A FIESP está pagando o pato!

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A FIESP incentivou o golpe contra um governo eleito democraticamente, fornecendo até almoço para “os direitistas do patinho-amarelo” na sua sede. Depois colheu o que plantou: um ano com os piores resultados econômicos desde a Era Neoliberal (1988-2002). A FIESP está pagando o pato!

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Obs.: o índice de difusão, que mede o número de setores em que a produção subiu, passou de 50% pela primeira vez desde 2012, mostrando que a alta de dezembro não se baseou em apenas um segmento. Porém, não foi dessazonalizada

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O ano de 2016 foi “muito difícil” para a indústria, com queda em todos os pontos da pesquisa “Indicadores Industriais” da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pelo segundo ano consecutivo, desde a volta da Velha Matriz Neoliberal, os dados são todos negativos. O ano foi muito difícil porque a magnitude da queda em cima de queda já forte no ano anterior mostra corrosão do faturamento das empresas.

O faturamento foi o indicador com a maior queda no ano passado. Ele retrocedeu -12,1% na comparação entre 2015 e 2016.

Os indicadores de produção também tiveram um forte recuo no ano, com uma queda de 7,6% nas horas trabalhadas e 7,5% no nível de emprego. A comparação é com 2015. Os dados do mercado de trabalho continuam negativos, isso é um indicador da capacidade de compra dos trabalhadores e mostra dificuldade da economia retomar seu crescimento.

grande ociosidade no parque industrial significa taxa de rentabilidade muito baixa ou negativa, o que é impeditivo não só da retomada do investimento como fragiliza a sua situação financeira.

A ligeira alta no nível de emprego sazonal foi a primeira depois de 23 meses consecutivos de recuo. Apesar disso, os indicadores de renda na indústria caíram tanto entre novembro e dezembro quanto na comparação entre 2015 e 2016. O ano terminou com recuo de 1,6% na massa salarial e queda de 1,2% no rendimento médio. No ano, o recuo foi de 8,6% para a massa salarial e 1,2% para o rendimento médio real. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI), por sua vez, teve uma queda entre novembro e dezembro na série dessazonalizada, ao passar de 76,4% para 76%. A UCI terminou 2016 no menor nível histórico, indicativo de grande folga que existe na indústria, o que é limitador da retomada de investimento.

A taxa de desemprego permaneceu estável entre o trimestre encerrado em novembro e aquele até dezembro, em 11,9%, conforme a média de 21 estimativas colhidas pelo Valor Data entre consultorias e instituições financeiras. As projeções para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua variam entre 11,7% e 12,3%. Se confirmado o número, o desemprego médio de 2016 fecharia em 11,3%, quase três pontos acima daquele verificado em 2015, 8,5%.

A composição do desemprego em dezembro de 2016 manteve as características observadas nos trimestres móveis anteriores: forte retração da ocupação e avanço moderado da força de trabalho. Sua projeção para o indicador é de 11,9%, semelhante à expectativa da Tendências Consultoria, que embute uma queda de 2,1% no nível de emprego, na comparação com o mesmo trimestre móvel de 2015 – desempenho semelhante ao de novembro -, e aumento de 1,2% da força de trabalho, na mesma comparação, contra 1,8% observado no primeiro semestre de 2016.

A procura mais fraca por novas vagas, interpretada por muitos economistas como um cenário de desalento, vem dando alívio ao desemprego, mas contribuirá para manter a taxa em nível elevado neste ano. Se porventura aparecerem dados mais positivos para a economia, a tendência é que haja uma procura maior por emprego e que a força de trabalho cresça mais, pressionando a taxa.

Nesse cenário, o desemprego medido pela Pnad Contínua atingirá 13,5% no meio deste ano e cederá a 12,5% em dezembro de 2017. Assim, o Brasil poderá conviver com um desemprego mais alto a despeito de eventual saída da recessão. Com recuperação lenta da geração de emprego e pressão maior da força de trabalho, o desemprego médio deve crescer de 11,2% em 2016 para 12,8% neste ano e ceder apenas a 12,4% em 2018.

Se a taxa deve recuar lentamente, o ritmo forte de desinflação, provocada pela Grande Depressão, deve ajudar os ganhos reais neste ano.

A projeção para o avanço da renda média real no confronto com igual período de 2015 é de 1,2%. No trimestre até novembro, os salários avançaram 0,4% em termos reais e em junho, recuaram 3,7%.

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