Desaprovação do Governo Golpista: Fora Temer!

Chega! Fora Temer!

A maioria da opinião pública está contra o programa neoliberal que o governo golpista está implementando, cortando o direito social de se aposentar com idade e remuneração adequadas, para manter seu padrão de vida, e o crédito anticíclico, para empresas e consumidores, de modo a não elevar ainda mais a Grande Depressão, que já aumentou o número de desempregados para 13,5 milhões.

A taxa de desemprego aumentou para 13,2% no trimestre encerrado em fevereiro de 2017, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. A Pnad Contínua verifica o desemprego em todas as regiões do país.

Com o crescimento do desemprego no período, a população desocupada chegou a 13,5 milhões de pessoas, recorde da sérieA população ocupada, de 89,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro de 2017, é a menor população ocupada desde o trimestre encerrado em maio de 2012, quando o país tinha 89,286 milhões de pessoas empregadas. Novas gerações já não encontram emprego e o governo só insiste em um ajuste fiscalista para evitar a elevação dos impostos a serem pagos pelos mais ricos! Chega!

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Unindo Forças contra o Desmonte do BNDES: Troca de TJLP pela TJL

Leia: Unindo Forças contra o Desmonte do BNDES

TLP SUBSTITUIRÁ TJLP EM CONTRATOS DO BNDES FIRMADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2018

· Estoque de contratos anteriores a 1º de janeiro de 2018 permanecerá em TJLP

· Primeira TLP será igual à TJLP vigente em 1º de janeiro de 2018

· Convergência progressiva com a NTN-B ocorrerá em cinco anos

A Taxa de Longo Prazo (TLP), anunciada no dia 31 de março de 2017 pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda, se insere em um conjunto de desmanches de instrumentos usados na Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014). Eles vêm sendo feitos pelo governo golpista que implanta um programa neoliberal não eleito. A TLP substituirá a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos contratos do BNDES, firmados a partir de 1º de janeiro de 2018.

Reproduzo abaixo o comunicado divulgado à imprensa sobre a mudança:

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Visão Dual Simplória: Modelo de Livre-Mercado versus Modelo Intervencionista

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Em entrevista concedida aos pesquisadores Gloria Maria Moraes da Costa (coordenadora), Hildete Pereira de Melo e Victor Leonardo de Araújo, no livro “BNDES: Entre o Desenvolvimentismo e o Neoliberalismo (1982-2004)” (Rio de Janeiro: CICEF, 2016), Elena Landau resume o debate entre correntes ideológicas ou político-partidárias em termos dicotômicos ou maniqueístas.

São dois modelos diferentes de ver o Estado. “Agora, cada governo tem o direito de impor o modelo para o qual ele foi eleito. Mas não é possível desperdiçar recursos públicos em projetos duvidosos e que muitas vezes podem ser financiados pelo mercado de capitais privado. Afinal, hoje, especialmente com a recriação da conta movimento do Tesouro com o Banco, são recursos públicos para empréstimos subsidiados que competem com finalidades mais típicas de Estado, como saúde, educação, por exemplo”.

Curiosamente, nessa referência à coalização presidencialista com hegemonia petista permanentemente questionada (e finalmente golpeada) ela se esquece do que acabou de dizer, ou seja, que cada governo eleito tem seu programa!

Mas logo volta a insistir que “as pessoas elegeram o governo X ou o governo Y, certo? Mas as instituições devem ser preservadas. A Eletrobras tem de ser preservada, a Petrobras tem de ser preservada, o BNDES tem de ser preservado, o Congresso Nacional, as agências reguladoras, enfim, as instituições têm de ser preservadas”. Preservadas dentro de qual modelo estratégico?

Demonstra mais uma vez o rancor tucano antipetista. “Hoje [em 2014] há um modelo que diz o seguinte: o Tesouro faz tudo. Hoje há um modelo no qual o contribuinte paga por tudo. No modelo anterior, o nosso, o usuário pagava por aquilo que ele consumia. Então, energia elétrica tem um preço, telecomunicações tem um preço, petróleo tem um preço, tarifas de ônibus têm seu preço etc. Era clara a separação entre usuário de serviços e contribuintes. Com a mudança para o governo do PT, principalmente no governo da Dilma, não tanto no do Lula, fica uma sensação de que o Tesouro não tem limites, que a política fiscal não é relevante, que empresa estatal é para subsidiar, que o contribuinte deve pagar o uso do carro subsidiado e que o contribuinte deve pagar o uso da energia. Até a política ambiental ficou subordinada a esse entendimento”.

Ela não distingue as condições sociais do contribuinte rico das do consumidor pobre. Sem altruísmo, acha que este pobre pode pagar todos os serviços públicos, enquanto aquele rico não pode pagar mais tributos… Continue reading “Visão Dual Simplória: Modelo de Livre-Mercado versus Modelo Intervencionista”