Necessidade de Projeto Brasileiro da Indústria do Futuro: Padrão 4.0

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Luciano Coutinho, economista, foi presidente do BNDES. O Brasil perdeu um valoroso servidor público e o debate público brasileiro recuperou um notável intelectual. Com toda a parcialidade de ser seu ex-aluno, no Mestrado em Economia na UNICAMP (1975-76), sou “testemunha-ocular” de seu conhecimento sempre atualizado. Ele se caracteriza por ser um adepto da Economia Normativa, isto é, não se contenta a ficar restrito ao diagnóstico da Economia Positiva de “o que é” e sempre propõe “o que deveria ser”. Confira seu artigo (Valor, 25/10/16) abaixo reproduzido.

A severa recessão em curso é bem mais profunda na indústria de transformação, pondo em risco a sobrevivência de grande parte dela. A forte queda da demanda, principalmente na metal-mecânica e bens duráveis combina-se com estrangulamento financeiro, escassez de crédito, incapacidade de pagar impostos e desemprego. Multiplicam-se falências e recuperações judiciais. A situação é crítica. Para sobreviver é preciso que venha logo a reativação cíclica da demanda. Além disso é imperativo:

  1. reescalonar dívidas,
  2. reduzir o custo do crédito,
  3. desburocratizar e simplificar a tributação,
  4. acelerar a indução dos investimentos em infraestruturas e
  5. conter a valorização da taxa de câmbio.

A indústria que conseguir sobreviver terá, no entanto, vida dura pela frente. Além da expectativa de recuperação lenta da economia, precisará enfrentar novos e graves riscos decorrentes da onda de transformações tecnológicas nas economias desenvolvidas. Muitas delas poderão ser disruptivas. Ressalto as estratégias industriais em marcha nos Estados Unidos, Alemanha, China, Japão e Coreia para acelerar a automação computadorizada, abrangente e integrada pela denominada “internet industrial“.

Essas estratégias se inserem numa onda maior e acelerada de digitalização e conectividade que engloba pessoas, equipamentos e objetos na chamada “internet das coisas“. A expansão tem sido exponencial. Em 1995, apenas 15 milhões de pessoas tinham acesso à internet com cerca de 4,5 milhões de computadores conectados; em 2020 estima-se que 7 bilhões de indivíduos estarão ligados na web (via computadores e smartphones) e que cerca de 50 bilhões de dispositivos estarão instalados em máquinas, equipamentos, veículos, bens duráveis conectando-os a redes/sistemas sob a internet.

A indústria, os serviços, os agronegócios serão inevitavelmente atingidos por esta grande onda. Os sistemas industriais nacionais serão protagonistas ou vítimas, se não conseguirem mudar a tempo. Nas indústrias do futuro as máquinas, equipamentos, sistemas de estocagem e logística serão dotados de capacidade individual e autônoma de computação e comunicação. Formarão redes inteligentes, verticais e horizontais, que operarão em tempo real e abrangerão desde o design, produção, comercialização, a gestão de estoques e logística.

Ao mimetizar os processos econômicos reais e integrados de modo abrangente pela internet os computadores operarão, em paralelo, processos virtuais e isso permitirá otimizações e sinergias hoje inalcançáveis. Os modelos de negócio e de gestão estão fadados a mudar. Ampliar-se-á o grau de flexibilidade e de customização factíveis, com eficiência competitiva. As cadeias de valor serão afetadas…

O governo alemão, aliado ao setor privado, lançou a “Indústria 4.0“. Trata-se de uma mobilização ampla que congrega ministérios, academia de ciências, institutos tecnológicos do sistema Fraunhofer, rede de universidades técnicas, empresas líderes (destaques para Siemens, Bosch, SAP), o setor de máquinas e entidades de médias e pequenas empresas (MPEs). O objetivo é andar rápido para a liderança da indústria do futuro.

Graças a um convite da CNI e da Câmara de Comercio Brasil-Alemanha, tive o privilégio de ver de perto o processo. Há uma abordagem pragmática para induzir as MPEs, com especial atenção às do setor de bens de capital e engenharia mecânica, a caminhar velozmente para o padrão 4.0.

Esse processo imprescindível foi denominado metamorfose fabril (MetamorFAB) – pois sem mudança das MPEs as empresas líderes não conseguirão extrair as novas eficiências prometidas pelas redes inteligentes. Por isso há um apoio ativo à MetamorFAB, cujo início está condicionado a uma auto-avaliação da situação de cada empresa que obrigatoriamente será validada por um consultor externo. A partir desta base pactua-se um programa gradual de mudanças em 5 etapas predefinidas. Este programa terá subvenções à P&D, à eficiencia energética e à redução de emissões poluentes e conta com financiamentos especiais pelos bancos públicos.

Porém, o que mais me impressionou após 5 dias de visitas a fábricas, institutos tecnológicos e universidades foi o invejável alinhamento geral dos agentes – dos altos escalões do governo e das empresas até o chão de fábrica; dos professores e especialistas até os alunos e estagiários – todos com a mesma clareza conceitual, entusiasmo e mobilização. Um verdadeiro projeto nacional de desenvolvimento!

No Brasil de hoje, a luta pela sobrevivência não deve ofuscar a visão do futuro.

Parece-me urgente formular um projeto brasileiro de “indústria do futuro”, que dê suporte à desafiadora metamorfose do estágio 2.0 em que nos encontramos para o padrão 4.0. Isto demanda que se enxergue muito além das necessárias reformas nos planos fiscal, tributário, trabalhista, previdenciário – para preparar o Brasil a enfrentar os riscos e oportunidades da densa agenda de transformações tecnológicas que virá nos próximos anos.”

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Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é Professor Titular do Instituto de Economia da Unicamp e também meu ex-professor. Em 2001, foi incluído entre os 100 maiores economistas heterodoxos do século XX no Biographical Dictionary of Dissenting Economists. Gabriel Galípolo, professor do Departamento de Economia da PUC/SP, é sócio da Galípolo Consultoria. Ambos publicaram artigo (Valor, 01/11/16) sobre o mesmo tema — A nova Revolução Industrial — tratado pelo Luciano Coutinho. São complementares na tradição a favor da industrialização dos herdeiros dos antigos cepalinos. Confira abaixo:

“A globalização, acompanhada da liberalização das contas de capital nos países emergentes e da desregulamentação financeira nas economias centrais, provocou uma verdadeira revolução na estrutura financeira, produtiva e empresarial. Esse movimento impulsionou a metástase manufatureira da grande empresa americana, europeia e japonesa para as regiões em que prevalecem baixos salários, câmbio desvalorizado e alta produtividade do trabalho.

Em estudo publicado em 2015, o Parlamento Europeu reconheceu o declínio da contribuição relativa da indústria na economia europeia, que perdeu um terço da sua base nos últimos 40 anos: “Essa ‘desindustrialização‘, um processo também presente em outras economias desenvolvidas, é em parte devida

  1. à ascensão da manufatura em outras partes do mundo (notadamente China) e
  2. à realocação dos trabalhos intensivos em mão de obra para países com custos trabalhistas e cadeias de fornecimento globais com fornecedores localizados fora da União Europeia”.

Em resposta a esse declínio, a Comissão Europeia definiu como meta que, em 2020, a manufatura deverá representar 20% do valor agregado na União Europeia, adotando como estratégia ajudar todos os setores industriais a explorarem novas tecnologias e manejarem a transição para o sistema industrial inteligente, a Indústria 4.0.

Também conhecida como a Internet Industrial das Coisas, a potencial “nova revolução industrial” incorpora:

  1. a aprendizagem das máquinas e tecnologia de big data;
  2. a comunicação de máquina para máquina (M2M);
  3. tecnologias de automação;
  4. a aplicação de tecnologia da informação e comunicação (ICT) para digitalizar informação e integrar sistemas em todos os estágios de produção (inclusive logística e fornecedores), tanto dentro quanto fora da planta;
  5. sistemas cyber- físicos que usam ICT para monitorar e controlar processos com sensores incorporados;
  6. robôs inteligentes que podem se auto configurar para adequação ao produto;
  7. impressoras 3D;
  8. redes de comunicação sem fio e internet que servem máquinas conectadas;
  9. simulação, modelagem e virtualização no design de produtos e processos de manufatura;
  10. coleta e análise de uma vasta quantidade de dados, imediatamente no chão de fábrica ou por meio de análise de big data e computação na nuvem.
  11. Máquinas inteligentes, mais precisas que humanos em capturar e comunicar dados, possibilitam às empresas a identificação antecipada de ineficiências e problemas, poupando tempo e dinheiro, com grande controle de qualidade, redução de perdas, rastreabilidade e supervisão da eficiência da cadeia de fornecedores.

As plantas eletrônicas da Siemens Electronics em Amberg (Alemanha) produzem Controles Logísticos Programáveis no estado da arte das fábricas inteligentes, onde a gerência de produção, manufatura e sistemas de automação estão integrados. Máquinas inteligentes coordenam a produção e distribuição de 950 produtos como mais de 50 mil variantes, pelas quais aproximadamente 10 mil materiais são localizados em 250 fornecedores.

Pela conexão de máquinas inteligentes com componentes que captam dados:

  1. os ciclos de inovação são encurtados, e
  2. a produtividade e qualidade são majoradas.

A planta de Amberg registra apenas 12 defeitos por milhão (contra 500 em 1989), uma confiabilidade de 99%.

Algumas companhias são capazes de configurar fábricas sem luzes ou calefação, onde robôs automatizados produzem. Na Holanda, a Philips produz barbeadores elétricos em uma “fábrica escura” com 128 robôs e apenas 9 trabalhadores.

Buscando também restaurar a prominência da sua indústria, os Estados Unidos estabeleceram uma Rede Nacional para Inovação na Manufatura, batizada de Manufacturing USA, com sede no National Institute of Standards and Technology, no Departamento de Comércio.

O escritório opera em parceria com o Departamento de Defesa, o Departamento de Energia, a Nasa, a Fundação Nacional de Ciência, o Departamento de Educação e o Departamento de Agricultura.

Nos últimos quatro anos do programa foram criados ou anunciados nove institutos de inovação em manufatura, com mais seis planejados para 2017. Esses institutos são parcerias público-privadas, cada um com seu distinto foco tecnológico. O programa europeu, batizado de “Factories of the Future“, também usa o modelo de parceria público-privada (PPP).

A Indústria 4.0 se insere na estratégia dessas regiões de realocação do eixo industrial, como explicita o Parlamento Europeu: “A localização de algumas indústrias poderá estar mais próxima do cliente: se a manufatura é largamente automatizada, ela não necessita mais ser “off-shored” ou alocada em países distantes com baixo custo de mão de obra (e altos custos de transporte). Companhias europeias podem decidir retornar sua manufatura para a Europa (‘re-shore‘) “.

Ao analisar a chamada quarta revolução industrial, a revista Forbes externou preocupação com os efeitos da substituição de trabalhadores em um vasto espectro de indústrias. A estimativa é que 47% dos empregos americanos estejam ameaçados pela automação. Especialistas sugerem especial prejuízo aos mais pobres, especialmente pelo desaparecimento dos trabalhos de baixa qualificação e salário.

As economias centrais se contorcem nas angústias da ruptura do circuito de formação do emprego e da renda. Em seu formato “fordista” esse circuito era ativado pela demanda de crédito para financiar o gasto dos empresários confiantes nos efeitos recíprocos da expansão da renda no conjunto de atividades que se desenvolviam nos espaços nacionais, a partir da generalização dos métodos de produção industriais que invadem os serviços e a agricultura.

Na culminância de seu desenvolvimento, o progresso capitalista gerou de suas entranhas tecnológicas os traumas e oportunidades da hiperindustrialização 4.0. Esse momento renova desafios das sociedades modernas: como as instituições humanas vão responder às forças sistêmicas transformadoras da vida.

As revistas Forbes e The Economist debatem as consequências da nova revolução industrial:

  • em uma das mãos ela oferece as promessas da abundância e do tempo livre;
  • na outra, ameaça com a precarização, a queda dos rendimentos dos trabalhadores menos qualificados, o aumento da desigualdade.

Nesse cenário cresce o debate acerca da renda mínima como forma de enfrentar

  1. o deslocamento tectônico das relações sociais e das condições de vida de homens e mulheres,
  2. a questão do desemprego tecnológico estrutural.

E o Brasil? Na Tropicália, a indústria e as políticas industriais estão fora de moda.”

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Marli Olmos (Valor, 01/11/16) traçou o perfil de um “inventor/empreendedor” contemporâneo, o mexicano Oscar Salazar. Este pensa e inova os serviços urbanos.

“Quando cortou o dedo num parque, há pouco mais de dois anos, Oscar Salazar não imaginava que a desagradável experiência pela qual viria a passar no pronto-socorro em Nova York, onde mora, renderia uma boa ideia de negócios. Depois de esperar oito horas para receber um curativo, ele achou que era hora de surgir no mercado um aplicativo para facilitar a vida dos pacientes. Consultou especialistas em medicina, foi atrás de quem aceitasse investir na inovação e, pouco tempo depois, lançou o Pager, que permite marcar consultas médicas pelo celular.

Essa não foi a primeira vez que esse engenheiro de 39 anos se aventurou numa ideia inovadora. Salazar é um dos criadores do Uber, o serviço de transporte urbano que enfureceu taxistas do mundo inteiro. Mas o Uber já é parte do passado na vida de Salazar. Ele deixou a empresa em 2011, dois anos depois de fundar o serviço com dois amigos. “Sou engenheiro, não executivo”, disse ao Valor, em sua primeira visita ao Brasil, dias atrás.

Pode-se dizer que Salazar é um desbravador dos tempos modernos. Suas armas para explorar terrenos desconhecidos são a inteligência artificial e boas doses de genialidade e inconformismo, que o acompanham desde que deixou a pequena Colima, na costa mexicana, onde nasceu. Ele completou seus estudos no Canadá e fez doutorado em telecomunicações em Paris.

Durante a rápida visita ao Brasil, Salazar amarrou contatos para desenvolver um projeto de caminhões autônomos. Esse será o próximo passo da CargoX, empresa que ele criou no Brasil no início do ano em sociedade com o argentino Federico Vega.

Hoje, a principal atividade da CargoX é ajudar caminhoneiros a identificar quem precisa transportar carga. Seria um Uber do caminhão? Apesar de não gostar da comparação, Salazar reconhece que “ideias inovadoras requerem analogias”. “Antes do Uber, as pessoas não entendiam por que clicar um botão no celular seria mais fácil que erguer a mão para chamar um táxi na rua”, diz.

Com jeito de garoto, Salazar veste jeans e camiseta, uma roupa informal que o deixa muito distante do estereótipo de investidor. Não é o único sinal de despojamento. Quando vai ao México, visitar a família, ele sempre ouve a pergunta “Que carro você tem?” É a maneira de o mexicano calcular a fortuna alheia, diz ele. Mas Salazar nunca teve carro. Nem de brinquedo. Quando criança preferia os computadores. “Sou visto como um pobre no México”, afirma, abrindo um largo sorriso.

Salazar não agrupa os negócios em uma única empresa. É investidor em várias companhias que ajudou a idealizar. Fundos de private equity são seus principais parceiros na criação de aplicativos para diversos serviços disponíveis nos Estados Unidos, como contratar coleta de lixo ou organizar caronas entre funcionários de uma mesma empresa. Outro projeto foi engavetado por falta de parceiros para investir: um aplicativo para o cidadão denunciar problemas de infraestrutura pública, como falta de iluminação ou buracos nas calçadas.

Ninguém sabe até que ponto as pessoas poderão encher seus smartphones com aplicativos. Ou mesmo os limites da inteligência artificial. “Até que ponto vamos deixar que as máquinas tomem decisões e façam o trabalho até agora executado por humanos?”, pergunta. A resposta, prossegue, está em quanto a tecnologia pode ajudar.

No caso do Pager, o aplicativo para atendimento médico que criou nos EUA, Salazar prevê uma importante redução de custos para as seguradoras. “Como em geral o cidadão não tem acesso fácil aos serviços de saúde, a tendência é que só procure atendimento quando apresenta sintomas graves. Um canal para facilitar esse acesso oferece também a oportunidade para uma medicina preventiva.”

Já no caso do projeto do caminhão autônomo, o veículo não vai operar sozinho em uma primeira fase, mas poderá ajudar o motorista a evitar acidentes. A ideia é que o caminhão assuma o comando assim que perceber, por exemplo, que o humano ao volante cochilou. Além de salvar vidas, o plano é reduzir gastos com acidentes, já que, segundo estatísticas, o fator humano é o maior responsável por eles. Segundo Salazar, somente num futuro mais distante o caminhão vai, efetivamente, substituir o motorista.

E quanto ao carro autônomo? O cofundador do Uber não liga muito para o automóvel. Acha que, com o tempo, se transformará numa commodity, o que reduzirá sua importância.

O próximo passo de Salazar está na área de educação. Ele começou a discordar do modelo de ensino clássico muito cedo, quando ainda frequentava os bancos escolares. “Várias coisas que os professores me diziam não faziam sentido. Eu via que muitos alunos optavam por memorizar tudo ou copiar. Isso atrapalha o pensamento crítico, essencial em profissões que exigem tomada de decisão”, diz.

Pelo seu modelo de ensino, a inteligência artificial traçaria o perfil do aluno para criar exercícios mais adaptados ao modelo de aprendizagem. Apesar de já envolvido no projeto, ele diz que é cedo para revelar detalhes.

A quem lhe pergunta se não teme os efeitos da inteligência artificial, Salazar costuma responder que a estupidez humana lhe dá mais medo. Haverá prós e contras nesse processo. O lado negativo é a inevitável perda de postos de trabalho, com pessoas sendo substituídas por máquinas. Setores industriais tradicionais estão tendo de se reinventar sob o risco de serem “destruídos” por um simples youtuber com uma vasta legião de seguidores.

Ao mesmo tempo, a tecnologia pode nos transformar em pessoas melhores. E por uma questão muito simples: “Ao contrário do ser humano, a inteligência artificial não lida com preconceitos; só com dados. A não ser que a programemos para isso”.

Apesar da nítida paixão pela tecnologia, Salazar está longe de demonstrar um comportamento antissocial, como é geralmente atribuído a fãs do assunto. Ao contrário, ele discorre facilmente sobre questões sociais, como a falta de limites dos jovens no mundo digital.

“O maior problema é conseguir equilíbrio. Convivemos com o vício dos celulares, principalmente nas novas gerações. É cedo para prever consequências. Mas observar que jovens passam dez, 15 horas em frente a uma tela e que a comunicação é cada vez menos verbal é algo que temos que começar a analisar e não vejo ninguém fazendo uma pesquisa séria sobre a consequência social disso.”

Há nove anos, Salazar foi morar em Nova York para acompanhar a esposa, uma argentina que ele conheceu no Canadá e que escolheu os EUA para fazer mestrado. O casal acabou ficando por lá porque ela foi contratada para trabalhar na ONU. A ideia de permanecer no país, uma referência em inovação, agradou o marido. A família cresceu, com um casal de filhos que hoje têm seis e dois anos. Será que as crianças já usam inteligência artificial para buscar superpoderes? Apesar das facilidades, considerando a trajetória do pai, Salazar ainda não os deixa chegar perto dessas coisas. “Eles precisam primeiro aprender a ser humanos“, diz.

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