Fundos de Índice Passivos ou Passionais?

Na Economia de Mercado de Capitais, i.é, nos EUA, uma reclamação comum do setor financeiro e dos investidores em reação à rápida ascensão dos fundos de índice “passivos” e dos fundos negociados em bolsas de valores (ETFs), que hoje são responsáveis pela gestão de cerca de US$ 5 trilhões em ativos nos Estados Unidos, é que não há mais controle humano sobre as decisões financeiras. Os investidores têm uma tendência compreensível de ver os investimentos passivos sendo conduzidos por um bando de robôs colocando dinheiro em fundos automatizados. É como estivesse ocorrendo um levante das máquinas ou um ataque dos clones! 

Mas se você examinar todos os aspectos dos investimentos passivos – da formação do índice ao tratamento dado à gestão dos fundos -, verá que não há muita coisa automatizada neles. Na verdade, eles envolvem muita tomada de decisões por humanos.

Eis cinco maneiras em que os investimentos “passivos” são na verdade “ativos”:

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Reservas Cambiais Excessivas

Ribamar Oliveira (Valor, 21/03/17) divulgou um estudo realizado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), informando que as reservas internacionais do Brasil estão acima do nível recomendado puramente por precaução, qualquer que seja a métrica que possa ser utilizada. Dito de outra forma, há um excesso que pode ser vendido. A IFI é um órgão do Senado, destinado a acompanhar a economia.

A instituição estimou que se fossem vendidos US$ 60 bilhões, proposta considerada conservadora, haveria uma redução do custo de carregamento das reservas equivalente 0,23% do PIB, algo em torno de R$ 15 bilhões. O estudo da IFI adverte, no entanto, que a venda das reservas, caso o governo decida realizá-la, precisa ser feita com cautela e de forma gradual, pois a medida poderá afetar o mercado de câmbio, provocando uma valorização adicional do real, com repercussões negativas para as exportações do país.

Adverte também que os recursos obtidos com a venda das reservas devem ser usados apenas para reduzir o endividamento público e não para fazer investimentos ou gastos correntes, como estão defendendo alguns economistas. Neste caso, haveria piora da dívida líquida e impacto negativo sobre o resultado primário das contas públicas.

[FNC: nota-se aí a cegueira ideológica da subcasta dos mercadores-financistas: ao privilegiarem, acima de qualquer coisa, a solvência governamental, não se dão conta da importância de expandir a capacidade produtiva e gerar empregos como um meio de adicionar valor que elevaria a arrecadação fiscal. A miopia deles só enxerga de perto (curto prazo) e não de longe (em longo prazo)…]

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