Grande Depressão: Queda na Prestação dos Serviços Públicos, com Corte de Pessoal, Custeio e Investimento

A Grande Depressão, provocada pela volta da Velha Matriz Neoliberal, em 2015, e mantida pelo governo temeroso, tem com efeito a queda da renda e do emprego, logo, da arrecadação fiscal. Ela faz receita dos Estados voltar aos níveis de 2011, na Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014)

Cristian Klein (Valor, 13/03/17) informa que, fruto da severa recessão econômica apregoada por “colunistas chapa-branca”, que saudavam a política econômica levyana [de Joaquim Levy], a receita corrente líquida (RCL) dos Estados em 2016 retrocedeu cinco anos e voltou ao nível de 2011.

No ano do golpe de Estado no Brasil, as unidades da Federação tiveram receita conjunta de R$ 559,5 bilhões, pouco acima dos R$ 552,8 bilhões de 2011. Em relação a 2015, houve queda de 3,5% na receita de 25 Estados que enviaram informações sobre o item à Secretaria do Tesouro Nacional. O declínio seria ainda maior, de 4,2%, se não tivessem recebido recursos da repatriação.

Os dados foram compilados pelo site http://comparabrasil.com. Desde 2014, quando a receita dos Estados foi de R$ 597,4 bilhões, a queda é de 6,3% (não há dados disponíveis de Distrito Federal e Mato Grosso do Sul).

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Darc Costa: a Visão Nacional-Desenvolvimentista da Casta dos Guerreiros

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Outra entrevista interessante concedida aos pesquisadores Gloria Maria Moraes da Costa (coordenadora), Hildete Pereira de Melo e Victor Leonardo de Araújo, no livro “BNDES: Entre o Desenvolvimentismo e o Neoliberalismo (1982-2004)” (Rio de Janeiro: CICEF, 2016), é a de Darc Antonio da Luz Costa (Rio de Janeiro, RJ, 1948).

Engenheiro formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), fez mestrado em engenharia de produção na mesma instituição e doutorado em engenharia da produção na Coordenação de Programas de Pós-graduação em Engenharia (COPPE/UFRJ). Funcionário de carreira, foi vice-presidente do BNDES (2003-2004) na gestão do professor Carlos Lessa.

Destaca-se, em seu currículo, que também tenha sido conselheiro do Centro de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra. Ele o coordenou de 1999 a 2002. Em outras palavras, possui o antigo mérito de “engenheiro-militar”, apresentando a visão nacional-desenvolvimentista conservadora da casta dos guerreiros. Autor de livros e artigos sobre economia brasileira e sua inserção geopolítica, é consultor na área de planejamento de diversas instituições.

Sobre sua passagem pela Escola Superior de Guerra (ESG), Darc conta que foi em 1989 que ele cursou a Escola, mas ele retornou ao Banco. “Depois é que voltei de novo para a Escola, pois o comandante na época, o brigadeiro Ferolla [o brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla exerceu cargos de grande importância, entre eles de diretor do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), de 1989 a 1992, e o de ministro do Superior Tribunal Militar], reiterou o convite já feito pelo comandante anterior, o general Oliva, para eu voltar como professor. E eu fiquei na ESG até 2002, quando Lessa me chamou para voltar ao Banco”.

Seu depoimento é muito relevante sob o ponto de vista de revelar a visão nacional-desenvolvimentista da casta dos guerreiros, extremamente influente na história da República brasileira. Continue reading “Darc Costa: a Visão Nacional-Desenvolvimentista da Casta dos Guerreiros”