Golpistas Escrotos

FiespPato

Escroto é o saco musculocutâneo que contém os testículos e os epidídimos. Mas também é usado em sentido pejorativo como uma palavra-ônibus que denota más qualidades como: que, quem ou o que é feio, mau, não confiável, mesquinho, mal-educado, negligente, vil, torpe etc. É sinonímia de canalha e antonímia de belo; sinonímia de pulha; sinonímia de malcriado e tosco.

Escroto é o adjetivo que cabe ao presidente da FIESP golpista que ainda deseja ser candidato a governador do Estado de São Paulo pelo PMDB golpista!

Comemorando o golpe parlamentar na Democracia Eleitoral e na Constituição brasileira — já que a maioria do Senado reconheceu que não houve crime de responsabilidade, tanto que não retirou os direitos políticos da Presidenta golpeada –, a FIESP golpista publicou em página inteira hoje um anúncio publicitário escroto em que reconhece efeitos de sua ação golpista:

“Amizades foram desfeitas. Familiares brigaram. O Brasil se dividiu.”

Depois tem a cara-de-pau de apelar:

“O processo [golpista] terminou. Agora é hora de virar a página, deixar as diferenças para trás, arregaçar as mangas e, de braços dados, reconstruir o Brasil”!

Ora, depois de colaborar com a destruição do Brasil democrático com o locaute [lockout] empresarial, para criar o ambiente propício ao golpe parlamentar, elevando a taxa de desemprego de 4,5% no ano de 2014 para mais dois dígitos na atualidade, a FIESP golpista vem falar em “hora de virar a página”?!

Pelo contrário, é hora de resistência democrática contra o corte de direitos!

As interações entre os componentes de um Sistema Complexo como a Cidadania – Direitos Civis, Direitos Políticos, Direitos Sociais, Direitos das Minorias, Direitos Econômicos –, a serem conquistados progressivamente, propiciariam a emergência de uma real democracia socioeconômica e política. Não há determinismo histórico, mas poder-se-ia entrar em uma dependência de trajetória frutífera, embora em um percurso de não-equilíbrio, caso a maioria da população agisse com consciência dessa intenção.

Para tanto, a sociedade brasileira tem de enfrentar um governo golpista com a resistência que se configura como desobediência civil. Os deveres da Cidadania só são cumpridos com boa vontade quando há um governo eleito legitimamente que cumpra todas as contrapartidas daqueles direitos.

Esta visão institucionalista de conquista de direitos para consolidar o desenvolvimento socioeconômico brasileiro contrasta com a visão neoliberal do “crescimento econômico mais robusto” com cortes de direitos: além da agenda fiscal, com corte de gastos sociais, há a agenda microeconômica com menor intervenção estatal, mais competição, menos protecionismo e mais inovação. As reformas tributária, trabalhista e da Previdência Social seriam também essenciais na direção de “flexibilização no pagamento de direitos”.

Leia o artigo de Guilherme Boulos (FSP, 31/08/2016), formado em Filosofia pela USP, membro da coordenação nacional do MTST e da Frente de Resistência Urbana: O golpe está apenas começando

“O Senado Federal consumou nesta quarta-feira, dia 31 de agosto de 2016 [52 anos e 5 meses depois do golpe militar de 31 de março de 1964 e 32 anos depois do fim do regime ditatorial], o golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff: 61 votos senatoriais [escrotos] cassaram, numa eleição indireta, 54 milhões de votos populares. Mas isso é somente o prenúncio do que está por vir. O golpe, na verdade, está apenas começando.

Michel Temer, ainda como interino, já recebeu os primeiros avisos do mercado de que o prazo para apresentar “medidas consistentes” em defesa de seus interesses é o fim deste ano. A banca cobra a fatura. Afinal, quem mais poderia fazê-lo? Temer não foi eleito e, ao que tudo indica, não pretende disputar reeleição. Não precisa, pois, prestar contas a ninguém na sociedade a não ser àqueles que sustentaram a manobra que o levou do Jaburu ao Planalto.

Quanto ao parlamento, a questão se resolve com a distribuição de cargos, em grande medida já efetuada. Cunha é um caso à parte e é de se esperar uma atuação decidida de Temer para abrandar sua pena e evitar a prisão. A grande fatura é mesmo devida à elite empresarial e financeira, que deu inequívoco suporte ao impeachment, e exige em troca um pacote de reformas regressivas, um verdadeiro golpe aos direitos sociais e trabalhistas.

As medidas antipopulares estão organizadas em três grandes frentes.

Primeiro, um golpe contra a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Eliseu Padilha já deu a senha de como será, aliás ao melhor estilo peemedebista. Para destruir a CLT não é preciso revogá-la, basta torná-la sem efeito.

É o que se pretende apoiando a aprovação de alguns projetos que já tramitam no Congresso Nacional:

  1. o PLC 30, que autoriza a universalização dos contratos precários ao permitir a tercerização das atividades-fim;
  2. o PL 4193, que autoriza a prevalência do negociado sobre o legislado; e
  3. o PL 427, que institui a negociação individual entre empregado e empregador, fragilizando a negociação coletiva.

Ora, a aprovação desses projetos representa o velório dos direitos trabalhistas no Brasil, porque mesmo com a CLT em vigência, ela deixa de ser obrigatória para as relações de trabalho, perdendo na prática qualquer efetividade. Neste ponto é importante ressaltar que nem a ditadura militar, ao longo de seus vinte anos sombrios, ousou destruir a CLT. Temer pretende fazê-lo em dois anos.

Segundo, um golpe contra a Previdência Social. A reforma que querem aprovar ainda em 2016 é de uma perversidade que faz lembrar o ex-ministro das finanças japonês, Taro Aso, que chocou o mundo ao dizer que os idosos deveriam “se apressar e morrer” para poupar gastos públicos com saúde e previdência.

As principais medidas são:

  1. o estabelecimento de uma idade mínima de 65 anos, voltada contra os trabalhadores mais pobres e vulneráveis, já que são eles que começam a trabalhar mais cedo;
  2. a equiparação de idade entre homens e mulheres, ignorando a dupla jornada doméstica feminina, ainda regra no país;
  3. o fim do regime especial de aposentadoria rural; e
  4. a desvinculação dos reajustes do salário mínimo com a aposentadoria, arrochando ainda mais o ganho dos aposentados.

É desolador, mas não para por aí.

O terceiro grande golpe é contra a Constituição de 1988 e sua rede de proteção social. A PEC 241 pretende congelar o investimento público por vinte anos, atingindo especialmente os gastos com educação, saúde e programas sociais, além de atacar os servidores. Na prática, trata-se de constitucionalizar a política de austeridade, tornando-a obrigatória a qualquer governo, visando com isso ampliar superávits para o pagamento de juros da dívida pública.

Em prejuízo, é claro, dos serviços públicos. O SUS e a educação pública serão as grandes vítimas da PEC. Se o financiamento atual já é insuficiente, seu congelamento durante duas décadas tende a produzir um verdadeiro colapso. Junto a isso, os programas sociais tendem a ser sistematicamente reduzidos e levados à inanição.

A parceria de Temer com o atual Congresso representa uma “desconstituinte”. Utilizarão a maioria de dois terços para revogar o que há de progressivo na Constituição de 88, produzindo um retrocesso que poderá afetar algumas gerações. Afinal, será preciso uma inédita maioria de dois terços ou a convocação uma nova Assembleia Constituinte para que os setores populares e de esquerda revertam estes ataques.

Por tudo isso, o dia de hoje não marca a conclusão de um golpe, mas seu início. O golpe contra a soberania do voto popular anuncia o golpe mais duro da história recente contra a maioria do povo brasileiro. Esta agenda não foi eleita e jamais o seria. Só pode ser aplicada com um cerceamento da democracia, pela anulação do voto popular.

Seria, contudo, acreditar em conto de fadas supor que um golpe desta dimensão passará sem resistência popular. A maioria do povo não foi às ruas até aqui — nem de um lado nem de outro — por acreditar que não era com eles. A massa viu o impeachment como uma briga entre os políticos. Quando começar a perceber o que de fato está em jogo, o cenário será outro. É difícil prever quando e como, mas da mesma forma que o golpe está apenas começando, a resistência também está.”

PatoFiesp02

PS:

A escrotidão é uma palavra-ônibus que denota más qualidades ou pensamentos e ações moralmente repulsivas como: torpeza, vileza, crueldade, feiura, desonestidade, covardia etc.; escrotice, entre (muitos) outros, de:

Hélio Bicudo: senil o suficiente para se aliar à advogada golpista e rasgar sua biografia.

Marta ex-Suplicy: “cospe-no-prato que comeu” e em seus ex-maridos

Cristovam Buarque: este ex-ministro da Educação quer criminalizar quem usar a liberdade de expressão para classificar seu ato como golpista!

Todos ex-ministros e ex-aliados oportunistas do PMDB e partidos escrotos como tal que apoiaram o golpe na Democracia brasileira!

One thought on “Golpistas Escrotos

  1. AHHH! VAI PAGAR O PATO SIM. SE VAI….

    Hoje me aparece lá no blogue um coxinha imbecil, idiota idiotizado ou oportunista golpista cretino e hipócrita, a dizer em um comentário que “A alternância de poder é salutar em uma democracia”.
    Não resisti: “Alternância de poder uma ova!!!
    Alternância de poder salutar em uma democracia pressupõe eleições. Pressupões vencer eleições e não aplicar golpes de estado. Golpe de estado não é nada de democracia. É coisa do poder do demo, podendo ser uma DEMO-cracia.
    Somente os idiotas ou os oportunistas golpistas, hipócritas e traidores da salutar democracia poderiam aceitar ou apresentar um argumento assim tão tacanho e cretino.
    Quanto a cretinice do corrompida legislação eleitoral brasileira, é outra história que em nada pode ser atribuída aos perfis de seus eleitores e sim à maquina ditadura/CIA/legisladores “fabricados” pela ditadura para preservar os interesses estadunidenses em nosso país.”

    Alternância de poder é uma ova
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2016/09/01/alternancia-de-poder-e-uma-ova/

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