Odeio Você, Odeio Política, Políticos, Temer…

veio e não veio quem eu desejaria

se dependesse de mim

São Paulo em cheio nas luzes da Bahia

tudo de bom e ruim

era o fim, é o fim, mas o fim é demais também

 

odeio você, odeio você, odeio você

odeio

 

Odeio estar sendo idiota. Esta palavra vem do grego idiótes, expressão usada para designar quem não participava da vida política, considerada atividade suprema e nobre.

Odeio o idiota. Idiota se refere também a quem não tem consciência do mal que faz a si próprio ou aos outros.

Odeio estar junto com a rejeição geral da população à política e, em especial, aos políticos e aos partidos tradicionais.

Odeio o oportunista, embora filiado a partido conservador há anos, se apresenta como um candidato que projeta a falsa imagem de não político na atual eleição.

Odeio o candidato-celebridade, conhecido apenas pela carreira empresarial de radialista ou de apresentador de TV.

Odeio a exploração da imagem de apolítico na propaganda eleitoral: o político que repete o mote “eu não sou político”.

Odeio as cenas de violência, como as registradas a partir dos protestos de junho de 2013, contra qualquer um que tentasse embarcar nas passeatas portando bandeira ou cartaz de agremiação política, inclusive com a expulsão de políticos que tentaram participar dos atos.

Odeio constatar as taxas mais baixas de preferência partidária desde a redemocratização: 72% dos eleitores não tem simpatia por nenhum dos agora 35 partidos do país, sendo a segunda maior taxa de desalento partidário na série de 27 anos da DataFolha com essa pergunta, atrás apenas dos 75% apurados em março de 2015.

Odeio a rejeição recorde do PT, fomentada pela perseguição política aos líderes do partido, alvos da Operação Lava-Jato, e potencializada pelo golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Odeio a direita de São Paulo, principal centro das manifestações contra o PT, que adota o candidato mais identificado com o antipetismo.

Odeio as declarações belicosas contra petistas, sobretudo de gente medíocre, que não tem nenhuma contribuição na história brasileira, ao expressar sua frustração e daí seu rancor pessoal contra o ex-presidente Lula.

Odeio o chamado perfil “coxinha”, que descreve qualquer pessoa que apresente tendências políticas e morais conservadoras, ou uma pessoa demasiadamente preocupada com a aparência e status social, o que já foi conhecido como Mauricinho.

Odeio o visível fortalecimento de teses conservadoras na sociedade, tendência que pode ser constatada desde a ampliação das bancadas alinhadas à direita no Congresso até a proliferação de livros, sites e blogs de viés direitista.

Odeio as ideias neoliberais enganadoras que, de maneira simplória, dizem que todos os problemas da cidade ou do País podem ser resolvidos apenas com ajustes de gestão ou privatizações.

Odeio a regra de financiamento eleitoral que favorece os candidatos ricos, isto é, a proibição de doações de pessoas jurídicas para campanhas, após décadas de crescente participação empresarial no meio, mas combinada com a regra, também estreante, de inexistência de limite para as autodoações, propiciando ao candidato rico a vantagem competitiva de financiar a própria campanha.

Odeio a nociva prática de barganha de cargos no Estado para obter o apoio de partidos políticos a uma aliança que só visa aumentar o tempo de propaganda gratuita na TV.

Odeio a traição política: seja a do vice-presidente golpista, seja a da senadora que fez a troca do PT pelo PMDB, deu apoio ao golpe contra a Dilma Rousseff, de quem foi ministra, e apresenta oportunismo eleitoreiro ao lado de figuras com baixa popularidade, em município que registrou as maiores manifestações “fora Temer” do país  e em partido que também abriga políticos sob a mira da Justiça, como o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O ódio, também chamado de execração, raiva, rancor e ira, é um sentimento intenso de raiva e aversão. Traduz-se na forma de antipatia, aversão, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo.

O ódio pode se basear no medo, justificado ou não. É descrito com frequência como o contrário do amor ou da amizade. Outros, no entanto, consideram a indiferença como o oposto do amor.

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