Déficit Habitacional

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Déficit Habitacional por Faixa de Renda - 2005 Déficit Habitacional Déficit Habitacional 2007-2012 Composição do Déficit Habitacional por Faixa de RendaA favela – e sua contrapartida, o déficit habitacional – é resultante do processo de expulsão de pessoas do campo, na ausência histórica de uma profunda reforma agrária no País, para as periferias das grandes metrópoles. Os instintos humanos de sobrevivência, reprodução e proteção social levaram à edificação de residências urbanas principalmente com base em iniciativas particulares. O autofinanciamento foi o modo de construir 73% das UH, representando 92% do valor gasto nas construções.

No cálculo da Fundação João Pinheiro de Minas Gerais do déficit habitacional, antes da Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014), era de 7,8 milhões de moradias, o equivalente a 14,7% do total de domicílios então existentes. Nesta estimativa, quatro famílias carentes eram consideradas:

  1. famílias que viviam no mesmo domicílio;
  2. famílias que moravam em habitações precárias;
  3. famílias com gasto excessivo de aluguel;
  4. famílias com imóveis depreciados e/ou habitações precárias.

Colocou-se em dúvida esse conceito, questionando-se a inclusão de famílias que coabitavam, inclusive mães adolescentes já viúvas e pais idosos: deveriam entrar no cálculo? Recalculado, o número do déficit habitacional (veja gráfico acima em mil UH) diminuiu, substancialmente, e seria viável sua cobertura caso o governo social-desenvolvimentista não fosse golpeado.

Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais e Bahia, pela ordem, se encontram 59% das famílias carentes de habitações não precárias. A distribuição do déficit habitacional por faixa de renda também está ilustrada acima.

A FGV/Construbusiness, em 2010, considerando as exigências de atender às novas famílias, eliminar a precariedade e reduzir a coabitação, estimou a necessidade de construção de 23,5 milhões de novas moradias entre 2010 e 2022, ano da comemoração do bicentenário da Independência do Brasil. Isto daria uma média anual de 1,8 milhão de UH jamais alcançado, ou seja, a necessidade de quebrar um recorde histórico cuja política habitacional do governo golpista não conseguirá!

necessidade-de-novas-moradias-2010-2022

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