Desempenho das Empresas Não-Financeiras em 2016

Em 2016, houve alguma recomposição das margens de lucro líquida das empresas não financeiras. Este movimento foi expressivo para a indústria, cuja margem saiu de 3,7% para 6,6% entre 2015 e 2016.

A informação deriva de um levantamento preliminar com dados contábeis para 2016 de 107 empresas não financeiras, cujos principais resultados serão apresentados nesta Análise IEDI. Este trabalho dá continuidade à avaliação que o IEDI vem fazendo do desempenho econômico-financeiro das empresas na atual crise econômica (Carta IEDI n. 738 e Carta IEDI n. 754). A partir de maio, com a publicação de um número maior de balanços, uma versão completa do trabalho será realizada levando em conta uma amostra com mais empresas, assim como foi feito nas Cartas anteriores.

Cabe lembrar que em um contexto de crise prolongada como o que temos vivido, as empresas vêm enfrentando grandes dificuldades para equilibrar seus orçamentos e proteger seus balanços, especialmente diante de uma fase de aceleração inflacionária e expressiva elevação das taxas de juros pelo Banco Central, que durou até há muito pouco, e de desvalorização cambial, que especialmente em 2015 elevou muito o endividamento em moeda estrangeira de algumas empresas. Para 2016 especificamente, foram constatadas as seguintes tendências:

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Desafios da Política Industrial na Atualidade (Carta IEDI 779)

A importância da política industrial ontem e hoje
Sumário

Para quem acha que políticas industriais são coisas do passado, o IEDI vem mostrando, por meio da síntese de trabalhos de importantes instituições e de economistas reconhecidos mundialmente, que este tema continua em voga no debate internacional e que medidas de política industrial continuam sendo adotadas pelos países.

Neste intuito, a Carta IEDI 779 resume dois trabalhos recentemente publicados que não apenas atestam a importância dessas políticas na promoção do desenvolvimento econômico, como também mostram que a política industrial voltou a ser amplamente adotadas por inúmeros países nos últimos anos.

O primeiro desses trabalhos refere-se a um artigo do ex-economista-chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial, Justin Lin, intitulado “Política industrial revisitada”, que foi publicado no final de 2016 como capítulo do livro “Efficiency, Finance, and Varieties of Industrial Policy”, organizado pelo prêmio nobel Joseph Stiglitz em parceria com Akbar Noman.

Já o segundo trabalho é uma sessão do relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) Science, Technology and Innovation Outlook de 2016, dedicada exclusivamente ao tema da política industrial e denominada “Novas Políticas Industriais”.

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