Ministério da Economia

Seu Presidente,
Sua Excelência mostrou que é de fato
Agora tudo vai ficar barato
Agora o pobre já pode comer
Seu Presidente,
Pois era isso que o povo queria
O Ministério da Economia
Parece que vai resolver
Seu Presidente
Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver
Eu vou buscar
A minha nega pra morar comigo
Porque já vi que não há mais perigo
Ela de fome já não vai morrer
A vida estava tão difícil
Que eu mandei a minha nega bacana
Meter os peitos na cozinha da madame
Em Copacabana
Agora vou buscar a nega
Porque gosto dela pra cachorro
Os gatos é que vão dar gargalhada
De alegria lá no morro

 Obs.: errei no outro post o número da playlistEconomia em Letras de Músicas — no Spotify. O certo é 12142604272.

Amigo Urso (Moreira da Silva)

Amigo urso, saudação polar
Ao leres esta hás de te lembrar
Daquela grana que eu te emprestei
Quando estavas mal de vida e nunca te cobrei.
Hoje estás bem e eu me encontro em apuros,
Espero receber e pode ser sem juros.
Este é o motivo pelo qual lhe escrevi,
Agora quero que saibas como me lembrei de ti.

Conjecturando sobre a minha sorte,
Tranportei-me em pensamentos ao Pólo Norte,
E lá chegando sobre aquelas regiões,
Vai vendo só quais as minhas condições:
Morto de fome, de frio e sem abrigo
Sem encontrar em meu caminho um só amigo,
Eis que de repente vi surgir na minha frente,
Um grande urso, apavorado me senti.
E ao vê-lo caminhando sobre o gelo,
Porque não dizê-lo, foi que me lembrei de ti.

Espero que mandes pelo portador,
O que não é nenhum favor,
Estou te cobrando o que é meu.
Sem mais, queiras aceitar um forte amplexo
Deste que muito te favoreceu:
Eu não sou filho de judeu,
Dá cá o meu.

Amigo Urso (Resposta do Amigo Urso)
(Gabriel O Pensador)

Amigo Urso, saudação polar
Ao leres esta, hás de te lembrar
Daquela grana que eu te emprestei
Quando estavas mal de vida e nunca te cobrei
Hoje estás bem e eu me encontro em apuros
Espero receber e pode ser sem juros
Este é o motivo pelo qual te escrevi
Agora quero que saibas como me lembrei de ti
Conjeturando sobre a minha sorte transportei-me em pensamento até o Pólo-Norte
E lá chegando sobre aquelas regiões
Vai vendo só quais as minhas condições
Morto de fome, de frio e sem abrigo
Sem encontrar em meu caminho um só amigo
Eis que de repente vi surgir na minha frente
Um grande urso e apavorado me senti
E ao vê-lo caminhando sobre o gelo
– Porque não dizê-lo?
Foi que me lembrei de ti
Espero que mandes pelo portador
O que não é nenhum favor, tô te cobrando o que é meu
Sem mais, queira aceitar um forte abraço
Deste que muito te favoreceu
O meu garoto já cresceu, dá cá o meu
Dá cá o meu
Que o meu garoto já cresceu
Manda mais cem
Que tu não negas pra ninguém

Amigo velho, aí vai tua resposta
Quem é pobre nesse mundo
Sempre come do que gosta e o que não gosta
Eis porque fiquei furioso
Recebendo do amigo um tratamento desdenhoso
Mas a minha raiva logo se reprimiu
Eu não posso querer mal a quem tanto, tanto me serviu
Tua cartinha causou-me admiração
És perfeito na cobrança, como o gringo Salomão
(Que vende roupa a prestação)
Há muito eu andava persuadido que tu eras um sabido com carinha de otário
Mas, hoje, tua cartinha relendo, foi que fiquei sabendo que és expedicionário
Fostes ao Pólo sem gostar do teu algum
Enquanto eu fiquei sem nenhum aqui na velha dura sorte
Manda mais cem, eu sei que tu não negas
E receba do colega outro abraço forte
Minha continha eu pagarei no Pólo-Norte

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