Golpistas e o Fim da Liberdade de Expressão: Censura da Palavra “Golpe”

Censura do Golpe nos Jornais Brasileiros

A ex-presidente Dilma ironizou as críticas feitas pelo presidente golpista contra o uso do termo “golpe” e repetiu: “Estamos diante de um golpe, golpe parlamentar, mas golpe”. “No Brasil há uma grande inconformidade dos golpistas com a palavra golpe. Essa inconformidade decorre do fato de que se tenta, de todas as maneiras, evitar que fique claro, que fique evidente o caráter desse processo”.

É irônica a preocupação dos golpistas, após a violência contra a democracia, quererem “aparecer bem na foto”, no caso, na História, censurando a palavra golpe! E reprimindo violentamente a liberdade de expressão nas ruas!

O traidor e golpista Cristovam Buarque defendeu a criminalização do brasileiro que disser, no exterior, que houve um golpe no Brasil. O ex-reitor da UnB não só perdeu o caráter, mas também os neurônios…

[Obs.: depois de escrever isso, li o post de Luiz Nassif que diz exatamente o que eu penso desse pulha: Cristovam Buarque: o que foi sem nunca ter sido]

Querer censurar a rede social para melhorar a imagem externa?! E os golpistas também censurarão a imprensa internacional?! Ora, no regime ditatorial militar, quando a imprensa era apenas de papel — embora a brasileira já fosse golpista –, não se conseguiu. E agora? Os golpistas não conseguirão sair impunes desse crime político contra a democracia eleitoral!

censura

Por exemplo, o “correspondente europeu” deste modesto blog pessoal, Miguel Amaral, enviou-nos as secções sobre o Brasil dos jornais Le Monde, The Guardian e Spiegel.

Links:

http://www.lemonde.fr/bresil/

Brésil : Toute l’actualité sur Le Monde.fr.
http://www.lemonde.fr

https://www.theguardian.com/world/brazil

Brazil | World news | The Guardian
http://www.theguardian.com

The Workers’ party leader could be ejected from power by the senate within days but the former Marxist guerrilla told her accusers the process amounts to a coup

http://www.spiegel.de/international/topic/brazil/

All Impeachments Are Political. But Was Brazil’s Something More Sinister?
http://www.nytimes.com
 

http://www.nytimes.com/topic/destination/brazil

Brazil – SPIEGEL ONLINE

http://www.spiegel.de
Shattered Dreams: Brazil’s Olympic-Sized Political Headache SPIEGEL ONLINE – August 04, 2016. On the eve of the Olympic Games in Rio, Brazil is embroiled …

supporters-of-impeached-brazilian-president_a6f5547f6ae23f8551747f8f51b0adb6Para Dilma, em entrevista concedida à imprensa internacional, “a deterioração da economia brasileira foi articulada por seus opositores para criar um ambiente propício à aprovação de seu impeachment“. Ela citou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como um dos responsáveis por aprofundar os problemas na economia para derrubá-la.

A ex-presidente afirmou que Cunha foi articulador de seu impeachment e disse que houve uma deliberada tentativa de seus aliados de desestabilizar seu governo com as pautas-bomba no Congresso, que aumentavam as despesas. “Além de não aprovar o que mandávamos, eles ampliavam os gastos. Chegou a ter R$ 130 bilhões em estoque em pauta-bomba no Congresso. E em 2016 a Câmara parou”, reclamou.

Segundo Dilma, “deteriora-se a situação econômica para que isso sirva de caldo de expansão do vírus do impeachment”. A petista afirmou que houve uma “criminalização da política fiscal” no Brasil. “O que se tinha como problema logo no início de 2015 era fácil de ser corrigido. Se não tivessem aprofundado a crise como cuidaram de aprofundar, para criar esse ambiente de impeachment, o Brasil já teria saído da crise”, declarou a ex-presidente.

A ex-presidente criticou duramente a política externa do governo Michel Temer, comandada pelo ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB). Para ela, é uma “lamentável politicazinha imperialista”. Dilma disse ser ridículo “achar que se pode criar um padrão ideológico”.

Dilma Rousseff também criticou a advogada golpista, Janaina Paschoal, coautora do pedido de impeachment da petista, e afirmou que não a respeita. A ex-presidente rebateu as afirmações feitas pela advogada no Senado, que chegou a chorar durante a defesa do impedimento, e disse que seus netos viverão em um país melhor e “não será por causa da doutora Janaina”. “Para os meus netos, ora, eu quero um país democrático, cheio de oportunidades.”

A advogada disse, no Senado, que causou sofrimento à ex-presidente e, ao pedir desculpas, afirmou que defendia o impeachment “pensando nos netos” da petista.

“O comportamento da doutora é o de uma pessoa cujas convicções não se parecem com as minhas nem do ponto de vista político, nem do ponto de vista cultural, nem do ponto de vista humano. Não respeito uma pessoa capaz de falar o que ela falou”, afirmou Dilma.

Durante a entrevista à imprensa internacional, em Brasília, a ex-presidente disse que é preciso respeito às manifestações populares e criticou a forte repressão policial que tem marcado os atos contrários ao impeachment, como em São Paulo. Ela citou o caso da estudante Deborah Fabri, que perdeu a visão do olho esquerdo ao ser atingida por um estilhaço de uma bomba lançada pela Polícia Militar em protesto na quarta-feira.

“Sei como começa e como termina [a repressão]. O pessoal vai pra rua, começa a repressão e fura o olho de uma menina. Depois matam alguém como Edson Luiz. Eu sou a jovem daquela época”, disse, reclamando em seguida que a culpa da violência é sempre atribuída aos manifestantes. “Isso é algo que o pessoal de minha geração não pode deixar, não pode compactuar. A força do Estado é muito maior do que a força das pessoas. O terrorismo de Estado é gravíssimo. O Estado não pode fazer isso, principalmente porque vivemos numa democracia”, disse.

Não é possível que não se possa falar o que se quer. Quando começa a ter medo das palavras, inicia processo repressivo, arbitrário e autoritário. Temer as palavras leva a isso. Nós jamais tivemos medo das palavras. Eu prefiro a voz rouca das ruas do que o silêncio das ditaduras porque o silêncio da ditadura extermina a liberdade de expressão e, portanto, a inteligência”, disse.

Dois dias depois de perder o cargo, a ex-presidente afirmou que a democracia foi julgada e condenada junto com ela. “Infelizmente, nós perdemos. Espero que nós todos juntos saibamos reconstrui-la e que ao longo desse processo sejamos capazes de ter clareza daquilo que nunca mais pode acontecer. Somos uma democracia jovem”, ressaltou.

2 thoughts on “Golpistas e o Fim da Liberdade de Expressão: Censura da Palavra “Golpe”

  1. SERIA UM GOLPE? É SIM, É UM GOLPE DE ESTADO (EM 30/MAR)
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2016/03/30/seria-um-golpe-e-sim-e-um-golpe-de-estado/

    “Está caracterizada no Brasil a existência de apenas dois partidos políticos, como alguém definiu recentemente: o Partido da Banda Podre do Congresso e o Partido da Banda Saudável do Congresso, este último em nítida minoria naquele feudo das atrocidades contra a nação e o povo brasileiro. E são estes dois partidos que agora estão a disputar a manutenção do governo democrático, eleito pelo povo de forma constitucional, ou não. Se isto não for um GOLPE, o que seria assim considerado? A meu juízo, trata-se de um GOLPE. Faça a sua análise, faça a sua avaliação e tire as suas conclusões.

    De novo, a Presidente Dilma afirmou que “não sobraria pedra sobre pedra” e de fato, é o que ocorre. E, por conta disto, por conta de expor os podres da politicagem cretina à nação e ao povo, ela é execrada. A única pessoa que não tem nenhuma investigação a pairar sobre sua cabeça, a única honesta neste covil. E o comando do covil, e seus asselas, é que tendem a definir se ela pode ou não governar o Brasil!

    A meu juízo, trata-se de um GOLPE. Faça a sua análise, faça a sua avaliação e tire as suas conclusões. …”

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