e Inclusão Financeira:

Indicadores Bancários (Apresentação em Prezi)

Banco Central do Brasil: Estatísticas sobre o Sistema Financeiro Nacional

Banco Central do Brasil: Relatório de Estabilidade Financeira

Banco Central do Brasil: Relatório de Economia Bancária e Crédito

Banco Central do Brasil: Sistema de Pagamentos Brasileiro

Banco Central do Brasil: Inclusão Financeira

Banco Central do Brasil: 50 Maiores Bancos e Consolidado do Sistema Financeiro Nacional

Banco do Brasil: Relações com Investidores

Caixa: Balanços e Demonstrativos

Itaú: Relações com Investidores

Bradesco: Relações com Investidores

Santander: Relações com Investidores

BNDES: Estatísticas Operacionais do BNDES

BNDES: Estudos e Publicações

http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/BNDES_Transparente/index.html

09/11/16 – 19a. aula – Sobre Mercado de Capitais e Finanças Corporativas:

CVM: www.cvm.gov.br

BM&FBovespa: BM&Fbovespa

ANBIMA: Informações Técnicas e Estatísticas sobre Fundos de Investimento Financeiro

ABRAPP: Portal dos Fundos de Pensão

ViverSeguro: Portal da Previdência Privada

MPS: Estatísticas da Previdência Social

CEMEC:

nota-cemec-06-endividamento-das-empresas-brasileiras-31-08-2016

nota-cemec-04-2016-carteira-de-poupanca-financeira-25052016

rocca-painel-iii-forum-nacional-18052016

nota-cemec-02-credito-concentrado-no-setor-publico

Governança Financeira, Sistema Bancário e Instabilidade Financeira no Brasil: Pesquisa de Felipe Rezende

Júlio Sérgio Gomes de Almeida et alii – TDIE-281 – Fragilização Financeira das Empresas Não-Financeiras no Brasil Pós-Crise

16/11/16 – 20a. aula – Apresentação e Debate

21/11/16 – 21a. aula – Sobre Desenvolvimento Mundial:

Fundo Monetário Internacional: FMI, especialmente SDDS

CIA – The World Factbook: CIA – The World Factbook

FMI – Fundo Monetário Internacional: IMF Data and Statistics

Banco Mundial: Data The World Bank

Gapminder for a fact-based world view: Gapminder for a fact-based world view

Efeito Riqueza nos Estados Unidos: Efeito Riqueza nos Estados Unidos

23/11/16 – 22a. aula – Sobre Economia Mundial:

LIS – Luxembourg Income Study: Cross-National Data Center

European Statistics: Eurostat Home

IBGE: Estatística Conjunta do Brasil, Rússia, Índia e China

28/11/16 – 23a. aula – Apresentação e Debate

http://prezi.com/-fcquttbb6h0/?utm_campaign=share&utm_medium=copy

30/11/16 – 24a. aula – Sobre Relações Comerciais e Financeiras Externas:

CAENI: Centro de Estudos das Negociações Internacionais

Banco Central do Brasil: Setor Externo

Ministério de Indústria, Desenvolvimento e Comércio – MIDC: Estatísticas de Comércio Exterior

Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – FUNCEX: FUNCEX

Word Trade Organization ( WTO ) ou Organização Mundial do Comércio (OMC)

Correlação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de CommoditiesCorrelação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de Commodities

Efeitos dos Termos de Troca sobre a Taxa de Câmbio Real no Brasil: Efeitos dos Termos de Troca sobre a Taxa de Câmbio Real no Brasil

Mudanças Recentes no Passivo Externo Brasileiro: Mudanças Recentes no Passivo Externo Brasileiro

Remessas de Lucros e Dividendos: Remessas de Lucros e Dividendos

Evolução dos Indicadores de Sustentabilidade Externa: Evolução dos Indicadores de Sustentabilidade Externa

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa: Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa

Agência Nacional do Petróleo

Instituto Brasileiro de Petróleo

International Energy Agency

U.S. Energy Information Administration (EIA)

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ou pelo seu nome em inglês, OPEC – Organization of Petroleum Exporting Countries

Investimento Brasileiro Direto no Exterior: Investimentos Brasileiros Diretos no Exterior

Banco Central do Brasil: Série Histórica do Balanço de Pagamentos

05/12/16 – 25a. aula – Apresentação e Debate

http://prezi.com/xwdpozefmn9s/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share

07/12/16 – 26a. aula – Sobre Indicadores Sociais (Aspectos Sociodemográficos, Educação e Trabalho):

IBGE: SIS 2016

IBGE: PNAD 2015

IBGE: PNAD Contínua agosto-outubro de 2016

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pnad_continua_mensal/

IBGE: Séries Estatísticas & Séries Históricas

IBGE: Indicadores, População, Economia, Geografia

IBGE: Banco de Dados Agregados – SIDRA: Sistema IBGE de Recuperação Automática

ANPOCS: Consórcio de Informações Sociais (CIS)

CEM: Centro de Estudos da Metrópole

12/12/16 – 27a. aula – Apresentação e Debate

14/12/16 – 28a. aula – Sobre Desigualdade Social (Distribuição de Renda; Domicílios e/ou Riqueza Imobiliária; Riqueza Financeira):

PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios: PNAD 2015

IBGE: Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2015

ANBIMA: Consolidado Histórico de Fundos de Investimento; Private Banking; Séries Históricas; Varejo

Índice FIPE-ZAP

Censo da Educação Superior 2014

Desigualdade Social e Mobilidade Econômica

Erradicação da Miséria no Brasil

Década Inclusiva: Desigualdade, Pobreza e Políticas de Renda

Queda da Pobreza e da Desigualdade da Renda do Trabalho no Governo Lula

Grandes Números das Declarações do Imposto de Renda das Pessoas Físicas: 1999 a 2014

19/12/16 – 29a. aula – Aula Expositiva sobre Renda e Riqueza: Trabalho versus Capital

21/12/16 – 30a. aula – Seminário final: apresentação oral e escrita de respostas individuais (impressas em duas páginas) às seguintes questões:

  1. ESTADO DA ARTE: Qual era o seu conhecimento sobre as Metodologias de Análise Econômica antes do curso?
  2. RESUMO DO CURSO: Descrição sumária do Método de Análise Computacional da Complexidade Econômica.
  3. AVANÇO: Quais foram as lições aprendidas com os resultados das pesquisas e as apresentações realizadas?
  4. CONTRIBUIÇÃO PESSOAL: Qual é sua avaliação do curso? Por que? Sugestões?

Avaliação: Em cada seminário, serão avaliadas as apresentações orais e em PowerPoint dos resultados por parte dos alunos, divididos em grupos, e as participações individuais no debate.

Média Final Ponderada: 1/3 para a avaliação da apresentação, 1/3 para a participação no debate e 1/3 para a avaliação escrita.

Bibliografia: postada com links no blog https://fernandonogueiracosta.wordpress.com

 

AVALIAÇÕES DE CE-542 – Métodos de Análise Econômica V (2o. semestre de 2016) — exemplos:

Gabriel Carelli Visentini (RA 116912)

• ESTADO DA ARTE: Qual era o seu conhecimento sobre as Metodologias de Análise Econômica antes do curso?

O curso de Ciências Econômicas confere aos futuros profissionais da área uma gama de desafios analíticos. Seja na academia, seja no mercado, é muito importante a correta computação de dados e a pesquisa de fontes confiáveis. Nesse sentido, toda a cadeia de matérias do curso do IE-UNICAMP foi permeada de intenso conhecimento em teorias. Muitas vezes, essa busca interminável por teorias atuais e até mesmo de teorias já ultrapassadas, acaba por diminuir a importância de melhorar e refinar os dados que se utilizam nas aplicações das teorias em um plano menos abstrato, ou seja, na arte de tomada de decisões práticas.

Neste curso de Métodos de Análise Econômica, por contraste, ficou evidente o distanciamento que um curso de Economia tradicional possui com a realidade pratica da profissão. As formas de pesquisa tradicionalmente aprendidas sempre estiveram ligadas a ler livros ou artigos que são meras resenhas de “argumentos de autoridade”. Raras foram as vezes que se ensinou a levantar dados brutos de alguma base de dados primários especifica para testar alguma hipótese.

Especificamente, em uma das tarefas cumpridas no curso, para examinar política monetária e operações de crédito do SFN, exploramos a seguinte fonte: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp. Essa fonte de dados existente no BACEN traz por categorias o saldo de ativos no mercado nacional discriminado por origem (PF e PJ) e os saldos de base monetária e meios de pagamento.
Para qualquer profissional da área, esse recurso ensinado em aula possui vantagens para a vida prática. Trata-se de dados brutos valiosos para adequar expectativas sobre a maneira como está sendo encaminhado os ciclos da economia brasileira.

Atualmente, o Brasil vive a maior crise econômica de sua historia, levando-se em consideração a queda bienal de -7% do PIB, e ao observar as condições de crédito na economia em anos anteriores a 2015, é possível ver a queda de operações de crédito com garantia real. Já em de 2014 para 2015, os saldos de operações de financiamentos de maquinas, veículos e leasing apresentaram acentuada declividade.

Um economista atento conseguiria esboçar um cenário pessimista e fortalecer alguma hipótese quanto ao futuro que nos aguardava. Os anos de 2015 e 2016 resultaram em mais de 7% de queda do PIB se comparado com 2014. Crédito e crescimento econômico são variáveis muito correlacionadas e que permite maior profundidade de análise.

Empiricamente, o capitalismo vive sua mais alta pujança financeira em relação a produtos ofertados. A economia mundial vive um entrelaçamento profundo entre ativos de diversas origens. Derivativos, swaps e outros artefatos exóticos, segundo vários autores, produzem um sistema crescentemente instável (ao contrario do que se esperaria). Fica evidente, portanto, que todo produto financeiro ofertado a investidores e aplicadores possuem suas origens em carteiras de crédito de alguma origem, no Brasil, embora que com ressalvas regulatórias, não é diferente.
Se fazendo um balanço, concluímos que os dados do BACEN sobre saldo da carteira de ativos na economia, conseguem refletir de forma competente sua importância nos desdobramentos econômicos do futuro.

A fonte do BACEN acima descrita reflete um pequeno exemplo do que foi aprendido a usar durante o curso. Trata-se de uma abordagem diferente trilhada no curso, pois nos ensinou onde se encontram e como se processam as informações estatísticas socioeconômicas nacionais e internacionais. Uma infinidade de dados se encontram no site do Professor Fernando Nogueira da Costa, fontes de extrema confiabilidade acadêmica e de proximidade com o usuário (friendly user).

A Economia, enquanto uma Ciência Humana, necessita se aprimorar com uma abordagem da Arte das Decisões Práticas com utilização de dados estatísticos para compor suas estimativas e hipóteses. Fontes importantes e confiáveis, em um mundo de oferta cada vez maior de informações desconexas, se fazem necessárias.

O curso como um todo conseguiu sintetizar muito bem quais são as fronteiras práticas do ensino de Economia.

• CONTRIBUIÇÃO PESSOAL: Qual é sua avaliação do curso? Por que? Sugestões?

O curso exigiu um fôlego alucinante do ponto de vista do conhecimento econômico. Diversas correntes e interpretações políticas foram explanadas ao longo da analise de cada fonte de dados. A estética do curso foi interativa e de fácil compreensão ao que esteve sendo exposto. As duvidas e os diálogos foram abundantes e de enriquecimento mútuo entre os participantes.

Não vejo uma melhoria a ser sugerida que agregue mais do que já é feito. Talvez, os seminários seriam interessantes serem individuais, para que cada aluno consiga sozinho manejar os dados solicitados no assunto pertinente.

Vejo que as apresentações em Prezi podem contribuir muito como recurso didático aos alunos que seguirão o curso nos próximos semestres. Achei que a ideia de aprender como fazer apresentações profissionais um valor agregado para despertar interesse sobre a matéria.

Trabalho submetido por Fabiana Teixeira Godoy para avaliação, referente ao aproveitamento do curso de Métodos de Análise Econômica V – segundo semestre de 2016.

O curso, a princípio, parecia complementar às outras matérias da cadeia de História Econômica, cursadas anteriormente. Entretanto, o que acabou por mostrar é que, além de complementar a formação de economistas, o curso fornece outras ferramentas para o uso de qualquer profissional bem qualificado e ativo no mercado de trabalho nas áreas de Humanidades e Ciências Exatas. Na verdade, dispõe de conhecimentos importantes a qualquer cidadão brasileiro. Buscarei demonstrar as contribuições do curso para a minha formação, além de apresentar uma ferramenta de apresentação – o Prezi –, antes desconhecida por mim, mas que com certeza se provou uma excelente forma de apresentar qualquer base de dados para fins de pesquisa e/ou análise.

  1. ESTADO DA ARTE

Antes do curso de Métodos de Análise Econômica V considerava meus conhecimentos sobre metodologia de análise relativamente bons. Entretanto, com o correr do curso, pude verificar o quanto tinha a aprender e praticar neste quesito. Já conhecia as fontes de dados do IPEA e IBGE, sendo que já havia trabalhado em outros cursos. Também já havia trabalhado muito com Excel, o que facilitou a compilação de dados para o primeiro seminário apresentado.

  1. RESUMO DO CURSO

O Método de Análise Computacional da Complexidade Econômica compõe tanto o conhecimento de fontes de dados quanto nas diferentes maneiras de trabalhar estes dados. Um dos papéis mais importantes aprendidos no curso foi exatamente a análise de dados primários e transformá-los em algo mais palpável e digerível para a compreensão da complexidade toda que é a Economia. Em outras palavras, “saber ler os dados” e retirar deles avaliações sólidas, uma vez que havendo dados para apoiar uma tese/argumento, fica difícil refutá-lo.

  1. AVANÇO

O curso com certeza foi um dos mais importantes na graduação de Economia, pois cada aula trazia um aprendizado diferente e totalmente ‘aplicável’ para o estudante. Além de receber críticas construtivas sobre método de apresentação por parte do professor, que é referência na área de Economia e tem vasta experiência, pude aprender uma nova ferramenta de apresentação inovadora (Prezi). Mas acredito que o mais importante foi ter contato com um professor com tanta bagagem profissional e acadêmica, disposto a dividir e ensinar futuros economistas. Ele me fez ver que muitas das teorias, especialmente relacionadas à idolatria do livre mercado, podem ser contestadas. Devem ser tomando-se o cuidado de analisar os dados disponíveis em diversas fontes. Além disso, ampliou muito meu leque de conhecimentos para a busca de informações, sendo que o próprio blog do professor do curso se mostrou extremamente completo.

  1. CONTRIBUIÇÃO PESSOAL

Acredito que foi um dos melhores cursos da graduação para mim, pessoalmente, pois me ajudou a ser mais crítica e a desenvolver o senso analítico, o que me ajuda, e continuará ajudando, na trajetória profissional. Não foi exatamente uma matéria fácil, pois, para participar ativamente das aulas, era necessário sair da zona de conforto e expor pensamentos.

Outro estímulo extremamente importante foi a respeito de Finanças Pessoais e Investimentos, o que nunca havia me interessado suficientemente para buscar maiores informações. Isso, com a possível mudança previdenciária que está em cheque no Brasil, poderá ser uma das melhores decisões para o meu planejamento de futuro.

A estrutura de aulas expositivas, incentivo ao debate e os seminários me ajudou muito a ter melhor desenvoltura quanto à necessidade de fazer apresentações em público. Mesmo que ainda seja um trabalho em construção, o professor me fez ver a importância de criar uma boa rede de relacionamentos, tanto no meio acadêmico quanto no mercado de trabalho.

Da estrutura do curso, não consigo pensar em sugestões, uma vez que o dinamismo, didática e estrutura do curso foram excepcionais. Uma sugestão de resultado do curso, e que na verdade já fora dito pelo professor, é a respeito de criar uma “base de dados de uma base de dados”, compilando os sites de busca de dados vistos na matéria e um breve descritivo do que se pode encontrar no site. Assim, no momento de fazer uma pesquisa futura, a procura por dados específicos se tornará muito mais rápida.

A fonte escolhida para minha apresentação: THE WORLD FACTBOOK (CIA) – https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/

Na página inicial do site da CIA consegue-se visualizar as inúmeras ferramentas que estão à disposição do público, desde mapa interativo para verificar características das diferentes regiões do globo, publicações de relatórios/artigos, até jogos educativos para crianças, adolescentes e adultos (sobre temas diversos, tais como conhecimentos geográficos, estratégia e raciocínio lógico).

Focarei em apresentar a área do site que mais achei interessante, apesar de todas as ferramentas disponíveis serem muito importantes, que é o “THE WORLD FACTBOOK“. Esta parte do site da CIA pode ser encontrada seguindo os links LIBRARY – Publications, onde nos deparamos com a seguinte imagem:

Figura 1 – Página Inicial

the-world-factbookcia

GUIDE TO COUNTRY COMPARISONS”: Nessa parte do site estão reunidas as principais informações de 267 países do mundo. Informações como economia, governo, população, cultura e assuntos transacionais de cada país. Os dados apresentam um ranking, do maior para o menor, fazendo possível comparar a posição relativa que ocupa cada país em determinado assunto. Além disso, é possível procurar por um país específico e obter as informações deste listadas de forma organizada em: geografia, sociedade, governo, economia, energia, comunicação, transporte, militar e assuntos transacionais.

Guilherme Araújo Prado (RA: 146285)

Avaliação Final

Estado da Arte

O conhecimento sobre métodos de analise econômica antes do curso era limitado, eu só se conhecia uma parcela pequena de informações referentes a analise em geral da conjuntura e das correntes de pensamento econômico.

Resumo do Curso

O curso foi divido em duas partes, a primeira parte, mais teórica, apresentou conteúdo sobre economia comportamental, complexidade, métodos histórico-indutivo e abstrato-dedutivo, variáveis instrumentos e variáveis metas.

Essa parte ofereceu a base para a analise dos indicadores macroeconômicos na segunda parte do curso, uma parte mais de economia aplicada. Durante a segunda parte foi apresentado uma serie de fontes de dados as quais foram melhor exploradas através de seminários e discussões.

Avanço

Em relação ao conhecimento adquirido, o curso me trouxe um certo esclarecimento e receio, pois através da analise dos indicadores percebi que muitos veículos de comunicação são parciais e apresentam informações tendenciosas com algum tipo de manipulação. Ele me fez ver que grande parte dos problemas que o pais padece não são de fatos discutidos nesses meios de comunicação. Isto não é a vontade de uma elite minoritária de caráter rentista, que transfere os custos da crise para a população, enquanto vive às custas da alta e depressiva taxa de juros, que é o principal fator responsável pelo déficit nominal no país. Não é a previdência, nem a saúde e a educação que correspondem a uma parcela muito pequena desse déficit nominal.

Contribuição Pessoal

O Curso é bem relevante no que diz respeito à articulação das demais disciplinas e colocação em pratica o conhecimento de outras matérias para atuar, de fato, como um economista profissional. Foi extremamente relevante já que me apresentou diversas fontes de dados e proveu as ferramentas necessárias para se realizar uma analise mais imparcial da conjuntura econômica brasileira atual.

Avaliação das Fontes de Pesquisa

Sobre as fontes de pesquisa, aquelas em que eu tive maior contato foram as da UNCTAD, OECD e o BIS.

A UNCTAD possui uma serie de reports sobre o comércio (Trade and Development Report), investimento (World Investment Report), divulgados anualmente, que dão um panorama geral sobre a conjuntura global, analisando não só o dinamismo das economias desenvolvidas como também a das periféricas. Apresenta também trajetórias que podem ser seguidas pelas politicas monetárias, fiscais, industrias e outras, ajudando a fazer analises estruturais e conjunturais.

A OECD é mais intuitiva e fácil de pesquisar. Ela separa as pesquisas por países, mas também por tópicos como economia, educação, saúde e outras, o que ajuda a realizar uma analise comparativa entre os países. Apresenta também working papers sobre temas específicos como divida externa e estabilidade financeira, seguros e fundos de pensão.

O BIS (Bank for International Settlements) é o que propicia maior referencia bibliográfica e conteúdo para estudos através de suas pesquisas, publicações e artigos de uma serie de economistas renomados das mais diversas posições. É também o site mais complexo. Ele apresenta o Quartely Reviews, uma publicação quadrimestral que da uma noção geral sobre a conjuntura global, apresenta também estudos relevantes sobre os fluxos de capital principalmente para mercados emergentes (Capital Flows to Emerging Markets). O interessante é que ele possui estudos muito bem detalhados e completos sobre os países tanto desenvolvidos como emergentes.

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