Economia no Laboratório

economia-experimental Experimental Economics

Vernon Smith trabalha sobre Economia Experimental. Ele se pergunta: por que os economistas conduzem experimentos?

Para responder a essa pergunta, primeiro é necessário especificar, brevemente, os ingredientes de uma experiência. Cada experimento em laboratório é definido por um ambiente, especificando as dotações iniciais, as preferências e os custos que motivam a troca. Este ambiente é controlado, usando recompensas monetárias para induzir a específica configuração relação valor / custo desejada.

Uma experiência também usa uma instituição para definir:

  1. o canal de comunicação (mensagens) com o mercado (lances, ofertas, aceitações),
  2. as regras que regem as trocas de informações, e
  3. as regras em que as mensagens se tornam contratos vinculativos.

Esta instituição é definida por instruções experimentais que descrevem as mensagens e os procedimentos do mercado, que são na maioria das vezes controladas por computador.

Finalmente, há o comportamento observado dos participantes nas experiências como uma função do ambiente e da instituição. Estas constituem as variáveis controladas.

Usando essa estrutura de ambiente, instituição e comportamento, Vernon Smith pode pensar em pelo menos sete razões proeminentes na literatura a respeito de porque os economistas conduzem experimentos. Sem dúvida, existem mais.

  1. Testar uma teoria ou discriminar entre as teorias. Esta motivação vem a partir da literatura econômica da Teoria de Jogos. Nós testamos uma teoria por comparação da a sua mensagem ou suas implicações em resultados com observações experimentais. Quanto maior a frequência com que as observações tenham atingido estas “previsões”, no contexto de um projeto em que os registros [hits] não são susceptíveis de ocorrerem por acaso, melhor a teoria. É claro, nas teorias submetidas a suficientemente rigorosos testes são quase sempre encontradas necessidades de melhoria; isto conduz à segunda razão para fazer experiências.
  2. Explorar as causas do fracasso de uma teoria. Quando as observações de um experimento não estejam conformes com as implicações da teoria, a primeira coisa a ser feita está em reexaminar o projeto, para ter certeza de que o fracasso na previsão é culpa da teoria. Teorias bem articuladas formalmente modelam o ambiente e as regras comerciais, e o experimentalista procura reproduzir essas condições da teoria. No decurso do teste, quando o delineamento experimental continua a parecer apropriado e a teoria ainda assim falhar, isso tende a incentivar um exame experimental destinado a descobrir a causa. Estabelecer a anatomia da falha é essencial para qualquer programa de investigação em causa com preocupação de modificação da teoria. Muitas vezes, teorias que, inicialmente, têm mal desempenho mostram melhoras se aos sujeitos são dadas mais experiência ou as recompensas são aumentadas, mas, por vezes, estas medidas não são suficientes para produzir resultados que melhoram o desempenho da teoria.
  3. Estabelecer regularidades empíricas como base para uma nova teoria. Bem formuladas teorias na maioria das ciências tendem a ser precedidas de muitas observações, que, por sua vez, estimulam a curiosidade como a que representa as regularidades documentadas. A teoria microeconômica tende a se construir em cima de hipóteses simplificadoras, e evitam tentativas para modelar muitas complexas negociações e contratações de instituições que observamos. Mas, no laboratório, especialmente com informatização, instituições com complexas regras de negociação são tão fáceis de estudar como simples leilões. Isto faz com que seja possível variar, indo além dos limites da teoria atual, para estabelecer regularidades empíricas que podem permitir que os teóricos verem de antemão o que são os problemas difíceis que encontrarão em seus trabalhos.
  4. Comparação de ambientes. Comparando-se ambientes que utilizam a mesma instituição permite uma investigação sobre a robustez da instituição. O objetivo é estressar a teoria com condições ambientais extremas sob as quais suas propriedades podem começar a ruir.
  5. Comparação de instituições. Usando ambientes idênticos, mas variando as regras de troca do mercado, tem sido o meio pelo qual a comparação entre propriedades de instituições tem sido estabelecida.
  6. Avaliação de propostas políticas. Em 1960, surgiu uma proposição original de Friedman a respeito do estabelecimento dos preços dos títulos em leilão primário do Tesouro levou a sua comparação com outras regras discriminativas. Licitações para comprar neste leilão são organizados do mais alto ao mais baixo; se a oferta foi de determinado valor preestabelecido, essa quantidade de lances mais altos é aceita a um preço dado pelo lance mais alto e os demais lances são rejeitados. Na última década, a indústria privada e o governo patrocinaram e/ou financiaram estudos sobre os incentivos para negociação em leilões de concessões públicas.
  7. Laboratório como um campo de testes para o projeto institucional. Um crescimento do uso do laboratório é como um campo de testes para analisar o desempenho das propriedades de novas formas de intercâmbio. Os primeiros experimentos que estudaram como um preço era determinado em leilão de títulos do Tesouro ajudou a motivar o Tesouro no início de 1970 a oferecer algumas emissões de títulos de longo prazo usando o procedimento sugerido. Isto levou eventualmente, para a utilização do processo em leilão de papel comercial na fixação da taxa de dividendos sobre os títulos corporativos preferenciais com taxa variável. Em 1992, o Tesouro voltou a suas experiências anteriores com o leilão de preço único, devido a irregularidades divulgadas em licitação de dealer.

Leia maisGuia de Economia Comportamental e Experimental

 

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