Método de Conversação Coletiva: World Café

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O “World Café“, segundo Yolanda Braconnot, para o site RH.com.br, é um  método de conversação que, à semelhança de um bate-papo na “hora do cafezinho”, onde, de repente, surgiram ideias, insights e sugestões, objetiva:

  1. promover diálogos construtivos,
  2. acessar inteligência coletiva,
  3. aumentar a capacidade coletiva de criar e trocar conhecimento.

O método foi criado em 1995 quase que por acaso por Juanita Brown e David Isaacs. No livro “O World Café: Dando forma ao nosso futuro por meio de conversações Significativas e Estratégicas“, eles explicam que em uma tarde com chuva torrencial tiveram que mudar a arrumação da tradicional formação do círculo de diálogo. O jeito foi espalhar algumas mesas pequenas e cadeiras pelo espaço disponível.

Tomi Nagai-Rothe, primeira a chegar, comentou que as mesinhas estavam parecendo mesas de um café. Juanita decide, então, enfeitar com plantinhas. Tomi põe crayons em cada uma das mesas e faz um cartaz “Bem-Vindo ao Homestead Café“, em referência ao endereço.

Assim surgiu o cenário para realização do World Café, ambientado com mesas para quatro a cinco pessoas, preferencialmente redondas, lembrando as mesinhas de uma “Casa de Café“. Em cima de cada mesa, além de comes-e-bebes, coloca-se canetas e lápis para desenho, e toalha de papel que sirva para as anotações do grupo.

De forma bem resumida, o World Café acontece da seguinte forma:

  1. os participantes sentam à mesa e após as explicações, em relação ao processo de trabalho, pressupostos e etiqueta do Café, seja iniciada uma conversação sobre um tema/pergunta pré-definidos;
  2. as ideias-chaves são anotadas na toalha da forma como os participantes julgarem melhor;
  3. terminado o tempo da rodada, em torno de 20 a 30 minutos, os participantes da mesa exceto um, deverão mudar para outras diferentes mesas;
  4. aquele anfitrião que permaneceu na mesa tem a responsabilidade de:
    1. receber os novos companheiros,
    2. apresentar o que foi sintetizado “na toalha” e
    3. estimular que sejam compartilhadas as conversações experimentadas nas outras mesas;
  5. nesse momento, inicia-se o processo de polinização cruzada (ou interações dos componentes de um sistema para emergência de uma inteligência coletiva), que acontece durante todas as rodadas do “World Café“;
  6. esse conteúdo deve ser incorporado ao registro daquela mesa;
  7. terminada aquela rodada novamente os participantes, menos um, mudam de mesa e, dependendo do objetivo da conversação, continuam na mesma questão ou recebem um novo detalhamento ou um novo foco.

Dependendo ainda dos “3 Ps” (Propósito, Participantes e Parâmetros), o “World Café” pode ser precedido pelo uso de métodos mais convencionais como, por exemplo, a apresentação do tema através de uma Palestra. Também o fechamento do trabalho poderá ser realizado de diferentes maneiras.

Não muito diferente de outros métodos que objetivam atividades com grandes grupos, pois, em princípio não existe número limitado de participantes, o World Café exige a figura de um Anfitrião. Ele pode ser chamado de “Ancora“, que tem a responsabilidade da coordenação geral dos trabalhos.

A atuação desse Anfitrião no antes, durante e depois do “World Café“, é de fundamental importância para criar e manter um ambiente descontraído e propício para despertar nos participantes a vontade de compartilhar.

Partindo ainda do princípio que as pessoas já possuem no seu interior a sabedoria e a criatividade para enfrentar até mesmo os mais difíceis desafios, a utilização dos processos, princípios, e padrão “World Café“, possibilita Líderes, Facilitadores, Moderadores, enfim, pessoas que trabalham com grupos, a criar intencionalmente redes dinâmicas de conversação e de polinização cruzada de ideias e conhecimentos, gerando uma evolução acelerada de trocas.

Exercitando o “World Café“, percebemos as suas implicações práticas imediatas no jeito de se fazer reuniões, na criação de conhecimento, na concepção de inovações rápidas, no engajamento das partes interessadas e em mudanças em larga escala.

É claro que o Processo de Conversação Colaborativa proposto pelo “World Café” não acontece de forma improvisada. O “Anfitrião Ancora” e os demais Anfitriões precisam estar devidamente preparados para facilitação de grandes grupos, para a utilização dos Pressupostos, Ética do Café e dos 7 Princípios básicos do “World Café“.

O World Café é utilizado em todo o mundo em empresas dos mais diversos segmentos e tamanhos. Tendo a possibilidade de se aplicar a qualquer número de participantes, é uma metodologia de dinâmica de grupo para:

  1. compartilhar conhecimentos, ideias, visões e experiências,
  2. criar sinergia e comprometimento,
  3. estimular inovação e mudanças, enfim,
  4. estimular e acessar a inteligência e sabedoria coletiva.

Leia mais:

world-cafe-a-quick-reference-guide

Aplicação da técnica do World Café

World Café

World Café para viagem

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