60 Anos da União Europeia

Valentina Pop (Valor, 25/03/17) informa que, para os líderes da União Europeia (UE), o encontro, em Roma, para comemorar o 60o aniversário do tratado de fundação do bloco, pretendia ser uma celebração genuína de um experimento bem-sucedido visando a reconstrução de um continente marcado pelas cicatrizes de duas guerras mundiais. Mas o Brexit, o mal-estar econômico, a imigração, a hostilidade russa, a indiferença dos Estados Unidos e o crescente ânimo nacionalista em toda a Europa estragaram a festa de aniversário.

Essa nuvem de problemas, claramente reforçada pela ausência da primeira-ministra britânica Theresa May na comemoração, revela profundas divisões entre as nações mais ricas e mais pobres do bloco, entre os falcões fiscais no norte e as nações devedoras no sul, e entre países ex-comunistas do leste e países membros do oeste.

Manter sintonizadas as seis nações que originalmente assinaram o Tratado de Roma em 1957 — que dirá as 22 que aderiram posteriormente — parece agora um grande desafio.

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Tudo Azul em um País com Sentimento de Blues

O blues é mais do que um mero estilo musical. O blues é um sentimento, é uma manifestação pura do sentimento de um povo que recém liberto da escravidão clamava por igualdade, respeito e consideração. O blues nasceu do lamento dos negros africanos escravizados e carrega em si toda a dor e angústia pelo qual este povo de imigração forçada passou nos anos de escravidão nas Américsa.

É interessante ser “testemunha ocular”, como consumidor, de um empreendimento empresarial com inovação bem sucedida: popularizar voos de companhia de aviação aérea. Tem seu plano de negócio baseado em rotas regionais que alimentam alguns “hubs” (terminais de conexão), principalmente em Campinas e Belo Horizonte. Esta é minha cidade-natal, aquela é minha cidade-residencial, talvez por isso eu viajo praticamente só pela Azul desde 2009.

João José Oliveira (Valor, 11/04/17) conta que a Azul foi a quarta companhia de aviação criada pelo empresário David Neeleman, filho de pai holandês e mãe americana, nascido em São Paulo, mas que cresceu no Estado americano de Utah. Antes, ele fundou a americana Morris Air, em 1984 – vendida à Southwest por US$ 130 milhões em 1993 -, a canadense WestJet e a JetBlue, que abriu capital em 2002, levantando US$ 158 milhões, e atualmente é a quinta maior do setor nos Estados Unidos.

Esse histórico ajudou Neeleman a atrair US$ 150 milhões de fundos de investimento – como os brasileiros Gávea e Bozano, ou os americanos Pequot Capital e Weston Presidio – para criar uma companhia aérea no Brasil.

O empreendedor via no território brasileiro um grande mercado mal explorado. De fato, das quase 300 cidades brasileiras que eram atendidas pela aviação de passageiros nos anos 70, restavam menos de 100 com voos regulares no início dos anos 2000.

Em dezembro de 2008, quando David Neeleman fez o primeiro voo da Azul, o mercado doméstico brasileiro que atendia 57 milhões de pessoas era dominado por TAM e Gol, que detinham 93% da demanda nacional. Com a estratégia de operar rotas mal servidas e aeroportos abandonados, como o Viracopos, em Campinas (SP), e cortando preços para atrair quem usava ônibus ou não viajava, a Azul começou a ganhar fatias de mercado.

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