Processo de Análise de Balanços de Bancos

balanc%cc%a7os-patrimoniais-dos-6-maiores-bancos-2014-2009O primeiro passo do processo de análise de balanços de bancos deve constituir a análise propriamente dita dos componentes do patrimônio – agregados segundo o “corte” estabelecido -, para conhecimento detalhado de cada grupo de contas representativas do ativo e do passivo. Poderá se aprofundar até onde for o interesse do analista de conhecer as subdivisões das próprias contas.

A determinação da percentagem de cada elemento patrimonial em relação ao conjunto indica o coeficiente dos diversos grupos patrimoniais, oferecendo assim uma ideia precisa de distribuição dos valores no conjunto patrimonial. Pode-se então avaliar se há excesso de imobilização, insuficiência de capitais ou de disponibilidades (liquidez), a proporção necessária e definida entre os capitais próprios e de terceiros, etc.

Os bancos, diferentemente de empresas de outros ramos de atividade:

  1. movimentam mais capitais de terceiros que capitais próprios,
  2. têm maiores disponibilidades que valores imobilizados e
  3. dispõem de mais realizáveis do que de ativos disponíveis.

Quociente é o resultado da comparação entre dois componentes do conjunto. Não se confunde, portanto, com coeficiente, que é a porcentagem de um componente em relação ao conjunto.

Quocientes patrimoniais são aqueles calculados em relação à situação estática do patrimônio (balanço patrimonial). Os calculados sobre a situação dinâmica do patrimônio (contas de resultado) são os quocientes de variações patrimoniais. Os primeiros possibilitam interpretações sobre as aplicações de capital (bens e direitos) e sua origem (capitais próprios e de terceiros), Os últimos – calculados através da comparação entre componentes do resultado econômico entre si, ou entre eles e os componentes patrimoniais -, nos fornece indicadores sobre a dinâmica patrimonial, evidenciando a circulação de capitais e sua rentabilidade.

Ente os quocientes patrimoniais, destacam-se:

  1. quocientes de solvência: são o resultado da comparação entre o ativo circulante e as obrigações, com a finaliidade de medir a capacidade da empresa de pagar seus débitos; a medida de solvência vai desde a indicação da liquidez imediata (disponível / exigível de curto prazo) à da liquidez geral (capital circulante / exigível), de acordo com o desejo de conhecer os vários graus de conversibilidade dos valores ativos, assim como os prazos de vencimento das responsabilidades;
  2. quocientes de garantia de capitais de terceiros: constituem o resultado da comparação das obrigações patrimoniais (exigível) com vários aspectos do patrimônio (patrimônio líquido, capital em giro próprio e de terceiros, ativo, etc.);
  3. quocientes de capitais próprios: são representados pela comparação entre o patrimônio líquido e vários aspectos do patrimônio (capital circulante, ativo total, ativo permanente, exigível, etc.), para medir a posição do capital próprio no conjunto patrimonial;
  4. quocientes de imobilização de capitais: decorrem da comparação do imobilizado com vários aspectos do patrimônio (patrimônio líquido, capital em giro, ativo real, etc.).

A análise das variações patrimoniais e consequente resultado econômico torna-se bastante mais significativa com a determinação de quocientes, pois eles põem em evidência a rotação dos capitais e sua rentabilidade, assim como a porcentagem dos elementos positivos e negativos do resultado econômico sobre os montante de variações e sobre o resultado final.

Essa comparação entre elementos formadores do resultado econômico pode constituir os seguintes grupos de quocientes:

  1. quocientes de rentabilidade: comparação do resultado econômico (lucro líquido ou prejuízo) com o capital, nos vários aspectos de sua origem e aplicações, embora o mais usual seja o cálculo da rentabilidade do patrimônio líquido – capital + reservas + lucros – através da relação lucro líquido / patrimônio líquido;
  2. quocientes de produtividade: comparação da movimentação econômica da empresa (produção ou vendas) com os vários aspectos da aplicação de capitais (ativo total, ativo real, imobilizado, circulante, etc.);
  3. quocientes de aproveitamento de custos: comparação dos custos (despesas) com a movimentação econômica da empresa (produção ou vendas) e com os resultados (lucro bruto ou lucro líquido);
  4. quocientes de rendimento das ações: comparação do lucro distribuído (dividendo) com o capital da empresa (capital social ou patrimônio líquido) e com o investimento do acionista (preço da ação na bolsa), embora o mais usual seja a relação preço / lucro, que indica o número de anos necessário para que haja retorno do capital investido, através de lucros recebidos.

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