Frente Ampla da Esquerda Democrática

Liszt Vieira

Leia:

Carta aberta aos membros da REDE

Trecho Final:

“Acreditamos que a tarefa, hoje, dos que percebem a necessidade de resistir à tsunami ultra-conservadora e à temporada caça-direitos é contribuir para a articulação, na sociedade, de uma ampla frente democrática e progressista, da qual, tragicamente, a REDE está se auto excluindo.

Por conta dessa avaliação, consideramos que nossa presença na REDE não faz mais sentido. Permanecer, especialmente em um quadro onde o debate interno substantivo é uma ficção, seria apenas legitimar um processo que, rapidamente, repete a doença senil dos partidos.

Assim, desejando que esta carta contribua para a reflexão interna da REDE e anime sua militância em direção a um caminho diverso desse que nos parece frustrante e melancólico, seguimos em frente, sem partido, mas com a mesma disposição de lutar por nossos sonhos.”

Rio de Janeiro e Porto Alegre, 3 de outubro de 2016,

Luiz Eduardo Soares

Miriam Krenzinger

Marcos Rolim

Liszt Vieira

Tite Borges

Carla Rodrigues Duarte

Sonia Bernardes

PS:

Considerem, para reflexão política, os seguintes dados publicados por Alessandra Bellotto (Valor, 03/10/16):

Os votos nulos e em branco tiveram aumento generalizado nesta primeira etapa das eleições municipais se comparado ao primeiro turno de 2012. Dos mais de 118 milhões de eleitores brasileiros que compareceram às urnas para escolher prefeitos neste domingo, dia 2 de outubro de 2016, o total de votos em branco e nulos chegou a 13,68%. O percentual é 23% maior na comparação com os 11,15% de votos em branco e nulos registrados no primeiro turno de 2012.

Já as abstenções no país alcançaram 17,5%, aumento de 6,6% ante o primeiro turno da eleição 2012, quando o índice de pessoas que não votou foi 16,41%.

Portanto, considerando o total do País, 31,2% dos eleitores (quase 1/3) se alienaram em relação à primeira eleição municipal pós-golpe. Para que votar se o resultado das urnas não é respeitado? Para amedrontar os políticos profissionais que têm pavor do voto. Veja, p.ex., o Temer golpista dizer sempre que não se preocupa com popularidade. Por isso, afirma que tomará medidas antipopulares, ou seja, está se lixando para o povo porque não teme mais eleição, já que chegou ao poder máximo sem votos!

Na região Sudeste, a capital paulista, que elegeu o prefeito neste primeiro turno com mais de 53% dos votos válidos, registrou crescimento de 30,2% no total de votos em branco e nulos, para 16,64%. O índice de abstenção subiu pouco mais de 18%, para 21,84%. Portanto, alheamento político em São Paulo: 38,5%!

Entre as capitais da região, Belo Horizonte (MG) chama atenção pelo percentual de votos em branco e nulos e pelo percentual de crescimento. Do total do eleitorado que foi às urnas neste domingo, os votos em branco e nulos somaram 21,48%, um crescimento de 43,78% em relação ao primeiro turno de 2012. Já o índice de abstenção foi de 21,66%, alta de 14,72%. Logo, rejeitaram a política golpista manipuladora da opinião pública cerca de 43,1%. Vitória do PSDB?!

No Rio, os votos nulos e em branco somaram 18,26% do total do eleitorado. O percentual representa alta de 35,16% em relação aos 13,51% de votos nulos e em branco registrados no primeiro turno da eleição de 2012. Já o índice de abstenção passou de 20,45% no primeiro turno de 2012 para 24,28%, aumento de 18,7%. Cerca de 42,5% do eleitorado carioca, perto da metade, rejeita o desrespeito à democracia eleitoral através do golpe parlamentarista!

Então, o eleitorado das maiores metrópoles terá um papel de formador de opinião pública crítica ao atual estado-das-coisas políticas.

Vitória (ES) teve o menor índice de crescimento dos votos brancos e nulos entre as capitais na região Sudeste, de 25,5%, para um total de 10,68%. Na contramão, o índice de abstenção caiu 44,36%, de 19,34% para 10,76%.

Na região Sul, tanto Curitiba quanto Porto Alegre registraram crescimentos superiores a 60% no total de votos em branco e nulos. Na capital paranaense, os votos em branco e nulos somaram 13,78%, alta de 61,36%. As abstenções cresceram 80,8%, para 16,44%.

Em Porto Alegre (RS), os votos em branco e nulos cresceram 69%, de 9,4% em 2012 para 15,89%. As abstenções aumentaram 21,35%, para um total de 22,51%.

Já Florianópolis (SC) registrou aumento de 12,4% no total de votos nulos e em branco – abaixo da média nacional -, para 10,61%. Já as abstenções tiveram queda de 31,72%, para 12,25%.

No Centro-Oeste, chama a atenção Goiânia, com queda de 48,45% nos votos em branco e nulos, para 9,65%. As abstenções, ao contrário, cresceram 67,85%, de 12,41% para 20,83%.

Em Cuiabá, capital do Mato Grosso, o total de votos em brancos e nulos mais que dobrou (+124,7%), para 13,64% do total do eleitorado que foi às urnas neste domingo. O índice de abstenção cresceu 20,8%, para 19,91%.

Campo Grande (MS) também teve crescimento no total de votos em branco e nulos, de 73,14%, para um percentual ainda relativamente baixo, de 11,15%. Já o índice de abstenção aumentou 16,36%, para 19,20%.

No Norte, os aumentos nos votos em branco e nulos nas capitais variaram de 11,5%, em Rio Branco, a mais de 180%, em Porto Velho, mas prevaleceram índices abaixo de dois dígitos. Em Rio Branco (AC), que já elegeu o prefeito, o total de votos em branco e nulos foi de 6,29%. Já o índice de abstenção registrou queda de 8,48%, para 15,87%.

Em Belém (PA), os votos nulos e em branco cresceram 20,5%, para 7,98%. As abstenções subiram 5,85%, para 19%.

Em Macapá (AP), os votos em branco e nulos tiveram aumento de 70,35%, para 8,16%, e as abstenções subiram, 6,31%, para 16,34%.

Manaus (AM) também teve aumento expressivo no total de votos em branco e nulos, de 80,6%, para 9,81%. As abstenções, ao contrário, recuaram 41,12%, para 8,59%.

Em Palmas (TO), a soma dos votos nulos e em branco alcançou 9,93%, quase o dobro dos 5,02% de 2012. O índice de abstenções permaneceu estável, em 15,58%.

Em Boa Vista, o aumento dos votos em branco e nulos foi de 109,9%, para 9,93%. Porto Velho, com alta de 187,48%, os votos em branco e nulos somaram 18,14%.

No Nordeste, Salvador, assim como Goiânia, teve queda de 5,34% no total de votos em branco e nulos, para 13,47%. As abstenções cresceram 6,62%, para 21,25%.

O total de votos em branco e nulos em Maceió (AL) ficou praticamente estável, em 12,5%. Já as abstenções dobraram, para 17,08%.

Entre os destaques de alta, Aracaju (SE) marcou crescimento de 121,63% no total de votos em branco e nulos, para 20,9%, e as abstenções cresceram 102,24%, para 18,04%.

Em João Pessoa, os votos em branco e nulos alcançaram 13,90%, alta de 55%. As abstenções recuaram 25%, para 11,37%.

Em Natal, o total de votos em branco e nulos foi de 17,18%, alta de 46,8%. As abstenções subiram 7%, para 19,60%.

Em Teresina, a alta foi de 42,9%, para 8,36%. O índice de abstenção recuou 27,2%, para 11,73%.

No Recife, os votos em branco e nulos cresceram 21,39%, de 9,38% no primeiro turno da eleição municipal de 2012 para 12,01%. O índice de abstenção caiu 30,95%, para 11,31%.

Em São Luís, os votos em branco e nulos somaram 7,41%, alta de 13%. Já as abstenções caíram 27,6%, para 14%.

Em Fortaleza, os votos nulos e em branco cresceu 10,12%, para 8,38%. A abstenção subiu 6,37%, para 17,04%.

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